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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Eu & “João e Maria, Caçadores de Bruxas”


O filme que falo hoje acabou de chegar às telas de cinema. João e Maria, Caçadores de Bruxas (Hansel & Gretel: Witch Hunters, EUA/Alemanhaco, 2013) começa quando os irmãos ainda são crianças. Assim como a fábula infantil,  os dois vão parar em uma casa de doces, no meio da floresta, só que abandonados pelos pais.

Aprisionados por uma bruxa, eles eliminam a malvada e desde então, dedicam suas vidas a salvar inocentes, vitimas dessas criaturas do mal. O tempo passa e já crescidos, João (Jeremy Renner) e Maria (Gemma Arterton) ganham fama pelo mundo. 

Os irmãos acabam sendo contratados pelo prefeito de uma cidadezinha, cujo um grande número de crianças desapareceu. Chegando lá, se não bastasse sofrer resistência por parte do delegado e de alguns moradores, terão que entender por qual motivo 12 crianças da região foram sequestradas. 

Já de frente com a Bruxa Negra (Famke Janssen), uma das mais perigosas, além de colocar em risco suas vidas, descobrirão a verdadeira razão pela qual o feitiço das bruxas não funciona contra eles e o real motivo para seus pais os terem abandonado. 
 
Vale a pena conferir: porque é uma grande produção. Muita ação, um pouco de romance e um toque de humor "temperam" a trama, capaz de prender a plateia e deixar um gostinho de "quero mais" ao final da história. 

Melhor cena:  a melhor cena é o embate final que João tem com as bruxas. No entanto, destacaria também quando os irmãos descobrem sobre seu passado e quando conseguem matar a Bruxa Negra.

Curiosidades: João e Maria, Caçadores de Bruxas foi todo rodado na Alemanha;

- O nome original dos irmãos é Hansel e Gretel, mas no Brasil se tornaram João e Maria;

- Jeremy Renner, ator que interpreta o João, fez Thor e Os Vingadores, mas ganhou indicação ao Oscar em 2010 por sua participação em Guerra ao Terror, no qual interpretou o líder do Esquadrão anti-bomba. O filme, que levou a estatueta de melhor do ano, já foi assunto aqui no Eu, Eu mesma & Meus filmes.

- Por fim, em circuito desde o último dia 25/01, o longa já ocupa a primeira colocação na lista dos 10 mais vistos no Brasil.

Eu & a obra: me interessei desde que vi seu trailler. Afinal, adoro filmes épicos, com bruxas, vampiros e seres sobrenaturais. Apesar da crítica afirmar que esperava mais, a mim a produção não deixou a desejar. A não ser pelo tempo, que é muito curto. A atuação dos protagonistas é ótima, assim como os efeitos especiais. E olha que eu nem gosto muito de filme em 3D. #euindico     

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Eu & “O Cemitério Maldito”

O terceiro título escolhido para listar a Semana Halloween é considerado um clássico do terror. Baseado na obra do mestre Stephen King, o O Cemitério Maldito (Pet Sematary) foi lançado nas salas de cinema em 1989.

No filme a família Creeds se muda para uma casa, em Chicago, localizada na beira de uma estrada muito movimentada. Nessa rodovia, além de carros pequenos, há uma grande circulação de veículos grandes, como caminhões e reboques.

Em frente à casa dos Creeds, do outro lado da estrada, existe um cemitério de animais, criado pelas crianças (moradores) cujos bichos de estimação morreram atropelados nessa mesma estrada.

Louis Creed (Dale Midkiff), o pai, logo faz amizade com Jud Crandall (Fred Gwynne), morador da casa ao lado. Jud é quem conta sobre a rotina dali e alerta os novos vizinhos para o perigo que aquela estrada representa, principalmente para as crianças.

Durante um feriado, Rachel (Denise Crosby), a esposa de Louis, viaja com os filhos Ellie (Blaze Berdahl) e Gage (Miko Hughes), para visitar os pais. Enquanto isso, seu marido fica em casa com o gato da filha.

O bichinho sai de casa e acaba sendo atropleado. Ao ver o desespero de Louis, já prevendo o sofrimento da filha, Jud sugere que Louis enterre o animal em outro cemitério, mais atrás do de animais.

No dia seguinte o gato retorna à casa, de forma misteriosa e com um comportamento estranho. Ao perguntar à Jud como isso pode ter acontecido, o vizinho ouve a confissão de que as terras onde o gato foi enterrado pertencem a um antigo cemitério indígena, capaz de trazer qualquer um de volta à vida. Mas, como nem tudo são flores, quem volta de lá nunca mais será o mesmo.

Quando sua família retorna de viagem, a menina logo percebe que há algo estranho com o gato e passa a não gostar mais tanto assim dele. As coisas ficam mais tensas quando Gage, o caçula da família, também morre atropelado na estrada. E, em um momento de loucura, Louis decide enterrar o menino no tal cemitério.

Vale a pena conferir: Uns dizem que o filme é de terror, outros suspense. Mas independente de sua categoria, a verdade é que se trata de um baita filme. Capaz de prender sua atenção, mexer com seu emocional e fazê-lo se arrepiar, como um bom filme de terror. King consegue, de forma brilhante, nos surpreender durante todos os momentos e ainda presentear-mos com um grande final.

Melhor Cena: Difícil apontar, mas dá nos nervos ver o gato voltar. Assim como o que veio depois, com a morte de Gage e outras “coisinhas mais adiante”, que você só vai saber se assistir ao filme.

Curiosidades: Como todas as obras de Stephen King, o filme O Cemitério Maldito também foi baseado em um de seus livro. Nesse caso, levou seu nome original. Uma continuação do filme foi lançada em 1992 e tinha em seu elenco o ator Edward Furlong. Mas O Cemitério Maldito II não fez sucesso como o primeiro, talvez porque a história não tinha o dedo de Stephen King.

Eu & a Obra: Fui ver O Cemitério Maldito no cinema, com minha irmã mais velha. Na época eu não tinha a idade apontada pela classificação etária, mesmo assim consegui entrar. Durante a projeção, minha irmã deu ataque de medo e resolveu sair do cinema antes que o filme acabasse. Como era muito novinha, tive que sair com ela.

Nem preciso dizer que fiquei P. da vida, pois queria saber o que acontecia com o menino. Fiz ela conseguir o livro, para que eu conhecesse toda a história. O filme mesmo só fui ver bem depois, quando saiu em VHS. Adorei! Depois de O Iluminado, é um dos filmes mais tensos de King. E minha dica aqui é para experimentarem ler o livro e ver o filme, pois a história se torna ainda mais eletrizante.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Eu & "Rebeldes e Herois"

Essa é a semana em que faço aniversário. Como comemoração, selecionei títulos mais que especiais para dividir com você. E para começar cito um filme da década de 90, que marcou muito minha adolescência.

Rebeldes & Herois (Toy Soldiers) foi lançado em 1991. A história se passa dentro de um colégio interno tradicionalíssimo, onde só estudam rapazes. A maioria de família bem sucedida. Com destaque para um grupo de amigos, considerados alunos problemas, liderados por Billy (Sean Astin).

O filme começa quando Billy e seus amigos são pegos pelo diretor do colégio, disponibilizando bebidas aos internos e tendo acesso ao disk sexo. Por conta dessa brincadeira, eles são punidos. Além disso, o diretor se ausenta do colégio para descobrir quem vendeu bebida aos jovens.

Nesse meio tempo o colégio é invadido por um grupo de terroristas, cujo líder é filho de um grande traficante colombiano. Inicialmente sua intenção era trocar um dos jovens estudantes, filho de pessoa influente, pela liberdade de seu pai.

Ao chegar lá, o chefe dos terroristas descobre que sua suposta vitima já havia sido transferida. Mesmo assim, ao dar uma olhadas nas fichas dos alunos, descobre no grupo de Billy possíveis “moedas de troca”.

Quando o diretor tenta retornar ao colégio, descobre que ele está todo tomado por explosivos. E a ordem é matar os reféns, caso as exigências do grupo não sejam cumpridas.

No decorrer do filme, Billy traça um plano para dar assistência aos policiais e grupo de resgate, de modo que os alunos sejam salvos com total segurança. Ou seja, ironicamente àqueles jovens rebeldes terão a chance de se mostrarem os verdadeiros herois dessa história.

Vale a pena conferir: Rebeldes & Herois é um filme maravilhoso. Primeiro pela ideia de transformar rebeldes em herois. Mostrar o lado responsável desse grupo aparentemente inconsequente. Segundo porque tem como plano de fundo laços muito fortes de amizade, o que emociona. Para quem curte, ainda é recheado de ação e aventura. Por fim, discute questões como bom caráter, disputa de poder e as diferenças.

Melhor Cena: Há muitas sequências bacanas. Umas tristes, outras alegres, mas todas emocionantes. Destaco a fatalidade que acontece com um dos amigos de Billy, assim como sua reação. E o que acontece a seguir com o pai do terrorista que invadiu o colégio. Também gosto das sequências em que o grupo de amigos agem de acordo com o plano traçado.

Curiosidade: Sean Astin, que interpreta Billy, é o caçula dos Goonies. Aquele menininho que usava aparelhos nos dentes e vivia com uma bombinha, para quem sofre de bronquite, nas mãos. Aqui ele cresceu e apareceu. Está um gato. Rsrs

Eu & a Obra: Vi Rebeldes & Herois duas vezes no cinema com a Roberta, amiga do colégial que hoje mora em Cuiabá. Lembro que ela era louca pelo Sean Astin. Acredito que o filme nos marcou por tratar de acontecimentos entre jovens, com a mesma faixa etária que a gente. Assisti outras inúmeras vezes em casa e até hoje ele me emociona, mesmo sabendo tudo o que acontece na história. Por isso indico à você.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eu & “Uma Noite em 67”

O filme que destaco a seguir é um documentário, lançado este ano, sobre o festival de música brasileira realizado em 1967 pela TV Record. Uma Noite em 67 mostra os bastidores daquela noite, dia 21/10/67, onde jovens como Roberto Carlos, Caetano Veloso e Chico Buarque de Holanda disputavam o prêmio de melhor canção, em plena ditadura militar. Tendo Edu Lobo, com sua “Ponteio”, levado a melhor.

Durante 1h e 33 min, imagens originais se misturam à depoimentos recentes de quem teve alguma participação nessa história. Nelson Motta, Sergio Cabral (o pai) e os integrantes do MPB4, são algumas das personalidades que lembraram o evento. Somado ainda à acontecimentos da época, como por exemplo a passeata contra a guitarra elétrica. Adorei isso!

Quer saber mais sobre essa história? Sugiro que assista ao filme.

Vale a pena conferir: Eu diria que Uma noite em 67 é uma ótima oportunidade de aprender mais sobre os festivais ou, relembrar essa história. Caso tenha tido a sorte de vivenciá-la. Imagens belíssimas, embora passasse bem longe da tecnologia, misturada a depoimentos engraçados e emocionantes, fazem desse documentário uma obra que merece ser prestigiada.

Melhor Cena: Destacaria os bastidores do festival. As imagens de Cidinha Campos, então repórter, correndo atrás de depoimentos de participantes, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, são ótimas. Já entre os depoimentos atuais, destacaria Chico Buarque e Nelson Motta. Além da apresentação de Caetano Veloso, que tirou o quarto lugar com “Alegria Alegria”. Destaque para a imagem de uma criança cantando, emocionada, a música.

Eu & a Obra: Fui ver o documentário imaginando que me deparia com um trabalho bem bacana, já que o tema nos dá essa previsão. E fiquei muito feliz de não ter me enganado. O filme é muito legal, já que nos proporciona desvendar uma história que vai além das imagens e depoimentos vistos. Diferente do que sugere qualquer documentário, a sensação que tive não foi a de um saudosismo gostoso. Muito pelo contrário, já que a maioria das pessoas envolvidas demonstraram algo que foi bom, talvez nem tanto, mas passou. Embora terceiros ainda tentam vinculá-los a essa data. E isso é uma tirada muito boa.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Eu & “Garotos de Programa”

O filme que cito a seguir é um dos que mais gosto na vida. O engraçado é que ainda não havia surgido uma oportunidade em falar dele. Até ontem, quando li uma matéria no blog
http://pontovirgulaereticencias.blogspot.com/  que pertence a uma amiga minha.

O filme Garotos de Programa (My Own Private Idaho) foi lançado em 1991. Com direção de Gus Van Sant, um dos meus diretores favoritos, a produção é focada no unverso da prostituição masculina e protagonizada pelo saudoso River Phoenix e o ator Keanu Reeves.

Mike (River Phoenix) é um jovem michê. Gay, ganha a vida se prostituindo. Além disso, o rapaz sofre de narcolepsia. A doença provoca crises de sono repentinas, que podem tanto passar rápido como durar um bom tempo. E mais, um dia ele pode vir a dormir e nunca mais acordar.

Já Scott (Keanu Reeves), seu companheiro de profissão, é um “pobre jovem de família rica”. Bissexual, entra no mundo da prostituição apenas pela possibilidade de confrontar seu pai.

Os dois passam a dividir o mesmo espaço, assim como suas experiências, medos, angustias e sentimentos. Mas, graças ao carinho e cuidado com que Scott trata Mike, o jovem se apaixona pelo amigo. E esse amor vai estremecer a relação dos dois. Afinal, tudo na vida de Scott é uma aventura passageira.


Vale a pena conferir: Apesar de ser um drama, eu acho um filme lindo. Gosto de filmes fortes, que me passem alguma coisa, me fazem refletir. Numa era pré O segredo de Brokeback Moutain, representa muito bem a questão da prostituição masculina, universo das drogas e o relacionamento homossexual. Sem apelação e camuflagem.

Melhor Cena: Para mim a melhor cena mostra uma conversa entre os dois amigos, onde Mike confessa seu amor por Scott. Prepare o lenço!

Curiosidade: Esse filme não foi o primeiro trabalho em que River Phoenix e Keanu Reeves contracenaram juntos. Um ano antes eles haviam dividido o set em Te Amarei Até Te Matar, filme que também já vi e um dia conto para você.

Eu & a Obra: Vi Garotos de Programa no cinema, duas vezes. A primeira, fui com uma amiga do colégio. Morri de medo de ser barrada, já que nem eu, nem ela, tínhamos idade para entrar. Mas entramos e gostamos tanto, que voltamos na companhia de mais duas amigas.

Sobre isso tenho duas passagens engraçadas. Primeiro: uma dessas minhas amigas ficou com vergonha de dizer à mãe o nome do filme, já que de início o mesmo pode ser confundido com erótico. Segundo: nossa reação em relação a obra. Em virtude de uma sociedade conservadora e machista, aceitar uma relação homossexual de imediato pode não ser uma tarefa fácil. Ainda mais para adolescentes. Mas foi muito bom saber que na década de 90 já não tínhamos preconceito e estávamos abertas ao novo. Todas nós achamos a história linda, choramos e torcemos para um final feliz entre os rapazes.

Eu & parte da Obra: Tanto Keanu Reeves como River Phoenix estávam em um bom momento quando fizeram esse filme. Lindos, desempenharam bem seus papeis. Segundo a crítica, com destaque para River que conseguiu se superar. Amava ele e até hoje sinto por sua morte tão precoce. : (

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Eu & “O Melhor Amigo da Noiva”

Dando segmento ao especial “noivas”, escolhi O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor), filme que vi no cinema. A produção é de 2008 e foi estrelada por Patrick Dempsey.

Tom (Patrick Dempsey) é um típico solteirão bem sucedido, do tipo que não se prende a ninguém. Tem uma relação de amizade, confiança e dependência com Hannah (Michelle Monaghan), sua melhor amiga. O que ele não imagina é que a moça nutre uma paixão platônica por ele.

A história sofre uma reviravolta quando Hannah vai passar uns dias longe, devido ao seu trabalho. No início Tom leva numa boa, mesmo porque ela dava notícias de todos os seus movimentos.

A partir do momento que Hannah já não lhe dá tanta atenção assim, Tom percebe que sua vida não faz sentido sem a presença da amiga. E daí para se descobrir apaixonado por ela, é um passo.

Tendo certeza de seus sentimentos, ele planeja pedi-la em casamento assim que ela voltar de viagem. Mas não imaginava que já era tarde demais para isso. Durante sua estadia na Escócia Hannah conhece Colin (Kevin McKidd), com quem se envolve. E mais, volta de lá noiva e prestes a se casar.

Para piorar ainda mais a situação de Tom, a amiga o convida para ser sua “dama-de-honra”. Ele aceita. Mas entre uma providência e outra, traça estratégias para acabar com esse noivado e conquistar de vez o coração de Hannah.


Vale a pena conferir: Porque é um filme muito legal, tem umas passagens bem engraçadas e ao mesmo tempo, dá toques sobre relacionamentos do tipo “amor X amizade” entre homens e mulheres. E mais, reforça duas ideias. A de que só damos valor aquilo que perdemos e, homem gosta mesmo é do cheiro de outro homem.


Melhor Cena: Gosto quando Tom vê Hannah com outro, ele merecia a lição. Tambem acho engraçada uma competição em que ele se envolve junto com Colin. Como é fraquinho, perto do escocês, a cena é hilária. E o final, claro!


Curiosidade: Logo após o lançamento desse filme, os atores Patrick Dempsey e Kevin McKidd voltaram a contracenar juntos. Só que desta vez na TV. Ambos são médicos na série Grey’s Anatomy.


Eu & a Obra: Fui ver esse filme no cinema porque conhecia o trailer e achei iteressante. Fiquei feliz por ter sido uma boa escolha. Além de ser bem legal, tem o Patrick Dempsey. Fico impressionada como o tempo só fez bem a esse ator. Quem diria que o "patinho feio" do filme Namorada de Aluguel - aquele com a cena memorável do "ritual do tamanduá africano" - se tornaria um "Mc Sonho"? Ele realmente faz jus ao apelido dado em Grey’s Anatomy. Rsrs

domingo, 2 de maio de 2010

Eu & "Alice no País das Maravilhas"

Como não poderia deixar de ser, fui ver Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland) essa semana. Levando em consideração que amo a dobradinha Johnny Depp + Tim Burton, é claro que meu coração estava preparado para comprovar mais uma obra prima do diretor. Mas não é que ele conseguiu me surpreender ainda mais.

O filme é baseado na obra do escritor inglês Lewis Carrol. Mas diferente da história imortalizada pelos estúdios Disney, a Alice de Tim Burton é uma jovem de 19 anos que se vê cheia de dúvidas sobre que rumo tomar em sua vida.

Mas há semelhanças entre a Alice de Lewis e a de Burton, já que ambas mantém viva uma curiosideda peculiar. E é graças a essa curiosidade que a jovem vai parar no tal “País das Maravilhas”.

Como no roteiro original, Alice (Mia Wasikowska) contracena com as principais personagens do conto infantil. Entre eles, o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), a Rainha de Copas (Helena Bonham Carter) e a Rainha Branca (Anne Hathaway).

Ambos estão muito bem em seus papeis, embora eu tenha achado a personagem de Anne Hathaway caricata demais. Mas, se a pretensão era essa, não há do que reclamar.

Sou suspeita para falar, mas Johnny Depp está ótimo. Mais uma vez ele encarna um trabalho com a maestria que lhe cabe, sabendo dosar o lado dramático do cômico. O que é facilmente percebido em sua atuação.

O que dizer de Helena Bonham Carter? A atriz é divina, característica que já havia notado em Sweeney Todd. Quanto ao papel específico, boa parte do mérito se deve aos efeitos estéticos.

A iniciativa de apresentar uma rainha pequenina, com uma cabeça enorme, foi um acerto da produção. Deu um ar de superioridade e poder, esperada em toda rainha. Ao mesmo tempo não deixa de ser seu ponto fraco, já que serve de motivo para ridiculariza-la.

Quanto ao desempenho de Mia Wasikowska eu diria que há controvérsias, pelo menos na minha opinião. A crítica já havia dito que ela é uma grande promessa da atualidade. Em relação a esse papel, muitos que viram aprovaram.

Eu a achei mediana. Não é uma atriz ruim, mas no papel de Alice é um tanto inexpressiva. Ou seja, em todos os momentos sua expressão é a mesma. Independente do que esteja fazendo.

Vale lembrar que os bichinhos falantes também estão presentes, como o coelho que a leva até o outro mundo, a lagarta fumante e o gato risonho. Esse último, por sinal, é um destaque a parte graças aos recursos da computação gráfica.

Optei por não entrar em mais detalhes pelo fato do filme ser muito recente, está em cartaz (versão 2D e 3D) e ser o mais esperado do ano. Sugiro que veja, caso se interesse, e tire suas próprias conclusões. Ok?!

Vale a pena conferir: Porque é de uma ousadia extraordinária. Só Tim Burton para transformar a “chata” (na minha opinião) personagem de um conto infantil em heroína, guerreira, quando na maioria das fábulas cabe ao príncipe esse papel. Se bem que nessa história nunca houve um príncipe.

Curiosidade 1: Antes que alguém saia do cinema reclamando, é bom ressaltar que as produções de Tim Burton são sombrias e com estética marcante, porém nem um pouco convencional. Com Alice não é diferente. Por isso lembre-se que seus filmes não são feitos para crianças, mesmo que o roteiro seja baseado em fábulas. E olha que na maioria das vezes é.

Curiosidade 2: Você sabia que a história de Alice despertou um “Q” de dúvida em relação a sua conduta? Há a possibilidade da menina não ter sonhado que caiu em um buraco rumo a outro mundo. E sim que ela tivesse ingerido cogumelos alucinógenos e “viajado” no tal mundo imaginário, claro. Verdade ou não, vamos combinar que o país das maravilhas é um tanto psicodélico.

Eu & a Obra: Gostei do filme! Acostumada com os trabalhos desse diretor, não esperava nada muito diferente. Confesso que não gostei do final, achei solto. Mas nada que interfira no trabalho geral. Meu conselho é que tente ver além dos efeitos, bichinhos e Johnny Depp (Hehehe). Mergulhe no roteiro e tudo que vem a seguir, e se dará conta que está diante de uma ótima produção.

Em primeira mão: O próximo trabalho de Tim Burton será A Bela Adormecida, versão em que promete destacar o ponto de vista dos vilões. Angelina Jolie está cotada para o papel de Malévola. A atriz aceitou o convite, mas as filmagens ainda não estão garantidas porque os estúdios Disney teme o efeito que possa causar no público infantil. Vamos torcer para que saia!

Saiba mais em:

 http://cinema.uol.com.br/alice-no-pais-das-maravilhas/

http://veja.abril.com.br/noticia/variedades/alice-pais-maravilhas-tim-burton-ganha-ar-pesadelo-536140.shtml   

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Eu & "Nine"

Para não dizerem que fico presa a filmes antigos, minha escolha dessa vez é uma produção bem recente. O musical Nine estreou no Brasil em janeiro deste ano e ainda concorreu ao Oscar por sua trilha sonora. Aliás, uma pena que não ganhou.

Lançado em 2009, o flme é um adaptação de um clássico de Frederico Felline chamado Oito e Meio (Otto e Mezzo). A história é focada em Guido Contini (Daniel Day-Lewis), diretor de cinema bem sucedido que está produzindo seu mais novo trabalho.

Prestes a começar as filmagens na Itália, onde toda a equipe se alojou, Guido está passando por uma total falta de inspiração. O que ninguém sabe é que, apesar de anunciado o filme e escalado o elenco, ele ainda não escreveu o roteiro.

Para complicar ainda mais sua vida, seu casamento passa por uma crise. E como ele não é nenhum santo, ainda tem amante fixa (Penélope Cruz) e uma facilidade imensa em seduzir mulheres à sua volta. Como acontece ao conhecer uma jornalista, vivida por Kate Hudson.

Na verdade eu diria que o filme é mais ou menos baseado nas mulheres da vida de Guido e suas relações com elas, que vão desde sua mãe - interpretada por ninguém menos que Sophia Loren -, até a esposa Luisa (Marion Cotillard). Passando pela figurinista (Judi Dench) e a primeira musa de Guido – uma espécie de “rameira” - que ele conheceu quando menino. Quem faz o papel é a cantora Fergie e sua aparição é brilhante.

Vale a pena coferir: Para quem gosta de musicais, esse não deixa a desejar. A história é bem legal, apesar de ser um drama. Elenco afinadíssimo e produção de primeira, com direito a belas imagens. Incluindo minha querida Itália. E ainda tem Sophia Loren, eterna musa do cinema italiano.

Melhor Cena: Como se trata de um musical é claro que as melhores cenas estão relacionadas aos seus números. Com destaque para Fergie, que é de arrepiar. Confesso, eu não sabia que ela cantava tão bem. A passagem de Penélope Cruz é bem divertida e, apesar das críticas terem sido contra, gostei muito de Kate Hudson. Lamento que Nicole Kidman tenha sido muito mal aproveitada.

Curiosidade: Como disse inicialmente Nine é baseado em Oito e Meio, filme autobiográfico de Fellini. Na época em que o realizou o diretor estava com 41 anos, supostamente sofria uma crise em seu casamento com a atriz Giulietta Masina e um bloqueio criativo. Só que usou isso na obra. E ao fim da projeção, o espectador percebia que Guido/Fellini tinha conseguido realizar seu filme.

Eu & a Obra: A perguta que não quer calar: Como Daniel Day-Lewis consegue conquistar mulheres tão bonitas? Quem homem sem graça. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Eu & “Lobo”

Em 1994 o diretor Mike Nichols conseguiu transformar Jack Nicholson em lobo. Na sinopse de Lobo (Wolf), Jack Nicholson vive o escritor Will Randall. Quando estava vindo de uma viagem, Will atropela um animal no meio da estrada. Ao sair do carro para ver do que se trata, é mordido por um lobo. Logo em seguida o animal se levanta e foge.
O escritor vai ao médico, mas não dá muita atenção ao ocorrido. O tempo passa e sem perceber, Will começa a sofrer mudanças de comportamento. Sentidos como visão, audição e olfato estão mais aguçados.

No início ele não se dá conta de que sofre uma mutação, até o momento que ouve falar de alguns ataques vindos de um suposto animal feroz. Depois disso, ele procura um especialista que lhe revela estar se transformando num lobo e por isso, deve se manter longe da cidade, para não tornar-se uma ameaça à população.

Se não bastassem essas mudanças físicas, sua vida também sofre altos e baixos. Ele descobre que a mulher tem um amante (Stewart Swinton, vivido por James Spader) bem mais jovem. E o que é pior, vê seu emprego ameaçado por esse mesmo rapaz com quem sua esposa se envolveu.

Além disso, tentando convencer o novo comprador da editora, para a qual trabalha, a manter sua colocação, conhece a bela Laura Alden (Michelle Pfeiffer). A filha de seu novo patrão se interessa por ele, dando início a uma história de amor quase impossível.

Lobo é um ótimo filme. Mas, embora tenha o misticismo em cima dessa criatura, não pode ser classificado como um filme de terror. E sim um belo romance.

Pontos altos: A começar pela escalação de Jack Nicholson como protagonista. Sua personagem é muito ranzinza e quando começam as modificações, fica tão mal-humorado que chega a ser engraçado. A atuação do ator é um fator a mais na história, com destaque para os momentos em que começa a ter percepção sobre seus novos sentidos. Por fim o amor entre Laura e Will, que permite um fechamento brilhante, inesperado e surpreendente.

Melhor Cena: Em filmes como esse as transformações são sempre legais. Mas o final também é belíssimo.

Eu & a Obra: A primeira vez que assisti Lobo foi no cinema. Minha primeira impressão foi a de um filme bom, mas não dos melhores. Pois ainda fiquei com aquela ideia do tradicional. Ao ver depois com mais calma, percebi uma narrativa interessante e original. É o que falei, embora irreal se trata de uma bela história de amor. E histórias de amor são sempre bem vindas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Eu & “Questão de Honra”

Hoje vi uma reportagem sobre um aluno do Colégio Naval (RJ), que foi parar numa clínica psiquiátrica por conta de, supostamente, sofrer maus tratos psicológicos. Isso me fez lembrar do filme que cito aqui.
Questão de Honra (A Few Good Men) foi lançado em 1992. Aclamado com sucesso, o filme conta a história do Tenente Daniel Alistair Kaffee (Tom Cruise), advogado da Marinha, que pega um caso sobre homicídio ocorrido com um jovem soldado. Apesar do fato ser apresentado como acidente, no início tudo leva a crer que integrantes da mesma corporação tenham negado socorro.

Mas, com o decorrer das investigações, o caso toma outro rumo. O de que a morte daquele jovem tenha ocorrido graças à aplicação de um “corretivo”, ordenado por superiores. E a partir daí a discussão passa a ser em cima de questões importantíssimas como conduta ética, abuso de autoridade e a própria fidelidade, já que os envolvidos, direta ou indiretamente, acreditam num poder maior: ser fiel a uma espécie de “código de honra”.

No filme Tom Cruise divide o difícil caso com Demi Moore (Tenente JoAnne Galloway), que faz o papel de advogada/assistente. Ele também é o melhor amigo do Capitão Jack Ross (Kevin Bacon), que defendo o outro lado da história.

O elenco estrelar conta ainda com Kiefer Shuterland (Tenente Jonathan James Kendrick) e Jack Nicholson, que brilha como o intragável e prepotente Coronel Nathan R. Jessup.

Questão de Honra é um daqueles filmes que vai prender sua atenção do começo ao fim. E o que é melhor, fazê-lo questionar sobre certos valores. Roteiro muito bem amarrado e atuações memoráveis fazem dessa produção uma das melhores já vista na década de 90.

Melhores atuações: Embora já tenha feito outros trabalhos conceituados, para mim esse foi o melhor papel que Tom Cruise fez. Kiefer Shuterland eu o acho um excelente ator e esse trabalho só comprova isso. Demi Moore e Kevin Bacon não fazem feio. Já Jack Nicholson consegue se superar. Brilhante!

Melhor cena: A do depoimento do Coronel Nathan R. Jessup ao novato Tenente Daniel Alistair Kaffee. Veja e tire sua própria conclusão.

Eu & a Obra: Assisti Questão de Honra no cinema com a Gra, uma amiga do colégio. Saímos da aula e fomos direto ao “Shopping Tem Tudo” (uma espécie de galeria). Hoje em dia as salas de projeção nem existem mais por lá. Não éramos muito fãs do Tom Cruise, mas vê-lo vestido naquela farda branca é uma imagem para nunca mais sair da cabeça. Lindo!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Eu & "Esqueceram de Mim"

É Natal! Época de confraternizar e agradecer a Deus tudo de bom que ele nos deu. Nada como escolher um título que, além de retratar tão bem essa festa, se tornou um clássico dos filmes do gênero.

O primeiro Esqueceram de Mim (Home Alone) ninguém esquece. Estávamos em 1990 quando John Hugues, roteirista de sucessos “teen anos 80” trazia para as telas o estreante Macaulay Culkin. Mal sabia ele (ou sabia) que aquele menininho loirinho, com cara de danado, viria a se tornar um dos astros mirins mais bem pagos na história do cinema.

O filme começa quando a família McCallister planeja sair de Chicago para passar o Natal em Paris. Mas, na véspera da viagem o caçula Kevin McCallister (Macaulay Culkin) se mete em uma pequena confusão. Como castigo sua mãe o obriga a dormir no sótão, deixando-o irritado. O menino chega a dizer que preferia estar sozinho, a conviver com pessoas que não o compreendem. “Cuidado com o que você deseja, ele pode se tornar realidade”.

O que ninguém poderia imaginar é que naquela madrugada ocorreria uma falta de luz. O relógio não desperta e por conta disso, a família se atrasa e sai apressada para o aeroporto. Já no meio da viagem, a mãe de Kevin tem a sensação de que esqueceu algo. Quando ela descobre se tratar do filho, é tarde demais.

E a confusão não para por aí. Se não bastasse estar sozinho em casa, uma dupla de ladrões pretende roubar as residências do local. Incluindo a dos McCallister. O que eles não imaginavam é que ali estava um menino que, apesar de seus oito anos, de frágil não tinha nada. Kevin consegue transformar a vida daqueles bandidos num verdadeiro inferno e fazê-los se arrepender de um dia ter planejado invadir sua casa.

Esqueceram de Mim consegue despertar no telespectador sentimentos como alegria, tristeza, emoção, amizade, amor, fraternidade e solidariedade, por isso se tornou um marco. O filme levou muita gente às salas de cinema e fez tanto sucesso, que ganhou uma continuação em 1992.

Esqueceram de Mim II – Perdido em Nova York (Lost in New York), contava com quase todo o elenco do primeiro e era tão bom quanto o primeiro. Mais tarde tivemos outras duas continuações, mas sem Macaulay Culkin. E o resultado foi um fiasco.

Melhores Cenas: O filme é muito engraçado e a atuação do então pequeno e novato ator é brilhante. As armadilhas que Kevin prepara para os ladrões são o carro chefe do filme. Mas eu destacaria duas cenas como as minhas preferidas. Primeira: quando ele vai ao supermercado sozinho e a atendente faz um monte de perguntas. Ao perguntar seu nome e endereço, Kevin diz que não fala com estranhos. Segunda: Há um homem que provoca medo em Kevin. Mas quando o menino tem a oportunidade de conhecê-lo, percebe se tratar apenas de um idoso solitário. Os dois acabam se tornando amigos e uma das cenas mais bacanas é quando conversam sobre seus problemas na igreja, durante a missa de Natal.

Curiosidade: O elenco contava com John Candy, comediante famoso na década de 80 e início dos 90. O ator trabalhou em muitas produções de John Hugues. Morto precocemente (1994), até hoje é lembrado por trabalhos como Jamaica Abaixo de Zero e Quem Vê Cara Não Vê Coração.

Eu & a Obra: Fui ao cinema ver Esqueceram de Mim. O filme era tão requisitado que assisti em pé. Dá para acreditar?! Mas, valeu tanto a pena que até hoje é um dos meus favoritos.

sábado, 21 de novembro de 2009

Eu & “Edward – Mãos de Tesoura”


A gente quando começa a mexer com um projeto, sempre dá um jeitinho dele ficar cada vez melhor. Pensando nisso, resolvi criar uma nova categoria em meu blog. Desta vez, destinadas àqueles títulos que tive o prazer de conferir nas telas do cinema.

E nada como estrear com chave de ouro. Minha escolha para brilhar pela primeira vez na seção “Pipoca com Coca Cola” (não gosto muito de guaraná) é Edward – Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands).

O filme deu inicio a parceria de sucesso, mantida até hoje, entre o diretor Tim Burton e o ator Johnny Depp. Lançado em 1990, a produção é uma fábula, nada convencional, contada nos dias atuais.

Tudo começa quando a consultora de beleza Peg Boggs, vivida pela atriz Dianne Wiest, sai para mostrar seus produtos pela cidade. Na busca por novos fregueses, ela se dá conta que nunca tentou vender aos moradores de um castelo, localizado no alto de uma montanha, próxima ao seu bairro.

Chegando lá encontra Edward (Johnny Depp), um rapaz que tem tesouras no lugar das mãos. O jovem conta que foi criado por um cientista (Vicent Price), cujo veio a adormecer (falecer) antes de completá-lo. Ele então permaneceu, sozinho, na esperança de que seu “pai” acordasse.

Sensibilizada com sua história, Peg decide levá-lo para morar em sua casa. No início todos estranham um pouco, mas logo começam a ver Edward como membro da família. Até a chegada da filha mais velha (Winona Ryder), que será responsável pelo nascimento de um amor impossível entre o jovem casal.

Paralelo a isso, não apenas a imagem exótica de Edward despertará a curiosidade dos vizinhos como também, sua ingenuidade, bondade excessiva e talento com as tesouras.

Edward - Mãos de Tesoura até hoje é lembrado como um dos filmes mais belos na história do cinema. Acostumado a trazer para as telonas produções excessivamente sombrias, nessa Tim Burton inova ao mostrar um contraste entre o escuro e o claro, com cores presentes em cenários e figurinos.

Johnny Depp, até então, era desconhecido do grande público. Suas únicas passagens pelo cinema haviam sido em pequenas produções, como Férias do Barulho. Ou ainda, participações em filmes como Platoon e A Hora do Pesadelo.

A partir de Edward, o ator passou a ser apontado como incomum. Deixou de lado o estereotipo de galã, papel que na verdade nunca teve a pretensão de interpretar, e se entregou a personagens que exijam não apenas talento, como também disponibilidade para sofrer metamorfoses. Não é a toa que se tornou um dos melhores atores de Hollywood, queridinho do público, de Tim Burton e de mim.

Momentos marcantes: É um filme simples, estilo sessão da tarde, mas recheado de cenas interessantes. Por ser uma fábula, destaco as mais emotivas. Acho bacana quando Edward lembra de seu criador (saudoso e maravilhoso Vincent Price). A inocência em falar de sua vida, desde sua criação, passando pelas lições que lhe deu e terminando com sua morte, quando ingenuamente Edward diz: “Ele não acordou”.

Também destaco a trilha sonora. A “musiquinha” que toca é triste, daquelas capazes de trazer lágrimas aos nossos olhos.

Eu & a Obra: Apaixonada pelo Johnny Depp, fui ver Edward no cinema, acompanhada de minha irmã mais velha e duas amigas (Ak e Gra) do colégio, no Valentine’s Day – daqui, claro. Como minhas amigas estavam atrasadas, entrei no cinema e fiquei logo na frente. Nessa época ainda haviam salas fora dos shoppings e a porta ficava ao lado da tela. Entrei, me sentei e mal o filme começou... Vejo um clarão, escuto vozes: Tatyyy! E resmungos: shiiiiiiiiiiiiiiiiii.

Além de entrarem me chamando, fui obrigada a levantar no meio do escuro para sentarmos todas juntas, em outro lugar. Mas valeu! Filme ótimo, tarde agradável... Passei o dia dos namorados com Johnny Depp, o namorado + que perfeito. Mas, como nem tudo são flores... No filme o que estraga é Winona Ryder, que eu o-dei-o!

Curiosidade: Fui a única que achou Johnny Depp lindo no papel de Edward. As pessoas não entendem que amor vai além da beleza física... Amo os seus olhos e como Edward, eles estão mais lindos do que nunca.