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sábado, 30 de julho de 2011

Eu & "Rudolph, a rena do nariz vermelho"

Hoje trago para o especial férias do Eu, eu mesma e meus filmes um grande clássico, daqueles que a gente nunca esquece. Estou falando de Rudolph, a rena do nariz vermelho (Rudolph, the Red-Nosed Reindeer). O filme, uma produção de 1964, conta a história do pequeno Rudolph.

Infeliz porque nasceu diferente das outras rena, Rudolph morre de vergonha do seu nariz brilhante, a pequena rena decide fugir de casa. Mas no meio do caminho, conhece alguns amiguinhos que o levam até Papai Noel. 

O bom velhinho teme ter que cancelar a entrgeados presentes, na noite de Natal, por conta de uma grande tespestade. Vendo que Rudolph possui um dom, Papai Noel o convida a guiar seu trenó, na companhia das outras renas. Afinal, ele é o único que poderá abrir caminho usando o poder de seu nariz. 

Vale a pena conferir: Todo mundo conhece a história de Rudolph, a rena do nariz vermelho, mas esse filme tem um gostinho especial. História linda, personagens encantadores e bonecos perfeitos. Ainda mais levando em consideração que o filme é da década de 60, época em que o cinema de animação era apenas sementinha.

Melhor Cena: Gosto de quando ele passa alguma coisa no nariz, não me lembro bem o quê, pra ver se para de brilhar. E também, quando guia o trenó com as outras renas. 

Eu & a Obra: Tenho uma relação muito gostosa com esse filme, que fez parte da minha infância. Lembro-me que todo final de ano, ele passava na TV. Era praticamente uma tradição, assim como O Natal do Gasparzinho. Hoje, isso já não acontece mais. Lamentável! 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Eu & “Grease”

Ainda no ritmo dos musicais, ontem revi um que amo de paixão. O que acabou despertando minha vontade em falar dele. Grease – Nos Tempos a Brilhantina (Grease, 1978).

A história começa no verão da década de 50, quando os estudantes Danny (John Travolta) e Sandy (Olivia Newton-John) se apaixonam durante suas férias. Mas como a jovem logo voltaria para a Austrália, eles acreditaram se tratar apenas de um amor de verão.

Assim que as aulas retornam, Danny descobre que a garota pela qual se encantou durante as férias não viajou. Na verdade, Sandy foi parar na mesma escola que seu amado.

Mas o que parecia ser um presente do destino, logo vira uma desilusão para a jovem. Danny é imaturo e gosta de manter a imagem de durão. Bem diferente daquele rapaz sensível e amoroso, pelo qual ela se interessou.

No decorrer da história o romance entre o casal sofrerá não só com influências externas, como também com o orgulho de cada um. Por conta disso, ambos terão que mudar. Isso se quiserem realmente engatar um namoro.

Vale a pena conferir: Porque Grease é um filme simplesmente maravilhoso, que soube retratar muito bem a rebelde juventude dos anos 50. Divertido, alegre, apaixonante e o que é melhor, embalado por muita música bacana e um casal de protagonista talentosíssimos, tanto na interpretação como também nas artes de dançar e cantar.

Melhor Cena: Várias!!! Já no primeiro dia de aula, Sandy e Danny falam sobre seus romances de verão. Cena embalada pela maravilhosa música “Summer Nigths”.

- Destaco também a participação dos alunos em um concurso de dança para a TV. Nessa, John Travolta dá um show dançando!

- A cena em que rola o pega entre Danny e um desafeto.

- A última cena, formada por uma sequência de músicas. A começar por “You're The One That I Want”, seguida de “We Go Together”. Ambas cantadas por todo o elenco. Fechando, uma sequência de imagens pertencentes ao anuário escolar, embalada pela música “Grease” (título do filme) na voz de Frankie Vallie. Essa mesma música também abre o filme, apresentando o elenco em imagens de HQ.


Curiosidades: Antes de virar filme, o musical Grease estrelou nos palcos da Broadway e bateu muitos recordes de bilheteria.

- O filme marcou a estreia no cinema da atriz australiana Olívia Newton-John e consolidou a carreira de John Travolta em musicais, já que um ano antes ele surgiu no papel de Tony Manero, dançarino de Os Embalos de Sábado à Noite.

- Grease é do mesmo diretor de Os Embalos de Sábado à Noite.

- As canções “Summer Nights” e “You’re the One I Want”, duetos de John Travolta e Olivia Newton-John, estiveram nos hit-parade do mundo inteiro. Já “Hopelessly Devoted to You” recebeu indicação ao Oscar, na categoria Melhor Canção Original.

- Além do Oscar, concorreu a cinco globos de ouros: melhor filme, ator de comédia ou musical, atriz de comédia ou musical e duas indicações de músicas – “Grease” e “You're the One that I Want”.

- Em 2008 o filme completou 30 anos e para comemorar a data, edições de ouro do DVD e CD chegaram ao mercado.

- Por fim, a cantora Sandy afirma que seu nome foi inspirado na protagonista do filme. Pena que pronunciado em português soa um tanto estranho. Rsrs.

Eu & a Obra: Grease é mais um daqueles filmes que vi quando pequena e me apaixonei. Amo as músicas, coreografias e a história em si, que além de romance fala muito sobre amizade e os anos 50. Que eu adoro!

Tenho o DVD em minha videoteca e o Cd, na minha discoteca. E não me canso de assistir e muito menos, ouvir suas músicas. Com certeza, é um filme para toda a vida.

Quando completou 30 anos, falei sobre ele em meu outro blog. Se quiser, confere lá: http://blogespetaculosas.blogspot.com/2010/03/30-anos-de-grease.html  


Bonus: Confira também a trilha sonora - http://www.cineplayers.com/trilha.php?id=37

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Eu & “Hair”

Sempre disse que rever um filme é legal porque você tem a chance de observar aquela produção através de uma outra perspectiva. Por conta disso, descobre coisas novas. Recentemente tive esta experiência com o filme que falo agora aqui no Eu, eu mesma & meus filmes.

O clássico Hair (Hair, 1979) trouxe para o cinema discussões como liberdade, patriotismo, a famosa “Era de Aquário” e tudo o que a geração hippie representou na construção de uma sociedade.

O musical começa quando Claude (John Savage) chega à Nova York para se apresentar como recruta da Guerra do Vietnã. Assim que pisa na cidade, ele conhece um grupo de hippies, liderados por Berguer (Treat Willians), e Sheila (Beverly D’Angelo), jovem pertencente a alta sociedade.

Ao perceber que Claude está apaixonado por Sheila, Berguer e sua trupe resolvem proporcionar ao rapaz alguns momentos de prazer. Antes que ele vá para a guerra. Momentos esses que virão acompanhados de muita confusão, reflexão e música.

Vale a pena conferir: Porque nunca um clássico foi tão atemporal quanto Hair. O filme aborda com maestria temas relacionados a uma sociedade ditatorial e moralista. É muito louco, mas ao mesmo tempo uma delícia.

Melhor Cena: A primeira a ser citada vem logo no início, com a chegada de Claude embalada pelo sucesso “Aquarius”. Impossível não se arrepiar com a música e muito menos, a cena.


- Quando Berguer, e seu grupo, invade a casa de Sheila durante um almoço. Ele canta e dança em cima da mesa. Ótima interpretação do ator.

- Quando quase todo o grupo nada nu, à noite, em um lago. Inclusive Claude e Sheila.

- Por fim, quando todos viajam para se despedirem de Claude antes que ele siga em viagem para o Vietnã. Essa, com direito a um final excepcional ao som de “Let the Sunshine in”.

Curiosidades: O filme Hair e baseado em um espetáculo da Broadway de mesmo nome, que fez muito sucesso nas décadas de 60 e 70. Atualmente uma adaptação brasileira está em cartaz nos palcos cariocas.

- O diretor de Hair é Milos Forman, que também dirigiu o brilhante filme O Povo Contra Larry Flint.

- Beverly D’Angelo, que dá vida a jovem Angela, é a esposa de Chevi Chase no filme Férias Frustradas. Aqui ela aparece bem novinha. Assim como Treat Willians (Berguer), conhecido pela série de TV Everwood.

Eu & a Obra: Vi Hair pela primeira vez quando era bem novinha e passei muito tempo sem rever. Como minha sobrinha ganhou o DVD, outro dia estava à toa e resolvi assistir. Que maravilha poder observar novas coisas, já que muitos detalhes eu não me lembrava mais. Além de confirmar que quando um filme é bom, jamais perde a qualidade. Mesmo com o passar dos anos.

domingo, 31 de outubro de 2010

Eu & “Halloween”

O Halloween chegou, e com ele nosso especial termina por aqui. Para fechar esta semana dedicada a data, o filme escolhido só podia ser Halloween – A Noite do Terror (Halloween).

A produção é de John Carpenter, e foi lançada em 1978. O filme começa quando Michael Myers, aos seis anos de idade, pega a irmã mais velha tendo relações sexuais com o namorado.

Após presenciar a cena, o menino, vestido de palhaço e com uma máscara escondendo seu rosto, pega uma faca na cozinha e mata a irmã brutalmente. Depois, ele sai de casa e dá de cara com seus pais.

Michael é internado em um sanatório, onde durante 15 anos foi assistido pelo Dr. Sam Loomis (Donald Pleasence). Tudo em vão, já que o menino nunca abriu a boca para falar uma palavra.

15 anos se passam e em 30 de Outubro de 1973, dia em que Michael Myers (Tony Moran ) seria interrogado pela polícia, o jovem consegue fugir do sanatório sem que ninguém veja.

Ele volta para Haddonfield, sua cidade natal, e começa a observar um grupo de jovens estudantes. Entre eles, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis). O rapaz, que fica obcecado por ela, dá seguimento a uma nova matança.

Começando pelos amigos de Laurie, mas com a intenção de chegar até a jovem. Porém, tendo sempre em seu encalço o Dr. Sam Loomis.

Vale a pena conferir: Porque Halloween foi precursor em filmes com serial killers. Michael Myers abriu espaço para personagens como Jason Voorhees (Sexta-Feira 13), Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo) e Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica), ícones de assassinos em série. Além disso é um bom filme. Com história e ótimas dosagens de suspense.

Melhor Cena: Confesso que me lembro muito pouco desse primeiro filme, mas destaco algo que mais me chama a atenção em todos os filmes da série. O olhar de Michael Myers, que me dá arrepios. Além da calma com que ele mata, comum em todo psicopata.

Curiosidades: Há uma falha nesse primeiro filme da série. Ao fugir do sanatório, Michael o faz de carro. Como o garoto sabia dirigir se foi internado aos seis anos? Depois, o psiquiatra explica que o ensinou a dirigir. Mesmo assim, a cena não convenceu.

Halloween II – o terror continua, foi lançado em 1981. O filme mostra que Laurie começa a ficar perturbada com a peseguição de Myers, até descobrir que ele ainda vive e continua querendo matá-la. Alem disso, é revelado que a jovem é sua irmã.

Halloween III – A noite das Bruxas (1982), é o único que não tem Michael Myers. Ou seja, apesar de levar esse nome, não há ligação com a série.

Halloween IV – O Retorno de Michael Myers (1988), como o nome sugere marca a volta do assassino em série, após mais 10 anos no manicômio. Desta vez o filme não conta com Jamie Lee Curtis no elenco.

Halloween V – A Vingança de Michael Myers (1989), nessa sequência Michael Myers foca em sua sobrinha.

Halloween VI – A Última Vingança (1995), após várias tentativas de morte Myers volta mais uma vez em busca de vingança contra sua família. Para muitos, esse filme consegue explicar o motivo para o jovem ter se tornado um assassino tão frio.

Halloween H20 – 20 anos depois (1998). A sequência que seria a sétima da história mostra o retorno de Jamie Lee Curtis à série, assim como suposto último confronto entre os irmãos. Desta vez, Laurie é dona de um colégio e tem um filho adolescente. Myers descobre o paradeiro da irmã e vai ao seu encontro.

Halloween - Ressurreição (2002), o oitavo e ultimo filme da série começa quando um grupo de alunos universitários são convidados convidados a passarem uma noite na casa em que viveu o psicopata, e a experiência será transmitida via internet. A situação se complica quando o assassino retorna para expulsar os instrusos de sua casa. Jamie Lee Curtis também participa dessa sequência.

Após essas oito sequências, uma nova leva de filmes começa a ser produzida baseada na série original. Já lançaram Halloween – O Início (2007) e Halloween 2 (2009).

Eu & a Obra: Tirando essas novas refilmagens, eu já vi todas as outras da série. Gosto das duas primeiras e H20, que por sinal poderia ter sido o fim dado a história. Não é meu favorito, mas gosto do filme. O que o tornou cansativo, assim como Sexta-Feira 13, foram o excesso de continuações.

sábado, 30 de outubro de 2010

Eu & “O Exorcista”

Na véspera do Halloween o filme que escolhi para complementar minha semana especial é o maior clássico de todos os tempos no gênero terror. Um marco na história cinematográfica, O Exorcista (The Exorscist) foi lançado em 1973 e levou milhares de espectadores ao cinema.

A história começa quando a atriz Chris MacNeil (Ellen Burstyn) se muda com a a filha Regan MacNeil (Linda Blair) para Washington, localização da filmagem para seu novo trabalho.

De repente a adolescente, que até então era uma menina calma e amorosa, começa a ter um comportamento agressivo e estranho. Preocupada com suas atitudes, a mãe leva a filha ao médico. Mas nada é diagnosticado.

De um clínico geral, Regan passa pelas mãos de um psicólogo. Exames, testes, calmantes, vários procedimentos são tomados, mas todos em vão. O tempo passa e se não bastasse ser praticamente impossível chegar a um resultado preciso, a menina está cada vez mais agressiva e debilitada.

Até que Chris decide procurar um padre. O reverendo chega a conclusão de que Regan está sendo possuída por um demônio. Para ajudá-la, pede ajuda ao padre Damien Karras (Jason Miller). Um especialista em exorcismo.

Daí em diante a briga vai ser dura, já que Damien fará de tudo para livrar a adolescente do mal que lhe tormenta.

Vale a pena conferir: Porque é uma obra prima. Na minha opinião, não tem como alguém deixar de assistir esse filme. Principalmente se gostar do gênero, já que O Exorcista é um excelente representante da classe.

Melhor Cena: Quem pensa em O Exorcista logo se remete a cena em que Regan, já possuída, senta na cama e vomita em direção ao padre. Mas há grandes sequências, como a cama balançando, a menina levitando, ou girando a cabeça em 360 graus. E ainda, uma que chegou a ser cortada no longa original. E anos mais tarde, foi incluída em uma edição especial. A que Reagn desce as escadas de sua casa como se fosse uma aranha.

Curiosidades: São muitas que rondam o filme, que incluem ainda fatos estranhos. Por partes, dizem que o filme foi baseado em uma história real. A atriz que interpretou Reagan, jamais conseguiu se livar da imagem de “menina do exorcista”. Ou seja, nunca mais fez um trabalho de sucesso.

O ator Jack MacGowran, cujo personagem morre arremessado de uma janela logo no início do filme, morreu uma semana após o término das gravações. Além disso, a equipe técnica teve muitos problemas durante as filmagens.

Tirando as coisas ruins, vamos as boas. O filme orginal arrecadou US$ 441,071,011 de bilheteria pelo mundo. Foi a única produção do gênero terror, na história do cinema, a concorrer ao Oscar de melhor filme(1974). Mas faturou apenas as estatuetas de melhor roteiro adaptado e melhor som.

Teve ainda O Exorcista II – O Herege (1977), O Exorcista III (1990) e O Exorcista – O Início (2004). Desses três títulos, somente o segundo era sequência do original.

Quando o filme completou 30 anos foi relançado no cinema, desta vez com o acréscimo de 13 minutos. Cenas que teriam sido cortadas do original porque o filme havia sido considerado muito grande. As salas lotaram, e o espectador saiu de lá mais apavorado do que nunca.

Eu & a Obra: Minha relação com esse filme é um tanto conturbada. Claro que o admiro, afinal é um grande clássico. Gosto muito da história e principalmente da trilha sonora, que nos dá arrepios. Me amarro nos efeitos, mesmo porque a produção é de uma época em que eu ainda nem sonhava em nascer. E interpretação. Linda Blair dá um show.

Mas há questões que me irritam profundamente. Primeiro, no primeiro filme o que mais me assusta, por incrivel que pareça, é a suposta imagem do demônio, que aparece aleatóriamente, como se fosse uma imagem vista pela menina, todo o tempo.

Ela surge como um piscar de olhos, por fragmentos de segundos, e penetra na nossa mente de tal maneira que, se bobear fico uma semana me lembrando. E o pior disso tudo é que, a tal imagem, é muito tosca. Provavelmente uma máscara de péssima qualidade.

Por conta desta imagem, e os horário que exibiram o filme nos últimos tempos, eu ainda não consegui ver a versão com os 13 minutos a mais. Rsrs.

Lembro que tenho muito medo de O Exorcista II – O Herege. Não lembro porquê, já que a crítica fala muito mal do filme, e eu só vi uma vez. Mas sei que prometi a mim mesma jamais o assistir novamente.

Por fim, tentei ver O Exorcista – O Início. Mas não consegui, o filme é muito ruim. Já O Exorcista III, fiquei sabendo este ano que existia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eu & “Ao Mestre com Carinho”

No dia do meu aniversário, aproveito para homenagear também o professor pelo seu dia. E para isso, nada melhor do que falar de um clássico do cinema.

Ao Mestre com Carinho (To Sir, with Love) é uma produção inglesa, lançada em 1967. Tudo começa quando Mark (Sidney Poitier), um engenheiro desempregado, decide tentar a carreira no magistério.

Ele consegue trabalho em uma escola localizada na periferia de Londres. Pela frente, um grupo de alunos indiciplinados, liderados pelo trio Denham (Christian Roberts) Pamela (Judy Geeson) e Barbara (Lulu), que só pensam em tirá-lo do cargo.

Por se tratar de um homem vivido, acostumado a lidar com os desafios da vida, Mark não só vai dominar seus alunos como tranformar o que, de início não passava de hostilidade, em respeito, admiração e carinho.

Vale a pena conferir: O filme foi um marco para a época e até hoje é referência ao tema. Soube retratar muito bem a relação entre professor e aluno, que inclui o desafio em saber lidar com a rebeldia e as diferenças.

Melhor Cena: Claro que a antológica cena em que Barbara canta a canção título do filme em homenagem ao Mark que, naquele momento, estava se despedindo da classe. É de nos debulharmos em lágrimas.

Curiosidades: No último episódio da primeira temorada de Glee, exibido mês passado, os alunos do coral cantaram essa música para seu professor. Nossa, como chorei.

Eu & a Obra: Esse filme faz parte de minhas lembranças da infância, pois sempre o assistia na sessão da tarde. Acho uma história forte e muito bacana. E apesar de antigo, nunca esteve tão atual.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Eu & “O Pecado Mora ao Lado”

Após algumas semanas de reclusão, em que aproveitei para ver e rever alguns filmes, o título que escolhi para marcar meu retorno ao Eu, eu mesma & meus filmes é um clássico dos anos 50.

Estrelado pela deusa Marilyn Monroe, O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch) é uma divertidíssima comédia. Manhattan fica insuportável na época do verão. Por causa do calor, é comum esposas e filhos se ausentarem de férias nessa época, deixando seus maridos “soltos” por aí.

Richard (Tom Ewell) é um editor literário que aproveita a viagem da esposa e seu filho, para trabalhar em um livro. Mas, seu sossego começa a ser ameaçado quando conhece a nova vizinha.

A moça, uma loira de parar o trânsito, é modelo e sonha com a oportunidade de tornar-se atriz. Assim que conhece a jovem, Richard começa a ter fantasias com ela. E por conta desse desejo, travará uma batalha consigo mesmo.

De um lado, o remorso de trair sua esposa. Do outro, a vontade de ter a loira em seus braços. E no meio disso tudo, o receio de que sua esposa é quem o está traindo.

Vale a pena conferir: Porque é muito divertido ver Marilyn Monroe atuando. Ela é muito engraçada, e apesar de caracterizar muito bem a famosa “loira burra”, no fundo deixa claro duas coisas. Primeiro, na verdade ela não é burra e sim ingênua. Segundo, no decorrer da história percebemos que de boba, ela não tem nada.

Melhor Cena: Em qualquer pesquisa que você fizer, a cena apontada será a ocorrida na ventilação do metrô. É nesse que Marilyn imortalizou a a cena em que ela, ao passar em cima da ventilação do metrô, fica em extase com o vento batendo em suas pernas e levantando seu vestido.

Mas eu aponto também algumas sequências dela com o vizinho. Quando conversa com Richard da sacada de sua janela, toca piano e ainda, planeja dormir na casa dele por conta do calor.

Curiosidades: O Pecado Mora ao Lado foi o segundo filme na carreira de Marilyn Monroe. O filme, lançado em 1955, teve um orçamento estimado em US$3.200,00 e faturou muito mais. Claro!

Eu & a Obra: Adoro esse filme por que além de achar a história muito engraçada, é bacana a forma usada para tratar de assuntos como fidelidade e a velha questão do não se deixar levar pelas as aparências. Além disso, Marilyn é Marilyn. E só por ela já vale a pena.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Eu & "Lili"

No festival férias de hoje resolvi trazer para você um clássico do cinema francês, dirigido por Charles Walters. Adaptação do romance de Paulo Gallico, Lili (Lili) foi lançado em 1953. E por muitas vezes fez a alegria de quem um dia foi criança, em frente a telinha da Globo.

Na história Lili (Leslie Caron) é uma jovem órfã, de 17 anos, que um dia vai morar num circo. Adotada pelos artistas de lá, se apaixona pelo mágico Marc e acredita que é correspondida.

Mas ela demora a perceber que Marc (Jean-Pierre Aumont) é arrogante, sem nenhum escrúpulo e, apesar de ser comprometido com sua assistente Rosalie (Zsa Zsa Gabor), dá esperanças a menina por pura maldade.

No decorrer do filme, a jovem sofre muito. E tenta acalentar sua solidão através da amizade com quatro fantoches, que fazem parte de um show do qual ela participa.

Sua inocência é tanta, que por alguns momentos acredita se tratar de pessoas, ao invés de bonecos. E acaba abrindo seu coração. Do outro lado da hsitória, quem manipula esses bonecos é Paul Berthalet (Mel Ferrer).

Paul é um artista completo, porém visto como um homem amargurado devido a uma deficiência. Ele é manco. Pessoalmente é muito rude com Lili, pois acredita que ela nunca irá se apaixonar por ele. Mas através de seus bonecos manda, a todo tempo, mensagens de amor para a menina.

Vale a pena conferir: Primeiro porque eu acho que todo mundo deveria ver um clássico pelo menos uma vez na vida. Filme antigo é sempre uma delícia. Segundo, porque é uma história muito doce, bacana. Um romance, com um toque de ingenuidade bem legal. É quase um conto de fadas, com direito a heroína e um príncipe cujos trejeitos lembram os de um vagabundo.

Melhor cena: Quem viu vai concordar comigo. Com certeza a que os fatoches cantam com Lili a música “Hi Lili, Hi Lo”. Mas também destaco os diálogos da garota com os bonecos, no decorrer do filme.

Curiosidade: Tenho três. Primeiro, o filme tem como referência a história de A Bela e a Fera, clássico da literatura. Segundo, a música “Hi Lili, Hi Lo” ganhou o Oscar. E a terceira é bem pessoal. Quando muito pequena, tinha medo de alguns dos fantoches. Acho que da realidade que eles passavam, sei lá.

Eu & a Obra: Não deve ser difícil imaginar, adoro esse filme. Fez parte da minha infância. Já o vi muitas vezes, apesar de não me lembrar quantas. E nunca me esqueci da música tema e sua melodia.

sábado, 31 de julho de 2010

Eu & “Digby, o maior cão do mundo”

O filme de hoje é um clássico dos filmes infantis, e com certeza animou as férias de muita gente. Digby, o maior cão do mundo (Digby, the Biggest Howl Ever Unleashed) é uma produção inglesa de 1973.

A história começa quando uma fórmula química, feita para aumentar o tamanho de legumes e verduras, sem querer é ingerida por um cão da raça Sheepdog. Digby, que já é grande por natureza, assume um tamanho monstruoso e provoca muitos prblemas para seu dono e toda a cidade.

No decorrer do filme cabe ao cientista Jeff Eldon (Jim Dales) evitar que o cão se meta em confusão, enquanto tenta conseguir o antídoto para trazer Digby ao seu tamanho normal o mais rápido possível, já que sua vida corre sérios riscos.

Vale a pena conferir: O filme é uma delícia. Digby é um fofo, amigo, companheiro... Não se trata apenas de um filme infantil, com um leve toque de comédia, mas também de um filme sobre a amizade entre um cão e um garoto. E isso é sempre muito bom de se ver.

Melhor cena: Gosto muito da cena em que o menino, que não me recordo o nome, dá o antídoto para o Digby. Dá um nervoso na gente e ao mesmo tempo, imaginamos qual a sensação de caminhar em cima da língua de um cão. Pelo menos quando se é criança e vê um filme como este. Rsrs. Destaco também a cena final. Só não conto porque se você não viu, perde a graça.

Curiosidade: A Raça Sheepdog é a mesma da Priscila, da TV Colosso. Lembra dela?

Eu & a Obra: Esse é um dos filmes que mais vi quando criança. Acredito que pelo menos uma vez por ano ele passava na sessão da tarde, na TV Globo. Com certeza marcou minha infância e provavelmente a de muita gente.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Eu & “Esse Homem é Meu”

Como faz muito tempo que não publico um clássico aqui no blog, lembrei de um que vi ano passado. E ainda aproveito para homenagear o dia do homem, comemorado ontem (15/07).

Esse Homem é Meu (The King and Four Queens) é uma produção de 1956. E estrelada por Clark Gable, galã de ... E O Vento Levou. Seguindo o estilo faroeste de antigamente, o filme começa quando o forasteiro Dan Kehoe (Clark Gable) chega a uma pequena cidade.

Ele logo fica sabendo da existência de quatro supostas viúvas, que moram com a sogra "Ma" McDade (Jo Van Fleet). E mais, há rumores de que a “velha” guarda uma fortuna em algum esconderijo de sua casa. Dinheiro roubado pelos filhos, que se encontram foragidos ou mortos.

Dan decide se infiltrar na casa, para roubar-lhes o dinheiro. Chegando lá, é recebido à balas. Mesmo assim, as mulheres resolvem lhe dar um crédito de confiança e o acolhe até que fique bom.

Mas sua estadia irá despertar a desconfiança de McDade e o interesse de suas noras, que não veem um homem bonito há muito tempo.

Vale a pena conferir: Nesse caso, depende muito do gosto de cada um. Como cresci vendo filmes de faroeste, graças a meu pai, curto esse tipo de produção. Além disso, sempre gostei de Clark Gable - ele era um homem muito charmoso -. Nesse caso, se estivesse no cinema, já valeria o “ingresso”. Rsrs.

Por fim, adoro a estética de filmes antigos. A beleza de cenário, geralmente ao ar livre, e dos próprios atores. Não é a toa que as mulheres se tratavam de verdadeiras divas. Agora, para quem não está acostumado, ou não gosta do gênero, é comum estranhar.

Melhor Cena: Aponto uma cena em que Dan segue em direção ao seu quarto, pra dormir. Até chegar ao local desejado, ele passa pela porta dos quartos das quatro mulheres. Como a essa altura ambas estão de olho nele, o forasteiro acaba sendo encurralado por elas. É muito engraçada.

Eu & a Obra: Uma manhã, sem ter nada para fazer, zapeando pela TV a cabo descobri este filme. Parei primeiro pelo nome, que é forte. Depois por causa do Clark Gable, ator que adoro. E gostei muito. Engraçado, divertido, com boas doses de aventura e romance. Faroestes daqueles que já não se veem com tanta frequência. Acho que a última tentativa que vi foi Maverick, na década de 90. E assim mesmo tinha mais características de comédia do que essência de faroeste. O que é uma pena.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eu & "Bancando a Ama Seca"

Jerry Lewis para mim é uma das melhores lembranças que tenho quando o assunto é cinema. Lembro-me de assistir seus filmes na sessão da tarde e, posteriormente, de madrugada.
Hoje, às vezes consigo ser pega de surpresa quando um ou outro canal a cabo – dedicado a filmes antigos - resolve reprisar produções protagonizadas por esse mestre da comédia. E foi assim que revi esse clássico, no último fim de semana.

O filme Bancando a Ama Seca (Rock-a-Bye Baby) é uma produção de 1958. Jerry Lewis faz o papel de Clayton Poole, rapaz humilde que trabalha como instalador de antenas, numa pequena cidade dos EUA. Desde criança Clayton nutre uma paixão por Carla Naples, filha do barbeiro da cidade.

A jovem cresce, sai da cidade brigada com o pai e se torna uma grande estrela de cinema. Até o dia em que descobre estar grávida, fruto de uma casamento relâmpago. Prestes a estrear um grande filme, seu empresário arma uma situação para que Carla tenha o filho longe dos holofotes e deixe-o aos cuidados de alguém, até as filmagens terminarem.

A primeire pessoa que passa pela sua cabeça é Clayton, seu grande amigo de infância. É claro que o jovem não pensa duas vezes antes de aceitar o pedido, mas o que ele não imaginava é que se tratavam de 3 lindas meninas.

Apesar de se sair muito bem no papel de babá, Calyton terá que passar por algumas provações para garantir que a guarda das crianças permaneça com ele até que seu grande amor volte para buscá-las. E no caminho, conta com a ajuda da irmã caçula de Carla – que é completamente apaixonada por ele – e o velho Naples, avô das crianças.

Seguindo o gênero que Jerry Lewis sempre dominou, o filme é uma deliciosa comédia. Dessas que garante boas risadas e cenas que só um artista completo como ele e capaz de dominar.

Melhor Cena: Quando todo o filme é bom, fica difícil citar uma única cena. Por isso destaco os momentos em que ele contracena com os bebês, como por exemplo quando se levanta de madrugada para preparar a mamadeira. Também adoro quando ele toca com uma banda em um programa de calouros e canta com o vovô Naples para as crianças dormirem. Aliás, um dos grandes méritos do ator é saber cantar e dançar muito bem, mesmo que fazendo palhaçada.

Eu & a Obra: Esse é um dos meus filmes prediletos protagonizados por Jerry Lewis. Lembro de assistir quando era muito pequena e ao revê-lo, recordava de praticamente tudo. Agora nunca me esqueci da música que a irmã de Carla cantava em referência ao seu amor por Clayton. Acho linda aquela cena.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Eu & “Sete Noivas para Sete Irmãos”

A escolha hoje é um clássico que por muitas vezes ocupou a grade da sessão da tarde, na TV Globo. Uma pena que o mesmo já não passe há anos e a única alternativa seja os canais a cabos, dedicados a produções antigas.
Sete Noivas para Sete Irmãos (Seven Brides for Seven Brothers) é um musical lançado em 1954. Protagonizado por Jane Powell e Howard Keel, tem início quando o lenhador Adam (Howard Keel) vai à cidade e se encanta por Milly (Jane Powell), uma jovem cozinheira.

Adam lhe faz uma proposta de casamento, que logo foi aceita. Afinal, o que Milly mais queria era uma vida melhor, em que teria casa e constituiria uma família. Naquele mesmo dia o casal sai da cidade, rumo à fazenda, como marido e mulher.

Ao chegar em casa, a jovem descobre que dividiria o teto com mais seis irmãos do marido. Mais que isso, a partir daquele momento ela, consequentemente, serviria de “empregada” para todos eles. A primeira reação foi uma revolta muito grande. Depois, ela pensa na possibilidade dessa relação dar certo. Desde que todos contribuem para o bom andamento da casa.

O início foi difícil. Os irmãos de Adam eram como bichos-do-mato. Não tinham hábitos de higiene e nem educação. Mas, aos poucos, Milly foi domesticando esses rapazes, até que se tornaram verdadeiros cavalheiros.

A mudança no decorrer dessa história começa quando todos vão participar de uma quermesse na cidade. Ao chegarem lá, os rapazes despertam paixão nas moças e ciúmes nos homens do local. E, após uma briga, ficam impedidos de voltarem lá.

Vendo que seus irmãos estão sofrendo, Adam sugere uma atitude romântica e ao mesmo tempo selvagem. Que voltem à cidade, na calada da noite, e sequestrem seus amores. Eles acreditam que, com tempo, as moças irão se acostumar e corresponder a esse amor. Mas, não é bem isso que acontece. Pelo menos no início.

Vale a pena conferir: Sete Noivas para Sete Irmãos é um filme muito bacana. Leve, divertido, com uma ótima trilha sonora, tem todos os atributos para encantar quem gosta do gênero. E mais, se você curte musicais, não tem como ficar com o pezinho parado.

Curiosidade: O filme O Casamento dos Trapalhões foi inspirado nessa história.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Eu & “Bonequinha de Luxo”

Ano passado eu consegui me dar um dos presentes mais bacanas de aniversário, o DVD Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's), filme que eu amo desde quando vi pela primeira vez.
Baseado no livro de Truman Capote (autor que não faz muito tempo teve sua vida retratada nas telonas, sendo inclusive indicado ao Oscar), a história conta a relação entre Holly Golightly, uma prostituta de luxo, e Paul Varjak, um gigolô.

A jovem sonha se casar com um marido rico e assim mudar de vida. Já a pretensão do escritor, é ser sustentado pela namorada enquanto termina seu livro. A mudança em suas vidas surge quando ele se muda para o prédio da moça e se encanta pela sua ingenuidade, desprendimento e jeito “porra louca” com que leva a vida.

Bonequinha de Luxo é sem dúvida um filme que entrou para a história do cinema. Lançado em 1961, teve como estrela principal a eterna diva Audrey Hepburn. A atriz acabou assumindo o posto indicado pelo título. Afinal, até hoje Hollywood jamais teve uma atriz tão bela, graciosa, delicada e sofisticada como Lady Hepburn.

Vale a pena assistir porque... é uma história belíssima, capaz de te fazer rir, chorar e se emocionar no final. Além disso, a junção de bela fotografia com trilha sonora.

Melhor cena: Não tem como não citar o momento em que Paul interrompe sua escrita quando escuta uma música vinda do lado de fora de seu prédio. Ao conferir, ele vê Holly sentada na janela de seu apartamento, com uma toalha enrolada na cabeça, tocando violão e cantando “Moon River”.


Curiosidade 1: A personagem de Audrey foi responsável por ditar moda. Além do penteado e mechas no cabelo (balaiage e reflexo são mais antigos do que você imaginava), a piteira gigante, chapelão e “óclão” foram muito adotados na época. Assim como a calça cigarrete, sapatilha bailarina, blusa de gola role e o chiquíssimo tubinho preto. Esse último foi leiloado por $ 300.000.

Curiosidade 2: Existe uma réplica da boneca Barbie em homenagem a atriz. Com direito a tubinho preto, coque e jóias, ela representa a personagem de Bonequinha de Luxo.

Eu & a Obra: sempre fui apaixonada por esse filme. Quando criança sonhava ser como ela. Cabelo, roupas, acessórios, tudo me encantava em Audrey Hepburn. Embora odeie cigarro, até a piteira eu achava um charme. Apesar de muito baixinha, ao meu ver ela foi a atriz mais linda que o cinema já teve. Seguida de Vivian Leigh e Marilyn Monroe.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Eu & “Sabrina”


Quando vi Sabrina pela primeira vez, lá pela década de 90, não fazia ideia que se tratava de um remake. Na verdade, a produção original é de 1954 e traz Humphrey Bogart e Audrey Hepburn interpretando o casal de protagonistas.

Na última semana consegui ver a versão mais antiga e por isso nada mais justo que citá-la aqui, na seção “Clássicos”.

O filme é baseado na história de Sabrina, filha do motorista de uma família pertencente à grande sociedade. A menina, criada na ala dos empregados, sempre foi apaixonada pelo filho mais novo dos patrões. Mas, como era de origem humilde e muito tímida, jamais teve qualquer chance de se aproximar dele. Mais tarde esse mesmo rapaz se tornaria um playboy irresponsável, espécie de ovelha negra da família.

A jovem cresceu e foi estudar em Paris. Passados alguns anos, o patinho feio voltou na pele de um verdadeiro cisne. Bastou Sabrina se transformar numa mulher bonita e refinada, para chamar a atenção de seu amor, interpretado por William Holden.

Como em todo conto de fadas, o romance dos dois irá sofrer intervenções. Apesar de se mostrar encantado por ela, o rapaz precisa se casar com alguém de sua classe social e assim, permitir a fusão entre as empresas da família. É aí que entra Humphrey Bogart, na pele de um grande empresário e irmão mais velho. Agora o que ele não esperava era se descobrir apaixonado pela jovem Sabrina.

Porque vale a pena conferir: Roteiro simples, bem ao estilo conto de fadas, o filme é muito gostosinho de assistir. Romance, boas atuações, discussões sobre diferenças sociais... E ainda tem Audrey Hepburn, que para mim é a mulher mais bela que o cinema já teve.

Curiosidade: Em 1995 uma nova versão de Sabrina foi lançada nas telonas, dessa vez com Harrison Ford e Julia Ormond nos papeis principais. Em momento algum o casal fez feio. Eu indico as duas versões.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Eu & "Juventude Transviada"


Existem filmes que todos deveriam ver, independentes de serem bons, ruins, campeões de bilheteria ou uma lenda. Minha escolha para compor a categoria “clássicos” é um desses.
Juventude Transviada não entrou em minha vida por acaso. Na verdade, fazendo jus às minhas primeiras palavras, vi o filme porque tinha curiosidade de saber como era. Além de conhecer James Dean, astro de quem sempre muito se falou.

Quando assisti pela a primeira vez estava no colegial. Tive sorte de achá-lo na locadora e não perdi tempo. Aluguei! Lembro que gostei muito, não só da história como também da atuação de seu maior astro, o galã James Dean.

Ontem tive a sorte de rever. Nossa, percebi que se tratava de um filme que não me lembrava direito. Foi como se o visse pela primeira vez, o que é sempre muito gostoso. Apesar de parecer uma novidade, não mudou minha concepção.

Lançado em 1955, o filme foi dirigido por Nicholas Ray. A história, como o nome mesmo define, é baseada na juventude rebelde da década de 50. James Dean vive o jovem Jin Stark. Problemático por natureza, acaba preso por causar desordem na cidade onde vive.

Na cadeia, conhece e se apaixona por Judy (vivida por Natalie Wood). A jovem tem problemas com o pai e namora um badboy chamado Buzz, líder de uma gang. A rivalidade entre os dois logo fica clara e levará os jovens a situações extremas e irreversíveis.

O filme retrata muito bem uma juventude problemática, desgarrada de princípios, valores, ou simplesmente abandonada e incompreendida pela família. James Dean se sai bem e deixa claro porque entrou para o clã dos galãs hollywoodianos.

Apesar de antiga e com poucos recursos, tem uma fotografia maravilhosa. E mais, vale lembrar que embora tenha servido de inspiração para produções como Vidas sem Rumo e Selvagens da Motocicleta, não deixa nada a desejar.

Melhor cena: A antológica cena do pega, quando dois jovens rivais seguem com seus carros em direção a um penhasco, tendo a mocinha dando o sinal de arrancada abaixando os braços. Inclusive ela já foi repetida em outras produções, como por exemplo o filme Grease - Nos tempos da brilhantina.

Curiosidade: Revendo o filme descobri uma semelhança incrível entre James Dean e Brad Pitty. Não tanto física, mas de atuação. Principalmente quando chora. Nossa, fiquei impressionada!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Eu & “Psicose”


Uma das minhas maiores dúvidas era escolher um título para abrir minha seção Clássicos. São tantos filmes bons, interessantes, grandes nomes... Ontem revi o clássico dos clássicos. Sinal divino ou não, a verdade é que não poderia falar de outro que não fosse Psicose, do mestre Alfred Hitchcock.
O filme é baseado na história da secretária Marion Crane, vivida pela atriz Janet Leigh, que foge da cidade após roubar 40 mil dólares do seu patrão. No meio do caminho ela é surpreendida por uma chuva, que a obriga parar num hotel isolado cujo dono é Norman Bates (Anthony Perkins), rapaz com um comportamento bem estranho.

Enquanto é procurada por sua irmã, namorado e um detetive contratado pelo seu patrão, a jovem acaba sendo alvo de um brutal assassinato. E é aí que o mistério de seu sumiço começa a tomar novos rumos.

A produção é de 1960 e entrou para a história como uma das maiores do gênero, suspense. Como é em preto e branco, quase no estilo “Noir”, mais sombrio impossível.

Com certeza uma das grandes jogadas do diretor foi a trilha sonora, já que o tempo todo ela mantém um clima tenso junto ao telespectador. Além disso, eternizou uma das cenas mais famosas na história do cinema. A sequência do chuveiro, que termina na morte da jovem.

Agora a pergunta que não quer calar: “Você se hospedaria sozinha num hotel de beira de estrada, numa noite chuvosa, sem nenhum outro hóspede presente, cujo dono vive isolado do mundo num casarão sombrio?” Eu acho que não!

O engraçado é que, apesar do tempo e levando em consideração todos os recursos que contamos hoje, Psicose ainda assusta mesmo àqueles que conhecem o filme do começo ao fim.

Melhor cena: Além da tradicional cena do chuveiro, a sequência em que a jovem foge de carro, da cidade. A música de fundo e o olhar de culpa dela... Sensacional.

Curiosidades: Quando Alfred Hitchcock produziu Psicose, já tinha mais de 50 trabalhos contabilizados. Porém esse filme foi o grande marco em sua carreira, sendo considerado obra prima e um dos mais influentes na história do cinema. O filme teve ainda 3 desnecessárias continuações. Além de um remake, realizado em 1998 pelo cineasta Gus Van Sant. A produção em cores foi apontada como uma das piores refilmagens de todos os tempos. Sinal de que clássico que é clássico não deve ser transportado para os dias atuais.