quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Eu & O “Diário de Bridget Jones”

Como último filme do ano, escolhi um pelo qual tenho identificação e um carinho especial. O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones's Diary) é uma produção inglesa. Lançada em 2001, trazia em seu elenco principal os atores Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant.

No filme, Bridget Jones (Renée Zellweger) é uma solteirona de 32 anos que se envolve com Daniel Cleaver (Hug Grant), seu chefe. E quando acredita que esse relacionamento pode dar certo, descobre que na verdade ele não passa de um canalha galanteador.

Cansada da vida solitária e sem graça que vinha levando, na passagem do ano, Bridget decide dar um novo rumo à sua história. E o primeiro passo é escrever um diário, onde possa depositar todas as suas experiências, agradáveis ou não, e também angústias, desilusões e raiva.

Ela decide mudar de emprego, indo trabalhar na TV. Em sua primeira entrevista de destaque, consegue um furo de reportagem graças a Mark Darcy (Colin Firth), um renomado advogado cujos pais são amigos da família de Bridget, quem ele conhece desde criança.

Bridget sempre odiou Mark, a quem ela julgava metido e egocêntrico. Mas esse sentimento acaba despertando algo mais forte, o que a faz acreditar que ele possa se tornar um grande amor.

Paralelo à isso, Daniel e Mark são inimigos. E no decorrer da história, ambos vão brigar pelo coração de Bridget. Pronto, está armado um dos triângulos amorosos mais gostosos do cinema.

Vale a pena conferir: O Diário de Bridget Jones é um dos filmes mais românticos e engraçados que já vi. Com uma história bacana, tem como foco problemas comuns no dia-a- dia de qualquer um, já que aborda questões como solidão, baixa autoestima, realização profissional e a procura por um grande amor. Além disso, a trilha sonora é maravilhosa.

Melhor Cena: Eu destaco várias. Primeiro, logo no início do filme aparece Bridget arrasada, chorando e comendo feito uma louca, ao som de “All by Myself”. O que era para ser uma cena deprê, acaba se tornando engraçada por causa da junção de imagem e trilha.

Depois, destaco a cena em que Mark e Daniel brigam no aniversário de Bridget. Novamente ao som de uma trilha, desta vez “It's Raining Men”, a sequência se estende pela rua e a música encaixa muito bem à cena. Ponto para a edição!

No fim, o tão esperado encontro entre Bridget e Mark. Também ao som de uma música perfeita, “Ain't No Mountain High Enough”, é uma sequência maravilhosa de encontros e desencontros, que termina com um beijo de tirar o fôlego. Destaque para Bridget dizendo que bons garotos não beijam assim. E Mark a repreende, afirmando que beijam sim. Aí é para qualquer um se apaixonar.

Curiosidades: O filme fez tanto sucesso que rendeu uma continuação. Em Bridget Jones – No limite da Razão (The Edge of Reason), produção de 2004, Bridget e Mark vivem um romance estável, mas ela continua insegura na relação, já que Mark nunca decide marcar a data do casamento. A situação piora quando ele começa a trabalhar com uma jovem advogada. Morta de ciúmes, Bridget cria situações que fazem com que os dois briguem e o namoro esfrie. Durante este distanciamento quem reaparece é Daniel, dando continuidade à rixa entre os dois ex-amigos e ao triângulo amoroso.

- Para a sequência, Renée Zelweger engordou bastante.

Eu & a Obra: Quando vi este filme pela primeira vez, peguei na locadora. Não o conhecia, foi por acaso, mas me apaixonei de tal forma que ví e revi outras vezes. O segundo também foi assim, embora curta mais o primeiro. Também li o livro e dei a sorte de comprar um box, contendo os dois filmes, para minha cinemateca. Gosto dele porque me identifico com a história. Essa busca por um bem estar profissional, pessoal e um grande amor. Quem não queria um Mark Darcy em sua vida?

Escolhi este filme para postar hoje aqui por conta deste recomeço natural que se deseja em todo fim de ano. Na última cena da produção, Mark afirma que comprou um diário novo para Bridget porque está na hora de escrever uma nova história. E é isso que desejo à todos vocês. De preferência com um Mark Darcy, ou uma Bridget Jones, em suas vidas. Feliz ano novo! A gente se vê em 2011.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Eu & “Drácula - Morto, mas Feliz”

Esta manhã acordei com a triste notícia de que o ator Leslie Nielsen faleceu, aos 84 anos. Precursor em comédias besterol dos anos 80, Leslie ficou marcado por seus papeis em Apertem os cintos, o piloto sumiu e a série Corra que a polícia vem aí. Mas um título em especial consegue me fazer chorar de tanto rir. E por isso hoje, lembro dele aqui.

Drácula: Morto, mas Feliz (Dracula: Dead and Loving It) foi lançado em 1995 e fazia uma sátira ao clássico Dracula de Bram Stoker. Assim como na história original, o conde Vladmir Drácula vai à Londres em busca de Mina, para torná-la sua mulher.

Durante sua estadia ele se envolve com Lucy, tranformando-a em vampira, tem R.M. Renfield como seu fiel escudeiro e ainda precisa enfrentar Dr. Van Helsing (vivido aqui pelo maravilhoso Mel Brooks), caçador de vampiros que não sai de seu percalço.

Vale a pena conferir: Como todos os trabalhos de Nielsen, essa comédia é uma delícia de se ver. Mais ainda para quem curte a história de Drácula que, mesmo apresentada em formato besteirol, é muito legal.

Melhor Cena: A melhor é quando Van Helsing mostra como se deve matar Lucy, já que ela na verdade se transformou em uma morta viva. É muito engraçado. Agora a interpretação de Nielsen como Drácula é impagável, independente da cena. Com destaque para ele em forma de morcego.

Eu & a Obra: Não sou muito chegada a comédias besterol de hoje em dia, mas às dos anos 80, até meados de 90, curtia pela leva de bons atores. E Leslie Nielsen era um deles. Provavelmente fui atraída por esse filme já que sua história envolvia vampiros, e não me arrependi. Acho muito engraçado. Recentemente ele andou sendo reprisado na TV a Cabo. Por isso, se você quer ver ou rever, vale a pena ficar ligado

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Eu & “Caçadores de Emoção”

O título que trago hoje é uma delicosa aventura que consegue ser a cara do verão, estação que se aproxima. O filme Caçadores de Aventuras (Point Break) foi lançado em 1991 e trazia em seu elenco a dobradinha maravilhosa entre dois galãs da época, Keanu Reeves e o saudoso Patrick Swayze.

A história começa quando o agente federal Johnny Utah (Keane Reeves) é escalado para investigar uma onda de assaltos à bancos realizados por um grupo de mascarados, intilulados os ex-presidentes.

Ao lado do também agente Angelo Pappas (Gary Busey), os dois começam a desconfiar que a gangue de assaltantes são surfistas. Se a tese estiver certa, assim que o verão terminar os ex-presidentes irão parar de agir, o que dificultaria na resolução do caso.

Para dar continuidade às investigações, Johnny deve se infiltrar na área dos surfistas. E para isso, o primeiro passo é aprender a surfar. Ele conhece a jovem Tyler (Lori Petty) na praia e após arrumar um jeito de se aproximar, acaba convencendo ela a lhe dar aulas de surf.

No decorrer da convivência com Tyler, Johnny também conhece um grupo de surfistas liderados por Bodhi (Patrick Swayze) e acaba se tornando “membro” desse mesmo grupo.

As experiências adquiridas através de sua convivência com Bodhi, e o amor por Tyler, fazem com que Johnny enxergue a vida com outros olhos e já não sinta mais o peso com que sempre fora obrigado a levá-la.

Essa leveza acaba a partir do momento que o agente descobre em Bodhi a identidade de quem estava investigando. Aí a amizade, que aos poucos foi se construindo, de repente se transforma em uma caçada. E quem ganhá-la não significa que sairá vitorioso.

Vale a pena conferir: Porque é um filme ágil, com boas doses de aventura, roteiro bacana e sequências maravilhosas envolvendo esportes radicais. Além disso, as atuações de Keanu Reeves e Patrick Swayze no papel de surfistas. Ambos convenceram e mostraram uma parceria muito bacana.

Melhor Cena: Para mim a melhor cena é a sequência em que Johnny persegue Bodhi. Naquele momento ambos descobriram seus disfarces e ali representa muito mais do que um policial atrás de um bandido, e sim dois amigos extremamentes decepcionados um com o outro. Mas que, mesmo assim, são incapazes de se machucarem. Sem contar que é uma cena muito rápida, quase que infinita, com movimentos de câmeras excepcionais. É muito bom. Além disso, curto quando eles surfam à noite e quando pulam de paraquedas e formam uma estrela no ar. A cena é lindíssima. E o final, claro, que é P#¨&. Rsrs

Curiosidades: Foi o filme que trouxe de vez para a mídia o nome de Keanu Reeves, tranformando-o em galã. E honra seja feita, é o trabalho em que está mais bonito.

O astro Anthony Kiedis - vocalista do Red Hot Chili Peppers - faz uma ponta como surfista.

Aliás, a trilha sonora está recheada de bandas glam rock.

Como citei anteriormete, há uma cena em que o grupo salta de paraquedas e forma uma estrela no ar. Na época saíram algumas matérias na TV sobre a prática desse esporte e a informação de que eles realmente fizeram esta cena.

Outra curiosidade é a de que filmaram primeiro o final. Tanto que Keanu Reeves aparece com o cabelo maior, enquanto que Patrick Swayze está com ele mais curto.

Eu & a Obra: Caçadores de Emoção marcou muito minha adolescência. Primeiro pelo elenco, uma reunião de homens bonitos. Jamais esqueci a cena de Keanu Reeves deitado na cama, por cima de um lençol preto. Lindo demais!!! Segundo pela sua história, fotografia, sequências de cenas muito bem dirigidas, amarradas. Um marco para a geração anos 90, que deixou muitas saudades.

domingo, 31 de outubro de 2010

Eu & “Halloween”

O Halloween chegou, e com ele nosso especial termina por aqui. Para fechar esta semana dedicada a data, o filme escolhido só podia ser Halloween – A Noite do Terror (Halloween).

A produção é de John Carpenter, e foi lançada em 1978. O filme começa quando Michael Myers, aos seis anos de idade, pega a irmã mais velha tendo relações sexuais com o namorado.

Após presenciar a cena, o menino, vestido de palhaço e com uma máscara escondendo seu rosto, pega uma faca na cozinha e mata a irmã brutalmente. Depois, ele sai de casa e dá de cara com seus pais.

Michael é internado em um sanatório, onde durante 15 anos foi assistido pelo Dr. Sam Loomis (Donald Pleasence). Tudo em vão, já que o menino nunca abriu a boca para falar uma palavra.

15 anos se passam e em 30 de Outubro de 1973, dia em que Michael Myers (Tony Moran ) seria interrogado pela polícia, o jovem consegue fugir do sanatório sem que ninguém veja.

Ele volta para Haddonfield, sua cidade natal, e começa a observar um grupo de jovens estudantes. Entre eles, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis). O rapaz, que fica obcecado por ela, dá seguimento a uma nova matança.

Começando pelos amigos de Laurie, mas com a intenção de chegar até a jovem. Porém, tendo sempre em seu encalço o Dr. Sam Loomis.

Vale a pena conferir: Porque Halloween foi precursor em filmes com serial killers. Michael Myers abriu espaço para personagens como Jason Voorhees (Sexta-Feira 13), Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo) e Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica), ícones de assassinos em série. Além disso é um bom filme. Com história e ótimas dosagens de suspense.

Melhor Cena: Confesso que me lembro muito pouco desse primeiro filme, mas destaco algo que mais me chama a atenção em todos os filmes da série. O olhar de Michael Myers, que me dá arrepios. Além da calma com que ele mata, comum em todo psicopata.

Curiosidades: Há uma falha nesse primeiro filme da série. Ao fugir do sanatório, Michael o faz de carro. Como o garoto sabia dirigir se foi internado aos seis anos? Depois, o psiquiatra explica que o ensinou a dirigir. Mesmo assim, a cena não convenceu.

Halloween II – o terror continua, foi lançado em 1981. O filme mostra que Laurie começa a ficar perturbada com a peseguição de Myers, até descobrir que ele ainda vive e continua querendo matá-la. Alem disso, é revelado que a jovem é sua irmã.

Halloween III – A noite das Bruxas (1982), é o único que não tem Michael Myers. Ou seja, apesar de levar esse nome, não há ligação com a série.

Halloween IV – O Retorno de Michael Myers (1988), como o nome sugere marca a volta do assassino em série, após mais 10 anos no manicômio. Desta vez o filme não conta com Jamie Lee Curtis no elenco.

Halloween V – A Vingança de Michael Myers (1989), nessa sequência Michael Myers foca em sua sobrinha.

Halloween VI – A Última Vingança (1995), após várias tentativas de morte Myers volta mais uma vez em busca de vingança contra sua família. Para muitos, esse filme consegue explicar o motivo para o jovem ter se tornado um assassino tão frio.

Halloween H20 – 20 anos depois (1998). A sequência que seria a sétima da história mostra o retorno de Jamie Lee Curtis à série, assim como suposto último confronto entre os irmãos. Desta vez, Laurie é dona de um colégio e tem um filho adolescente. Myers descobre o paradeiro da irmã e vai ao seu encontro.

Halloween - Ressurreição (2002), o oitavo e ultimo filme da série começa quando um grupo de alunos universitários são convidados convidados a passarem uma noite na casa em que viveu o psicopata, e a experiência será transmitida via internet. A situação se complica quando o assassino retorna para expulsar os instrusos de sua casa. Jamie Lee Curtis também participa dessa sequência.

Após essas oito sequências, uma nova leva de filmes começa a ser produzida baseada na série original. Já lançaram Halloween – O Início (2007) e Halloween 2 (2009).

Eu & a Obra: Tirando essas novas refilmagens, eu já vi todas as outras da série. Gosto das duas primeiras e H20, que por sinal poderia ter sido o fim dado a história. Não é meu favorito, mas gosto do filme. O que o tornou cansativo, assim como Sexta-Feira 13, foram o excesso de continuações.

sábado, 30 de outubro de 2010

Eu & “O Exorcista”

Na véspera do Halloween o filme que escolhi para complementar minha semana especial é o maior clássico de todos os tempos no gênero terror. Um marco na história cinematográfica, O Exorcista (The Exorscist) foi lançado em 1973 e levou milhares de espectadores ao cinema.

A história começa quando a atriz Chris MacNeil (Ellen Burstyn) se muda com a a filha Regan MacNeil (Linda Blair) para Washington, localização da filmagem para seu novo trabalho.

De repente a adolescente, que até então era uma menina calma e amorosa, começa a ter um comportamento agressivo e estranho. Preocupada com suas atitudes, a mãe leva a filha ao médico. Mas nada é diagnosticado.

De um clínico geral, Regan passa pelas mãos de um psicólogo. Exames, testes, calmantes, vários procedimentos são tomados, mas todos em vão. O tempo passa e se não bastasse ser praticamente impossível chegar a um resultado preciso, a menina está cada vez mais agressiva e debilitada.

Até que Chris decide procurar um padre. O reverendo chega a conclusão de que Regan está sendo possuída por um demônio. Para ajudá-la, pede ajuda ao padre Damien Karras (Jason Miller). Um especialista em exorcismo.

Daí em diante a briga vai ser dura, já que Damien fará de tudo para livrar a adolescente do mal que lhe tormenta.

Vale a pena conferir: Porque é uma obra prima. Na minha opinião, não tem como alguém deixar de assistir esse filme. Principalmente se gostar do gênero, já que O Exorcista é um excelente representante da classe.

Melhor Cena: Quem pensa em O Exorcista logo se remete a cena em que Regan, já possuída, senta na cama e vomita em direção ao padre. Mas há grandes sequências, como a cama balançando, a menina levitando, ou girando a cabeça em 360 graus. E ainda, uma que chegou a ser cortada no longa original. E anos mais tarde, foi incluída em uma edição especial. A que Reagn desce as escadas de sua casa como se fosse uma aranha.

Curiosidades: São muitas que rondam o filme, que incluem ainda fatos estranhos. Por partes, dizem que o filme foi baseado em uma história real. A atriz que interpretou Reagan, jamais conseguiu se livar da imagem de “menina do exorcista”. Ou seja, nunca mais fez um trabalho de sucesso.

O ator Jack MacGowran, cujo personagem morre arremessado de uma janela logo no início do filme, morreu uma semana após o término das gravações. Além disso, a equipe técnica teve muitos problemas durante as filmagens.

Tirando as coisas ruins, vamos as boas. O filme orginal arrecadou US$ 441,071,011 de bilheteria pelo mundo. Foi a única produção do gênero terror, na história do cinema, a concorrer ao Oscar de melhor filme(1974). Mas faturou apenas as estatuetas de melhor roteiro adaptado e melhor som.

Teve ainda O Exorcista II – O Herege (1977), O Exorcista III (1990) e O Exorcista – O Início (2004). Desses três títulos, somente o segundo era sequência do original.

Quando o filme completou 30 anos foi relançado no cinema, desta vez com o acréscimo de 13 minutos. Cenas que teriam sido cortadas do original porque o filme havia sido considerado muito grande. As salas lotaram, e o espectador saiu de lá mais apavorado do que nunca.

Eu & a Obra: Minha relação com esse filme é um tanto conturbada. Claro que o admiro, afinal é um grande clássico. Gosto muito da história e principalmente da trilha sonora, que nos dá arrepios. Me amarro nos efeitos, mesmo porque a produção é de uma época em que eu ainda nem sonhava em nascer. E interpretação. Linda Blair dá um show.

Mas há questões que me irritam profundamente. Primeiro, no primeiro filme o que mais me assusta, por incrivel que pareça, é a suposta imagem do demônio, que aparece aleatóriamente, como se fosse uma imagem vista pela menina, todo o tempo.

Ela surge como um piscar de olhos, por fragmentos de segundos, e penetra na nossa mente de tal maneira que, se bobear fico uma semana me lembrando. E o pior disso tudo é que, a tal imagem, é muito tosca. Provavelmente uma máscara de péssima qualidade.

Por conta desta imagem, e os horário que exibiram o filme nos últimos tempos, eu ainda não consegui ver a versão com os 13 minutos a mais. Rsrs.

Lembro que tenho muito medo de O Exorcista II – O Herege. Não lembro porquê, já que a crítica fala muito mal do filme, e eu só vi uma vez. Mas sei que prometi a mim mesma jamais o assistir novamente.

Por fim, tentei ver O Exorcista – O Início. Mas não consegui, o filme é muito ruim. Já O Exorcista III, fiquei sabendo este ano que existia.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Eu & “Sexta-Feira 13”

Cuidado com o Jason que o Jason te pega. Ou seria com a Cuca? Brincadeiras a parte, o filme que apresento hoje também foi um marco na década de 80. E por isso, não podia faltar no especial Semana Halloween.

Seguindo o gênero terror, Sexta-Feira 13 (Friday the 13th) não só foi um sucesso de bilheteria como emplacou um dos vilões mais temidos da história do cinema, Jason Voorhees.

Diz “a lenda” que Jason foi um jovem maltratado pela mãe. Se não bastasse bater no filho, caçoava de sua aparência. Por conta disso, o rapaz teria crescido revoltado e se transformado em um psicopata.

O filme começa quando um grupo de jovens monitores vão passar uns dias em uma colônia de férias, localizada próxima ao Lago Cristal. O local ficou conhecido como “Acampamento Sangrento”, pois há algunas anos um casal de namorados foi assassinado ali. O assassino teria sido Jason Voorhees, que supostamente foi morto.

Tudo ía muito muito bem na viagem, regada com muitas risadas e sexo. Até que uma brincadeira no estilo “mate o monitor” começa a acontecer. As vitimas, uma por uma, vão sendo assassinadas sem que ninguém perceba. Das formas mais bizarras e cruéis possíveis, sempre após relações sexuais.

A questão é: Jason estaria de volta?

Vale a pena conferir: Porque Sexta-Feira 13 é um clássico, composto pelos principais ingredientes que todos os filmes de terror deveriam ter: muito suspense, mortes sanguinárias e um psicopata de “dar nos nervos”.

Melhor Cena: Não destacaria uma cena, mas momentos que antecedem a morte das vitimas. Imagens seguidas daquele arrepio na espinha e sensação de estar sendo observado todo o tempo.

Curiosidades: Sexta-Feira 13 é considerado uma das séries cinematográficas mais bem-sucedidas das últimas décadas. Não é a toa que acumula 11 títulos, incluindo Freddy Vs. Jason (2003) – encontro entre o vilão e Freddy Krueguer (A Hora do Pesadelo) -, e a refilmagem do primeiro título que deu origem a série sanguinária. Lançado em 2009, desta vez o novo Sexta-Feira 13 seria um misto entre as duas primeiras edições.

O filme e Jason tiveram como inspiração outra grande produção do gênero. Estou falando de Halloween, filme lançado dois anos antes, que tinha em seu carro chefe o tambem psicopata Michael Myers. Curiosamente, Jason fez muito mais sucesso que seu antecessor. Assim como o filme.

O ator Kevin Bacon, em início de carreira, participou do primeiro filme da série.

No início Jason ainda não usava a máscara de goleiro de hóquei, e sim uma espécie de capuz.

Por fim, a maior curiosidade de todas. Jason realmente nunca morre.

Eu & a Obra: Pelo que me lembro assisti a todos, inclusive a versão lançada ano passado - com excessão para o encontro de Jason e Freddy -. Confesso, não é um dos meus filmes de terror predileto. Pois ainda prefiro os que tem uma história muito bem amarrada para contar, ao invés daqueles que promovem mortes de graça. Mas gosto da tensão que ele nos proporciona, muito bem notada em produções que surgiram no fim da década de 70 e início dos 80. E é por esse motivo também que não curti sua refilmagem.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eu & “O Massacre da Serra Elétrica”

O filme de hoje na Semana do Halloween é mais um clássico do gênero terror. O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre) é uma produção de 1974. Mas aqui apresento uma refilmagem, lançada em 2003, tendo Jéssica Biel como protagonista.

No filme, um grupo de jovens segue em viagem do Texas rumo ao México. No meio do caminho, ficam sem gasolina. Eles param próximos a um matadouro, aparentemente abandonado.

Como não veem ninguém, começam a procurar um telefone para pedir socorro. Até que dão de cara com uma família estranha, que vive próxima ao local e cultivam o hábito do canibalismo. Além disso os jovens terão que lidar com um louco desfigurado, que os persegue com uma serra elétrica nas mãos.

No decorrer da história esse grupo de amigos descobre que aquele matadouro serve para uma espécie de “abate humano” e serão as próximas vitimas, caso não consigam escapar desses insanos.

Tarefa difícil, já que o local é deserto e o policial de lá pertence a essa família.

Vale a pena conferir: Porque é um clássico do gênero, muito falado, comentado e com uma boa repercussão. Alem disso, prato cheio para quem curte filmes sanguinários.

Melhor cena: Como é um filme daqueles que nos deixam muito nervosos, destaco quando descobrem o homem da serra e o que ele faz. Além disso as tentativas de fuga protagonizadas por Erin (Jessica Biel).

Curiosidades: Como disse no início do texto, o filme original - O Massacre da Serra Elétrica (Texas Chain Saw Massacre, The) – foi lançado em 1974. Sua história é baseada em fatos reais, já que teve uma sobrevivente.

Além dessas duas versões, houve uma continuação. O massacre da Serra Elétrica 2 se passaria 13 anos após o primeiro massacre. Lançado em 1986, trazia Dennis Hopper no elenco.

Já em 2006, lançaram O Massacre da Serra Elétrica - o Início. Nesse caso, a história dá ênfase ao nascimento e criação do jovem Thomas Hewitt, até se tornar o assassino com a serra. Ufa!

Eu & a Obra: Apesar de citar todas as versões desse filme, optei por destacar a de 2003 porque foi a única que assisti. E confesso que só o fiz por curiosidade, já que ouvia muito falar do massacre, cara da serra, etc... Não gosto muito desse filme, o acho bobo e meio sem sentido. Por isso o listei em Troféu Framboesa. Mas é um clássico, merece ser citado e visto. Para que cada um tire sua própria conclusão. 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Eu & “O Cemitério Maldito”

O terceiro título escolhido para listar a Semana Halloween é considerado um clássico do terror. Baseado na obra do mestre Stephen King, o O Cemitério Maldito (Pet Sematary) foi lançado nas salas de cinema em 1989.

No filme a família Creeds se muda para uma casa, em Chicago, localizada na beira de uma estrada muito movimentada. Nessa rodovia, além de carros pequenos, há uma grande circulação de veículos grandes, como caminhões e reboques.

Em frente à casa dos Creeds, do outro lado da estrada, existe um cemitério de animais, criado pelas crianças (moradores) cujos bichos de estimação morreram atropelados nessa mesma estrada.

Louis Creed (Dale Midkiff), o pai, logo faz amizade com Jud Crandall (Fred Gwynne), morador da casa ao lado. Jud é quem conta sobre a rotina dali e alerta os novos vizinhos para o perigo que aquela estrada representa, principalmente para as crianças.

Durante um feriado, Rachel (Denise Crosby), a esposa de Louis, viaja com os filhos Ellie (Blaze Berdahl) e Gage (Miko Hughes), para visitar os pais. Enquanto isso, seu marido fica em casa com o gato da filha.

O bichinho sai de casa e acaba sendo atropleado. Ao ver o desespero de Louis, já prevendo o sofrimento da filha, Jud sugere que Louis enterre o animal em outro cemitério, mais atrás do de animais.

No dia seguinte o gato retorna à casa, de forma misteriosa e com um comportamento estranho. Ao perguntar à Jud como isso pode ter acontecido, o vizinho ouve a confissão de que as terras onde o gato foi enterrado pertencem a um antigo cemitério indígena, capaz de trazer qualquer um de volta à vida. Mas, como nem tudo são flores, quem volta de lá nunca mais será o mesmo.

Quando sua família retorna de viagem, a menina logo percebe que há algo estranho com o gato e passa a não gostar mais tanto assim dele. As coisas ficam mais tensas quando Gage, o caçula da família, também morre atropelado na estrada. E, em um momento de loucura, Louis decide enterrar o menino no tal cemitério.

Vale a pena conferir: Uns dizem que o filme é de terror, outros suspense. Mas independente de sua categoria, a verdade é que se trata de um baita filme. Capaz de prender sua atenção, mexer com seu emocional e fazê-lo se arrepiar, como um bom filme de terror. King consegue, de forma brilhante, nos surpreender durante todos os momentos e ainda presentear-mos com um grande final.

Melhor Cena: Difícil apontar, mas dá nos nervos ver o gato voltar. Assim como o que veio depois, com a morte de Gage e outras “coisinhas mais adiante”, que você só vai saber se assistir ao filme.

Curiosidades: Como todas as obras de Stephen King, o filme O Cemitério Maldito também foi baseado em um de seus livro. Nesse caso, levou seu nome original. Uma continuação do filme foi lançada em 1992 e tinha em seu elenco o ator Edward Furlong. Mas Cemitério Maldito II não fez sucesso como o primeiro, talvez porque a história não tinha o dedo de Stephen King.

Eu & a Obra: Fui ver O Cemitério Maldito no cinema, com minha irmã mais velha. Na época eu não tinha a idade apontada pela classificação etária, mesmo assim consegui entrar. Durante a projeção, minha irmã deu ataque de medo e resolveu sair do cinema antes que o filme acabasse. Como era muito novinha, tive que sair com ela.

Nem preciso dizer que fiquei P. da vida, pois queria saber o que acontecia com o menino. Fiz ela conseguir o livro, para que eu conhecesse toda a história. O filme mesmo só fui ver bem depois, quando saiu em VHS. Adorei! Depois de O Iluminado, é um dos filmes mais tensos de King. E minha dica aqui é para experimentarem ler o livro e ver o filme, pois a história se torna ainda mais eletrizante.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Eu & “Jovens Bruxas”

Dando sequência a Semana Halloween, o filme que escolhi está bem relacionado ao tema. Jovens Bruxas (The Craft) foi lançado em 1996 e tinha em seu elenco Neve Campbell, a protagonista de Pânico.

A história se passa em um colégio de Los Angeles, onde um trio de amigas são consideradas “esquisitas”. Por conta das diferenças, que fogem ao padrão da grande maioria, as jovens sofrem preconceito dos outros estudantes.

Apontadas como bruxas, o grupo formado por Nancy (Fairuza Balk), Bonnie (Neve Campbell) e Rochelle (Rachel) se interessam por ocultismo e acreditam na chegada de uma nova integrante, para começarem a colocar sua magia em prática.

O que acontece quando a jovem Sarah (Robin Tunney) chega à cidade. Vinda de São Francisco com o pai, após a morte de sua mãe, Sarah é misteriosa aos olhos dos outros. E por conta disso, desperta o interesse do trio de bruxas.

A jovem acaba se juntando ao grupo, que percebe seu dom. Mas o que elas não sabem, e nem mesmo Sarah tem noção, é do poder que possui. Mesmo assim, elas investem na magia e conforme o poder se manifesta, passam a usá-los em benefício próprio.

De início, o que parecia inofensivo, toma grandes proporções. E piora quando elas começam a se vingar de quem às humilhou, entrando em pontos condenados pela magia. Fazer o mal e interferir no livre arbítrio das pessoas.

Vale a pena conferir: Assim como Os Garotos Perdidos, Jovens Bruxas é um filme interessante porque transfere temas místicos, antigos, para a modernidade. Mas sem perder o sentido, ou fantasiar demais. E isso é muito bom. Esse filme é ágil. Embora seja ficção, retrata bem esse universo. Pode não ter sido uma grande produção, mas não peca em termos de efeitos. E para quem gosta do tema, é um prato cheio.

Melhor Cena: Como pequenas cenas compõem um todo, acho bacana a iniciação delas. Gosto bastante também da Sarah, pois já é uma bruxa nata. E por isso, por menor que seja o feitiço, por já ter um dom, ela arrasa.

Curiosidades: Além de Neve Campbell, outro ator de Pânico participa do filme. Estou falando de Skeet Ulrich, que aqui interpreta Chris. Esse ator, quando surgiu em Pânico, foi considerado um sósia de Johnny Depp. A carreira não emplacou e ele sumiu. Também, vamos combinar que essa comparação é quase uma heresia. Ele não tem tem nada a ver com Depp.

O filme The Craft por aqui se chamou Jovens Bruxas. Já em Portugal ficou com o título de O Feitiço.

Eu & a Obra: Não lembro como descobri esse filme, provavelmente lendo a respeito. Mas sei que peguei na locadora. E fazendo jus ao ditado: toda mulher é uma bruxa, eu também não fujo à regra. Se não sou, pelo menos gostaria de ser. Adoro assuntos místicos, tenho curiosidades sobre a religião Wicca, e por toda essa simpatia, gostei muito do filme. Apesar de saber que todo poder, de certa forma, fascina, acho ótimo a forma com que foi tratado no filme. É preciso saber lidar com ele, respeitar limites e jamais usá-lo para o mal. Afinal, um dia ele se volta contra você.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Eu & “Os Garotos Perdidos”

Para dar início a semana Halloween, o primeiro título escolhido é Os Garotos Perdidos (The Lost Boys). Lançado em 1987, o filme foi um marco nas produções de terror da década de 80.

O longa começa quando Lucy (Dianne Wiest) se vê com problemas financeiros. Por conta disso ela e os filhos, Michael (Jason Patric) e Sam (Corey Haim), se mudam para um cidadezinha chamada Santa Clara.

Chegando na cidade, os jovens logo sentem a diferença em morar no interior, onde a vida é bem distante da que estavam acostumados. Por ser mais maleável que o irmão, Sam tenta se habituar. Ele logo faz amizade com os irmãos Edgard Frog (Corey Feldman) e Alan Frog (Jamison Newlander).

Já Michael se interessa por Star (Jami Gertz), moça que tem como amigos uma gangue de rebeldes, liderada por David (Kiefer Sutherland). Na verdade, esse grupo de baderneiros são jovens vampiros, responsáveis pelo sumiço de tantos outros moradores da cidade.

No decorrer da história, San é que terá de lidar com eles. Se quiser salvar a vida do irmão. Além de descobrir o líder, e destruí-lo. E para isso, contará com a ajuda dos irmãos Frog.

Vale a pena conferir: Porque The Lost Boys é um dos melhores filmes do gênero. Seguindo a agilidade, sem pecar na modernidade, o filme tem uma história muito envolvente. Conta com ótimas atuações, um grupo de jovens atores talentosos, e uma trilha sonora maravilhosa.

Melhor Cena: Várias! Quando o grupo de David revela à Michael o que são na verdade. Quando Michael começa a sentir os efeitos, de quem está se transformando em vampiro. Os embates entre os irmãos Frog e os vampiros, primeiro no esconderijo deles. Depois, na casa de San. Assim como a cena final.

Curiosidades: Apesar do filme ter feito sucesso, demorou para que ter uma continuação. Os Garotos Perdidos 2 - a tribo (Lost Boys: the tribe) só foi lançado em 2008. Do elenco original, o segundo filme contou apenas com Corey Feldman. Fraco, não agradou e nem teve divulgação, sendo lançado direto em DVD. Recentemente saiu uma nota de que uma terceira edição estaria em fase de negociação. Corey Feldman já confirmou sua participação.

- O ator Edward Herrmann, que vive o líder dos vampiros, é Richard Gilmore na série Gilmore Girls.

- Na caverna onde os vampiros se escondem há um pôster enorme de Jim Morrison, do The Doors.

Eu & a Obra: Descobri esse filme por intermédio de uma amiga do colegial, que adorava. Vi a primeira vez na sua casa, pois ela tinha a fita. Amei tanto que já revi várias vezes. Acho a história ótima, envolvente. Retrata muito bem o universo dos vampiros. E quem não gostaria de ser transformada em vampira por Kifer Sutherland?

Brincadeiras a parte, jamais esqueci as palavras que constam na sinopse: “De dia dorme, a noite é uma festa, não fica velho, nunca morre. Ser vampiro, é um barato”.

domingo, 17 de outubro de 2010

Eu & “Para Sempre na Memória”

Ontem fiquei devendo à você a continuação do especial de aniversário, onde escolhi alguns títulos especiais que me marcaram bastante. Hoje, no último filme da série, comento aqui um que é muito especial para mim.

Lançado em 1988 o filme Para Sempre na Memória (Permanent Record) trazia em seu elenco principal um até então desconhecido Keanu Reeves. O filme está focado em um grupo de estudantes, de uma escola secundária.

Entre eles, destaque para David (Alan Boyce). Além de ótimo aluno, o rapaz é um filho carinhoso e grande amigo de Chris (Keanu Reeves), com quem tem uma banda.

Mas, apesar de aparentar ter a vida que todos almejariam, com um futuro promissor, David sente uma pressão muito grande em suas costas. A sensação que tem é a de que precisa ser perfeito, o que nem sempre é possível.

E com a formatura se aproximando, seu desejo era poder parar um pouco e só por um momento, não ter nenhuma preocupação ou obrigação. Mesmo assim, o rapaz optou por não dividir essa angustia com ninguém, nem mesmo com Chris.

Um dia, durante uma festa, Chris vê David cair de um penhasco. O rapaz morre e sua partida deixa seus amigos muito chocados, principalmente Chris. Os jovens decidem homenageá-lo durante um evento que vai acontecer no colégio, para qual David estava produzindo as músicas.

Tudo estava caminhando mais ou menos bem, até Chris receber a partitura de uma música que ele e David estavam trabalhando, pelo correio, junto com um bilhete. Pelo conteúdo, Chris percebe se tratar de uma despedida.

É aí que história muda de figura, já que a morte de David deixa de ser uma fatalidade para se tornar suicídio.

Vale a pena conferir: Porque é um filme que traz a tona questões muito importantes, com destaque maior na juventude. Como por exemplo, de como os jovens sentem pressão durante a transição entre a vida infantil e adulta. Além disso, quebra a temática de que nem sempre quem aparenta ter a vida perfeita, é feliz.

Melhor Cena: O filme é um drama, por isso apresenta cenas muito fortes e emocionantes. Me toca bastante as sequências pós Chris saber que David se matou. O rapaz pira, e Keanu Reeves trabalha muito bem. E o final, quando os jovens alunos conseguem homenagear David cantando a música que ele tinha feito, em parceria com Chris.

Eu & a Obra: Descobri esse filme na locadora por acaso, e confesso que peguei porque tinha Keanu Reeves no elenco. Como eu já conhecia seu trabalho de outros tempos, me animei em conferir esse do início de sua carreira. Amei! É um filme que me emociona profundamente e me leva às lágrimas, mas não de tristeza. A música é linda, a história é forte e as atuações, maravilhosas. Vale mais do que a pena conferir, para depois refletir sobre o tema. Às vezes alguém precisa de você, mas quando nos tocamos disso é tarde demais. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eu & “Ao Mestre com Carinho”

No dia do meu aniversário, aproveito para homenagear também o professor pelo seu dia. E para isso, nada melhor do que falar de um clássico do cinema.

Ao Mestre com Carinho (To Sir, with Love) é uma produção inglesa, lançada em 1967. Tudo começa quando Mark (Sidney Poitier), um engenheiro desempregado, decide tentar a carreira no magistério.

Ele consegue trabalho em uma escola localizada na periferia de Londres. Pela frente, um grupo de alunos indiciplinados, liderados pelo trio Denham (Christian Roberts) Pamela (Judy Geeson) e Barbara (Lulu), que só pensam em tirá-lo do cargo.

Por se tratar de um homem vivido, acostumado a lidar com os desafios da vida, Mark não só vai dominar seus alunos como tranformar o que, de início não passava de hostilidade, em respeito, admiração e carinho.

Vale a pena conferir: O filme foi um marco para a época e até hoje é referência ao tema. Soube retratar muito bem a relação entre professor e aluno, que inclui o desafio em saber lidar com a rebeldia e as diferenças.

Melhor Cena: Claro que a antológica cena em que Barbara canta a canção título do filme em homenagem ao Mark que, naquele momento, estava se despedindo da classe. É de nos debulharmos em lágrimas.

Curiosidades: No último episódio da primeira temorada de Glee, exibido mês passado, os alunos do coral cantaram essa música para seu professor. Nossa, como chorei.

Eu & a Obra: Esse filme faz parte de minhas lembranças da infância, pois sempre o assistia na sessão da tarde. Acho uma história forte e muito bacana. E apesar de antigo, nunca esteve tão atual.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eu & “O que é isso, companheiro”?

O filme que escolhi para falar hoje é uma produção nacional, drigidao por Bruno Barreto. Lançado em 1997, o filme O que é isso, companheiro? se passa na época da ditadura militar.

A história começa quando um grupo de jovens, aproveitando a visita do embaixador dos EUA ao Brasil, decidem sequestrá-lo. E em troca da sua liberdade, exigem a libertação de presos políticos que estão sendo torturados pelos militares.

Liderados por Jonas (Matheus Nachtergale), Fernando/Paulo (Pedro Cardoso), Andreia/Maria (Fernanda Torres), Marcão (Luiz Fernando Guimarães), Renée (Claudia Abreu), César/Osvaldo (Selton Mello), Julio (Caio Junqueira) e Toledo (Nelson Dantas) são os responsáveis por executarem o plano e fazerem de tudo para que o mesmo tenha um desfecho favorável aos seus interesses.

Como em momento algum parte daqueles jovens tinha a intenção de cometer atos violentos contra o embaixador, a convivência com Charles Burke (Alan Arkin) foi mais do que pacificadora. Criou-se certa intimidade entre eles, o que, de certa forma, dificultaria sua eliminação caso às exigências não fossem cumpridas.

Vale a pena conferir: Quando penso em filmes nacionais, esse é o meu preferido. Já falei aqui e torno a repetir, qualquer tipo de ditadura me irrita e toca profundamente. A militar é algo repugnante, que deveria envergonhar à qualquer país. Imaginar que uma pessoa seja obrigada a não pensar, expor suas ideias, é algo que não tem explicação. Gosto desse filme porque, embora triste, é bom saber que alguns jovens foram tão corajosos, a ponto de arriscarem suas vidas em prol de algo que acreditavam ser o certo.

Melhor Cena: Gosto muito das conversas do embaixador com Fernando/Paulo (Pedro Cardoso) e Renée (Claudia Abreu). E a cena final, que marca a volta desses jovens após o exílio. Com destaque para o desfecho de Andreia/Maria (Fernanda Torres). Chorei muito.

Curiosidades: Essa história é verídica, e foi baseada no livro de Fernando Gabeira, na obra interpretado por Pedro Cardoso. Outra personalidade política conhecida é Dilma Rousseff, aqui interpretada por Claudia Abreu. Alguns nomes foram mudados para preservar a identidade.

- O título faz uma referência a forma com que se cumprimentavam, já que, por medida de precaução, não era permitido citar nomes, para que os mesmos não fossem descobertos.

- Nos EUA o filme recebeu o título Four Days in September, como referência à data do sequestro. Concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro, mas infelizmente não levou a estatueta.

- Recentemente veio a tona um boato de que o ator da Globo, Carlos Vereza, foi o responsável pelos disfarces nos jovens guerrilheiros, responsáveis pelo sequestro do embaixador.

- Quem escreveu o manifesto lido nos rádios e nas TVs contra o governo militar não foi Fernando Gabeira, e sim Franklin Martins, atual ministro-chefe da secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A leitura do manifesto – além da libertação de 15 presos políticos – era uma das condições para libertar Elbrick.

Eu & a Obra: Quando vi esse filme pela primeira vez, caí em lágrimas. É uma história muito forte, triste, pesada, mas admirável pela ousadia e coragem daqueles “jovens companheiros”. Fiquei muito feliz com a indicação ao Oscar e embora achasse difícil levar – não pela qualidade do filme, mas por botar em evidência uma falha de segurança do governo estadunidense (eles não iriam nos dar esse gostinho) -, sabia que se essa obra não levasse o prêmio, dificilmente um outro filme nosso conseguiria. Bom, até hoje minha professia vem se concretizando. Infelizmente!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eu & “Sociedade dos Poetas Mortos”

E os especial em comemoração ao meu anversário continua, hoje com um clássico que marcou toda uma geração. Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society) é uma produção de 1989. Tendo o ator Robin Williams encabeçando o elenco, o filme mostra a rotina de jovens internos da Academia Welton, escola tradicional e opressora.

A história tem início quando John Keating (Robin Williams), um ex-aluno, retorna no papel de professor. Através do seu jeito despojado e método ousado, o professor de poesia não demora muito a conquistar a confiança e curiosidade dos seus alunos.

Quando um grupo de jovens, liderado por Neil (Robert Sean Leonard), descobrem que anos atrás existiu, nessa mesma universidade, uma sociedade secreta liderada por John, cujo os encontros eram brindados com poesias, o professor não teve mais paz.

Empolgados pelo desejo de liberdade, os estudantes não se contentaram apenas em ouvir as histórias daquela época. E o jeito foi reviver a “Sociedade dos Poetas Mortos”, dessa vez tendo como membros Todd A Anderson (Ethan Hawke), Neil Perry (Robert Sean Leonard), Steven K C Meeks Jr. (Allelon Ruggiero), Charlie Dalton (Josh Charles), Knox T Overstreet (Gale Hansen), Richard S. Cameron (Dylan Kussman) e Gerard J Pitts (James Waterston).

Os encontros aconteciam na calada da noite, em um local secreto. Lá, os jovens discutiam suas ideias, revelavam seus segredos e principalmente, liam poesias. Poemas de autores renomados e dos próprio personagens, como sendo renovadores e estimuladores de ações e pensamentos. Era um o momento pleno de libertação. Ali, eles podiam ser o que realmente eram.

Os encontros secretos, assim como as aulas e conselhos do professor John, foram dando cada vez mais coragem aos alunos. Os jovens passam a acreditar em si e na realização de seus sonhos.

A reviravolta nessa história começa quando Neil decide tentar encenar uma peça tetral de Shakespeare. O jovem consegue o papel, mas seu pai não lhe dá permissão. Mesmo assim, o jovem decide enganar seus pais e estrear a peça.

Seu pai toma conhecimento, o retira do teatro e culpa o professor de ter colocado “ideias indiciplinares” na cabeça do filho. Além de brigar com o Neil, avisa que ele nunca mais voltará para aquela instituição de ensino.

A atitude do pai fará com que Neil tenha uma reação drástica, que marcará para sempre a vida de quem o conheceu.

Vale a pena conferir: Sempre achei que Sociedade dos Poetas Mortos é um filme que todos deveriam assistir pelo menos uma vez na vida. É uma obra belíssima, que tratou como nenhuma outra a questão da opressão, escolar e familiar, e o que ela pode gerar em uma sociedade, enquanto jovem.

Melhor Cena: Há muitas cenas de arrancar lágrimas, onde sentimentos como tristeza e felicidade se fundem. Destaco os encontros secretos dos jovens, assim como suas aulas com John. Também os destinos trágicos de dois integrantes da “Sociedade”, sendo um deles o jovem Neil. Além da cena final, claro!

Curiosidades: O ator Robin Williams recebeu indicação ao Oscar de melhor ator por esse trabalho. O filme recebeu ainda às indicações de melhor filme, diretor e roteiro original, faturando a estatueta nessa última categoria.

Para quem não reconheceu, o ator que interpreta o jovem Neil é Robert Sean Leonard, o Dr. Wilson da série House.

Sociedade dos Poetas Mortos trouxe uma discussão sobre os moldes da verdadeira educação, cujo objetivo deveria induzir o estudante a fazer o que gosta, acreditar no que está dentro de si, e não o que lhe é imposto. Por isso a legenda Carpe Diem (aproveite o dia) se tornou um lema não apenas daquelas personagens, como de todos os que conferiam a obra.

Anos mais tarde o filme O Sorriso de Monalisa foi apontado como sendo a versão feminina de Sociedade dos Poetas Mortos. Desta vez é Julia Roberts quem dá vida a uma profesora avançada para seu tempo, tendo que lidar com meninas em um colégio onde as alunas são preparadas para a vida doméstica. Muito bom, por sinal.  

Eu & a Obra: Sou contra qualquer tipo de ditadura e totalmente a favor da liberdade, seja ela de expressão, pensamento ou obra. Amo esse filme pela sensibilidade com que temas tão fortes, foi abordado. Interpretação, cenas, trilha sonora... Com ele eu rio, choro e acima de tudo, penso. É completo, por isso tão bom. Carpe Diem!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Eu & “Código de Honra”

Dando segmento ao especial semana de aniversário, o filme que escolhi para falar hoje é Código de Honra (School Ties), lançado em 1992. A história começa quando David (Brendan Fraser), um jovem de família humilde, ganha uma bolsa de estudos em um colégio tradicional.

O rapaz, que é judeu, percebe que para não se meter em problemas, e se dar bem com todos no colégio, o melhor é evitar que seus colegas saibam suas origens. Além disso, David se interessa por Sally ( Amy Locane).

A moça é de família rica e conhecida há anos de Charlie (Matt Damon), o líder do grupo com quem David se enturmou no colégio. Apesar de parecer seu amigo, Charlie não passa de um “filhinho de papai”, cujo objetivo maior é conseguir entrar em Havard como toda uma geração de sua família. E para conseguir esse feito, será capaz de tudo.

No decorrer do filme, os rapazes acabam descobrindo que David é judeu. Resultado, alguns se viram contra ele. Chegando inclusive a debocharem de sua origem. Há também os que se distanciam, incluindo Sally e Chris (Chris O’Donnell), seu colega de quarto.

A situação se complica quando, durante uma prova, Charlie deixa a cola cair na sala de aula. David vê, mas fica calado. No dia seguinte, os alunos ficam sabendo que se o culpado não se entregar, toda a turma será punida.

David acusa Charlie e Charlie acusa David. A grande maioria está contra David, sob a alegação de que ele mentiu a respeito de sua condição religiosa. Mas, de acordo com o código de conduta do colégio, uma assembleia entre os alunos irá decidir quem é o verdadeiro culpado.

Vale a pena conferir: Porque é um filme muito forte. apesar de toda história está relacionada a um grupo de jovens estudantes, discute muito bem a questão do preconceito social e religioso. Além do codigo de ética.

Melhor Cena: Gosto muito das sequências que vão desde o momento em que Charlie é descoberto judeu até o final, quando o culpado por colar é punido.

Curiosidades: Quando Código de Honra chegou às telas de cinema, se criou um veradedeiro burburinho. Tudo graças ao seu elenco de jovens promessas do cinema, entrelas como Brendan Fraser, Matt Damon , Chris O’Donnell e Bem Affleck. Todos com carinhas de bebê.

Eu & a Obra: Lembro-me que fiquei sabendo a respeito desse filme por causa de uma revista que colecionava, chamada Uau! Não vou negar que fiquei interessada graças ao elenco de gatos. Mas quando vi o filme, me apaixonei mesmo foi pela sua história. Preconceito em geral, já é algo ridículo. Contra judeus, na década de 50, era cruel demais. E isso tem o poder de me tocar profundamente.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Eu & "Rebeldes e Herois"

Essa é a semana em que faço aniversário. Como comemoração, selecionei títulos mais que especiais para dividir com você. E para começar cito um filme da década de 90, que marcou muito minha adolescência.

Rebeldes & Herois (Toy Soldiers) foi lançado em 1991. A história se passa dentro de um colégio interno tradicionalíssimo, onde só estudam rapazes. A maioria de família bem sucedida. Com destaque para um grupo de amigos, considerados alunos problemas, liderados por Billy (Sean Astin).

O filme começa quando Billy e seus amigos são pegos pelo diretor do colégio, disponibilizando bebidas aos internos e tendo acesso ao disk sexo. Por conta dessa brincadeira, eles são punidos. Além disso, o diretor se ausenta do colégio para descobrir quem vendeu bebida aos jovens.

Nesse meio tempo o colégio é invadido por um grupo de terroristas, cujo líder é filho de um grande traficante colombiano. Inicialmente sua intenção era trocar um dos jovens estudantes, filho de pessoa influente, pela liberdade de seu pai.

Ao chegar lá, o chefe dos terroristas descobre que sua suposta vitima já havia sido transferida. Mesmo assim, ao dar uma olhadas nas fichas dos alunos, descobre no grupo de Billy possíveis “moedas de troca”.

Quando o diretor tenta retornar ao colégio, descobre que ele está todo tomado por explosivos. E a ordem é matar os reféns, caso as exigências do grupo não sejam cumpridas.

No decorrer do filme, Billy traça um plano para dar assistência aos policiais e grupo de resgate, de modo que os alunos sejam salvos com total segurança. Ou seja, ironicamente àqueles jovens rebeldes terão a chance de se mostrarem os verdadeiros herois dessa história.

Vale a pena conferir: Rebeldes & Herois é um filme maravilhoso. Primeiro pela ideia de transformar rebeldes em herois. Mostrar o lado responsável desse grupo aparentemente inconsequente. Segundo porque tem como plano de fundo laços muito fortes de amizade, o que emociona. Para quem curte, ainda é recheado de ação e aventura. Por fim, discute questões como bom caráter, disputa de poder e as diferenças.

Melhor Cena: Há muitas sequências bacanas. Umas tristes, outras alegres, mas todas emocionantes. Destaco a fatalidade que acontece com um dos amigos de Billy, assim como sua reação. E o que acontece a seguir com o pai do terrorista que invadiu o colégio. Também gosto das sequências em que o grupo de amigos agem de acordo com o plano traçado.

Curiosidade: Sean Astin, que interpreta Billy, é o caçula dos Goonies. Aquele menininho que usava aparelhos nos dentes e vivia com uma bombinha, para quem sofre de bronquite, nas mãos. Aqui ele cresceu e apareceu. Está um gato. Rsrs

Eu & a Obra: Vi Rebeldes & Herois duas vezes no cinema com a Roberta, amiga do colégial que hoje mora em Cuiabá. Lembro que ela era louca pelo Sean Astin. Acredito que o filme nos marcou por tratar de acontecimentos entre jovens, com a mesma faixa etária que a gente. Assisti outras inúmeras vezes em casa e até hoje ele me emociona, mesmo sabendo tudo o que acontece na história. Por isso indico à você.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eu & “Uma Noite em 67”

O filme que destaco a seguir é um documentário, lançado este ano, sobre o festival de música brasileira realizado em 1967 pela TV Record. Uma Noite em 67 mostra os bastidores daquela noite, dia 21/10/67, onde jovens como Roberto Carlos, Caetano Veloso e Chico Buarque de Holanda disputavam o prêmio de melhor canção, em plena ditadura militar. Tendo Edu Lobo, com sua “Ponteio”, levado a melhor.

Durante 1h e 33 min, imagens originais se misturam à depoimentos recentes de quem teve alguma participação nessa história. Nelson Motta, Sergio Cabral (o pai) e os integrantes do MPB4, são algumas das personalidades que lembraram o evento. Somado ainda à acontecimentos da época, como por exemplo a passeata contra a guitarra elétrica. Adorei isso!

Quer saber mais sobre essa história? Sugiro que assista ao filme.

Vale a pena conferir: Eu diria que Uma noite em 67 é uma ótima oportunidade de aprender mais sobre os festivais ou, relembrar essa história. Caso tenha tido a sorte de vivenciá-la. Imagens belíssimas, embora passasse bem longe da tecnologia, misturada a depoimentos engraçados e emocionantes, fazem desse documentário uma obra que merece ser prestigiada.

Melhor Cena: Destacaria os bastidores do festival. As imagens de Cidinha Campos, então repórter, correndo atrás de depoimentos de participantes, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, são ótimas. Já entre os depoimentos atuais, destacaria Chico Buarque e Nelson Motta. Além da apresentação de Caetano Veloso, que tirou o quarto lugar com “Alegria Alegria”. Destaque para a imagem de uma criança cantando, emocionada, a música.

Eu & a Obra: Fui ver o documentário imaginando que me deparia com um trabalho bem bacana, já que o tema nos dá essa previsão. E fiquei muito feliz de não ter me enganado. O filme é muito legal, já que nos proporciona desvendar uma história que vai além das imagens e depoimentos vistos. Diferente do que sugere qualquer documentário, a sensação que tive não foi a de um saudosismo gostoso. Muito pelo contrário, já que a maioria das pessoas envolvidas demonstraram algo que foi bom, talvez nem tanto, mas passou. Embora terceiros ainda tentam vinculá-los a essa data. E isso é uma tirada muito boa.

Eu & “Surpresas do Coração”

Assim que a novela global Passione estreou, uma canção me chamou a atenção. Conhecia a música através da trilha sonora de um filme que adoro, protagonizado por Meg Ryan e Kevin Kline.

Surpresas do Coração (French Kiss) é uma comedia romântica lançada em 1995. No filme, Kate (Meg Ryan) é uma professora que vê seu relacionamento se desfazer próximo ao casamento.

Decidida reconquistar seu amor, ela supera o medo que tem de avião e segue para a França atrás de Charlie (Timothy Hutton). Na viagem, Katie senta-se ao lado de Luc (Kevin Kline). O que a moça não imagina é que ele não passa de um francês picareta, que leva consigo uma joia roubada.

Durante o percurso, Luc esconde a joia na bagagem de Katie. Chegando à Paris, a jovem é assaltada e perde seus pertences. Conhecendo muito bem quem a roubou, Luc se faz de amigo apenas para recuperar a joia.

Enquanto isso, promete ajudá-la a reconquistar seu ex-noivo. Que à essa altura, estará envolvido com outra mulher. No decorrer da história, conceitos e interesses de ambos mudará de sentido. Tranformando essa história em um delicioso romance.

Vale a pena conferir: Acho Surpresas do Coração um filme muito bacana porque um relação que começa desprentenciosa acaba por crescer e aparecer de forma sublime. E mais, entre pessoas completamente dferentes. Além disso é o amor que salva. Ou seja, acontece entre duas pessoas num momento em que ambas devem ser impedidas de seguirem caminhos errados.

Melhor Cena: São várias. Acho engraçadas as cenas no estilo gato e rato entre Kevin Kline e Jean Reno, que faz um policial na cola de Luc. Mas destaco também algumas sequências entre o casal, que tenta o tempo todo esconder o que sente um pelo outro. Com destaque para a redenção deste amor, já no final do filme. Vale lembrar que o cenário também complementa, assim como a trilha sonora. Lindíssima!

Eu & a Obra: Gosto do filme por tudo o que já falei antes. Uma história sem muita pretensão, mas que acaba se tornando algo especial. Agora se fosse apontar um ponto mais que positivo, diria Kevin Kline. Um dos franceses mais charmoso que já vi.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Eu & “O Pecado Mora ao Lado”

Após algumas semanas de reclusão, em que aproveitei para ver e rever alguns filmes, o título que escolhi para marcar meu retorno ao Eu, eu mesma & meus filmes é um clássico dos anos 50.

Estrelado pela deusa Marilyn Monroe, O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch) é uma divertidíssima comédia. Manhattan fica insuportável na época do verão. Por causa do calor, é comum esposas e filhos se ausentarem de férias nessa época, deixando seus maridos “soltos” por aí.

Richard (Tom Ewell) é um editor literário que aproveita a viagem da esposa e seu filho, para trabalhar em um livro. Mas, seu sossego começa a ser ameaçado quando conhece a nova vizinha.

A moça, uma loira de parar o trânsito, é modelo e sonha com a oportunidade de tornar-se atriz. Assim que conhece a jovem, Richard começa a ter fantasias com ela. E por conta desse desejo, travará uma batalha consigo mesmo.

De um lado, o remorso de trair sua esposa. Do outro, a vontade de ter a loira em seus braços. E no meio disso tudo, o receio de que sua esposa é quem o está traindo.

Vale a pena conferir: Porque é muito divertido ver Marilyn Monroe atuando. Ela é muito engraçada, e apesar de caracterizar muito bem a famosa “loira burra”, no fundo deixa claro duas coisas. Primeiro, na verdade ela não é burra e sim ingênua. Segundo, no decorrer da história percebemos que de boba, ela não tem nada.

Melhor Cena: Em qualquer pesquisa que você fizer, a cena apontada será a ocorrida na ventilação do metrô. É nesse que Marilyn imortalizou a a cena em que ela, ao passar em cima da ventilação do metrô, fica em extase com o vento batendo em suas pernas e levantando seu vestido.

Mas eu aponto também algumas sequências dela com o vizinho. Quando conversa com Richard da sacada de sua janela, toca piano e ainda, planeja dormir na casa dele por conta do calor.

Curiosidades: O Pecado Mora ao Lado foi o segundo filme na carreira de Marilyn Monroe. O filme, lançado em 1955, teve um orçamento estimado em US$3.200,00 e faturou muito mais. Claro!

Eu & a Obra: Adoro esse filme por que além de achar a história muito engraçada, é bacana a forma usada para tratar de assuntos como fidelidade e a velha questão do não se deixar levar pelas as aparências. Além disso, Marilyn é Marilyn. E só por ela já vale a pena.

domingo, 29 de agosto de 2010

Eu & “Curtindo a Vida Adoidado”

O filme escolhido para fechar o especial John Hughes é o clássico dos clássicos Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off), lançado em 1986. O filme mostra um dia na vida de Ferris Bueller (Matthew Broderick), o jovem mais popular do colégio.

Estudante do último ano, Ferris sabe que após o verão virá a faculdade. E com isso, terá cada vez menos tempo para curtir a vida junto dos amigos. Ele então decide cabular a aula.

Enquanto seus pais e os alunos do colégio acreditam que Ferris está doente e de cama, o jovem decide se aventurar pela cidade em companhia da namorada Sloane (Mia Sara) e do melhor amigo Cameron (Alan Ruck).

Ferris só não consegue enganar sua irmã Jeanie (Jennifer Grey) e Ed Rooney (Jeffrei Jones), o diretor do colégio. Ambos farão de tudo para desmacarar o rapaz.

No decorrer do filme o trio irá passar por experiências maravilhosas, que fortalecerão ainda mais os laços de amizade entre eles. Além de despertar sentimentos de confiança e amadurecimento.

Vale a pena conferir: Curtindo a Vida Adoidado é considerado um marco do cinema anos 80, por isso um clássico. Com certeza é o filme mais popular e querido, produzido por Jonh Hughes. Do tipo que marcou gerações e até hoje é capaz de conquistar o público. Afinal, quem nunca sonhou em matar aula para curtir a vida como Ferris Bueller?

Melhor Cena: A antológica cena em que Ferris canta e dança em cima de uma carro alegórico, durante uma parada, ao som de “Twist And Shout” dos Beatles. Com destaque para a sequência em que um grupo de pessoas repetem os passos de “Thriller”, de Michael Jackson.

Também gosto das cenas com sua irmã, ela é muito louca. E o final, principalmente o que acontece com o diretor do colégio. Mais uma vez destaco a trilha sonora. A musiquinha de fundo é conhecida até hoje, sendo inclusive utilizada em outras produções.

Curiosidades: O filme ficou tão famoso que, ao completar 20 anos (2006) ganhou uma edição de ouro em DVD, com direito a making off. Nas entrevistas, o ator Alan Ruck confessa que Jonh Hughes convidou Emílio Estevez para o papel de Cameron, mas ele recusou. Alan até hoje agradece à Emílio. Não precisa fazer muito esforço para saber o porquê.

No final do filme Ferris fala a seguinte frase: “A vida passa muito depressa. Se não paramos para curti-la, um dia ela escapa de nossas mãos”. Jonh Hughes morreu aos 59 anos anos vitima de uma parada cardíaca, enquanto fazia sua caminhada matinal. Nunca as palavras ditas por Bueller pareceram fazer tanto sentido quanto agora, após sua partida.

Eu & a Obra: Como todos os jovens que já assistiram a Curtindo a Vida Adoidado pelo menos uma vez na vida, me apaixonei. O filme nos faz rir, chorar, se emocionar e principalmente pensar, o que é sempre muito bom. A mim só resta repetir o que toda uma geração falou um dia: “Salve Ferris Bueller”!

sábado, 28 de agosto de 2010

Eu & “O Clube dos Cinco”

No penúltimo dia do especial John Huhges, o filme em destaque é o que acho mais completo. Clube dos Cinco (The Breakfast Club) foi lançado em 1985 e trazia em seu elenco, além dos queridinhos Molly Ringwald e Anthony Michael Hall, Emílo Estevez. Completando o “clube” tínhams ainda Ally Sheedy e Jud Nelson.

O filme começa quando cinco alunos se reúnem na detenção, graças à pequenos delitos cometidos durante a semana. De temperamentos bem diferentes, Andrew (Emílio Estevez), Brian (Anthony Michael Hall), John (Jud Nelson), Claire (Molly Ringwald) e Allison (Ally Sheedy) terão que passar o sábado inteiro no colégio, pensando na burrada que fizeram.

E mais, ao final do dia uma redação de auto análise, cujo tema é “quem realmente são”, deverá ser entregue por cada um deles ao diretor do colégio.

No decorrer da história o nerd Brian tenta incentivar os colegas a levarem o castigo mais a sério, enquanto Molly e Allison se mostram neutras e John não para de provocar Andrew, que sempre revida.

A convivência entre os jovens durante aquele dia começa a ficar insuportável, até o momento em que segredos de suas personalidades vêm à tona. E é a partir daí que as diferenças entre eles passam a não significar nada, diante das semelhanças presente em seus sentimentos.

Vale a pena conferir: Se o objetivo de John Hughes durante sua carreira era falar de jovens, e para jovens, com O Clube dos Cinco ele atingiu o ápce da perfeição. Quem viu, jamais esqueceu. E quem assistir pela primeira vez, com certeza o adotará como seu preferido. Bom roteiro, diálogos brilhantes e ótimas atuações, fizeram esse filme se tornar um marco do cinema nos anos 80.

Melhor Cena: Com certeza quando os jovens dividem cigarros de maconha e segredos, em função do efeito da droga. É quando o filme começa a se desenrolar, de forma bacana, natural e engraçada. Também destaco a cena antológica de Allison sacudindo o cabelo para cair caspa no seu desenho, fazendo a vez de neve. E o final, quando a redação é narrada na voz do Brian.

Curiosidades: John Hughes faz uma ponta no filme, no papel do pai de Brian. Já a banda Simple Minds estourou nas paradas de sucesso graças a música “Don't You (Forget About Me)”, tema do filme.

Eu & a Obra: Amo Clube dos Cinco pela sua sensibilidade. Falar de jovens problemáticos, assim como suas diferença, é muito comum. Mas só John Hughes para não se deixar prender à velhos clichês e ter o feeling necessário, na hora de criar personagens tão reais. E mais, encontrar afinidades entre um cérebro, um atleta, uma pirada, uma princesa e um criminoso.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Eu & “A Garota de Rosa Shocking”

Para a reta final do especial “Um ano sem John Hughes”, separei meus três filmes prediletos dele. E o primeiro, que você confere hoje, é A Garota de Rosa Shoking (Pretty in Pink), lançado em 1986.

O filme conta a história de Andy (Molly Ringwald), uma menina inteligente e de muita personalidade. De origem humilde a jovem, criada apenas pelo pai, é inteligente e sonha com uma vida melhor. Mas se sente excluída no colégio onde estuda, já que a maioria dos alunos são ricos.

Nas horas vagas, cuida da casa, do pai e ainda trabalha na loja de discos da amiga Iona (Annie Potts). Ao seu lado está sempre Duckie (Jon Cryer), o melhor amigo que nutre uma paixão platônica por ela.

Um dia Blane (Andrew McCarthy), jovem riquinho recém chegado ao colégio, vê Andy e fica completamente atraído por ela. Ele descobre onde a garota trabalha, puxa conversa, e consegue marcar um encontro.

Ela aceita o convite e, apesar de alguns percalços durante a saída, os dois percebem que a afinidade entre o casal é mais forte do que as diferenças sociais. Andy e Blane começam a namorar, e fazem planos para o baile de formatura.

Mas o romance deles irá afetar muita gente. A começar por Steff (James Spader), o melhor amigo de Blane que esconde seu interesse por Andy. Ao invés de admitir, prefere difamála e atrapalhar o relacionamento do casal.

Duckie, que sofre ao ver sua amada nos braços de outro. Além disso, teme que a amiga vá se desiludir com o cara rico. E os pais de Blane, que proibem o namoro dele com a menina sór porque ela não é da mesma classe social que eles.

No decorrer da história a relação entre Andy e Blane fica abalada. E mesmo afastada dele, ajovem não desiste de curtir o baile. Mas para isso, terá que conseguir o vestido dos seus sonhos.

Vale a pena conferir: Porque tem um pouco de Cinderela no ar. É velha história da mocinha pobre que sofre muito, até encontrar o amor nos braços do príncipe encantado. Considerado um clássico dos anos 80, o filme encanta não apenas pelo romance, como também os velhos temas que sempre nos fazem pensar. Principalmente quando somos jovens ou estamos começando a entrar no mundo adulto. Amor, preconceito, diferenças sociais e aceitação em um grupo.

Melhor Cena: Gosto muito das sequências em que Andy contracena com Iona, a amiga dela é muito doida. Além disso, uma conversa da jovem com seu pai, as sequências com Duckie, que são muito engraçadas, e o final, claro.

Curiosidades: Molly Ringwald, a protagonistas, apesar de ter feitos outros trabalhos de John Hughes, ficou eternizada como a eterna garota de rosa shocking. O ator Jon Cryer, que deu a vida ao amigo fiel e esquisitão de Andy, é um dos solteirões da série Two and a Half Men (Warner Channel). James Spader está na série Justiça sem limites (Fox). Já Andrew McCarthy trabalhou em Lipstick Jungle, ex-série da Fox.

Eu & a Obra: Gosto desse filme por vários motivos. Primeiro, acho a história muito bacana. Segundo, adoro as personagens, em especial Andy, Duckie e Iona. Terceiro, meu sonho era ter um carro rosa como o de Andy. E por fim, sempre achei Andrew McCarthy e James Spader uns gatos.