quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Eu & “The Wonders”


O filme que escolhi falar hoje é simplesmente delicioso. “The Wonders – o sonho não acabou (That Thing You Do!) é uma produção lançada em 1996 e que teve Tom Hanks estreando como roteirista e diretor.

A história se passa em 1964, época em que o fenômeno The Beatles imperava os Estados Unidos, quando surge em uma pequena cidade da Pensilvania um grupo musical chamado Oneders, seguindo o estilo dos britânicos.

Descobertos por Sr. White (Tom Hanks), que se torna seu agenciador, a banda passa a se chamar The Wonders e a contar com o jovem Guy Petterson (Tom Everett Scott) como novo baterista, que entra no lugar de seu antecessor devido a um acidente com as mãos na véspera de um show de calouros.

Graças a presença de Guy, que é louco por Jazz, os The Wonders ganha uma nova batida e conquista o grande público, tendo a música “That Thing You Do!” encabeçando as paradas de sucesso nas rádios locais.

Não demora muito, a mesma vai parar entre os primeiros lugares da Billboard e o grupo fecha uma intensa agenda de shows, sempre destacando o talento e a empatia do baterista. Porém, tanto sucesso assim sobe à cabeça de Jimmy Mattingli (Johnathon Schaech), vocalista, compositor e fundador da banda.

Se não bastasse invejar a popularidade de Guy, Jimmy também não aceita tantas mudanças impostas por White em “sua banda”. Irritado, ele começa a discutir com todos, provocando mal-estar e distanciamento entre os integrantes. Inclusive de Faye Dolan (Liv Tyler), sua namorada e fiel escudeira, por quem Guy já está completamente apaixonado.

O clima esquenta e no decorrer da trama todos percebem que os The Wonders poderia ter tido um sucesso maior ainda, mas como todo grande fenômeno, infelizmente um dia termina com a mesma rapidez que começou.   


Vale a pena conferir: porque The Wonders  - o sonho não acabou é uma daquelas histórias que a gente não se cansa de assistir. Bom filme, ótimas atuações, Tom Hanks não fez feio como diretor e as músicas ainda são uma delícia.

Melhor cena: gosto muito de quando os integrantes da banda escutam pela primeira vez a música "That Think You Do!" tocando na rádio, além da passagem em que Guy vai a um bar de Jazz e se depara com um grande ídolo seu. Por fim, curto as apresentações da banda, com direito a histeria do público. É muito bom! Aliás, qualquer semelhança com as "aventuras" vividas pelos The Beatles em início de carreira não é mera coincidência.     

Curiosidades:  os quatro intérpretes dos integrantes da banda tocaram juntos semanas antes das filmagens iniciarem para se entrosar, mas durante as apresentações todos foram dublados; 

- Tom Hanks foi convencido pela esposa, Rita Wilson, de que Tom Everett Scott era perfeito para o papel de Guy. Hanks tinha receio porque o ator lembrava ele quando jovem;

-  “That Think You Do!” tornou um genuíno hit da parada de sucessos com o disco The Wonders, de 1996. A canção chegou a 41º no Billboard Hot 100, 22º no Adult Comtemporary, 18º no Adult Top 40, e 24º na Top 40 Mainstream). Além de concorrer ao Oscar e ao Globo de Ouro (1997) na categoria melhor canção original.     

- Embora muitos pensem ao contrário, a banda The Wonders é fictícia. Entretanto, quatro singles foram lançados para o filme e até hoje ThatThink You Do! toca nas rádios. São elas: 

-         That Think You Do!
-         Little Wild One 
-         Dance With Me Tonight
-         All My Only Dreams

Eu & a obra: amo The Wonders! Peguei na locadora por um acaso, talvez por gostar do Tom Hanks, e me apaixonei por esse filme que considero leve e muito gostoso. Além de ter uma história bacana e até divertida, apesar de ser considerada comédia dramática, ainda tem como pano de fundo rock e jazz, dois ritmos musicais que adoro, e a riqueza dos anos 60. Já perdi a conta de quantas vezes assisti e recomendo. 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Eu & “Top Gun – Ases Indomáveis”


O longa citado hoje no Eu, eu mesma e meus filmes é um dos novos clássicos mais relembrado de todos os tempos. Top Gun – Ases Indomáveis (Top Gun) foi lançado em 1986, época em que Tom Cruise começava a trilhar um caminho rumo ao sucesso e ao coração da mulherada.

A produção conta a história de um grupo de jovens que integram a Academia Aérea da Marinha, fazendo parte de um curso para pilotos de Caça. Em destaque, Pete Mitchel (Tom Cruise), conhecido como Maverick, jovem impetuoso e ousado.

Tudo o que o rapaz mais deseja na vida é se tornar um grande piloto da Marinha, o problema é que para ser o melhor não basta ser “bom”, mas respeitar regras e limites, o que para ele é praticamente uma missão impossível. 

Se não bastasse sua própria soberba, o jovem também terá que lidar com Iceman (Val Kilmes), oficial conhecido pelos colegas como o “Homem de Gelo”. Além de frio e calculista, este também é um excelente piloto e travará um batalha direta com Maverick em busca do título de " o melhor". 

Para complicar ainda mais, Maverick  terá que superar a perda do seu grande amigo e parceiro, o piloto Goose (Anthony Edwards), morto durante um treinamento, e abrir espaço em sua vida para a entrada da instrutora civil Charlie (Kelli McGillis), por quem está apaixonado.

Vale a pena conferir: porque Top Gun – Ases Indomáveis  entrou para a história dos melhores filmes lançados na década de 80 devido ao casamento perfeito em termos de trama,  fotografia e sequências, muito bem dirigidas e em perfeito casamento com a trilha sonora.

Melhor cena: como muitos filmes que já relembrei aqui, nesse caso também não dá para escolher apenas uma. Primeiramente destaco Tom Cruise, no auge dos seus 24 aninhos, de jaquetão militar, óculos Ray ban, voando em sua  Kawasaki Ninja 900, ou pilotando um Caça, ao som de “DangerZone”, interpretado por de Kenny Loggins;

- Entre outras, fico com a sequência que começa com Maverick conhecendo a treinadora Charlie em um bar e descobrindo, no dia seguinte, que ela se trata da sua nova treinadora. No decorrer dessa história, uma paixão avassaladora toma o rumo da estrada pela qual ele segue Charlie, naquela moto maravilhosa, e termina onde todo mundo já imagina;

- Por fim, quando Maverick finalmente supera a morte do amigo, retorna ao curso, brilha durante uma missão e finalmente é condecorado, ao lado dos companheiros. Inclusive de Iceman, que de rival torna-se um amigo;

Curiosidades:  além de Tom Cruise "desabrochando" para a vida e a fama, Top Gun conta também com a presença de Val Kilmer, Meg Ryan, Tin Robbins e Anthony Edwards, nomes que viriam se tornar famosos no decorrer dos tempos. Este último, por exemplo, ganhou notoriedade no seriado ER – Plantão Medico;

- A música “Take my Breath Away” - Cheap Trick, tornou-se hino das baladinhas dos anos 80 e não parava de tocar nas rádios. Em entrevista ao canal VH1, sua intérprete confessou que já não aguenta mais ter que cantá-la em seus shows. 

Eu & a obra: não o considero um dos melhores filmes que já assisti, mas gosto bastante. A produção tem seu mérito, já que foi lançada em uma época na qual comédias teen como Curtindo a Vida Adoidado, ou besterol do nível de Porky’s, tomavam conta das salas de cinema. Top Gun surgiu para ser um divisor de águas, misturando romance e aventura, e por isso entrou para a lista dos Novos Clássicos. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Eu & “João e Maria, Caçadores de Bruxas”


O filme que falo hoje acabou de chegar às telas de cinema. João e Maria, Caçadores de Bruxas (Hansel & Gretel: Witch Hunters, EUA/Alemanhaco, 2013) começa quando os irmãos ainda são crianças. Assim como a fábula infantil,  os dois vão parar em uma casa de doces, no meio da floresta, só que abandonados pelos pais.

Aprisionados por uma bruxa, eles eliminam a malvada e desde então, dedicam suas vidas a salvar inocentes, vitimas dessas criaturas do mal. O tempo passa e já crescidos, João (Jeremy Renner) e Maria (Gemma Arterton) ganham fama pelo mundo. 

Os irmãos acabam sendo contratados pelo prefeito de uma cidadezinha, cujo um grande número de crianças desapareceu. Chegando lá, se não bastasse sofrer resistência por parte do delegado e de alguns moradores, terão que entender por qual motivo 12 crianças da região foram sequestradas. 

Já de frente com a Bruxa Negra (Famke Janssen), uma das mais perigosas, além de colocar em risco suas vidas, descobrirão a verdadeira razão pela qual o feitiço das bruxas não funciona contra eles e o real motivo para seus pais os terem abandonado. 
 
Vale a pena conferir: porque é uma grande produção. Muita ação, um pouco de romance e um toque de humor "temperam" a trama, capaz de prender a plateia e deixar um gostinho de "quero mais" ao final da história. 

Melhor cena:  a melhor cena é o embate final que João tem com as bruxas. No entanto, destacaria também quando os irmãos descobrem sobre seu passado e quando conseguem matar a Bruxa Negra.

Curiosidades: João e Maria, Caçadores de Bruxas foi todo rodado na Alemanha;

- O nome original dos irmãos é Hansel e Gretel, mas no Brasil se tornaram João e Maria;

- Jeremy Renner, ator que interpreta o João, fez Thor e Os Vingadores, mas ganhou indicação ao Oscar em 2010 por sua participação em Guerra ao Terror, no qual interpretou o líder do Esquadrão anti-bomba. O filme, que levou a estatueta de melhor do ano, já foi assunto aqui no Eu, Eu mesma & Meus filmes.

- Por fim, em circuito desde o último dia 25/01, o longa já ocupa a primeira colocação na lista dos 10 mais vistos no Brasil.

Eu & a obra: me interessei desde que vi seu trailler. Afinal, adoro filmes épicos, com bruxas, vampiros e seres sobrenaturais. Apesar da crítica afirmar que esperava mais, a mim a produção não deixou a desejar. A não ser pelo tempo, que é muito curto. A atuação dos protagonistas é ótima, assim como os efeitos especiais. E olha que eu nem gosto muito de filme em 3D. #euindico     

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Eu & As “Garotas do Calendário”


Após uma longa pausa, O Eu, eu mesma & meus filmes está de volta. E para marcar seu retorno, um filme belíssimo que ressalta a emancipação da mulher em tempos onde a “classe feminina” anda se esquecendo um pouco do que a fez lutar tanto por igualdade.

 As Garotas do Calendário (Calendar Girls) é um filme britânico, lançado em 2002. Sua trama é baseada na história real de Chris (Helen Mirren), integrante do Women’s Institute - associação nacional que congrega senhoras em torno de atividades como culinária, artesanato e jardinagem, entre outras, em uma cidadezinha do interior da Inglaterra. 
Sua melhor amiga, Ennie (Julie Walters), perde o marido, vitima de leucemia, e resolve juntar-se ao grupo na luta para ajudar o hospital local. Juntas, as duas decidem lançar um calendário com renda revertida para estudos em busca da cura do câncer. Embora nobre, a campanha sofre boicote. Afinal, a ideia era estampar em cada folhinha do ano uma integrante do grupo, nua, desenvolvendo alguma aptidão feminina.

No decorrer dessa história, essas mulheres irão sofrer com o preconceito e o machismo da cidade. e de sues familiares. No entanto, com garra e determinação, elas não só irão concluir o trabalho e arrecadar um bom dinheiro, como também ganhar notoriedade pelo mundo e o respeito da sociedade britânica.

Vale a pena conferir: Porque além de belíssimo, é uma história de reflexão e discussão. Não só a respeito do papel da mulher na sociedade, como também sobre a existência de sentimentos como amor, raiva, amizade e traição.

Melhor Cena: Primeiro a deliciosa sequência das fotos. Mesmo diante de tanta determinação, as mulheres demonstram um pudor, um cuidado em se exibir. É uma graça ver o quanto somos fortes e, ao mesmo tempo delicadas e tímidas;

Segundo: O discurso de Chris durante uma reunião da associação, buscando o direito de fazer e vender o calendário;

Terceiro: É muito legal quando as mulheres, uma a uma, decidem participar. O que de início começa com um pouco de vergonha, como se estivessem fazendo algo de errado, termina como sinal de virtude e muita coragem.

Curiosidade: Hellen Mirren é a mesma atriz que interpretou brilhantemente a Rainha Elizabeth, no filme A Rainha.  

Eu & a Obra: Eu era louca para assistir este filme, pois a história do calendário com nu artístico de mulheres da terceira idade é famosa há tempos. E minha primeira, segunda, terceira... impressão não podia ser outra. É simplesmente maravilhosa e contagiante a fibra dessas mulheres.  

E se hoje escolho ele para falar em meu blog é porque gostaria que todas nós nos lembrássemos da luta de personalidades como Coco Chanel, Eva Perón, Tarsila do Amaral e Maysa (entre tantas), para que nos libertássemos não apenas do espartilho, como também de todo tipo de “ditadura” imposta por uma sociedade machista e falso-moralista.     

domingo, 29 de janeiro de 2012

Eu & "Cisne Negro"

O filme que trago hoje para o Eu, eu mesma & meus filmes é Cisne Negro (Black Swan), lançado em 2011. 

A produção conta a trajetória de Nina (Natalie Portman), jovem bailarina que vê a chance de se tornar solista do espetáculo “O Lago dos Cisnes”, concorrendo ao papel principal, graças a aposentadoria de Beth Maclntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma grande companhia de dança. 

Se não bastasse ser frágil e ter sérios problemas comportamentais, a dançarina não consegue lidar com a pressão imposta por Thomas Leroy (Vincent Cassel), diretor do espetáculo. Além disso, cria em sua cabeça a ideia de que Lily (Mila Kunis), uma companheira de elenco, quer roubar-lhe o papel. 

Para garantir que ninguém lhe tire sua grande chance, ela passa por um processo excessivo de treino e diante das dificuldades, além de brigar com a mãe, em um ato desesperador, começa a se ferir. Sem contar nas alucinações constantes.

Vale a pena conferir: Porque acredito que todo filme muito badalado deve ser visto. Seja para falar bem, seja para falar mal. Neste caso, eu fico com a segunda opção.

Melhor cena: Para alguém como eu, que ama balé, os ensaios de Nina. Além disso, gostei de quando ela se transforma no cisne negro, abrindo as asas. Fotografia muito bonita. Por fim, a penugem nascendo em suas costas e os dedos dos pés grudados, dando a entender que ela estava, realmente, se transformando na ave. Boa sacada!    

Pior cena: Vê-la se “mutilando” é um tanto grosseiro. A pior sequência é quando ela arranca a pele da unha. Arg! Além disso, a cena em que Beth enfia a lixa de unha no rosto. Um Horror! Sinceramente, cenas grotescas e desnecessárias.

Além disso, o que foia a cena dela dançando, já no espetáculo final, com a imagem de ovo na parede ao fundo?! #cafona

Curiosidade: Se eu soubesse que Cisne Negro reunia Winona Ryder e Natalie Portman, duas atrizes que eu não gosto, provavelmente ainda não saberia como a produção é chata. 

Eu & a Obra: Eu resisti tanto para ver este filme e somente ontem comprovei o motivo. Desculpe os fãs, que acredito serem muitos, mas é ruim. A história da garota que deseja ser famosa, seja como dançarina, cantora, modelo... e, para conquistar seus objetivos, chega ao seu extremo, ao ápice da loucura, não tem nada de inovador. Falaram tanto, criaram expectativas, elogiaram demais Natalie Portman, por nada. Tá certo, ela recebeu a estatueta. Mas por quê? Pelo talento, pela entrega? Acredito que não! E sim, como prêmio de consolação. Afinal, a Academia tinha que compensá-la de alguma forma, já que o filme não levaria. #muitobarulhopornada    

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Eu & "Benny & Joon, Corações em Coflito"

O filme que escolho hoje é uma deliciosa comédia romântica estrelada por Johnny Depp, meu ídolo. Lançado em 1993, Benny & Joon (Benny & Joon) teve direção de Jeremiah S. Chechik. 

O longa conta a história do mecânico Benjamin "Benny" Pearl (Aidan Quinn), rapaz que vive em função da irmã mais nova, Juniper "Joon" Pearl (Mary Stuart Masterson), que desde a morte dos pais passou a desenvolver um quadro de esquizofrenia. Até que um dia chega Sam (Johnny Depp), rapaz excêntrico, apaixonado por cinema e com veia cômica, igual a Buster Keaton (ator e diretor americano de comédias mudas) e seu rival, Charlie Chaplin. 

Por causa de um jogo, Benny é obrigado a tomar conta de Sam, dando-lhe hospedagem e ajudando-o a se colocar no mercado de trabalho. O que ele não podia imaginar é que esse "louco" rapaz iria mudar, de forma positiva, para sempre a vida dos irmãos.  

Vale a pena conferir: Porque Benny & Joon é uma delícia de filme! História bacana de amor e amizade, além de uma sensibilidade incrível. 

Melhor Cena: Várias! E, curiosamente, todas com Johnny Depp que, apesar de não ser o protagonista, carrega o filme nas costas. A primeira a destacar, com certeza, é a sequência dele na lanchonete, em que faz o "Balét dos Pãezinhos": http://www.youtube.com/watch?v=FfzefmyaefE 

- Depois, destaco quando sua encenação no parque e por fim, quando se pendura em uma corda para ver Joon no hospital psiquiátrico. Sensacionais!

Curiosidades:  A cena do "Balét dos Pãezinhos" é uma recriação do filme em Busca do Ouro (The Little Tramp), vivida por Charlie Chaplin.  Assista a original e depois me diga se Johnny Depp não foi perfeito em sua atuação:  http://www.youtube.com/watch?v=9UZ2YsmRi_s 

- Outra curiosidade é ver Julianne Moore, bem novinha, em início de carreira. 

Eu & a Obra:  Amo Benny & Joon - Corações em Conflitos por toda sensibilidade, simplicidade e plenitude em sua história. É a prova viva de que o ser humano não precisa de muito para ser feliz, a gente é que complica. Além disso, o amor é um direito de todos, mesmo para os mais complicados ou apontados como "incapazes socialmente".  Por fim, Johnny Depp abusou da beleza nesse filme, com direito a chapéu, cartola e bengala. Ai-ai!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Eu & "127 Horas"

O Eu, eu mesma & meus filmes andou um pouco parado, mas retorna com um título muito bacana e espero que você também curta a minha dica. 

127 Horas (127 Hours) é uma produção de 2010 e que concorreu a seis estatuetas no Oscar. Baseado em fatos reais, o filme conta a história de Aron Ralston (James Franco), alpinista famoso que, em maio de 2003, sofre um grave acidente enquanto escalava uma montanha em Utah, nos Estados Unidos.

Sozinho e com um dos braços presos a uma pedra, ele luta para sobreviver por exatos cinco dias, ou 127 horas, com os recursos que tinha em mãos: pouca comida, apenas uma garrafinha de água e alguns itens de escalada.

Em meio às suas lembranças, Aron tinha apenas uma certeza. A de que para conseguir salvar a sua vida, teria que se soltar daquela pedra. Mesmo que, para isso, fosse preciso cortar o próprio braço. Afinal, ninguém, além dele mesmo, sabia o seu paradeiro.    

Vale a pena conferir: Porque além de ser um filme interessante, discute duas questões que eu acho fundamentais. A primeira, o fato de que ninguém é auto-suficiente. Ou seja, todo mundo precisa de todo mundo em algum momento da vida. Segundo, reforça a ideia de que as pessoas costumam dar valor a algo somente quando perdem ou estejam ameaçadas de perder.       

Melhor Cena: Destaco duas. Quando ele decide que chegou o momento de cortar o seu braço e só consegue dar continuidade graças à imagem dele mesmo, enquanto criança. É como se o seu “eu” menino o fortalecesse. Além disso, há uma outra cena em que ele o vê, também enquanto criança, ao lado do pai. E se percebermos direitinho, o menino (criança em questão) é deficiente físico. Ou seja, não tem um braço.  

Curiosidade: Para quem não sabe, o ator que faz o alpinista é o melhor amigo do Peter Parker no filme Homem Aranha. Aliás, James Franco cresceu e chegou a concorrer ao Oscar de melhor ator por 127 Horas. E vamos combinar que ele arrasou! A outra curiosidade é mais uma revelação, embora todos que assistirem ao filme vão saber. A história é verídica e esse alpinista continua, até hoje, com suas aventuras.

Eu & a Obra: Quando ouvi falar a respeito de 127 Horas não senti vontade de assistir. Todo mundo falava que era horrível, tenso o tempo todo e ainda tinha a tal cena do braço cortado. No entanto, as seqüências exibidas na TV e o fato da quantidade de Oscar que ele concorreu despertaram certa curiosidade. Não me arrependi! O filme é tenso sim, bastante sinistro, mas muito bom. Sua história, apesar de triste, nos faz pensar todo o tempo e, somente por isso, já vale o ingresso. No mais, atuação perfeita, roteiro bacanérrimo, trilha e fotografia sensacionais. Precisa de mais alguma coisa?

domingo, 31 de julho de 2011

Eu & “Up – Altas Aventuras”

Para fechar o último dia do especial férias, o filme que escolhi falar é Up – Altas Aventuras (Up). Esse delicioso filme, lançado em 2009, conta a história de Carl Fredricksen (Edward Asner), um vendedor de balões.

Esse senhor de 78 anos está preste a perder a casa em que viveu com sua amada esposa Ellie, já falecida. Tudo porque um grande empresário deseja construir no local um edifício de luxo.

Após acertar um homem com sua bengala, Carl é condenado a ir morar em um asilo. Mas para evitar perder sua casa, ele começa a encher inúmeros balões e amarrá-los em sua casa. Sua intenção é levantar voo rumo a uma floresta na América do Sul, onde planejara, durante toda a sua vida, ir com Ellie.

No meio disso tudo, ele conhece um menino de oito anos chamado Russel. O garotinho quer ir com ele, mas é claro que Carl não pretende levar ninguém. Porém, um incidente acontece. E quando o velhinho se dá conta, não há mais como se livrar da companhia do menino. Está armada a confusão e ainda, uma grande aventura.

Vale a pena conferir: Porque é um filme lindo, que fala de amor, amizade e principalmente das diferenças. Ressaltando como devemos lidar com elas.

Melhor Cena: O início, apesar de triste, é legal. Pois conta a vida de Carl, explicando porque ele se tornou um velhinho rabugento e solitário. No resto, gosto de como ele conheceu Russel, da viagem dos dois e ainda, o final. Este último, perfeito.

Curiosidade: O que despertou mais ainda a vontade em ver Up – Alta Aventuras, foi ler a crítica no blog de um amigo meu. Veja você também: http://newsfernandes.blogspot.com/2010/07/up-te-deixa-up.html  

Eu & a Obra: Amei Up – Altas Aventuras porque é um filme completo, que te faz rir, chorar e pensar, na medida certa. Por isso, é mais do recomendável.

sábado, 30 de julho de 2011

Eu & "Rudolph, a rena do nariz vermelho"

Hoje trago para o especial férias do Eu, eu mesma e meus filmes um grande clássico, daqueles que a gente nunca esquece. Estou falando de Rudolph, a rena do nariz vermelho (Rudolph, the Red-Nosed Reindeer). O filme, uma produção de 1964, conta a história do pequeno Rudolph.

Infeliz porque nasceu diferente das outras rena, Rudolph morre de vergonha do seu nariz brilhante, a pequena rena decide fugir de casa. Mas no meio do caminho, conhece alguns amiguinhos que o levam até Papai Noel. 

O bom velhinho teme ter que cancelar a entrgeados presentes, na noite de Natal, por conta de uma grande tespestade. Vendo que Rudolph possui um dom, Papai Noel o convida a guiar seu trenó, na companhia das outras renas. Afinal, ele é o único que poderá abrir caminho usando o poder de seu nariz. 

Vale a pena conferir: Todo mundo conhece a história de Rudolph, a rena do nariz vermelho, mas esse filme tem um gostinho especial. História linda, personagens encantadores e bonecos perfeitos. Ainda mais levando em consideração que o filme é da década de 60, época em que o cinema de animação era apenas sementinha.

Melhor Cena: Gosto de quando ele passa alguma coisa no nariz, não me lembro bem o quê, pra ver se para de brilhar. E também, quando guia o trenó com as outras renas. 

Eu & a Obra: Tenho uma relação muito gostosa com esse filme, que fez parte da minha infância. Lembro-me que todo final de ano, ele passava na TV. Era praticamente uma tradição, assim como O Natal do Gasparzinho. Hoje, isso já não acontece mais. Lamentável! 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Eu & "O Estranho Mundo de Jack"

Hoje falo de O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas), considerado um dos novos clássicos do cinema de animação. Lançado em 1993, o filme tinha como roteirista e produtor o, hoje renomado, Tim Burton. 

Na historia, Jack Skellington (Chris Sarandon) é um ser fantástico que vive na Cidade do Halloween. O local é cercado por criaturas estranhas, onde passam o ano planejando a festa de mesmo nome. 

Cansado da rotina, um belo dia Jack deixa os limites do local onde vive e começa a vagar pela redondeza. Até que descobre portais, cujas passagens estão direcionadas para lugares de diversas festividades. 

O estranho ser escolhe uma porta e vai parar no Natal, onde vê demonstrações do espírito natalino. Jack fica encantado e, ao retornar para sua cidade, decide sequestrar o Papai Noel (Edward Ivory) e tomar o seu lugar. Para isso, convence os outros cidadãos a ajudá-lo. 
Além disso, o pessoal terá que organizar sua próprio festa, o que inclui confecção e distribuição de presentes. Mas apesar de seus argumentos, Jack não consegue convencer sua namorada Sally (Catherine O'Hara). E somente diante da desastrosa experiência, é que perceberá quem estava certo.

Vale a pena conferir: Porque o filme é delicioso! Ótima história, trilha bacana... E ainda, responsável por apresentar ao mundo do cinema um dos melhores nomes dos últimos tempos em termos de animação. Quem é ele? Tim Burtom, claro! 

Melhores Cenas: Primeiro, quando Jack descobre o Natal. Segundo, quando decide sequestrar o Papai Noel. E por fim, quando ele mesmo tenta, de forma frustrada, ocupar o lugar do bom velhinho. Destaque para os brinquedos distribuídos pelos seus súditos. 

Curiosidade 1: As personagens de O Estranho Mundo de Jack foram criadas por Tim Burton, que dava seus primeiros passos no cinema. Hoje, após bons trabalhos em seu currículo, é possível perceber seus traços marcantes em obras como Coraline, que eu já citei aqui, e  A Noiva Cadáver, que eu ainda falarei aqui no blog. Todos com um Q de sombriedade. 

Curisodidade 2: O filme é tão famoso que produtos com a sua marca foram parar no mercado, principalmente os estampados pela figura do Jack, como bolsas, T-shirts e objetos. Já o púbico que se adequou às peças é considerado Emo, por conta da sensibilidade e melancolia.

Eu & a Obra: Custei muito para ver esse filme, pois sempre o pegava pela metade. Mas, já gostava do pouco que via. Afinal, sou completamente apaixonada pelos trabalhos de Burtom. Para mim, um excelente cinéfilo. Ano passada, consegui vê-lo do início ao fim. E, sou capaz de expressar minha impressão com uma única palavra: sensacional!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Eu & "Monstros X Alienígenas"

O especial férias continua! E o filme de hoje é Monstros X Alienígenas (Monsters Vs. Aliens), produção lançada em 2009. No filme, Susan Murphy (Reese Whiterspoon) está prestes a se casar com Derek Dietl (Paul Rudd), um repórter de TV cujo sonho é a ascenção profissional.

No dia de seu casamento, ela é atingida por um meteorito vindo de um planeta recém explodido. A radioatividade do objeto a faz ficar com 15 metros de altura. Sem entender o que está acontecendo, a jovem é capturada pelo exército e confinada junto a companhia de outros monstros.

Mal sabem eles que, devido a um ataque alienígena, o presidento dos EUA ordena que ela, Dr. Barata (Hugh Laurie), Elo Perdido (Will Arnett), B.O.B. (Seth Rogen) e Insectossauro, salvem o planeta.

Vale a pena conferir: Monstros X Alienígenas não chega a ser um filmaço, mas é bem bacana e nos garante boas risadas. Só por isso, já "vale o ingresso."

Melhor Cena: Destaco quando Susan leva o raio na cabeça e cresce, no meio de seu casamento. Quando ela e os outros monstros se conhecem e ainda, a preparação de ambos para lutarem contra os alienígenas.

Curiosidades: Como em todos os filmes de animação, é comum notarmos semelhança entre o ator e sua personagem. Nesse caso, o Dr. Baratão foi interpretado por Hugh Laurie, o Dr. House da série. E não é que ficou perfeito!!! Assim como a Susan, que tem todos os trejeitos de Reese Whiterspoon.

Eu & a Obra: Quis ver esse filme mais por causa do Hugh Laurie, que eu adoro, e gostei bastante. Me diverti muito e por isso, indico para você.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Eu & "Wall-E"

O segundo filme no especial férias do Eu, eu mesma e meus filmes é uma deliciosa e surpreendente animação dos estúdios Disney, lançada em 2008.

Wall-E (Wall-E) passa a maior parte do tempo em uma espécie de lixão, retrato do Planeta Terra após a humanidade poluir a atmosfera com gases tóxicos. Hoje, essa mesma humanidade vive em uma espécie de retiro. Enquanto que robôs foram largados na Terra para tentar limpá-la.

Mas o tempo passa  e o único que ainda habita nosso planeta é Wall-E, ocupando seu tempo copactando lixo, em quantidades cada vez miores, e colecionando objetos que encontram no meio desse mesmo lixo, como aparelhos eletrônicos, brinquedos e utensílios domésticos. 

Um belo dia, Wall-E dá de cara com uma robô supermoderna saindo de uma ave espacial. Seu nome é Eva, cuja missão é descobrir se ainda há vida na Terra. Ele logo se apaixona  por ela  e trata de apresentar o local onde vive para sua amada. 

Eva descobre a muda de uma planta e trata de levá-la para o lugar de onde veio, só que Wall-E a segue e é daí que surge uma aventura capaz de mudar completamente a história do nosso planeta.     

Vale a pena conferir: Porque Wall-E é uma excelente história de consicentização e crítica sobre novas tecnologias e os hábitos ruins adquiridos pela humanidade através delas. 

Melhor Cena: Destaco três. Primeiro, quando o Wall-E se apaixona por Eva e o reflexo que dá em todas às vezes em que ele a vê. Segundo, quando descobrimos a forma em que a humanidade vive no retiro, localizado no espaço. E por fim, quando essa mesma humanidade descobre que a Terra ainda é um lugar que se possa habitar e resolve voltar. 

Eu & a Obra: Desde quando Wall-E estreou no cinema, eu queria assistir. Mas acabou que só vi em DVD. Amei! Acredito que se não for o único, é um dos poucos filmes de animação que me deram muito mais do que divertimento. E sim, a oportunidade de refletir em cima de sua crítica, que é de uma ousadia inacreditável. Como não gosto de estragar a surpresa, sugiro que você assista e tire suas próprias conclusões. Além de tentar mudar seus hábitos, de modo que possa viver mais e melhor.   

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Eu & "Meu Malvado Favorito"

Na última semana das férias de julho, o Eu, eu mesma & meus filmes preparou um especial com filmes de animação. E o primeiro título é uma das histórias mais bacanas que eu já vi. Confira!

Meu Malvado Favorito (Desplicabe Me) é uma produção lançada em 2010. A história começa com o roubo da pirâmide de Gizé, que deixa Gru (Steve Carell)  com inveja e vontade de fazer algo ainda mais ousado. 

Ele tem a ideia de roubar a Lua, mas para isso precisar invadir a casa de Vetor (Jason Segel), que foi quem roubou a pirâmide, e pegar um raio capaz de diminuir o tamanho de tudo o que atinge. Gru conta ainda com a ajuda dos minions (seres amarelados) e do Dr. Nefario (Russel Brand).  

Para entrar na casa de Vetor, ele se aproveita das órfãs Margo (Miranda Cosgrove), Agnes (Elsie Fisher) e Edith (Dana Gaier), que vendem biscitos de porta em porta. Gru sabe que elas seriam a presa perfeita, portanto decide adotar as meninas. O que não imaginava é se afeiçoar à elas. 

Vale a pena conferir: Porque trata de valores preciosos como amor e amizade. 

Melhor Cena: Primeira, Logo no início, quando as órfãs chegam no orfanato após um dia de vendas, e a Agnes pergunta se alguém esteve la para adotá-las. Segunda, quando as meninas chegam na casa de Gru e ele falam o que elas podem e nãopodem fazer. É muito engraçado, pois ele as compara como se fossem bichinhos de estimação. E por fim, quando elas lhe pedem um beijo de boa noite. Após um tempo de convívio, ele se rende e as beija. É muito fofo!

Eu & a Obra: Vi este filme na última semana e amei. A história trata de forma simples sobre assuntos muito fortes e importantes, como solidão, maus tratos, inveja, amor e amizade. Uma lição de vida. 

domingo, 22 de maio de 2011

Eu & "O Diabo Veste Prada"

Desde que criei o Eu, eu mesma & meus filmes, minha ideia sempre foi relembrar produções que assisti ou falar das novas, sempre aproveitando o momento. E o filme que falo hoje é a maior prova disso.

O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada) foi lançado em 2006. No filme, Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma jovem jornalista que busca uma chance para crescer profissionalmente.

Ela acaba conseguindo um trabalho na Runaway Magazine, a revista de moda mais importante de Nova York. Andrea assume o cargo de assistente da poderosa Miranda Priestly (Meryl Streep), editora executiva da pubicação e retrato fiel da expressão”o cão chupando manga.”

No decorrer da história, Andrea passará por várias provações. Além de não se identificar muito com o ramo da moda, a jovem tem ideias bem diferentes da maioria que trabalha para Miranda.

E mais, seu maior desafio será provar para si mesma ser capaz de fazer qualquer coisa. Mesmo que lhe mostrem o contrário.

Vale a Pena Conferir: Porque é um filme maravilhoso! História bacana, daquelas que nos faz refletir, e ao mesmo tempo super divertida. As atuações são ótimas, principalmente Meryl Streep que, mais uma vez, arrasa. E a triha sonora também é um ponto forte na produção.

Melhor Cena: O filme é recheado de ótimas cenas, a maioria por mérito de Meryl Streep que faz de sua Miranda uma figura odiada e ao mesmo tempo, engraçada. Destaco três. Primeiro, quando Andrea caçoa de uma discussão em relação ao modelo de dois cintos que, para a jovem, são extamente iguais. Nessa hora, Miranda dá uma aula de moda à jovem.

Segundo, quando Miranda ordene que Andrea consiga um manuscrito do novo livro de Harry Potter para suas filhas. Caso contrário, será despedida.

E por fim, quando Andrea está saindo de uma entrevista para um novo emprego e dá de cara com Miranda. As duas se olham emocionadas mas, ao mesmo tempo, não deixam seus sentimentos às claras.

Curiosidades: O Diabo Veste Prada é uma adaptação do bestseller de mesmo nome, lançado em 2003 por Lauren Weisberger.

- O filme recebeu 2 indicações ao Oscar, nas categorias de melhor atriz (Meryl Streep) e melhor figurino.

- Foi indicado ao Globo de Ouro nas categorias melhor filme: comédia/musical, melhor atriz coadjuvante (Emily Blunt) e melhor atriz - Comédia/Musical (Meryl Streep), faturando esta última.

- Recebeu 5 indicações ao BAFT, nas categorias de melhor atriz (Meryl Streep), melhor atriz Coadjuvante (Emily Blunt), melhor roteiro adaptado, melhor figurino e melhor maquiagem.

- A modelo brasileira Giselle Bundchen faz uma participação.

- A carreira de Anne Hathaway deu uma virada após esse filme.
- A personagem Miranda Priestly foi inspirada em Anna Wintour, editora da revista Vogue América, para quem a autora do livro (que inspirou o filme) trabalhou.

Eu & a Obra: Quando se faz jornalismo, e curte cinema, fica difícil não querer ver os filmes que tratam sobre esse universo. A primeira vez que vi O Diabo Veste Prada, fui na curiosidade em saber o que o filme tinha de bom, para tanto se falar nele. Amei! Principalmente por ser uma história de superação, ainda mais quando se é jovem e passa por desafios profissionais. Muitas às vezes me imaginei no papel de Andrea e até hoje, me surpreendo quando me posiciono diante de tanta vontate e impetuosidade, igual a personagem. Além disso, adoro a composição: revista+moda+cultura=jornalismo.

domingo, 24 de abril de 2011

Eu & "Um Olhar do Paraíso"

O filme que falo hoje é Um Olhar do Paraíso (The Lovely Bones), produção lançada em 2009. O longa conta a história de Susie Salmon (Saoirse Ronan), uma adolescente de 14 anos que, na volta da escola, é brutalmente assassinada, em 6 de dezembro de 1973, por seu vizinho George Harvey (Stanley Tucci).

Assim que morre, Susie vai parar em um mundo paralelo entre o céu e o inferno. E sua passagem por lá é um tanto quanto conturbada, já que a menina precisa decidir entre vingar sua morte ou seguir em frente.

Enquanto isso, a família de Susie sofre muito com a perda de sua primogênita. Principalmente porque o corpo da menina não chega a ser encontrado, o que dá uma falsa esperança de que ela ainda esteja viva.

Seu pai, Jack (Mark Wahlberg), faz de tudo para descobrir o que aconteceu com a filha. Já a mãe, Abgail (Rachel Weisz), não consegue lidar com a situação, e decide abandonar a família por uns tempos. Paralelo a isso, a irmã Lindsey (Rose McIver) passa a desconfiar de seu estranho vizinho. O que a faz investigá-lo, ao mesmo tempo que desperta nele um interesse por ela.

Vale a pena conferir: Porque Um Olhar do Paraíso trata de um assunto muito difícil de lidar e consegue ir além, ao mostrar também a questão espiritual. E o faz de forma simples, reflexiva e belíssima.  

Melhor Cena: Uma das cenas mais bacanas que achei, foi quando Jack acende uma vela no quarto de Susie, próxima à janela, e seu rosto reflete na vidraça. Eles se veem e aquilo dá a sensação de tranquilidade, pois a menina percebe que o pai não a esqueceu. Enquanto que ele, sente que ela ainda está junto da família. Ao mesmo tempo, levanta a velha questão de que espíritos sempre seguem uma luz.

- Além dessa, destaco quando descobrem seu assassino. Nessa hora, Susie vê o lugar para onde deve seguir. Um jardim lindo, cheio de crianças. Ela se emociona muito, assim como eu e, provavelmente, outros que já viram o filme. Mas na hora de seguir adiante, para e diz que ainda não acabou.

- E o final, dela e de seu assassino. Sensacional! Não vou contar tudo, porque perde a graça. Mas adianto que a alma de Susie só vai ter paz, quando seu corpo também a tiver. Mas para saber com isso acontece, você vai ter que ver o filme.

Curiosidades: A crítica caiu em cima de seus efeitos especiais, com a inclusão de imagens psicodélicas. Mas essa para mim é uma das grandes tiradas do filme, que se passa na década de 70. Além disso, a fotografia é simplesmente maravilhosa. Nos paraíso onde Susie foi parar, é tudo muito iluminado e colorido. Nos momentos em que ela observa o que acontece na terra, fica meio escuro, sombrio. E sempre há uma ligação, de acordo com o que aconteceu, está acontecendo ou vai acontecer.

- Stanley Tucci foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante

Eu & a Obra: Lembro-me que quando esse filme estava nos cinemas, não me despertou interesse. Agora que passou na TV a cabo, resolvi assisti-lo. E qual foi minha impressão? A de uma produção triste, forte e belíssima. Primeiro porque qualquer um fica chocado com a história. A ideia de ver uma jovem, ainda inocente, ter sua vida tirada assim, do nada. Segundo porque, apesar de triste, o filme é de uma sensibilidade incrível. Só digo duas coisas: preste muita atenção e prepare o lenço, pois as lágrimas vão rolar.  

quinta-feira, 24 de março de 2011

Eu & “Namorada de Aluguel”

Minha inspriação para o filme que falo hoje vem da música “Can’t Buy Me Love” – The Beatles, já que acordei com ela na cabeça.

Namorada de Aluguel (Can’t Buy Me Love) é uma produção lançada em 1987. No filme Ronald (Patrick Dempsey) é um tímido rapaz, cujo desejo é se tornar popular na escola em que estuda.

Ele vê sua grande chance surgir quando descobre que Cindy (Amanda Peterson), a garota mais cobiçada do colégio, está precisando de mil dólares para repor uma roupa da mãe, que usou sem seu consentimento e acabou estragando.

Trabalhador, Ronald guardou o dinheiro que ganhou cortando a grama da casa dos vizinhos para comprar um telescópio. Mas ao ver que a menina está em apuros, tem uma ideia. Ele propoe dar-lhe o dinheiro em troca de Cindy torná-lo popular.

A menina aceita o acordo e começa a andar com ele, fazendo todos na escola acreditar que são namorados. No decorrer do tempo em que passam juntos, Cindy começa a vê-lo com outros olhos.

Curiosamente o que vai acabar por afastá-los é essa súbita popularidade, que faz com que o rapaz perca sua essência. Em compensação, ganhe em termos de superficialidade.

Superficialidade essa que, aliás, também não segura amigos por muito tempo.

Vale a pena conferir: Porque Namorada de Aluguel, apesar de ser um filme adolescente, típico “sessão da tarde”, é uma delícia. Surgiu numa época em que muitas produções do gênero dominavam e, assim como essa grande maioria, soube como niguém retratar o universo de jovens secundaristas, cujo problema maior era a aceitação no grupo escolar.

Melhor Cena: A cena clássica do ritual do tamanduá africano, claro. Ronald quer aprender a dançar. Para não fazer feio em uma festa, acaba ensaiando alguns passos vendo um programa na TV. O que ele não sabia é que os tais passos se tratavam do ritual de acasalamento dos tamanduais. O mais engraçado disso tudo foi que, além de dançar, ele fez todos do colégio seguirem seus passos. Menos os nerds, já que sabiam bem do que tratava. Rsrs.


Curiosidade: Conhecido por protagonizar algumas comédias românticas da década de 80, o ator Patrick Dempsey sempre foi apontado como o patinho feio do cinema. Até que envelheceu, apareceu e virou um galã, graças ao seu papel de “Mc Sonho” na série Greys Anatomy. E olha que ele virou o sonho de muitas mulheres mesmo. Inclusive, o meu. Rsrs.

Eu & a Obra: Como fã de comédia romântica anos 80, essa sempre foi uma de minhas prediletas. Gosto da história, trilha sonora e principalmente do ritual do tamanduá africano. Sem dúvida, o motivo maior para ter feito dessa produção um clássicos da sessão da tarde.

domingo, 6 de março de 2011

Eu & “Pânico na Neve”

Ter uma ideia já formada em cima de determinados assuntos, na maioria das vezes não é uma boa. Isso aconteceu comigo, sobre o filme que falo agora.

Pânico na Neve (Frozen) é uma produção recente. Lançada em 2010, conta a história de três jovens que vão passar o fim de semana em uma estação de esqui.

Chegando lá, Dan (Kevin Zegers), Joe (Shaw Ashmore) e Parker (Emma Bell) passam o dia treinando em uma pista para iniciantes. Quando os três amigos resolvem enfrentar a pista, a estação já estava para ser fechada.

O jeito foi subornar um dos responsáveis pelo local, para deixá-los dar uma última descida. Mas no meio do caminho esse mesmo funcionário acaba se ausentando e deixa nas mãos de outro, a função de desligar o teleférico e apagar as luzes.

Ao ver supostos últimos visitantes da estação subirem, esse funcionário encerra tudo e vai embora. Quando percebem o que está acontecendo, os amigos entram em pânico. Pois é domingo e, uma vez que o parque esteja fechado, só reabriria ao público no próximo fim de semana.

Para evitar a morte por hipotermia, cabe somente a eles tomar medidas que possam tirá-los dessa situação. Algumas delas, extremas.

Vale a pena conferir: Não vou dizer que se trata de um filmaço, mas confesso que gostei do filme. A história é interessante, uma vez que não seja impossível de acontecer. Com boa dose de aventura e suspense. Consegue prender nossa atenção, porém o final deixa um pouquinho a desejar.

Melhor Cena: A melhor cena é também a pior, uma vez que se torna um tanto grotesca. E mexe com nossos nervos. É quando Dan decide pular do teleférico para tentar encontrar ajuda. Pelo tamanho da idiotice, dá para imaginar o que acontece. E quer saber, fica pior.

Também destaco o aparecimento dos lobos e três sequências envolvendo Parker. Primeiro, quando ela acorda com a mão colada na barra de segurança de sua cadeira. Segundo, quando chora ao fazer xixi nas calças e ainda, a sequência em que sai da cadeira e vai em busca de socorro.

Eu & a Obra: Quando Pânico na Neve foi lançado, lembro-me de alguns comentários ruins a respeito. Produção barata, história fraca e atores desconhecidos eram apenas alguns deles. Confesso que fiquei reciosa, mas acabei me rendendo esse fim de semana e gostei.

A história é ágil e nos envolve, graças ao suspense que se cria em cima dela. Nos faz perceber em como medidas impensadas, em momentos de muita tensão, podem representar um grande erro. Além de atitudes ruins, como por exemplo não avisar onde vamos. Em casos como esse, faz a diferença.

Eu & “Um conto quase de fadas”

É carnaval! Mas para os avessos à folia, nada como curtir um filme. Principalmente se é uma daquelas reprises, com cara de sessão da tarde. Melhor ainda, em dia de chuva. E foi isso o que fiz ontem.

Um conto quase de fadas (The Beautician and the Beast), é uma deliciosa comédia romântica lançada em 1997. No elenco principal, o ex 007 Timothy Dalton no papel de Boris Pochenko, temido presidente de um lugar fictício, da Europa Oriental, chamado Slovetzia.

Já em Nova York está Joy Miller (Fran Drescher), esteticista que sonha em ter uma chance de brilhar na TV. Um dia, por conta de um incêndio durante sua aula de cabelereiro, ela aparece em um noticiário salvando animais de laboratório.

Graças a essa reportagem, Joy é confundida com uma educadora e convidada a lecionar para os filhos de Pochenko. O que aceita na hora. Mas chegando lá, se dá conta que as tradições daquela família e país fogem muito a sua realidade.

Com o passar do tempo, Joy se sairá melhor do que imaginava. Já que ajudará não apenas na educação dos filhos de Pochenko, como também na forma com que esse grande ditador direciona seu governo e se relaciona com a família e o seu povo.

Vale a pena conferir: Porque como disse no início é um filme delicioso. Leve, engraçado, e com um certo ar água com açúcar. Mas se nos deixarmos ir além, descobriremos uma ótima história com crítica social e política. Já que Pochenko é um verdadeiro ditador, daqueles que por sere manipulado pelos assesores, não se dá conta de como trata mal seu povo.

Melhor Cena: Muitas! A que mais gosto é quando, assim que Pochenko termina um discurso, Joy aparece no alto do castelo e dá uma de Eva Peron, erguendo os braços para ver o povo a reverenciando e silenciando.

- Quando ela e Pochenko vão à uma fábrica. Equanto ele é ovacioando pelos operários, ela os ensina a respeito de sindicato, direitos trabalhistas e ainda, greve por salários e melhores condições de trabalho.

- Curto também alguns diálogos entre eles, além de quando ela o convence a tirar o bigode (estilo Hitler) e trocar a farda por um terno e gola rolê.

- A cena em que ela não consegue matar um frango e o acaba adotando.

- Quando eles dançam no baile e o final.

Curiosidades: Como falei antes, Timonthy Dalton já deu vida ao agente 007. E não fez feio. Um charme só. Recentemente ele aparece no filme O Turista, em que Johnny Depp e Angelina Jolie são protagonistas. Confesso que fiquei impressionada como está velho, quase não o reconheci.

Eu & a Obra: Acho que já deve ter percebido como gosto desse filme. Já o vi várias vezes e não me canso. Me divirto muito! E ontem, acabei assistindo com meu pai. E ele, adorou! Rsrs

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Eu & “Simplesmente Complicado”

O filme do qual falo hoje é uma comédia romântica lançada em 2009, tendo como diretora Nancy Meyers, a mesma de Do que as mulheres gostam.

Em Simplesmente Complicado (It’s Complicated) Jane (Meryl Streep) é dona de um restaurante. Divorciada há dez anos, e mãe de três filhos já adultos, Jane começa a desejar viver um romance novamente.

Enquanto isso, seu ex-marido Jake (Alec Baldwin) retomou sua vida amorosa ao se casar com uma mulher mais jovem que ele. Mesmo assim, sente que falta de algo, que não sabe bem o que é.

Jane e Jake se reencontram na formatura do filho e a relação entre eles começa a tomar um rumo diferente graças a um porre, que os levam a dormir juntos novamente. Daí em diante, esses encontros se tornam cada vez mais frequentes.

Complicando um pouco mais essa história, surge Adam (Steve Martin). Arquiteto recém divorciado, é contratado por Jane para planejar uma obra em seu restaurante.

Adam acaba se interessando por Jane. Que de certa forma responde às suas investidas. Ao mesmo tempo em que não consegue resistir aos encantos de seu ex.

Jake quer ficar com Jane, mas não consegue se livrar da atual esposa. Jane não quer fazer o papel de amante, mas não consegue se decidir entre Jake e Adam. Já Adam deseja Jane, mas não sabe se dá para competir com Jake.

Pronto, está armada a confusão!

Vale a pena conferir: Porque é um filme muito interessante, cujo o foco é o romance entre pessoas maduras. Prova de que não existe idade para se experimentar o prazer que a vida pode nos oferecer.

Melhor Cena: Com certeza a sequência em que Meryl Streep e Steve Martin fumam maconha. Hilária!!! Também destaco os encontros entre Jane e um grupo de amigas, para discutir o que acontecem em suas vidas. Além de ser muito legal a cena em que elas escobrem que Jane virou amante de Jake, é mais uma prova de que não existe idade para se ter amigas confidentes.

Curiosidade: A curiosidade que cito é mais uma percepção minha. Bacana ver Steve Martin em um papel mais dramático, enquanto que Alec Baldwin se firmou no lado da comédia. Já Meryl Streep é uma estrela, por isso brilha de qualquer lado.

Eu & a Obra: Lembro de ter visto o trailer desse filme no cinema, mas só fui assisti-lo agora na TV. Amei! E não esperava outra coisa. Filme gostoso, engraçado, leve, com ótimas atuações e o que é melhor, muito reflexivo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Eu & “Grease”

Ainda no ritmo dos musicais, ontem revi um que amo de paixão. O que acabou despertando minha vontade em falar dele. Grease – Nos Tempos a Brilhantina (Grease, 1978).

A história começa no verão da década de 50, quando os estudantes Danny (John Travolta) e Sandy (Olivia Newton-John) se apaixonam durante suas férias. Mas como a jovem logo voltaria para a Austrália, eles acreditaram se tratar apenas de um amor de verão.

Assim que as aulas retornam, Danny descobre que a garota pela qual se encantou durante as férias não viajou. Na verdade, Sandy foi parar na mesma escola que seu amado.

Mas o que parecia ser um presente do destino, logo vira uma desilusão para a jovem. Danny é imaturo e gosta de manter a imagem de durão. Bem diferente daquele rapaz sensível e amoroso, pelo qual ela se interessou.

No decorrer da história o romance entre o casal sofrerá não só com influências externas, como também com o orgulho de cada um. Por conta disso, ambos terão que mudar. Isso se quiserem realmente engatar um namoro.

Vale a pena conferir: Porque Grease é um filme simplesmente maravilhoso, que soube retratar muito bem a rebelde juventude dos anos 50. Divertido, alegre, apaixonante e o que é melhor, embalado por muita música bacana e um casal de protagonista talentosíssimos, tanto na interpretação como também nas artes de dançar e cantar.

Melhor Cena: Várias!!! Já no primeiro dia de aula, Sandy e Danny falam sobre seus romances de verão. Cena embalada pela maravilhosa música “Summer Nigths”.

- Destaco também a participação dos alunos em um concurso de dança para a TV. Nessa, John Travolta dá um show dançando!

- A cena em que rola o pega entre Danny e um desafeto.

- A última cena, formada por uma sequência de músicas. A começar por “You're The One That I Want”, seguida de “We Go Together”. Ambas cantadas por todo o elenco. Fechando, uma sequência de imagens pertencentes ao anuário escolar, embalada pela música “Grease” (título do filme) na voz de Frankie Vallie. Essa mesma música também abre o filme, apresentando o elenco em imagens de HQ.


Curiosidades: Antes de virar filme, o musical Grease estrelou nos palcos da Broadway e bateu muitos recordes de bilheteria.

- O filme marcou a estreia no cinema da atriz australiana Olívia Newton-John e consolidou a carreira de John Travolta em musicais, já que um ano antes ele surgiu no papel de Tony Manero, dançarino de Os Embalos de Sábado à Noite.

- Grease é do mesmo diretor de Os Embalos de Sábado à Noite.

- As canções “Summer Nights” e “You’re the One I Want”, duetos de John Travolta e Olivia Newton-John, estiveram nos hit-parade do mundo inteiro. Já “Hopelessly Devoted to You” recebeu indicação ao Oscar, na categoria Melhor Canção Original.

- Além do Oscar, concorreu a cinco globos de ouros: melhor filme, ator de comédia ou musical, atriz de comédia ou musical e duas indicações de músicas – “Grease” e “You're the One that I Want”.

- Em 2008 o filme completou 30 anos e para comemorar a data, edições de ouro do DVD e CD chegaram ao mercado.

- Por fim, a cantora Sandy afirma que seu nome foi inspirado na protagonista do filme. Pena que pronunciado em português soa um tanto estranho. Rsrs.

Eu & a Obra: Grease é mais um daqueles filmes que vi quando pequena e me apaixonei. Amo as músicas, coreografias e a história em si, que além de romance fala muito sobre amizade e os anos 50. Que eu adoro!

Tenho o DVD em minha videoteca e o Cd, na minha discoteca. E não me canso de assistir e muito menos, ouvir suas músicas. Com certeza, é um filme para toda a vida.

Quando completou 30 anos, falei sobre ele em meu outro blog. Se quiser, confere lá: http://blogespetaculosas.blogspot.com/2010/03/30-anos-de-grease.html  


Bonus: Confira também a trilha sonora - http://www.cineplayers.com/trilha.php?id=37