Mostrando postagens com marcador and the Oscar goes to.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador and the Oscar goes to.... Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Eu & As “Garotas do Calendário”


Após uma longa pausa, O Eu, eu mesma & meus filmes está de volta. E para marcar seu retorno, um filme belíssimo que ressalta a emancipação da mulher em tempos onde a “classe feminina” anda se esquecendo um pouco do que a fez lutar tanto por igualdade.

 As Garotas do Calendário (Calendar Girls) é um filme britânico, lançado em 2002. Sua trama é baseada na história real de Chris (Helen Mirren), integrante do Women’s Institute - associação nacional que congrega senhoras em torno de atividades como culinária, artesanato e jardinagem, entre outras, em uma cidadezinha do interior da Inglaterra. 
Sua melhor amiga, Ennie (Julie Walters), perde o marido, vitima de leucemia, e resolve juntar-se ao grupo na luta para ajudar o hospital local. Juntas, as duas decidem lançar um calendário com renda revertida para estudos em busca da cura do câncer. Embora nobre, a campanha sofre boicote. Afinal, a ideia era estampar em cada folhinha do ano uma integrante do grupo, nua, desenvolvendo alguma aptidão feminina.

No decorrer dessa história, essas mulheres irão sofrer com o preconceito e o machismo da cidade. e de sues familiares. No entanto, com garra e determinação, elas não só irão concluir o trabalho e arrecadar um bom dinheiro, como também ganhar notoriedade pelo mundo e o respeito da sociedade britânica.

Vale a pena conferir: Porque além de belíssimo, é uma história de reflexão e discussão. Não só a respeito do papel da mulher na sociedade, como também sobre a existência de sentimentos como amor, raiva, amizade e traição.

Melhor Cena: Primeiro a deliciosa sequência das fotos. Mesmo diante de tanta determinação, as mulheres demonstram um pudor, um cuidado em se exibir. É uma graça ver o quanto somos fortes e, ao mesmo tempo delicadas e tímidas;

Segundo: O discurso de Chris durante uma reunião da associação, buscando o direito de fazer e vender o calendário;

Terceiro: É muito legal quando as mulheres, uma a uma, decidem participar. O que de início começa com um pouco de vergonha, como se estivessem fazendo algo de errado, termina como sinal de virtude e muita coragem.

Curiosidade: Hellen Mirren é a mesma atriz que interpretou brilhantemente a Rainha Elizabeth, no filme A Rainha.  

Eu & a Obra: Eu era louca para assistir este filme, pois a história do calendário com nu artístico de mulheres da terceira idade é famosa há tempos. E minha primeira, segunda, terceira... impressão não podia ser outra. É simplesmente maravilhosa e contagiante a fibra dessas mulheres.  

E se hoje escolho ele para falar em meu blog é porque gostaria que todas nós nos lembrássemos da luta de personalidades como Coco Chanel, Eva Perón, Tarsila do Amaral e Maysa (entre tantas), para que nos libertássemos não apenas do espartilho, como também de todo tipo de “ditadura” imposta por uma sociedade machista e falso-moralista.     

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Eu & "Benny & Joon, Corações em Coflito"

O filme que escolho hoje é uma deliciosa comédia romântica estrelada por Johnny Depp, meu ídolo. Lançado em 1993, Benny & Joon (Benny & Joon) teve direção de Jeremiah S. Chechik. 

O longa conta a história do mecânico Benjamin "Benny" Pearl (Aidan Quinn), rapaz que vive em função da irmã mais nova, Juniper "Joon" Pearl (Mary Stuart Masterson), que desde a morte dos pais passou a desenvolver um quadro de esquizofrenia. Até que um dia chega Sam (Johnny Depp), rapaz excêntrico, apaixonado por cinema e com veia cômica, igual a Buster Keaton (ator e diretor americano de comédias mudas) e seu rival, Charlie Chaplin. 

Por causa de um jogo, Benny é obrigado a tomar conta de Sam, dando-lhe hospedagem e ajudando-o a se colocar no mercado de trabalho. O que ele não podia imaginar é que esse "louco" rapaz iria mudar, de forma positiva, para sempre a vida dos irmãos.  

Vale a pena conferir: Porque Benny & Joon é uma delícia de filme! História bacana de amor e amizade, além de uma sensibilidade incrível. 

Melhor Cena: Várias! E, curiosamente, todas com Johnny Depp que, apesar de não ser o protagonista, carrega o filme nas costas. A primeira a destacar, com certeza, é a sequência dele na lanchonete, em que faz o "Balét dos Pãezinhos": http://www.youtube.com/watch?v=FfzefmyaefE 

- Depois, destaco quando sua encenação no parque e por fim, quando se pendura em uma corda para ver Joon no hospital psiquiátrico. Sensacionais!

Curiosidades:  A cena do "Balét dos Pãezinhos" é uma recriação do filme em Busca do Ouro (The Little Tramp), vivida por Charlie Chaplin.  Assista a original e depois me diga se Johnny Depp não foi perfeito em sua atuação:  http://www.youtube.com/watch?v=9UZ2YsmRi_s 

- Outra curiosidade é ver Julianne Moore, bem novinha, em início de carreira. 

Eu & a Obra:  Amo Benny & Joon - Corações em Conflitos por toda sensibilidade, simplicidade e plenitude em sua história. É a prova viva de que o ser humano não precisa de muito para ser feliz, a gente é que complica. Além disso, o amor é um direito de todos, mesmo para os mais complicados ou apontados como "incapazes socialmente".  Por fim, Johnny Depp abusou da beleza nesse filme, com direito a chapéu, cartola e bengala. Ai-ai!

domingo, 31 de julho de 2011

Eu & “Up – Altas Aventuras”

Para fechar o último dia do especial férias, o filme que escolhi falar é Up – Altas Aventuras (Up). Esse delicioso filme, lançado em 2009, conta a história de Carl Fredricksen (Edward Asner), um vendedor de balões.

Esse senhor de 78 anos está preste a perder a casa em que viveu com sua amada esposa Ellie, já falecida. Tudo porque um grande empresário deseja construir no local um edifício de luxo.

Após acertar um homem com sua bengala, Carl é condenado a ir morar em um asilo. Mas para evitar perder sua casa, ele começa a encher inúmeros balões e amarrá-los em sua casa. Sua intenção é levantar voo rumo a uma floresta na América do Sul, onde planejara, durante toda a sua vida, ir com Ellie.

No meio disso tudo, ele conhece um menino de oito anos chamado Russel. O garotinho quer ir com ele, mas é claro que Carl não pretende levar ninguém. Porém, um incidente acontece. E quando o velhinho se dá conta, não há mais como se livrar da companhia do menino. Está armada a confusão e ainda, uma grande aventura.

Vale a pena conferir: Porque é um filme lindo, que fala de amor, amizade e principalmente das diferenças. Ressaltando como devemos lidar com elas.

Melhor Cena: O início, apesar de triste, é legal. Pois conta a vida de Carl, explicando porque ele se tornou um velhinho rabugento e solitário. No resto, gosto de como ele conheceu Russel, da viagem dos dois e ainda, o final. Este último, perfeito.

Curiosidade: O que despertou mais ainda a vontade em ver Up – Alta Aventuras, foi ler a crítica no blog de um amigo meu. Veja você também: http://newsfernandes.blogspot.com/2010/07/up-te-deixa-up.html  

Eu & a Obra: Amei Up – Altas Aventuras porque é um filme completo, que te faz rir, chorar e pensar, na medida certa. Por isso, é mais do recomendável.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Eu & "Wall-E"

O segundo filme no especial férias do Eu, eu mesma e meus filmes é uma deliciosa e surpreendente animação dos estúdios Disney, lançada em 2008.

Wall-E (Wall-E) passa a maior parte do tempo em uma espécie de lixão, retrato do Planeta Terra após a humanidade poluir a atmosfera com gases tóxicos. Hoje, essa mesma humanidade vive em uma espécie de retiro. Enquanto que robôs foram largados na Terra para tentar limpá-la.

Mas o tempo passa  e o único que ainda habita nosso planeta é Wall-E, ocupando seu tempo copactando lixo, em quantidades cada vez miores, e colecionando objetos que encontram no meio desse mesmo lixo, como aparelhos eletrônicos, brinquedos e utensílios domésticos. 

Um belo dia, Wall-E dá de cara com uma robô supermoderna saindo de uma ave espacial. Seu nome é Eva, cuja missão é descobrir se ainda há vida na Terra. Ele logo se apaixona  por ela  e trata de apresentar o local onde vive para sua amada. 

Eva descobre a muda de uma planta e trata de levá-la para o lugar de onde veio, só que Wall-E a segue e é daí que surge uma aventura capaz de mudar completamente a história do nosso planeta.     

Vale a pena conferir: Porque Wall-E é uma excelente história de consicentização e crítica sobre novas tecnologias e os hábitos ruins adquiridos pela humanidade através delas. 

Melhor Cena: Destaco três. Primeiro, quando o Wall-E se apaixona por Eva e o reflexo que dá em todas às vezes em que ele a vê. Segundo, quando descobrimos a forma em que a humanidade vive no retiro, localizado no espaço. E por fim, quando essa mesma humanidade descobre que a Terra ainda é um lugar que se possa habitar e resolve voltar. 

Eu & a Obra: Desde quando Wall-E estreou no cinema, eu queria assistir. Mas acabou que só vi em DVD. Amei! Acredito que se não for o único, é um dos poucos filmes de animação que me deram muito mais do que divertimento. E sim, a oportunidade de refletir em cima de sua crítica, que é de uma ousadia inacreditável. Como não gosto de estragar a surpresa, sugiro que você assista e tire suas próprias conclusões. Além de tentar mudar seus hábitos, de modo que possa viver mais e melhor.   

domingo, 22 de maio de 2011

Eu & "O Diabo Veste Prada"

Desde que criei o Eu, eu mesma & meus filmes, minha ideia sempre foi relembrar produções que assisti ou falar das novas, sempre aproveitando o momento. E o filme que falo hoje é a maior prova disso.

O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada) foi lançado em 2006. No filme, Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma jovem jornalista que busca uma chance para crescer profissionalmente.

Ela acaba conseguindo um trabalho na Runaway Magazine, a revista de moda mais importante de Nova York. Andrea assume o cargo de assistente da poderosa Miranda Priestly (Meryl Streep), editora executiva da pubicação e retrato fiel da expressão”o cão chupando manga.”

No decorrer da história, Andrea passará por várias provações. Além de não se identificar muito com o ramo da moda, a jovem tem ideias bem diferentes da maioria que trabalha para Miranda.

E mais, seu maior desafio será provar para si mesma ser capaz de fazer qualquer coisa. Mesmo que lhe mostrem o contrário.

Vale a Pena Conferir: Porque é um filme maravilhoso! História bacana, daquelas que nos faz refletir, e ao mesmo tempo super divertida. As atuações são ótimas, principalmente Meryl Streep que, mais uma vez, arrasa. E a triha sonora também é um ponto forte na produção.

Melhor Cena: O filme é recheado de ótimas cenas, a maioria por mérito de Meryl Streep que faz de sua Miranda uma figura odiada e ao mesmo tempo, engraçada. Destaco três. Primeiro, quando Andrea caçoa de uma discussão em relação ao modelo de dois cintos que, para a jovem, são extamente iguais. Nessa hora, Miranda dá uma aula de moda à jovem.

Segundo, quando Miranda ordene que Andrea consiga um manuscrito do novo livro de Harry Potter para suas filhas. Caso contrário, será despedida.

E por fim, quando Andrea está saindo de uma entrevista para um novo emprego e dá de cara com Miranda. As duas se olham emocionadas mas, ao mesmo tempo, não deixam seus sentimentos às claras.

Curiosidades: O Diabo Veste Prada é uma adaptação do bestseller de mesmo nome, lançado em 2003 por Lauren Weisberger.

- O filme recebeu 2 indicações ao Oscar, nas categorias de melhor atriz (Meryl Streep) e melhor figurino.

- Foi indicado ao Globo de Ouro nas categorias melhor filme: comédia/musical, melhor atriz coadjuvante (Emily Blunt) e melhor atriz - Comédia/Musical (Meryl Streep), faturando esta última.

- Recebeu 5 indicações ao BAFT, nas categorias de melhor atriz (Meryl Streep), melhor atriz Coadjuvante (Emily Blunt), melhor roteiro adaptado, melhor figurino e melhor maquiagem.

- A modelo brasileira Giselle Bundchen faz uma participação.

- A carreira de Anne Hathaway deu uma virada após esse filme.
- A personagem Miranda Priestly foi inspirada em Anna Wintour, editora da revista Vogue América, para quem a autora do livro (que inspirou o filme) trabalhou.

Eu & a Obra: Quando se faz jornalismo, e curte cinema, fica difícil não querer ver os filmes que tratam sobre esse universo. A primeira vez que vi O Diabo Veste Prada, fui na curiosidade em saber o que o filme tinha de bom, para tanto se falar nele. Amei! Principalmente por ser uma história de superação, ainda mais quando se é jovem e passa por desafios profissionais. Muitas às vezes me imaginei no papel de Andrea e até hoje, me surpreendo quando me posiciono diante de tanta vontate e impetuosidade, igual a personagem. Além disso, adoro a composição: revista+moda+cultura=jornalismo.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Eu & “Deus é Brasileiro”

Quem disse que só a gente tem o direito à férias? No último título do nosso especial férias o Eu, eu mesma & meus filmes apresenta Deus é Brasileiro, filme de Cacá Diegues lançado em 2003.

Na história, é ele quem decide “dar um tempo” em suas obrigações. Tudo porque está cansado de atender à tantos pedidos feitos pela humanidade.

Além disso, Deus está muito desapontado com a forma que o homem lida com a vida. Sempre reclamando de tudo, inclusive dele, e não dando o verdadeiro valor a cada momento de sua existência.

Sendo assim, o filme tem início quando Deus (Antônio Fagundes) resolve sair em busca de alguém que possa substituí-lo durante suas férias e escolhe nosso país por ser muito religioso.

No meio do caminho ele conhece Taoca (Wagner Moura), pescador boa praça que vive metido em confusão. Ele fica um pouco desconfiado de sua história, mas aos poucos percebe que Deus fala a verdade.

Por conta disso, decide ajudá-lo em sua procura. E será essa pequena convivência que fará ambos repensar sobre a vida e o futuro da humanidade.

Vale a pena conferir: Porque é um filme muito bacana. O roteiro é simples, mas com um profundo ponto de reflexão. Sem contar a fotografia belíssima de nosso país, e as atuações. Antônio Fagundes como Deus está brilhante. Wagner Moura é maravilhoso e Paloma Duarte não faz feio.

Melhor Cena: Não destaco cenas específicas, mas diálogos. Deus é muito engraçado, principalmente por estar em um momento sem muita paciência. Adoro quando ele explica porque não aguenta mais as lamentações do homem e quer férias. Ele diz: “Deus me dá um emprego, Deus me dá um namorado, Deus, Deus, Deus...”

Outro momento divertido é quando ele está com Taoca e passa uma vaca. O pescador fala: “Va - ca. Vaca.” E Deus responde: “Eu sei o nome, fui eu que criei”.

E ainda, quando Deus vê na orelha de Taoca um piercing. Ao perceber que ele lhe olhou torto, o pescador fala : “É um percy”. Rsrs.

Eu & a Obra: Peguei este filme na locadora porque estava com muita vontade de assistir, já que havia lido a respeito. Fiquei encatada com a história divertida e super bem elaborada. O filme é leve e ainda nos proporciona dar boas risadas e refletir. Um dos melhores filmes nacionais que já vi.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Eu & “Quatro Amigas e um Jeans Viajante”

O festival férias do Eu, eu mesma & meus filmes tem o prazer de apresentar hoje Quatro Amigas e um Jeans Viajante (The Sisterhood of the Traveling Pants). A produção, lançada em 2005, ficou famosa por reunir em seu elenco uma turma de jovens atrizes conhecidas do público.

No filme, Tibby (Amber Tamblyn), Lena (Alexis Bledel), Bridget (Blake Lively) e Carmen (America Ferrera) são quatro amigas que se conhecem desde quando suas mães estavam grávidas.

Elas cresceram juntas e juntas permaneceram, até que aos 16 anos, durante as férias escolares, três delas iriam viajar. Como essa seria a primeira vez que se separariam, ambas estavam com os corações partidos.

Lena iria para a casa de parentes na Grécia, Bridget para uma colônia de férias no México e Carmen passaria um tempo com o pai, com o qual não tinha uma convivência muito boa desde que ele se separou de sua mãe e constituiu outra família.

A única que ficaria na cidade era Tibby. Além de ter que trabalhar, como a jovem é apaixonada por cinema, aproveitaria o resto do tempo livre para terminar um documentário.

Em meio aos planejamentos e expectativas, durante ida a uma loja as amigas encontram uma calça jeans que curiosamente servia nas quatro. Acreditando se tratar de um sinal mágico, compraram a calça e fizeram uma espécie de pacto.

Durante o mês em que estivessem separadas, a calça passaria pelas mãos das quatro. Uma semana por vez. E a menina que a ussasse, teria que tomar certos cuidados e ainda, descrever para a próxima amiga a receber a calça as experiências que viveu enquanto a usava. Sejam elas boas, ou más.

E assim foi feito. A calça percorreu o mesmo trajeto das amigas, dividindo com elas suas experiências, angústias e impressões, de forma como se todas jamais tivessem se separado.

Vale a pena conferir: Porque quem não se deixar levar pelas aparências descobre que Quatro Amigas e um Jeans Viajante é um filme belissimo. História forte e muito emocionante. Do tipo que nos faz respirar fundo, pensar bastante em nossos atos e dar mais valor ainda às amizades.

Melhor Cena: São muitas. Gosto bastante de quando elas acham a calça e criam a irmandade. Acho engraçado quando Lena fala “É fiscamente impossível uma mesma calça caber em nós quatro”.

Depois, as experiências de cada uma enquanto separadas. Só não cito, porque perde a graça. Mas, prepare os lenços.

Curiosidades: Três das quatro amigas já eram atrizes conhecidas do público, graças aos seus trabalhos em séries de sucesso. Alexis Bledel de Gilmore Girls, Blake Lively de Gossip Girl e America Ferrera de Ugli Betty. Ambas no papel de protagonistas.

Amber Tamblyn, já bem mais crescida, está atualmente na nova temporada de House.

O filme fez tanto sucesso que rendeu uma continuação. Em Quatro Amgas e um Jeans Viajante 2 (2008), as jovens já estão na faculdade. Mas mesmo distante, mantém a amizade e cumpliciade.

Eu & a Obra: Na época que esse filme foi lançado, lembro da publicidade ter sido em cima da reunião de atrizes conhecidas do grande público. Mesmo assim, de início me deixei levar pelas aparências e o julguei mal. Areditando se tratar de mais um filme desses sem muito conteúdo.

Um dia, de bobeira em casa, vi que estava passando na TV e parei para ver. Minha visão mudou completamente. Chorei horrores, mas me encantei pela história dessas quatro amigas. Amo o filme e acredito que ele faz falta em minha humilde videoteca. Sonho que um dia vou concretizar.

Já revi muitas outras vezes, mas infelizmente ainda nao vi sua continuação.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Eu & O “Diário de Bridget Jones”

Como último filme do ano, escolhi um pelo qual tenho identificação e um carinho especial. O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones's Diary) é uma produção inglesa. Lançada em 2001, trazia em seu elenco principal os atores Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant.

No filme, Bridget Jones (Renée Zellweger) é uma solteirona de 32 anos que se envolve com Daniel Cleaver (Hug Grant), seu chefe. E quando acredita que esse relacionamento pode dar certo, descobre que na verdade ele não passa de um canalha galanteador.

Cansada da vida solitária e sem graça que vinha levando, na passagem do ano, Bridget decide dar um novo rumo à sua história. E o primeiro passo é escrever um diário, onde possa depositar todas as suas experiências, agradáveis ou não, e também angústias, desilusões e raiva.

Ela decide mudar de emprego, indo trabalhar na TV. Em sua primeira entrevista de destaque, consegue um furo de reportagem graças a Mark Darcy (Colin Firth), um renomado advogado cujos pais são amigos da família de Bridget, quem ele conhece desde criança.

Bridget sempre odiou Mark, a quem ela julgava metido e egocêntrico. Mas esse sentimento acaba despertando algo mais forte, o que a faz acreditar que ele possa se tornar um grande amor.

Paralelo à isso, Daniel e Mark são inimigos. E no decorrer da história, ambos vão brigar pelo coração de Bridget. Pronto, está armado um dos triângulos amorosos mais gostosos do cinema.

Vale a pena conferir: O Diário de Bridget Jones é um dos filmes mais românticos e engraçados que já vi. Com uma história bacana, tem como foco problemas comuns no dia-a- dia de qualquer um, já que aborda questões como solidão, baixa autoestima, realização profissional e a procura por um grande amor. Além disso, a trilha sonora é maravilhosa.

Melhor Cena: Eu destaco várias. Primeiro, logo no início do filme aparece Bridget arrasada, chorando e comendo feito uma louca, ao som de “All by Myself”. O que era para ser uma cena deprê, acaba se tornando engraçada por causa da junção de imagem e trilha.

Depois, destaco a cena em que Mark e Daniel brigam no aniversário de Bridget. Novamente ao som de uma trilha, desta vez “It's Raining Men”, a sequência se estende pela rua e a música encaixa muito bem à cena. Ponto para a edição!

No fim, o tão esperado encontro entre Bridget e Mark. Também ao som de uma música perfeita, “Ain't No Mountain High Enough”, é uma sequência maravilhosa de encontros e desencontros, que termina com um beijo de tirar o fôlego. Destaque para Bridget dizendo que bons garotos não beijam assim. E Mark a repreende, afirmando que beijam sim. Aí é para qualquer um se apaixonar.

Curiosidades: O filme fez tanto sucesso que rendeu uma continuação. Em Bridget Jones – No limite da Razão (The Edge of Reason), produção de 2004, Bridget e Mark vivem um romance estável, mas ela continua insegura na relação, já que Mark nunca decide marcar a data do casamento. A situação piora quando ele começa a trabalhar com uma jovem advogada. Morta de ciúmes, Bridget cria situações que fazem com que os dois briguem e o namoro esfrie. Durante este distanciamento quem reaparece é Daniel, dando continuidade à rixa entre os dois ex-amigos e ao triângulo amoroso.

- Para a sequência, Renée Zelweger engordou bastante.

Eu & a Obra: Quando vi este filme pela primeira vez, peguei na locadora. Não o conhecia, foi por acaso, mas me apaixonei de tal forma que ví e revi outras vezes. O segundo também foi assim, embora curta mais o primeiro. Também li o livro e dei a sorte de comprar um box, contendo os dois filmes, para minha cinemateca. Gosto dele porque me identifico com a história. Essa busca por um bem estar profissional, pessoal e um grande amor. Quem não queria um Mark Darcy em sua vida?

Escolhi este filme para postar hoje aqui por conta deste recomeço natural que se deseja em todo fim de ano. Na última cena da produção, Mark afirma que comprou um diário novo para Bridget porque está na hora de escrever uma nova história. E é isso que desejo à todos vocês. De preferência com um Mark Darcy, ou uma Bridget Jones, em suas vidas. Feliz ano novo! A gente se vê em 2011.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Eu & “Caçadores de Emoção”

O título que trago hoje é uma delicosa aventura que consegue ser a cara do verão, estação que se aproxima. O filme Caçadores de Aventuras (Point Break) foi lançado em 1991 e trazia em seu elenco a dobradinha maravilhosa entre dois galãs da época, Keanu Reeves e o saudoso Patrick Swayze.

A história começa quando o agente federal Johnny Utah (Keane Reeves) é escalado para investigar uma onda de assaltos à bancos realizados por um grupo de mascarados, intilulados os ex-presidentes.

Ao lado do também agente Angelo Pappas (Gary Busey), os dois começam a desconfiar que a gangue de assaltantes são surfistas. Se a tese estiver certa, assim que o verão terminar os ex-presidentes irão parar de agir, o que dificultaria na resolução do caso.

Para dar continuidade às investigações, Johnny deve se infiltrar na área dos surfistas. E para isso, o primeiro passo é aprender a surfar. Ele conhece a jovem Tyler (Lori Petty) na praia e após arrumar um jeito de se aproximar, acaba convencendo ela a lhe dar aulas de surf.

No decorrer da convivência com Tyler, Johnny também conhece um grupo de surfistas liderados por Bodhi (Patrick Swayze) e acaba se tornando “membro” desse mesmo grupo.

As experiências adquiridas através de sua convivência com Bodhi, e o amor por Tyler, fazem com que Johnny enxergue a vida com outros olhos e já não sinta mais o peso com que sempre fora obrigado a levá-la.

Essa leveza acaba a partir do momento que o agente descobre em Bodhi a identidade de quem estava investigando. Aí a amizade, que aos poucos foi se construindo, de repente se transforma em uma caçada. E quem ganhá-la não significa que sairá vitorioso.

Vale a pena conferir: Porque é um filme ágil, com boas doses de aventura, roteiro bacana e sequências maravilhosas envolvendo esportes radicais. Além disso, as atuações de Keanu Reeves e Patrick Swayze no papel de surfistas. Ambos convenceram e mostraram uma parceria muito bacana.

Melhor Cena: Para mim a melhor cena é a sequência em que Johnny persegue Bodhi. Naquele momento ambos descobriram seus disfarces e ali representa muito mais do que um policial atrás de um bandido, e sim dois amigos extremamentes decepcionados um com o outro. Mas que, mesmo assim, são incapazes de se machucarem. Sem contar que é uma cena muito rápida, quase que infinita, com movimentos de câmeras excepcionais. É muito bom. Além disso, curto quando eles surfam à noite e quando pulam de paraquedas e formam uma estrela no ar. A cena é lindíssima. E o final, claro, que é P#¨&. Rsrs

Curiosidades: Foi o filme que trouxe de vez para a mídia o nome de Keanu Reeves, tranformando-o em galã. E honra seja feita, é o trabalho em que está mais bonito.

O astro Anthony Kiedis - vocalista do Red Hot Chili Peppers - faz uma ponta como surfista.

Aliás, a trilha sonora está recheada de bandas glam rock.

Como citei anteriormete, há uma cena em que o grupo salta de paraquedas e forma uma estrela no ar. Na época saíram algumas matérias na TV sobre a prática desse esporte e a informação de que eles realmente fizeram esta cena.

Outra curiosidade é a de que filmaram primeiro o final. Tanto que Keanu Reeves aparece com o cabelo maior, enquanto que Patrick Swayze está com ele mais curto.

Eu & a Obra: Caçadores de Emoção marcou muito minha adolescência. Primeiro pelo elenco, uma reunião de homens bonitos. Jamais esqueci a cena de Keanu Reeves deitado na cama, por cima de um lençol preto. Lindo demais!!! Segundo pela sua história, fotografia, sequências de cenas muito bem dirigidas, amarradas. Um marco para a geração anos 90, que deixou muitas saudades.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Eu & “Os Garotos Perdidos”

Para dar início a semana Halloween, o primeiro título escolhido é Os Garotos Perdidos (The Lost Boys). Lançado em 1987, o filme foi um marco nas produções de terror da década de 80.

O longa começa quando Lucy (Dianne Wiest) se vê com problemas financeiros. Por conta disso ela e os filhos, Michael (Jason Patric) e Sam (Corey Haim), se mudam para um cidadezinha chamada Santa Clara.

Chegando na cidade, os jovens logo sentem a diferença em morar no interior, onde a vida é bem distante da que estavam acostumados. Por ser mais maleável que o irmão, Sam tenta se habituar. Ele logo faz amizade com os irmãos Edgard Frog (Corey Feldman) e Alan Frog (Jamison Newlander).

Já Michael se interessa por Star (Jami Gertz), moça que tem como amigos uma gangue de rebeldes, liderada por David (Kiefer Sutherland). Na verdade, esse grupo de baderneiros são jovens vampiros, responsáveis pelo sumiço de tantos outros moradores da cidade.

No decorrer da história, San é que terá de lidar com eles. Se quiser salvar a vida do irmão. Além de descobrir o líder, e destruí-lo. E para isso, contará com a ajuda dos irmãos Frog.

Vale a pena conferir: Porque The Lost Boys é um dos melhores filmes do gênero. Seguindo a agilidade, sem pecar na modernidade, o filme tem uma história muito envolvente. Conta com ótimas atuações, um grupo de jovens atores talentosos, e uma trilha sonora maravilhosa.

Melhor Cena: Várias! Quando o grupo de David revela à Michael o que são na verdade. Quando Michael começa a sentir os efeitos, de quem está se transformando em vampiro. Os embates entre os irmãos Frog e os vampiros, primeiro no esconderijo deles. Depois, na casa de San. Assim como a cena final.

Curiosidades: Apesar do filme ter feito sucesso, demorou para que ter uma continuação. Os Garotos Perdidos 2 - a tribo (Lost Boys: the tribe) só foi lançado em 2008. Do elenco original, o segundo filme contou apenas com Corey Feldman. Fraco, não agradou e nem teve divulgação, sendo lançado direto em DVD. Recentemente saiu uma nota de que uma terceira edição estaria em fase de negociação. Corey Feldman já confirmou sua participação.

- O ator Edward Herrmann, que vive o líder dos vampiros, é Richard Gilmore na série Gilmore Girls.

- Na caverna onde os vampiros se escondem há um pôster enorme de Jim Morrison, do The Doors.

Eu & a Obra: Descobri esse filme por intermédio de uma amiga do colegial, que adorava. Vi a primeira vez na sua casa, pois ela tinha a fita. Amei tanto que já revi várias vezes. Acho a história ótima, envolvente. Retrata muito bem o universo dos vampiros. E quem não gostaria de ser transformada em vampira por Kifer Sutherland?

Brincadeiras a parte, jamais esqueci as palavras que constam na sinopse: “De dia dorme, a noite é uma festa, não fica velho, nunca morre. Ser vampiro, é um barato”.

domingo, 17 de outubro de 2010

Eu & “Para Sempre na Memória”

Ontem fiquei devendo à você a continuação do especial de aniversário, onde escolhi alguns títulos especiais que me marcaram bastante. Hoje, no último filme da série, comento aqui um que é muito especial para mim.

Lançado em 1988 o filme Para Sempre na Memória (Permanent Record) trazia em seu elenco principal um até então desconhecido Keanu Reeves. O filme está focado em um grupo de estudantes, de uma escola secundária.

Entre eles, destaque para David (Alan Boyce). Além de ótimo aluno, o rapaz é um filho carinhoso e grande amigo de Chris (Keanu Reeves), com quem tem uma banda.

Mas, apesar de aparentar ter a vida que todos almejariam, com um futuro promissor, David sente uma pressão muito grande em suas costas. A sensação que tem é a de que precisa ser perfeito, o que nem sempre é possível.

E com a formatura se aproximando, seu desejo era poder parar um pouco e só por um momento, não ter nenhuma preocupação ou obrigação. Mesmo assim, o rapaz optou por não dividir essa angustia com ninguém, nem mesmo com Chris.

Um dia, durante uma festa, Chris vê David cair de um penhasco. O rapaz morre e sua partida deixa seus amigos muito chocados, principalmente Chris. Os jovens decidem homenageá-lo durante um evento que vai acontecer no colégio, para qual David estava produzindo as músicas.

Tudo estava caminhando mais ou menos bem, até Chris receber a partitura de uma música que ele e David estavam trabalhando, pelo correio, junto com um bilhete. Pelo conteúdo, Chris percebe se tratar de uma despedida.

É aí que história muda de figura, já que a morte de David deixa de ser uma fatalidade para se tornar suicídio.

Vale a pena conferir: Porque é um filme que traz a tona questões muito importantes, com destaque maior na juventude. Como por exemplo, de como os jovens sentem pressão durante a transição entre a vida infantil e adulta. Além disso, quebra a temática de que nem sempre quem aparenta ter a vida perfeita, é feliz.

Melhor Cena: O filme é um drama, por isso apresenta cenas muito fortes e emocionantes. Me toca bastante as sequências pós Chris saber que David se matou. O rapaz pira, e Keanu Reeves trabalha muito bem. E o final, quando os jovens alunos conseguem homenagear David cantando a música que ele tinha feito, em parceria com Chris.

Eu & a Obra: Descobri esse filme na locadora por acaso, e confesso que peguei porque tinha Keanu Reeves no elenco. Como eu já conhecia seu trabalho de outros tempos, me animei em conferir esse do início de sua carreira. Amei! É um filme que me emociona profundamente e me leva às lágrimas, mas não de tristeza. A música é linda, a história é forte e as atuações, maravilhosas. Vale mais do que a pena conferir, para depois refletir sobre o tema. Às vezes alguém precisa de você, mas quando nos tocamos disso é tarde demais. 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eu & “O que é isso, companheiro”?

O filme que escolhi para falar hoje é uma produção nacional, drigidao por Bruno Barreto. Lançado em 1997, o filme O que é isso, companheiro? se passa na época da ditadura militar.

A história começa quando um grupo de jovens, aproveitando a visita do embaixador dos EUA ao Brasil, decidem sequestrá-lo. E em troca da sua liberdade, exigem a libertação de presos políticos que estão sendo torturados pelos militares.

Liderados por Jonas (Matheus Nachtergale), Fernando/Paulo (Pedro Cardoso), Andreia/Maria (Fernanda Torres), Marcão (Luiz Fernando Guimarães), Renée (Claudia Abreu), César/Osvaldo (Selton Mello), Julio (Caio Junqueira) e Toledo (Nelson Dantas) são os responsáveis por executarem o plano e fazerem de tudo para que o mesmo tenha um desfecho favorável aos seus interesses.

Como em momento algum parte daqueles jovens tinha a intenção de cometer atos violentos contra o embaixador, a convivência com Charles Burke (Alan Arkin) foi mais do que pacificadora. Criou-se certa intimidade entre eles, o que, de certa forma, dificultaria sua eliminação caso às exigências não fossem cumpridas.

Vale a pena conferir: Quando penso em filmes nacionais, esse é o meu preferido. Já falei aqui e torno a repetir, qualquer tipo de ditadura me irrita e toca profundamente. A militar é algo repugnante, que deveria envergonhar à qualquer país. Imaginar que uma pessoa seja obrigada a não pensar, expor suas ideias, é algo que não tem explicação. Gosto desse filme porque, embora triste, é bom saber que alguns jovens foram tão corajosos, a ponto de arriscarem suas vidas em prol de algo que acreditavam ser o certo.

Melhor Cena: Gosto muito das conversas do embaixador com Fernando/Paulo (Pedro Cardoso) e Renée (Claudia Abreu). E a cena final, que marca a volta desses jovens após o exílio. Com destaque para o desfecho de Andreia/Maria (Fernanda Torres). Chorei muito.

Curiosidades: Essa história é verídica, e foi baseada no livro de Fernando Gabeira, na obra interpretado por Pedro Cardoso. Outra personalidade política conhecida é Dilma Rousseff, aqui interpretada por Claudia Abreu. Alguns nomes foram mudados para preservar a identidade.

- O título faz uma referência a forma com que se cumprimentavam, já que, por medida de precaução, não era permitido citar nomes, para que os mesmos não fossem descobertos.

- Nos EUA o filme recebeu o título Four Days in September, como referência à data do sequestro. Concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro, mas infelizmente não levou a estatueta.

- Recentemente veio a tona um boato de que o ator da Globo, Carlos Vereza, foi o responsável pelos disfarces nos jovens guerrilheiros, responsáveis pelo sequestro do embaixador.

- Quem escreveu o manifesto lido nos rádios e nas TVs contra o governo militar não foi Fernando Gabeira, e sim Franklin Martins, atual ministro-chefe da secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A leitura do manifesto – além da libertação de 15 presos políticos – era uma das condições para libertar Elbrick.

Eu & a Obra: Quando vi esse filme pela primeira vez, caí em lágrimas. É uma história muito forte, triste, pesada, mas admirável pela ousadia e coragem daqueles “jovens companheiros”. Fiquei muito feliz com a indicação ao Oscar e embora achasse difícil levar – não pela qualidade do filme, mas por botar em evidência uma falha de segurança do governo estadunidense (eles não iriam nos dar esse gostinho) -, sabia que se essa obra não levasse o prêmio, dificilmente um outro filme nosso conseguiria. Bom, até hoje minha professia vem se concretizando. Infelizmente!

sábado, 28 de agosto de 2010

Eu & “O Clube dos Cinco”

No penúltimo dia do especial John Huhges, o filme em destaque é o que acho mais completo. Clube dos Cinco (The Breakfast Club) foi lançado em 1985 e trazia em seu elenco, além dos queridinhos Molly Ringwald e Anthony Michael Hall, Emílo Estevez. Completando o “clube” tínhams ainda Ally Sheedy e Jud Nelson.

O filme começa quando cinco alunos se reúnem na detenção, graças à pequenos delitos cometidos durante a semana. De temperamentos bem diferentes, Andrew (Emílio Estevez), Brian (Anthony Michael Hall), John (Jud Nelson), Claire (Molly Ringwald) e Allison (Ally Sheedy) terão que passar o sábado inteiro no colégio, pensando na burrada que fizeram.

E mais, ao final do dia uma redação de auto análise, cujo tema é “quem realmente são”, deverá ser entregue por cada um deles ao diretor do colégio.

No decorrer da história o nerd Brian tenta incentivar os colegas a levarem o castigo mais a sério, enquanto Molly e Allison se mostram neutras e John não para de provocar Andrew, que sempre revida.

A convivência entre os jovens durante aquele dia começa a ficar insuportável, até o momento em que segredos de suas personalidades vêm à tona. E é a partir daí que as diferenças entre eles passam a não significar nada, diante das semelhanças presente em seus sentimentos.

Vale a pena conferir: Se o objetivo de John Hughes durante sua carreira era falar de jovens, e para jovens, com O Clube dos Cinco ele atingiu o ápce da perfeição. Quem viu, jamais esqueceu. E quem assistir pela primeira vez, com certeza o adotará como seu preferido. Bom roteiro, diálogos brilhantes e ótimas atuações, fizeram esse filme se tornar um marco do cinema nos anos 80.

Melhor Cena: Com certeza quando os jovens dividem cigarros de maconha e segredos, em função do efeito da droga. É quando o filme começa a se desenrolar, de forma bacana, natural e engraçada. Também destaco a cena antológica de Allison sacudindo o cabelo para cair caspa no seu desenho, fazendo a vez de neve. E o final, quando a redação é narrada na voz do Brian.

Curiosidades: John Hughes faz uma ponta no filme, no papel do pai de Brian. Já a banda Simple Minds estourou nas paradas de sucesso graças a música “Don't You (Forget About Me)”, tema do filme.

Eu & a Obra: Amo Clube dos Cinco pela sua sensibilidade. Falar de jovens problemáticos, assim como suas diferença, é muito comum. Mas só John Hughes para não se deixar prender à velhos clichês e ter o feeling necessário, na hora de criar personagens tão reais. E mais, encontrar afinidades entre um cérebro, um atleta, uma pirada, uma princesa e um criminoso.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Eu & “A Garota de Rosa Shocking”

Para a reta final do especial “Um ano sem John Hughes”, separei meus três filmes prediletos dele. E o primeiro, que você confere hoje, é A Garota de Rosa Shoking (Pretty in Pink), lançado em 1986.

O filme conta a história de Andy (Molly Ringwald), uma menina inteligente e de muita personalidade. De origem humilde a jovem, criada apenas pelo pai, é inteligente e sonha com uma vida melhor. Mas se sente excluída no colégio onde estuda, já que a maioria dos alunos são ricos.

Nas horas vagas, cuida da casa, do pai e ainda trabalha na loja de discos da amiga Iona (Annie Potts). Ao seu lado está sempre Duckie (Jon Cryer), o melhor amigo que nutre uma paixão platônica por ela.

Um dia Blane (Andrew McCarthy), jovem riquinho recém chegado ao colégio, vê Andy e fica completamente atraído por ela. Ele descobre onde a garota trabalha, puxa conversa, e consegue marcar um encontro.

Ela aceita o convite e, apesar de alguns percalços durante a saída, os dois percebem que a afinidade entre o casal é mais forte do que as diferenças sociais. Andy e Blane começam a namorar, e fazem planos para o baile de formatura.

Mas o romance deles irá afetar muita gente. A começar por Steff (James Spader), o melhor amigo de Blane que esconde seu interesse por Andy. Ao invés de admitir, prefere difamála e atrapalhar o relacionamento do casal.

Duckie, que sofre ao ver sua amada nos braços de outro. Além disso, teme que a amiga vá se desiludir com o cara rico. E os pais de Blane, que proibem o namoro dele com a menina sór porque ela não é da mesma classe social que eles.

No decorrer da história a relação entre Andy e Blane fica abalada. E mesmo afastada dele, ajovem não desiste de curtir o baile. Mas para isso, terá que conseguir o vestido dos seus sonhos.

Vale a pena conferir: Porque tem um pouco de Cinderela no ar. É velha história da mocinha pobre que sofre muito, até encontrar o amor nos braços do príncipe encantado. Considerado um clássico dos anos 80, o filme encanta não apenas pelo romance, como também os velhos temas que sempre nos fazem pensar. Principalmente quando somos jovens ou estamos começando a entrar no mundo adulto. Amor, preconceito, diferenças sociais e aceitação em um grupo.

Melhor Cena: Gosto muito das sequências em que Andy contracena com Iona, a amiga dela é muito doida. Além disso, uma conversa da jovem com seu pai, as sequências com Duckie, que são muito engraçadas, e o final, claro.

Curiosidades: Molly Ringwald, a protagonistas, apesar de ter feitos outros trabalhos de John Hughes, ficou eternizada como a eterna garota de rosa shocking. O ator Jon Cryer, que deu a vida ao amigo fiel e esquisitão de Andy, é um dos solteirões da série Two and a Half Men (Warner Channel). James Spader está na série Justiça sem limites (Fox). Já Andrew McCarthy trabalhou em Lipstick Jungle, ex-série da Fox.

Eu & a Obra: Gosto desse filme por vários motivos. Primeiro, acho a história muito bacana. Segundo, adoro as personagens, em especial Andy, Duckie e Iona. Terceiro, meu sonho era ter um carro rosa como o de Andy. E por fim, sempre achei Andrew McCarthy e James Spader uns gatos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Eu & “O Jornal”

Ontem revi um dos meus filmes prediletos. Daqueles que tem o poder de nos tocar, seja pela sua história, seja por algo nosso, pessoal. O Jornal (The Paper) desenvolve esse delicioso poder em mim. E acredito que não seja difícil para você entender o motivo.

Drigido por Ron Hoard, o filme foi lançado em 1994 e trazia um elenco maravilhoso. A história mostra a rotina dentro do The Sun, tabloide de Nova York que luta para chegar ao tópico de grandes jornais.

A história é bem focada no editor Henry Hackett (Michael Keaton), que leva o jornalismo muito a sério. A ponto de sacrificar sua vida pessoal. Isso porque acredita na capacidade do The Sun se tornar um veículo respeitável.

Dois executivos são encontrados mortos dentro de um carro, abandonado no Brooklin. Com pixações racistas, tudo leva a crer que uma dupla de jovens negros os tenham executados.

Em meio a busca pelos culpados, Henry descobre que essa história pode ser uma farça. Ou seja, a polícia não tem certeza se realmente foram os rapazes. Mesmo assim, eles receberam ordem de prisão.

Henry sabe que um furo desses pode elevar a credibilidade do jornal e sugere que sua equipe vá atrás de provas. Mas em seu percalço há Alicia Clark (Glenn Close), atual editora chefe do jornal.

Com fama de durona, na verdade não passa de uma mulher frustrada com o rumo que sua carreira tomou. O que a faz ter atitudes um tanto mesquinhas. Ela até permite irem em busca da história, mas caso não tenham como comprovar o furo, cubram apenas a prisão dos rapazes e se retratem depois, se for o caso.

Correndo por fora temos Bernie White (Robert Duvall), diretor do jornal. Ele concorda que atrasem um pouco o fechamento da edição, já que está mais preocupado com problemas pesoais. Acaba de descobrir um câncer e, achando que vai morrer logo, busca resgatar o amor de sua filha, perdido graças à erros do passado.

Para finalizar, Martha Hackett (Marisa Tomei), esposa de Henry. Também repórter do The Sun, entrou de licença para dar a luz seu primeiro filho. A maternidade a fez repensar em sua vida profissinal.

Como acredita ser difícil retomar a carreira, ela passa a exigir mais atenção do marido. Além de desejar que Henry aceite um emprego burocrático em um grande jornal, mesmo sabendo que isso não o fará feliz.

Vale a pena conferir: O filme é muito bom, porque discute questões éticas e conflitos pessoais. Além disso, para quem é jornalista, deseja ser ou simplesmente se interessa pelo assunto, é uma das produções que melhor retrata esse universo.

Melhor Cena: Tem algumas que destaco. Primeiro: gosto da forma como é mostrada a rotina da redação. O perfil e estresse dos profissionais, a reunião de pauta e até brincadeiras internas, comum em qualquer ambiente de trabalho.

Segundo: quando Henry é entrevistado para um outro jornal e acaba roubando informação do concorrente sobre esse grande caso. A atitude é totalmente antiética, porém se torna engraçada por que ambos sabiam que a situação favorecia isso. Tanto que quando Henry pergunta sbre a manchete da edição seguinte, o editor responde: “Você ainda não trabalha aqui”. E mais para frente, ao questionar a informação roubada, ouve de Henry: “Você sabia que estava diante de um jornalista”.

Terceiro: Quando Alicia deixa claro sua insatisfação com o salário e houve de Bernie que, quem está nessa profissão nunca vai enriquecer.

Por fim a sequência em que a Foca do jornal consegue a foto dos rapazes sendo preso. Foto essa que significa uma grande oportunidade para ela. É muito legal!

Curiosidade: Eu e Henry temos em comum a paixão pelo jornalismo e a Coca-Cola. Rsrs.

Eu & a Obra: Vi O Jornal bem antes de entrar na faculdade. Quando comecei a estudar, precisei fazer um trabalho na extinta revista Manchete. Durante o bate bola com o editor de lá, citamos o filme. Descobri que, assim como ele, eu também me vi em situações parecidas. Como quando um repórter come o copinho de café descartável por exemplo. Ele, porque já havia feito isso. Eu, porque um dia queria passsar por isso.

Jamais me esqueci dessa conversa e desse filme, que me faz rir, chorar e me emocionar, por estar diante da vida que sempre sonhei para mim. E nunca me arrependi de continuar tentando conquistá-la.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eu & “Elvira, a Rainha das Trevas”

Para fechar o especial férias, o filme escolhido tinha que ser o “the best”. E ocupando essa categoria, ninguém menos que Elvira, a Rainha das Trevas (Elvira, Mistress of the Dark, 1988).

Elvira (Cassandra Peterson) é apresentadora de um programa, cuja programação é composta por filmes B de terror. Mas seu sonho é brilhar na televisão. Sonho esse que pode vir a se tornar realidade, quando descobre ser herdeira de uma tia distante

Na leitura do testamento, Elvira fica sabendo que tia Morgana lhe deixou uma velha mansão, localizada na pequena cidade de Fallwell, e um livro de receitas. Sua ideia logo é vender a casa e montar um show em Las Vegas. Mas para que isso se concretize, é preciso reformar a mansão.

Ao tomar posse de sua herança, Elvira percebe que não é bem vinda pelas “carolas” da cidade. Tudo pelo seu modo moderno de vestir e se comportar. Em compensação, os jovens ficam loucos por ela. E por conta disso, concordam em ajudá-la a consertar a casa.

Se não bastasse todos esses problemas, seu tio Vincent Talbot (William Morgan Sheppard) está interessado no livro de receitas, deixado por Morgana, e em um anel que acompanha Elvira desde que era um bebê. Ambos são a chave para que ele se torne um bruxo mais poderoso, e perigoso, do que já é.

Vale a pena conferir: Elvira, a Rainha das Trevas é um filme deliciosamente engraçado. Roteiro simples, produção sem muitas pretensões, quase trash, mas a cara de sessão da tarde. Retrata bem a questão das diferenças e ainda, como muitas vezes as pessoas se deixam levar pela aparências.

Melhor cena: Assim que chega na cidade, Elvira consegue um emprego no cinema de lá. E como sonha ser uma estrela, resolve fechar a sessão com um espetáculo seu. Ela reproduz a cena do filme Flashdance em que, após dançar, a bailarina se senta numa cadeira, puxa uma corda e na mesma hora, cai água sobre seu corpo. É claro que com Elvira o resultado sai diferente.

Também destaco o final, quando ela consegue montar o show da forma que sempre sonhou. É aí que entra as famosas “giradas” com o seio.

Curiosidades: Primeira: quando citei o filme como the best, foi porque é um dos campeões de exibições na telinha da Globo. Chegando a marca de duas vezes por ano, nas férias de janeiro e julho.

Segunda: no programa Furo MTV a imagem de Elvira girando os seios são utilizadas para citar um quadro do programa, que consiste em um giro pelo que anda acontecendo no mundo.

Terceira: Não sei não, mas desconfio que a cantora inglesa Amy Winehouse se inspirou no visual de Elvira para compor o seu. Rsrs.

Eu & a Obra: Se existem filmes que marcaram minha infância, diria que Elvira, a Rainha das Trevas marcou minha adolescência. Adoro! Acho divertido, desprentencioso, hirônico... Me amarro em sua estética, no visual meio hard rock da Elvira, na composição das personagens. De longe é uma superprodução. Pelo contrário, está mais para filme B. Mas é tão bacana, que não me arrependo de ver e muito menos indicar à você.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Eu & “Conta Comigo”

No dia do amigo nada como falar de um filme que trata com maestria o tema amizade. Lançado em 1986, Conta Comigo (Stand by Me) é uma produção baseada no livro “O Corpo”, do mestre de suspense Stephen king.

O filme começa quando a história sobre o desaparecimento de um menino, cujo o corpo supostamente teria sido visto na linha do trem, se espalha em uma pequena cidade do Oregon.

Interessados em descobri o que aconteceu com o jovem, além de obter o respeito da cidade, um grupo de amigos resolve seguir viagem rumo ao percurso pelo qual o garoto passou.

Durante a aventura, o sensível Gordie (Wil Wheaton), o durão Chris (River Phoenix), o destemido Teddy (Corey Feldman) e o acovardado Vern (Jerry O’Connell), vão passar por diversas experiências e descobrir que a amizade entre eles é algo que ambos jamais vão esquecer.

Por que vale a pena conferir: Segundo a crítica, Conta Comigo é um filme raro e especial sobre a amizade e as indeléveis experiências do crescimento (Site Cinepop). Para mim, é um dos filmes mais lindos que já vi. Aborda o tema com uma sensibilidade fora do comum. Simples, bonito. Suspense e humor na medida certa, e ainda boas atuações e belíssima trilha sonora.

Melhor Cena: São muitas. Gosto das conversas entre eles durante a viagem. Momentos de se desprender, se soltar sem medo e pudor, falar de angústias, insegurança, medo... Hora de chorar e rir. Da sequência em que eles caminham juntos pela linha do trem. Bacana a cena, dá ar de aventura e liberdade.

A volta. Já cabisbaixos, pensando no que aconteceu com o tal menino e refletindo sobre o futuro; A despedida, já chegando em casa; E a cena final. Como o filme é narrado por Gordie, que virou escritor, o telespectador descobre que durante todo o tempo ele estava escrevendo sobre a experiência vivida quando menino.

Curiosidade: Entre os meninos, três se tornaram nomes conhecidos do cinema. O saudoso River Phoenix, Corey Feldman (astro teen anos 80) e Jerry O’connell (o gordinho cresceu, ficou um gato, fez os filmes Joe e as Baratas, Pânico 2 e séries de TV). Além deles, temos o até então Kiefer Sutherland (série 24 Horas) e o veterano Richard Dreyfuss (filme Tocaia).

River Phoeniz e Wil Wheaton participam do clipe da música "Stand By Me".

Eu & a Obra: A primeira vez que vi este filme foi na sessão da tarde, da TV Globo. Fiquei encantada com a história e choro até hoje, mesmo sabendo o que acontece do começo ao fim. Somente no final, ao ver os créditos, fui que descobrir se tratar de uma do Stephan King, escritor que adoro. Sinceramente, só ele mesmo para fazer algo tão bom.

Quando citei a última cena do filme, destaco também a fala de Gordie: “Eu jamais tive amigos como os que conheci quando eu tinha 12 anos”. Eu também! Aos 10, 15, 18, 20, 25...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Eu & “Enquanto Você Dormia”

A vida é engraçada! Estou com uma lista de filmes que vi, na última semana, para citar aqui. E filmes recentes. Mas ontem, após rever uma comédia romântica que a-m-o, eis que esta me inspirou a escrever hoje para vocês. Vamos lá?

O filme Enquanto Você Dormia (While You Were Sleeping) é uma produção de 1995. Esta comédia romântica, estrelada por Sandra Bullock, conta a história de Lucy, uma jovem bilheteira, e solitária, que trabalha em uma estação de metrô.

Lucy (Sandra Bullock) nutre uma paixão secreta por Peter (Peter Gallaghe – da série The OC), rapaz com quem ela nunca falou. Um dia, ao salvá-lo de um acidente, ela vê sua vida mudar completamente.

Peter entra em coma e Lucy passa a ser apontada como sua noiva. Em meio a toda essa confusão, a jovem é acolhida pela família do suposto noivo e não se sente mais sozinha.

Mas ela teme que, caso a verdade venha a tona, a família Callaghan se decepcione e a deixe novamente sozinha. Para complicar ainda mais sua situação, Lucy se apaixona por Jack (Bill Pulman), irmão de Peter. E ela mal sabe que está sendo correspondida.

Vale a pena ver o filme: Enquanto Você Dormia está entre minhas comédias românticas favoritas. Acho ele leve, com uma história bacana, sensível... Fala de amor, amizade, carinho, respeito, família... Mexe com nosso “lado pessoal”, independente de estarmos apaixonados ou não. O casal Sandra Bullock e Bill Pulman tem uma química gostosa de se ver. E vamos combinar que ele está um gato.

Melhor Cena: Além da cena final, destaco uma em que Jack dá de presente para Lucy um desses globos com água dentro, em que se vê Florença. Como o sonho da jovem é conhecer a cidade, para mim este gesto foi uma das coisas mais lindas e românticas que já vi. Também curto a fala final de Lucy, enquanto narradora de sua história. Ela diz que, ao ser questionada por Peter quando se apaixonou por Jack, responde: “Foi enquanto você dormia”. Trocadilho bacana. Rsrs.

Curiosidade: Repara só como o nome de Peter, ator e personagem, são parecidos.

Eu & a Obra: Não lembro quando vi esse filme pela primeira vez, muito menos quantas vezes já o revi, mas amo tanto que choro em algumas cenas. Me sensibilizo com a vida de Lucy, sua solidão, ingenuidade, pureza. E essa bela história de amor, claro.

A cena que citei, sobre Florença, me faz lembrar de uma histórinha. Uma vez, conversando com meu amigo Tchê, ele me contou sobre uma peça que viu chamada Veneza. A história fala de uma velha cafetinha, prestes à morrer, que sonha em ir para Veneza. Seus amigos arma uma situação que a fazem acreditar estar em Veneza, passando seus últimos dias de vida. Sensibilizado, o Tchê me disse: “É tão fácil dar Veneza a alguém”. É, dar Veneza, Florença, Paris... Basta querer. : )

Jabá: Eu já havia falado deste e de outros filmes ano passado, em minha coluna no NaTelinha. Confere lá: http://natelinha.uol.com.br/2009/08/15/not_24627.php  

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Eu & “Cazuza – O tempo não para”

Hoje (07/07) é aniversário de morte do cantor Cazuza. Embora represente uma data triste para fãs e familiares, nada como recordar sua história através desse filme.

Cazuza – O tempo não para é uma produção de 2004. Baseada no livro Só as mães são felizes, de Lucinha Araújo – mãe de Cazuza -, o filme mostra a trajetória do cantor de 81 à 90. Desde o início de sua carreira até sua morte, aos 32 anos, por complicações decorrentes da Aids. 

A Montagem da banda Barão Vermelho, carreira solo, romances, descoberta de ser um portador do vírus HIV, convivência com a doença, amigos, família, até o dia em que faz seu último show - antes de falecer -, são passagens mostradas no filme.

Daniel Oliveira dá vida ao idealista cantor. Com traços que deixaram o público assustado, há quem acreditasse estar vendo Cazuza, o ator soube incorporar e passar muito bem toda a rebeldia, ansiedade e medo, presentes naquele jovem artista.

Já Marieta Severo interpreta Lucinha, a mãe de cazuza. Sua atuação também foi primorosa ao mostrar a luta daquela mãe. Luta que ultrapassa as paredes de sua casa e cai nas ruas, já que não lida apenas contra a doença do filho. Mas com o preconceito da sociedade e principalmente, os altos e baixos pelos quais Cazuza passa.

Vale a pena conferir: Um filme ótimo e triste. Muito forte, sensibilizou demais a quem assistiu. Impressionou a capacidade com que os atores vestiram a camisa, se dedicaram àquela história. E apesar de contar a história de um astro do rock nacional, acabou se transformando na produção de uma personagem secundária. Ou alguém duvida que a grande estrela desse longa seja mesmo Lucinha Araújo?

Melhor Cena: Daniel Oliveira arrasa no papel do cantor, por isso nada como observar bem as cenas em que aparece no palco. Incrível como pegou rápido seus trejeitos, o que nos faz por alguns momentos acreditar estar vendo Cazuza.

Mas nada como respirar bons momentos, tornar a produção mais leve. Por isso destaco a relação tapas e beijos entre Cazuza e a mãe. Gosto de uma discussão entre eles, em que Cazuza a manda “tomar naquele lugar”. Ela fica de bico, super aborrecida, e na primeira oportunidade joga isso na sua cara.

Curiosidade: Apesar de não ser novidade para ninguém, após a perda do filho Lucinha Araújo abriu a “Sociedade Viva Cazuza”. A casa, localizada aqui no Rio, atende crianças carentes, portadores do vírus HIV.

Eu & a Obra: Sou daquela geração em que ou gostava de Cazuza, ou de Renato Russo. Faço parte da primeira leva. Gostava de suas músicas, inteligência, irreverência. Fiquei triste com seu falecimento e muito impressionada com o filme. Não pela história em si, já que, assim como ele, acontece com jovens de diversos lugares, etnias, condições sociais... Mas com a luta daquela mãe, daquela família, em prol do filho. Sem julgamentos, cobranças ou questionamentos, apenas amor.

Jabá: Entrevistei Lucinha Araújo em 2008, para o blog Espetaculosas.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eu & “Guerra ao Terror”

Pela primeira vez no blog falo de um filme que acabei de ver. Está fresquinho em minha mente e acredito que se manterá assim por um bom tempo.

Guerra ao Terror (The Hurt Locker) é uma produção de 2009. Vencedor do Oscar de melhor filme este ano, também faturou mais cinco estatuetas. O filme foi dirigido por Kathryn Bigelow, e entrou para a história do cinema por ter garantido o primeiro Oscar de melhor diretor a uma mulher.

A história mostra o dia-a-dia de um grupo de soldados americanos, que estão servindo no Iraque, dias antes de voltarem para suas casas. E o foco maior fica em cima do sargento Willian James (Jeremy Renner), especialista em desarmar bombas. Papel que rendeu a Jeremy Renner a indicação de melhor ator.

No decorrer do filme, James e seus companheiros presenciam situações que os obrigam a ter pulso firme e muito sangue frio. Isso se quiserem sair com vida daquele verdadeiro inferno.

Porque vale a pena conferir: Hoje entendo melhor porque Guerra ao Terror surpreendeu e faturou o oscar de melhor filme do ano. O filme é ótimo e de uma sensibilidade incrível. Embora já tenha sido usado em outras produções do gênero - ele também mostra a guerra pela perspectiva dos soldados -, a questão é a forma com que cada um vê seu papel ali. E isso fica muito bem explicado em uma das frases finais do Sargento James.

Melhor Cena: Se for para destacar cenas de ação, claro que as que James desativa as bombas estarão presentes. Pura adrenalina! Também destaco a cena em que o foco é numa mosca posando próxima ao olho do sargento, justamente naquele momento em que ele não pode se mexer.

E mais, como gosto de buscar o sublime em filmes desse gênero destaco duas cenas como minhas preferidas. A primeira quando James interage com um menino que conheceu na rua. Já a segunda, a última cena em que ele lida com uma bomba. Ao detoná-la, a câmera foca nele caído ao chão e logo depois em uma pipa no ar.

Curiosidades: O resultado de Guerra ao Terror me deixou muito feliz porque reforçou a ideia de que um bom roteiro é tudo na realização de um filme. Ele não foi muito divulgado e se não fosse a premiação, passaria batido pelas salas de cinema.

No entanto venceu “merecidamente” a megaprodução Avatar. E até por conta desse resultado, me fez ter um olhar mais técnico sobre a produção. E qual a minha surpresa? Cortes brutos e movimentos de câmera que nos faz acreditar se tratar de uma pessoa operando-a sem o uso de tripé. Sensacional!

Eu & a Obra: Já disse que não sou muito de ver filmes sobre guerra, talvez porque sejam os que mais me impressionam. Estava com vontade de assisir esse para entender melhor o porque de ganhar tantas estatuetas. O que dizer? Estou encantada!

Feliz por Kathryn Bigelow ser a primeira diretora a ter seu trabalho reconhecido pela Academia. Só acho uma pena Jeremy Renner não ter vencido o Oscar de melhor ator, o cara é muito bom. E ainda revi outros dois atores que adoro, mesmo que em pequenas participações: Ralph Fiennes e Guy Pearce. : )