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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Eu & “The Wonders”


O filme que escolhi falar hoje é simplesmente delicioso. “The Wonders – o sonho não acabou (That Thing You Do!) é uma produção lançada em 1996 e que teve Tom Hanks estreando como roteirista e diretor.

A história se passa em 1964, época em que o fenômeno The Beatles imperava os Estados Unidos, quando surge em uma pequena cidade da Pensilvania um grupo musical chamado Oneders, seguindo o estilo dos britânicos.

Descobertos por Sr. White (Tom Hanks), que se torna seu agenciador, a banda passa a se chamar The Wonders e a contar com o jovem Guy Petterson (Tom Everett Scott) como novo baterista, que entra no lugar de seu antecessor devido a um acidente com as mãos na véspera de um show de calouros.

Graças a presença de Guy, que é louco por Jazz, os The Wonders ganha uma nova batida e conquista o grande público, tendo a música “That Thing You Do!” encabeçando as paradas de sucesso nas rádios locais.

Não demora muito, a mesma vai parar entre os primeiros lugares da Billboard e o grupo fecha uma intensa agenda de shows, sempre destacando o talento e a empatia do baterista. Porém, tanto sucesso assim sobe à cabeça de Jimmy Mattingli (Johnathon Schaech), vocalista, compositor e fundador da banda.

Se não bastasse invejar a popularidade de Guy, Jimmy também não aceita tantas mudanças impostas por White em “sua banda”. Irritado, ele começa a discutir com todos, provocando mal-estar e distanciamento entre os integrantes. Inclusive de Faye Dolan (Liv Tyler), sua namorada e fiel escudeira, por quem Guy já está completamente apaixonado.

O clima esquenta e no decorrer da trama todos percebem que os The Wonders poderia ter tido um sucesso maior ainda, mas como todo grande fenômeno, infelizmente um dia termina com a mesma rapidez que começou.   


Vale a pena conferir: porque The Wonders  - o sonho não acabou é uma daquelas histórias que a gente não se cansa de assistir. Bom filme, ótimas atuações, Tom Hanks não fez feio como diretor e as músicas ainda são uma delícia.

Melhor cena: gosto muito de quando os integrantes da banda escutam pela primeira vez a música "That Think You Do!" tocando na rádio, além da passagem em que Guy vai a um bar de Jazz e se depara com um grande ídolo seu. Por fim, curto as apresentações da banda, com direito a histeria do público. É muito bom! Aliás, qualquer semelhança com as "aventuras" vividas pelos The Beatles em início de carreira não é mera coincidência.     

Curiosidades:  os quatro intérpretes dos integrantes da banda tocaram juntos semanas antes das filmagens iniciarem para se entrosar, mas durante as apresentações todos foram dublados; 

- Tom Hanks foi convencido pela esposa, Rita Wilson, de que Tom Everett Scott era perfeito para o papel de Guy. Hanks tinha receio porque o ator lembrava ele quando jovem;

-  “That Think You Do!” tornou um genuíno hit da parada de sucessos com o disco The Wonders, de 1996. A canção chegou a 41º no Billboard Hot 100, 22º no Adult Comtemporary, 18º no Adult Top 40, e 24º na Top 40 Mainstream). Além de concorrer ao Oscar e ao Globo de Ouro (1997) na categoria melhor canção original.     

- Embora muitos pensem ao contrário, a banda The Wonders é fictícia. Entretanto, quatro singles foram lançados para o filme e até hoje ThatThink You Do! toca nas rádios. São elas: 

-         That Think You Do!
-         Little Wild One 
-         Dance With Me Tonight
-         All My Only Dreams

Eu & a obra: amo The Wonders! Peguei na locadora por um acaso, talvez por gostar do Tom Hanks, e me apaixonei por esse filme que considero leve e muito gostoso. Além de ter uma história bacana e até divertida, apesar de ser considerada comédia dramática, ainda tem como pano de fundo rock e jazz, dois ritmos musicais que adoro, e a riqueza dos anos 60. Já perdi a conta de quantas vezes assisti e recomendo. 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Eu & “Namorada de Aluguel”

Minha inspriação para o filme que falo hoje vem da música “Can’t Buy Me Love” – The Beatles, já que acordei com ela na cabeça.

Namorada de Aluguel (Can’t Buy Me Love) é uma produção lançada em 1987. No filme Ronald (Patrick Dempsey) é um tímido rapaz, cujo desejo é se tornar popular na escola em que estuda.

Ele vê sua grande chance surgir quando descobre que Cindy (Amanda Peterson), a garota mais cobiçada do colégio, está precisando de mil dólares para repor uma roupa da mãe, que usou sem seu consentimento e acabou estragando.

Trabalhador, Ronald guardou o dinheiro que ganhou cortando a grama da casa dos vizinhos para comprar um telescópio. Mas ao ver que a menina está em apuros, tem uma ideia. Ele propoe dar-lhe o dinheiro em troca de Cindy torná-lo popular.

A menina aceita o acordo e começa a andar com ele, fazendo todos na escola acreditar que são namorados. No decorrer do tempo em que passam juntos, Cindy começa a vê-lo com outros olhos.

Curiosamente o que vai acabar por afastá-los é essa súbita popularidade, que faz com que o rapaz perca sua essência. Em compensação, ganhe em termos de superficialidade.

Superficialidade essa que, aliás, também não segura amigos por muito tempo.

Vale a pena conferir: Porque Namorada de Aluguel, apesar de ser um filme adolescente, típico “sessão da tarde”, é uma delícia. Surgiu numa época em que muitas produções do gênero dominavam e, assim como essa grande maioria, soube como niguém retratar o universo de jovens secundaristas, cujo problema maior era a aceitação no grupo escolar.

Melhor Cena: A cena clássica do ritual do tamanduá africano, claro. Ronald quer aprender a dançar. Para não fazer feio em uma festa, acaba ensaiando alguns passos vendo um programa na TV. O que ele não sabia é que os tais passos se tratavam do ritual de acasalamento dos tamanduais. O mais engraçado disso tudo foi que, além de dançar, ele fez todos do colégio seguirem seus passos. Menos os nerds, já que sabiam bem do que tratava. Rsrs.


Curiosidade: Conhecido por protagonizar algumas comédias românticas da década de 80, o ator Patrick Dempsey sempre foi apontado como o patinho feio do cinema. Até que envelheceu, apareceu e virou um galã, graças ao seu papel de “Mc Sonho” na série Greys Anatomy. E olha que ele virou o sonho de muitas mulheres mesmo. Inclusive, o meu. Rsrs.

Eu & a Obra: Como fã de comédia romântica anos 80, essa sempre foi uma de minhas prediletas. Gosto da história, trilha sonora e principalmente do ritual do tamanduá africano. Sem dúvida, o motivo maior para ter feito dessa produção um clássicos da sessão da tarde.

domingo, 6 de março de 2011

Eu & “Um conto quase de fadas”

É carnaval! Mas para os avessos à folia, nada como curtir um filme. Principalmente se é uma daquelas reprises, com cara de sessão da tarde. Melhor ainda, em dia de chuva. E foi isso o que fiz ontem.

Um conto quase de fadas (The Beautician and the Beast), é uma deliciosa comédia romântica lançada em 1997. No elenco principal, o ex 007 Timothy Dalton no papel de Boris Pochenko, temido presidente de um lugar fictício, da Europa Oriental, chamado Slovetzia.

Já em Nova York está Joy Miller (Fran Drescher), esteticista que sonha em ter uma chance de brilhar na TV. Um dia, por conta de um incêndio durante sua aula de cabelereiro, ela aparece em um noticiário salvando animais de laboratório.

Graças a essa reportagem, Joy é confundida com uma educadora e convidada a lecionar para os filhos de Pochenko. O que aceita na hora. Mas chegando lá, se dá conta que as tradições daquela família e país fogem muito a sua realidade.

Com o passar do tempo, Joy se sairá melhor do que imaginava. Já que ajudará não apenas na educação dos filhos de Pochenko, como também na forma com que esse grande ditador direciona seu governo e se relaciona com a família e o seu povo.

Vale a pena conferir: Porque como disse no início é um filme delicioso. Leve, engraçado, e com um certo ar água com açúcar. Mas se nos deixarmos ir além, descobriremos uma ótima história com crítica social e política. Já que Pochenko é um verdadeiro ditador, daqueles que por sere manipulado pelos assesores, não se dá conta de como trata mal seu povo.

Melhor Cena: Muitas! A que mais gosto é quando, assim que Pochenko termina um discurso, Joy aparece no alto do castelo e dá uma de Eva Peron, erguendo os braços para ver o povo a reverenciando e silenciando.

- Quando ela e Pochenko vão à uma fábrica. Equanto ele é ovacioando pelos operários, ela os ensina a respeito de sindicato, direitos trabalhistas e ainda, greve por salários e melhores condições de trabalho.

- Curto também alguns diálogos entre eles, além de quando ela o convence a tirar o bigode (estilo Hitler) e trocar a farda por um terno e gola rolê.

- A cena em que ela não consegue matar um frango e o acaba adotando.

- Quando eles dançam no baile e o final.

Curiosidades: Como falei antes, Timonthy Dalton já deu vida ao agente 007. E não fez feio. Um charme só. Recentemente ele aparece no filme O Turista, em que Johnny Depp e Angelina Jolie são protagonistas. Confesso que fiquei impressionada como está velho, quase não o reconheci.

Eu & a Obra: Acho que já deve ter percebido como gosto desse filme. Já o vi várias vezes e não me canso. Me divirto muito! E ontem, acabei assistindo com meu pai. E ele, adorou! Rsrs

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Eu & “Caçadoras de Aventuras”

O segundo filme escolhido para dar continuidade ao especial férias é Caçadoras de Aventuras (The Secret of Bear Mountain). Lançada em 1995, a produção era protagonizada pelas jovens atrizes Christina Ricci e Anna Schlumsky.

A história se passa em 1980, quando Beth Easton (Christina Ricci) se muda para o interior com a mãe Kate (Polly Draper). Vinda de uma cidade grande, de início a menina fica entediada com a vida pacata daquela localidade.

Até que conhece a jovem Jody Salerno (Anna Schlumsky). A menina é vista pela maioria como “garota problema”, já que foge do padrão de outras meninas da sua idade. Por isso, não tem amigos.

Em compensação, Jody tem espírito aventureiro e muita gana por liberdade. E são esses atributos que a aproximam de Beth, criando ali uma forte amizade. As duas passam a andar juntas e a convivência entre elas começa a preocupar Kate, uma vez que moradores da cidade a alertaram sobre a conduta de Jody.

Para piorar a situação, a jovem Jody tem uma mãe acoólatra e um padrasto que, aos olhos dos outros aparenta ser um homem de bem, mas no fundo não passa de um pilantra.

Com o crescimento da confiança entre as duas amigas, Jody revela a Beth seu plano. Explorar a Caverna do Urso, local onde supostamente existe um tesouro escondido há anos.

No início, a menina acha loucura da amiga. Mas aos poucos, acaba cedendo a tentação. Só que na primeira tentativa, Beth sofre um pequeno acidente. E por conta disso, sua mãe a proibe de andar com a amiga. Resta saber até que ponto vale a força dessa amizade.

Vale a pena conferir: Porque o filme Caçadoras de Aventuras é uma delícia de se ver. História bacana, que resgata aquele velho espírito aventureiro presente durante nossa infância, e que deveria se manter vivo durante toda nossa vida. Além de ressaltar a questão da amizade verdadeira.

Melhor Cena: Acho muito legal a cena em que Beth e Jody navegam em um pequeno barco, que a própria Jody construiu. De repente ela coloca no rádio a música “Saturday Nigth Live” e dança como John Travolta, no filme de mesmo nome. Além disso, o final.

Curiosidades: Não chega a ser uma grande curiosidade, mas vale lembrar que Christina Ricci foi a Vandinha de A Família Adams e Anna Schlumsky a Vada, amiga inseparável de Macaulay Culkin no filme Meu Primeiro Amor. Como elas eram muito pequenas, assustou um pouco o público quando surgiram aqui no papel de duas adolescentes.

Eu & a Obra: Peguei esse filme na locadora porque achei a sinopse interessante. Amei tanto que revi várias vezes e não me canso. Lembro que na época era muito amiga do dono da loja e a gente sempre trocava ideias sobre os filmes que assistíamos. Concordamos que esse, embora não fosse uma produção grandiosa, não perdia para nenhum outro.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Eu & “Drácula - Morto, mas Feliz”

Esta manhã acordei com a triste notícia de que o ator Leslie Nielsen faleceu, aos 84 anos. Precursor em comédias besterol dos anos 80, Leslie ficou marcado por seus papeis em Apertem os cintos, o piloto sumiu e a série Corra que a polícia vem aí. Mas um título em especial consegue me fazer chorar de tanto rir. E por isso hoje, lembro dele aqui.

Drácula: Morto, mas Feliz (Dracula: Dead and Loving It) foi lançado em 1995 e fazia uma sátira ao clássico Dracula de Bram Stoker. Assim como na história original, o conde Vladmir Drácula vai à Londres em busca de Mina, para torná-la sua mulher.

Durante sua estadia ele se envolve com Lucy, tranformando-a em vampira, tem R.M. Renfield como seu fiel escudeiro e ainda precisa enfrentar Dr. Van Helsing (vivido aqui pelo maravilhoso Mel Brooks), caçador de vampiros que não sai de seu percalço.

Vale a pena conferir: Como todos os trabalhos de Nielsen, essa comédia é uma delícia de se ver. Mais ainda para quem curte a história de Drácula que, mesmo apresentada em formato besteirol, é muito legal.

Melhor Cena: A melhor é quando Van Helsing mostra como se deve matar Lucy, já que ela na verdade se transformou em uma morta viva. É muito engraçado. Agora a interpretação de Nielsen como Drácula é impagável, independente da cena. Com destaque para ele em forma de morcego.

Eu & a Obra: Não sou muito chegada a comédias besterol de hoje em dia, mas às dos anos 80, até meados de 90, curtia pela leva de bons atores. E Leslie Nielsen era um deles. Provavelmente fui atraída por esse filme já que sua história envolvia vampiros, e não me arrependi. Acho muito engraçado. Recentemente ele andou sendo reprisado na TV a Cabo. Por isso, se você quer ver ou rever, vale a pena ficar ligado

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Eu & “Gatinhas e Gatões”

Minha escolha para hoje, no especial em homenagem a John Hughes, é um filme que curiosamente revi ontem. Gatinhas & Gatões (Sixteen Candles), é uma produção de 1984 e começa no dia em que Samantha Baker (Molly Ringwald) completa 16 anos.

A jovem sempre sonhou com a data, mas viu seu mundo desmoronar quando se deu conta de que toda sua família havia esquecido seu aniversário graças ao casamento de sua irmã mais velha, que seria realizado no dia seguinte.

E o inferno astral de Samantha parecia não ter mais fim. Primeiro, a casa estava de ponta cabeça com a chegada de seus avós para o casamento. Segundo, Ted (Anthony Michael Hall), um nerd do colégio, não larga do seu pé. E por fim, ela esta completamente apaixonada por Jake Ryan (Michael Schoeffling).

Jake é o cara mais gato do colégio e namora a garota mais popular, por isso Samantha acredita não ter nenhuma chance com ele. Mas tudo começa a mudar quando ela responde um desses testes anônimos, em que admita estar louca pelo rapaz. E o papel cai justamete nas mãos dele.

Daí endiante Jake passa a prestar mais atenção nela, quer se aproximar, mas não tem tanta certeza assim se ela gosta realmente dele. A menos que a jovem demonstre seus sentimentos. Mas para isso acontecer, grandes tabus terão que ser derrubados.

Vale a pena conferir: Porque é uma história muito bacana, apesar de ser uma produção teen, com cara de sessão da tarde. A falta de comunicação, que gera maus entendidos até chegar ao seu desfecho, é a grande jogada do filme. E como todos os trabalhos de John Hughes, fala muito bem sobre relacionamentos pessoais.

Melhor Cena: Primeiro as sequências protagonizadas por Anthony Michael Hall. Ele rouba a cena e como esse deve ter sido um de seus primeiros trabalhos, pois estava muito novinho, já mostrava que daria o que falar durante a carreira. Segundo, acho bem legal o desabafo de Samantha com seu pai. E ainda, a cena em que seus avós falam com Jake por telefone, o casamento e o final. Ufa!!!

Curiosidades: Como John Hughes era ótimo para descobrir talentos, repare em John Cusack (do filme 1408) no papel de um dos nerds, amigo de Ted.

Eu & a Obra: Gosto muito desse filme porque acho a história divertida, mas com um toque de seriedade. Já que discute assuntos sérios. Também o acho leve, apesar de ser focado na questão da sexualidade juvenil. E isso sempre ns remete à situações escrachadas. E por fim, me faz lembrar de minha adolescência, da época em que assistia muito a filmes do gênero na sessão da tarde.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Eu & “Quem Vê Cara Não Vê Coração”

O segundo título do especial “Um ano sem John Hughes” é uma deliciosa comédia, bem no estilo sessão da tarde, produzida em 1989 e estrelada pelo saudoso John Candy.

Em Quem Vê Cara Não Vê Coração (Uncle Buck) o ator John Candy é Buck Russell, um solteirão porraloka e irresponsável, que só quer saber de curtir a vida sem obrigações, regras e preocupações cotidianas.

Até o dia em que seu irmão e esposa precisam se ausentar de casa, por conta de problemas familiares, e “Tio Buck” é a única pessoa com tempo livre para tomar conta dos sobrinhos, as crianças Maisy Russell (Gaby Hoffman) e Miles Russell (Macaulay Culkin) e Tia Russell (Jean Louisa Kelly), adolescente rebelde que não aceita a indiferença dos pais.

Buck concorda em ajudar Bob, mas ao chegar na casa do irmão percebe que terá muitos problemas pela frente. Já que não está acostumado a lidar com tarefas domésticas e muito menos, com a vida regrada que os sobrinhos levam.

Entre uma atrapalhada e outra, aos poucos Tio Buck conquista o carinho e a confiança das crianças. Além de se adaptar a forma com que a casa é comandada. O desafio maior será domar Tia, a sobrinha mais velha. Revoltada com a indiferença dos pais, vai dar muita “cabeçada”, até perceber que o tio só quer o seu bem.

Vale a pena conferir: Gosto muito de Quem Vê Cara Não Vê Coração porque, como o próprio nome sugere, discute a questão daqueles que se deixam enganar pelas aparências. O melhor é quando o resultado sai positivo, ou seja, percebemos que a pessoa é alguém bacana, como é o caso de Tio Buck. Além de retratar tão bem as relações familiares.

Melhor Cena: John Candy era um excelente comediante, então basta olhar para sua cara que já começamos a rir. Por isso destaco algumas sequências suas na casa, como secando roupa no microondas ou dormindo com as crianças, que sentem medo de dormir sozinhas. Agora a melhor é quando ele resgata Tia em uma festa e dá uma lição no namoradinho dela, que a destratou. Muito boa!

Curiosidade: Destaco a presença de um desconhecido Macaulay Culkin, já que Esqueceram de Mim, filme que o consagraria, viria no ano seguinte.

Eu & Obra: Adoro esse filme pelos motivos que já falei acima, boa história, sabe nos fazer pensar, refletir sobre nossos atos, ressalta amizade, amor, relações familiares. Uma boa dose de comédia e drama, daquelas que conseguem nos emocionar. E isso é sempre muito bom.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Eu & “Alguém Muito Especial”

Iniciando o especial um ano sem John Hughes, o título escolhido é Alguém Muito Especial (Some Kind of Wonderful), produção de 1987. No filme, Keith Nelson (Eric Stoltz) é um jovem tímido e apaixonado por Amanda Jones (Lea Thompson, a garota mais popular do colégio.


Com a ajuda de Watts (Mary Stuart Masterson), sua melhor amiga, ele consegue programar um encontro dos sonhos. Com direito a limosine e uma joia, que comprou usando o dinheiro reservado para a faculdade.

O que Keith não imaginava era que Hardy Jenns (Craig Sheffer), o namorado rico de Amanda, havia armado uma cilada para o rapaz, com o intuito de “colocá-lo em seu devido lugar”.

Watts, que está servindo de motorista para o casal, descobre o plano de Hardy e tenta avisar o amigo. Mas ele acha que a jovem está mentido, por conta do ciúmes que sente dele. Ela sempre foi apaixonada por Keith.

Chateada, vai embora e deixa para o amigo tirar suas próprias conclusões.

Vale a pena conferir: Porque como a maioria dos trabalhos de Hugues, destinados ao público teen, esse também não foge a regra. Fala de relacionamentos amorosos e de amizades. Do quanto, quando se é jovem, levamos tudo ao extremo. Das dificuldades em entrar na vida adulta e se adaptar ao novo, diferente. Preconceito, aparência... E o que é melhor, com a maestria que lhe cabia.

Melhor Cena: Gosto de quando Keith se dá conta de quem realmente merece o seu amor. Acho a cena muito linda.

Eu & a Obra: Apesar de não ser uma das obras mais populares de John Hugues, sempre me encantei por essa história. Da forma como é contada e principalmente, em seu foco. Há duas questões importantes, o fato de às vezes nos levarmos pelas aparências e ainda, de quando as coisas estão na nossa frente, mas a gente demora a enxergar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Eu & “Viva! A Babá Morreu”

Nosso especial férias continua, hoje com uma produção apontada como sendo um clássico da sessão da tarde. Viva! A Babá Morreu (Don't Tell Mom the Babysitter's Dead), de 1991.

A história começa quando a mãe de cinco filhos resolve tirar ferias e viajar com o namorado, durante o verão. E para não deixá-los sózinhos, ela contrata a senhora Sturak (Eda Reiss Merin) como babá.

De início, a velhinha se faz de simpática. Mas basta a mãe virar as costas, para se mostrar uma verdadeira carrasca. Não demora muito, a Sra. Sturak coloca os jovens para fazer tarefas domésticas, implica com seus hábitos alimentares e comportamentais.

No final daquele mesmo dia, os jovens acabam tendo uma surpresa. A velha sofre um ataque cardíaco e morre. Com medo do que possa acontecer, os irmãos dão um fim no corpo. Mas não percebem que todo o dinheiro deixado pela mãe, estava em posse dela.

Resultado, ficam sem um tostão para as despesas da casa. Mesmo assim, decidem não chamar a mãe de volta. E o jeito encontrado é Sue Ellen (Christina Applegate), a irmã mais velha, conseguir um emprego.

Primeiro, ela tenta trabalhar em uma lanchonete. Mas logo se aborrece ao ter que lidar com clientes mal educados e gordura no cabelo. Depois, prepara um currículo falso, disfarça sua idade e consegue emprego de executiva numa grande empresa. E o que parecia fácil demais, acaba tomando grandes proporções.

Vale a pena conferir: Viva! A Babá Morreu é um filme muito legal. Como a maioria das comédias teens também debate a questão da responsabilidade, comum na transição entre pré-adolescente, adolescente e jovem. Mas, ressalta a ideia de que tudo tem seu tempo e hora. Além disso, destaca relações pessoais entre pais, filhos, irmãos, amigos e amores.

Melhor cena: Gosto muito do desfile que Sue Ellen organiza em sua casa, mais para o final do filme. Acho legal a cumplicidade entre seus irmãos e amigos, que a ajudam com o evento.

Curiosidade: Como curiosidade destaco primeiro a atriz Christina Applegate, que faz a Sue Ellen. Aqui era praticamente uma adolescente. Mais tarde, passa a ganhar papeis de destaque em comédias como o filme Tudo Para Ficar Com Ele e, posteriormente, na série de TV Samantha Who?. Ano passado ela ainda superou um câncer de mama.

Outra curiosidade é o remake do filme, cujo original faturou US$ 25 milhões em bilheterias, que está sendo escrito.

Eu & a Obra: Como a maioria dos títulos que venho falando aqui, durante este especial, esse também não foge a regra dos que mais vi em minhas férias escolares. Não e a toa que, reforçando o que falei no início do texto, é considerado um clássico da sessão da tarde. E, assim como os outros, há tempos não passa na TV. Pena, de novo!

domingo, 1 de agosto de 2010

Eu & “Uma Noite de Aventuras”

Apesar do mês já ter virado, o especial férias continua esta semana. O filme que falo agora é uma deliciosa comédia, que já agitou muito as tardes da Globo. Uma Noite de Aventuras (Adventures in Babysitting) é uma produção de 1987.

Protagonizada pela então desconhecida Elizabeth Shue, que mais tarde seria indicada ao Oscar pelo papel de prostituta no filme Despedida em Las Vegas, a história começa quando a jovem Chris Parker (Elizabeth Shue) vê os planos de passar a noite com o namorado irem por água abaixo.

Sem ter o que fazer, ela aceita trabalhar como babá de Sara (Maia) e Brad (Keith Coogan), durante a noite, enquanto os pais dos jovens vão à uma festa. O que parecia uma noite tranquila, vira um pesadelo graças à sua amiga Brenda (Penelope Ann Miller). A jovem está com problemas no centro da cidade e pede que Chris vá ajudá-la.

Chris, Sara, Brad e seu amigo Daryl (Anthony Rapp) vão de carro buscar Brenda. O pneu fura em plena avenida, eles descobrem que estão sem estepe e dinheiro. E a confusão está apenas começando, já que terão de lidar com os perigos noturnos da cidade grande.

Vale a pena conferir: Uma noite de Aventuras é um filme muito divertido, pois assim como o nome sugere as persoangens passam por várias situações de risco, mas com um toque relativamente engraçado. E mais, de uma certa forma discute questões pessoais. Essa louca experiência os fará ver a vida de outra forma, o que os tornarão mais próximos e amadurecidos.

Melhor Cena: Gosto muito quando eles param num bar frequentado somente por negros e ouvem a seguinte frase: “ninguém sai daqui sem antes cantar um Blues”. E é o que fazem, Acho muito legal.

Curiosidade: O filme tem dois jovens atores da década de 80. Elizabeth Shue, que se destacaria mais tarde nos filmes Despedida em Las Vegas e O Homem sem Sombra. E Keith Coogan, conhecido por trabalhos em Rebeldes e Heróis e Viva! A babá Morreu. Produções que você ainda verá aqui no blog. Rsrs.

Eu & a Obra: Como falei lá no início do texto, esse filme vivia “batendo cartão” na telinha da Globo. E toda vez que era exibido, eu o via. Mas, há tempos não passa. O que é uma pena. Eu adoro e por isso indico.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Eu & “A Bruxa do Bem”


Após um tempo sem escrever, resolvi fazer um especial férias. Citar filmes típicos de sessão da tarde, para serem vistos durante as férias. Sendo que alguns marcaram às minhas férias escolares. E para começar, nada como falar sobre o que passou ontem na TV Globo. 

O filme A Bruxa do Bem (The Good Witch) é uma produção canadense, de 2007. A história começa quando Cassandra (Catherine Bell) se muda para uma mansão antiga e considerada assombrada.

A jovem logo desperta a curiosidade das crianças e a ira da população carola da cidade, que acredita se tratar de uma bruxa. Para ajudar, ela abre uma loja em que vende essências e amuletos, o que aumenta as suspeitas sobre sua identidade e o verdadeiro motivo para estar lá.

Cassandra passa a ser investigada pelo policial da cidade, vivido pelo ator Chris Potter, que acaba se encantando por ela. Alem disso, conquista a confiança de seus filhos e o carinho de algumas pessoas que frequentam sua loja.

As coisas ficam mais tensas quando a esposa do prefeito tem um embate com a jovem. A acusa de agressão, praticar magia negra e convence parte da população a fechar sua loja e expulsá-la da cidade.

Vale a pena ver: O filme é simples, bem ao estilo sessão da tarde + férias, porém divertido e ainda com um toque de mistério e romance. Se você curte assuntos místicos e está de bobeira, é uma boa pedida. Independente de ser criança ou não.

Melhor cena: Eu destacaria o finalzinho, quando dá a sensação de que Cassandra vai finalmente se mostrar uma bruxa para o telespectador.

Eu & a Obra: Dizem que toda mulher é uma bruxa. Verdade ou não, adoro essa ideia. Sou mística, acredito em bruxas, duendes e fadas. E ainda adoro cristais, vassouras, incensos, caldeirões... Apesar de bem simplório, uma produção infantil, não me arrependi de ver o filme.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Eu e “Só Você”

No último domingo revi um filme que adoro. Lembro que todas as vezes em que passava na sessão da tarde, eu assistia. E hoje ele é o escolhido para estar aqui, no Eu, eu mesma & meus filmes.

A história de Só Você (Only You – 1994) começa a desenrolar quando Faith (Marisa Tomei) está prestes a se casar. Faltando poucos dias para a cerimônia, ela atende a ligação de um amigo do seu noivo dizendo que não terá como ir ao casamento. Até aí, problema nenhum. Isso se o tal amigo não tivesse o mesmo nome que o homem pré-destinado a fazê-la feliz.

Para entender melhor, voltemos ao tempo. Quando Faith era criança, o nome Damon Bradley aparece na tábua ouija como sendo de seu futuro marido. Um tempo depois, uma cigana teve a mesma premonição. Por conta disso, a jovem cresceu acreditando que seu futuro estava ligado a esse homem.

Os anos passaram e sua vida tomou outros rumos. Mas a partir do momento que ela ouve aquele nome ao telefone acredita ser um sinal de que estava fazendo a coisa errada, se casando com outro. Sendo assim, Fath decici ir ao encontro do amor de sua vida. Ou seja, um homem que nem conhece.

O destino era Veneza, cuja viagem fez em companhia de sua cunhada. Chegando lá, as duas seguem até um hotel onde, supostamete, Damon Bradley estaria hospedado. Mas, quis o destino que Faith se desencontrasse dele e encontrasse Peter Wright (Robert Downey Jr).

Peter é um especialista em sapatos, e está em viagem para analisar as novas tendências de calçados. Os dois se esbarram, o rapaz fica completamente apaixonado por ela e diz ser quem Faith procura. A mentira não dura muito tempo, e para se redimir Peter se compromete a ajudá-la na busca pelo seu “amor”.


Vale a pena conferir: Se você gosta de filmes românticos e/ou acredita em amor a primeira vista, esse é uma ótima pedida. Produção leve, história linda – uma coisa meio Cinderela - e ainda tem de fundo a Itália. Quer lugar mais romântico que Veneza? Além disso, há passagens por outras regiões do país. Belíssimas, por sinal.

Outro fator bacana é que o filme tem duas paralelas Ele também foca na cunhada de Faith e sua vida amorosa. Cansada de seu casamento, ela acaba se envolvendo com um italiano. Essa relação irá fazê-la pensar até que ponto vale a pena mudar o rumo de sua história.

Melhor Cena: Acho que a melhor é a cena final, quado Faith percebe quem é seu verdadeiro amor. Mas acho engraçado quando ela conhece Peter e no decorrer da história, a relação entre eles. Ela luta contra esse envolvimento até a morte.

Curiosidades: Marisa Tomei já era conhecida do público, apesar de ter trabalhado em pequenas produções. E Robert Downey Jr estavam no auge, apontado como galã anos 80 - ele está lindo nesse filme! Pena que não demorou muito para ingressar nas drogas e afetar a carreira. Foi preso, ficou sumido, envelheceu bastante para a idade, mas retornou das cinzas graças a Homem de Ferro – que caminha para uma trilogia – e Sherlock Holmes.

Quem também aparece no filme é um até então “desconhecido” Billy Zane. Sem graça, como sempre.

Eu & a Obra: Não há muito o que dizer quando se gosta de um filme. A gente apenas curte assisi-lo várias vezes e em cada uma delas, se emociona e até precebe algo diferente. Sou romântica, acredito em um veradeiro amor e tenho esperanças de vivê-lo um dia. Se for na Itália, ótimo! Não custa sonhar, né?

domingo, 6 de junho de 2010

Eu & “Noiva em Fuga”

Durante essa semana dediquei títulos em homenagem às noivas, já que mês passado foi o mês delas. O certo seria eu citar sete filmes. Como comecei na terça, hoje teria que postar duas produções. O problema é que, quanto mais buscava em minha memória, vários nomes surgiam. Sendo assim, resolvi citar os dois que estavam em minha lista + 1, de bônus. Vamos Lá?!

Noiva em Fuga (Runaway Bride) foi lançado em 1999 e marcava um reencontro entre Richard Gere e Julia Roberts, anos após o sucesso Uma Linda Mulher. Aliás, quando lançado ele chegou a ser apontado como sendo uma continuação do sucesso lançado anteriormente. Mas tudo não passou de uma mera especulação.

No filme Richard Gere é Ike Graham, jornalista responsável por uma coluna sobre comportamento em um jornal de Nova York. Mas seu trabalho anda em baixa e ele busca uma garnde história, para dar aquela levantada na profissão.

É aí que entra Maggie Carpenter (Julia Robertas). A jovem é de uma pequena cidade do interior, onde é conhecida por já ter abandonado três noivos no altar. Literalmente, pois ela simplesmente foge da igreja.

Ike fica interessado em sua história e acaba publicando-a, baseado apenas em relatos de estranhos. A coluna faz sucesso, mas deixa Maggie tão injuriada que ela entra em contato com o jornal e desmente tudo. Resultado, Ike é despedido. Mas o jornalista também não deixa por menos.

Ele vai para a tal cidadezinha onde Maggie mora e passa a vigiar todos os seus passos. Como está prestes a se casar, Ike tem certeza que ela deixará mais um noivo no altar. E essa é a chance que ele precisa para provar sua história e recuperar não só o emprego, como também sua credibilidade profissional.


Porque vale a pena conferir: Apesar de ser um filme estilo “sessão da tarde”, a história é legal. A química entre o casal é bacana, o que faz gente torcer por um final feliz. Outro ponto forte do filme é a trilha, que tem até U2.


Melhor Cena: Não posso falar na íntegra porque perde a graça, mas tem algo relacionado a Ike + Maggie = Casamento. Ou quase isso. Adoro as caras que ela faz. Rsrs.

Curiosidade: Como falei antes, o filme chegou a ser apontado como uma continuação de Uma Linda Mulher. Mas em nada lembrava o primeiro. Essa comparação não fez bem a produção, que acabou sendo comparada e por isso, muito criticada.

Eu & a Obra: Reforçando o que já disse é um filme “sessão da tarde”. Desses para ver em casa, numa tarde chuvosa, embaixo do edredom. Eu gosto porque o acho leve e morro de rir com a relação gata & rato entre Roberts e Gere. Não é um do meus preferidos, mas o tenho em minha videoteca.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Eu & "O Segredo do Meu Sucesso"

Acabo de rever O Segredo do Meu Sucesso (The Secret of my Succe$s) e fiquei tão feliz que resolvi dividir logo isso com você. Seguindo o gênero comédia romântica, esse filme é uma produção de 1987 e foi estrelado pelo ator Michael J Fox, queridinho da época.

Brantley Foster (Michael J. Fox) é um jovem do interior que, ao se formar na faculdade, almeja se tornar um grande executivo. Ele se muda para Nova York em busca de seu sonho. Mas ao chegar lá, descobre que essa não será uma tarefa fácil.

Como não consegue o emprego desejado, Brantley recorre a Howard Prescott (Richard Jordan), um tio distante que vem a ser presidente de uma multinacional. Ele consegue uma vaga, mas como um simples mensageiro.

Muito inteligente, sem que ninguém perceba Brantley assume a identidade de um jovem executivo que atende pelo nome de Carlton Whitfield. Ao mesmo tempo, continua com seu emprego no malote da empresa.

Suas ideias começam a chamar a atenção de outros executivos, incluindo seu tio e Christy Wills (Helen Slater), bela executiva por quem ele se apaixona. O que o jovem nem imaginava é que ela tem um caso justamente com Howard.

Se não bastasse tanta confusão, Brantley ainda precisa lidar com “tia Vera” (Margaret Whintton). Cansada de ser traída pelo marido, a esposa de Howard passa a dar em cima do sobrinho.

Vale a pena conferir: Apesar de ser um filme estilo sessão da tarde, O Segredo do Meu Sucesso é muito gostoso. Para quem gosta de produções leves é uma ótima pedida já que distrai, arranca algumas risadas e ainda tem um pouco de romance.

Melhor Cena: É muito emgraçado vê-lo se desdobrar entre Brantley e Whitfield. E a sequência em que há um troca troca de casais também é bem divertida. Com destaque para a musiquinha de fundo. Acho que você vai reconhece-la.

Curiosidade 1: Uma das coisas mais engraçadas em filmes desse gênero, produzidos entre o final dos anos 80 e inicio dos 90, é que eles costumam repetir as trilhas sonoras. Nesse há músicas de Olha Quem Está Falando e Curtindo a Vida Adoidado.

Curiosidade 2: Logo no início do filme aparece Cindy Crawford, modelo famosa da época.

Eu & a Obra: Durante um bom tempo uma foto desse filme estampou a porta do meu quarto. Nela, Michael J. Fox aparecia sentado numa taça de champanhe. Revendo-o hoje, percebi que me esquecera do quanto esse ator era bonito enquanto jovem. E mais, ele me fez lembrar um amigo especial. Bateu uma saudade!

sábado, 17 de abril de 2010

Eu & "Duets"

Um belo dia estava eu assistindo um programa no canal a cabo VH1, quando me deparei com o clipe de uma música que amo. A canção era “Cruisin” e estava sendo interpretada pela atriz Gwyneth Paltrow e um homem que nunca vi na vida.
Achei curioso porque essa música é bem antiga. Só que, alguns anos atrás, ela voltou a tocar na voz de uma mulher que eu jamais poderia imaginar se tratar de Gwyneth Paltrow.

Minha curiosidade foi além e naquele mesmo dia dei uma varredura no You Tube, até achar o vídeo que seria o mesmo clipe exibido no VH1. Como uma coisa leva a outra, foi aí que descobri o filme que hoje cito aqui.

Sabe esses filmes que provavelmente foi lançado direto nas locadoras e mesmo assim fica ali esquecido, numa prateleira qualquer, até desbotar a capa? Assim é Duets – Vem cantar comigo (Duets). Produzido em 2000, tem entre os protagonistas a loirinha “sem graça, ex de Brad Pitt”, Gwyneth Paltrow. Aliás, praticamente a única atriz conhecida.

O longa conta a trajetória de seis pessoas que depositam na música a chance de mudar suas vidas. Tudo começa quando um concurso de karaokê, realizado na cidade de Omaha, em Nebraska, é anunciado e promete um prêmio no valor de US$ 5.000.

A partir desse momento essas seis pessoas – uma garçonete, um vendedor, um ex-presidiário, uma dançarina, um motorista de táxi e um “cantor de karaokê profissional” -, que não se conhecem, seguem rumo ao mesmo destino. E é no caminho que suas histórias começam a se entrelaçar em direção a encontros, desencontros e até possíveis amizades.

Vale destacar que o drama maior entre as personagens fica por conta de Liv (Gwyneth Paltrow) e Ricky Dean (Huey Lewis). No dia em que sua mãe morre, a jovem dançarina descobre ser filha do cantor. E buscando se aproximar dele, já que agora estava sozinha no mundo, segue o pai em direção ao tal concurso. E lá protagoniza uma das cenas mais bacanas do filme, ao interpretarem juntos a música “Cruisin”.

Vale a pena conferir: porque o filme é uma verdadeira surpresa. Pode não ser uma superprodução, mas tem uma história tão gostosa. Sem contar a trilha sonora, que é ma-ra-vi-lho-sa!

Melhor cena: Além da que já citei – e olha que Gwyneth Paltrow canta muito bem – a apresentação do ex-presidiário, Reggie Kane (André Braugher), cantando “Free as a Bird”.

Eu & a Obra: Nem preciso dizer que ao conferir esse clipe, fui correndo procurar Duets na locadora. Sabe a história da capa desbotada que citei acima? Aconteceu comigo. O bom é que não me deixei levar pelas aparências e hoje esse é um dos filmes com lugar cativo em minha videoteca e coração.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Eu & “Green Card”

No dia em que se comemora o “dia internacional da mentira”, escolho um filme no qual a mentirinha foi por uma boa causa.
Green Card – Passaporte para o Amor (Grenn Card) foi lançado em 1990 e trazia Gérard Depardieu e Andie MacDowell como o casal protagonista dessa deliciosa trama.

De um lado está George Faure (Gérard Depardieu), compositor francês que, apesar de morar nos Estados Unidos, está com o visto preste a expirar. Sua única chance para continuar no país é conquistando o green card, casando-se com uma americana legítima.

Do outro está Brontë Mitchell Faure (Andie MacDowell), solteirona americana que sonha alugar um apartamento em um conceituado prédio de Manhattan. No caminho, um problema. Solteiros não entram.

A história dos dois se entrelaça a partir do momento em que ambos resolvem inventar um casamento de mentirinha, em prol do sonho de cada um. No início tudo foi festa. Ele consegue o visto provisório e ela, o apartamento. Até o dia em que a imigração desconfia da relação e o casal passa a ser investigado.

Aí vai ser preciso forjar uma intimidade, que até então era inexistente, para que a farsa não seja descoberta. Farsa essa que pode levar Brontë ao despejo e George, à deportação. Green Card é uma comédia romântica deliciosa de se ver. Eu recomendo!

Ponto Alto: A química entre Gérard Depardieu e Andie MacDowell é tão gostosa que faz gosto vê-los juntos e torcer por um final feliz. É um daqueles filmes em que o amor começa de repente, faz a gente acreditar no sentimento e se emocionar com ele.

Melhor Cena: Destaco a sequência em que eles precisam estudar sobre cada um, para provarem ser realmente um casal. E quando se descobrem verdadeiramente apaixonados. Histórias assim são sempre muito bacanas e mexem com a gente.

Eu & a Obra: Quando estava pensando num filme para citar aqui, em homenagem a essa data, o primeiro que me passou pela cabeça foi Green Card. Mesmo assim, cogitei a possibilidade de Curtindo a Vida Adoidado e Enquanto Você Dormia. Mas, ao ler o jornal de domingo – aquele que dá a programação da semana – vi que Green Card ia passar (30/03) na HBO. Não revi, pois não tenho esse canal. Mas não poderia deixar esse “sinal” passar em branco. Acho que fiz a escolha certa. Rs.

domingo, 21 de março de 2010

Eu & “Parenthood”

Acaba de ser lançada nos EUA uma série chamada Parenthood. Criada com o intuito de brigar pela audiência com Brothers and Sisters, essa nova produção também tem como foco a vida em família. O que poucos sabem é que essa nova série leva o mesmo nome de um filme lançado na década de 80, que também narrava a história de uma família bem problemática.

Aqui no Brasil o filme Parenthood levava o nome de "O Tiro Que Não Saiu Pela Culatra". Lançado em 1989, trazia o comediante Steve Martin como Gil, o patriarca dos Buckman.

Ao lado da esposa Karen, vivida pela atriz Mary Steenburgen, ele tenta viver em harmonia com a família. Além de educar seus três filhos, o que inclui manter o senso de humor diante de situações inesperadas, conservar a carreira de sucesso e assumir o posto de marido atencioso.

Paralelo a isso, Gil ainda precisa lidar com parentes que só lhe trazem problemas. Entre eles, um irmão viciado em jogo, a irmã divorciada - que tem uma filha adolescente rebelde e um filho que sente a falta do pai - e um cunhado esnobe, cujo lema é transformar a filha em gênio.

Com o tempo, e muitos desafios, o casal descobre que essa tarefa não é lá tão fácil assim. E que para obter êxito, precisam de um bom jogo de cintura. Afinal, o segredo para uma família perfeita é deixar os filhos escolherem o próprio caminho.

Vale a pena conferir: porque é um filme que discute a relação entre pais e filhos, com uma boa dosagem de humor e drama.

Melhores Momentos: Ver Steve Martin atuar é sempre uma delícia, já que ele é o tipo de ator que mesmo em momentos dramáticos consegue arrancar boas gargalhadas. Quem não se lembra de O Pai da Noiva?

Curiosidade 1: Parenthood foi um dos primeiros filmes que Keanu Reeves atuou. Ele faz par romântico com a personagem de Martha Plimpton, atriz de Os Goonies. Ambos aparecem com um visual punk, característica dos jovens rebeldes da época.

Curiosidade 2: Para quem não sabe... Embora Martha Plimpton tenha feito alguns trabalhos seguidos na telona, ficou mais conhecida por ser namorada do saudoso River Phoenix. Após a morte do ator, nunca mais se falou dela. Até reaparecer em 2009, numa participação especial nos dois primeiros episódios (6ª temporada) de Grey’s Anatomy.

Curiosidade 3: Quem também participa do filme é Joaquim Phoenix, irmão de River Phoenix, conhecido hoje em dia pelo papel do cantor Johnny Cash no filme Johnny e June.

domingo, 7 de março de 2010

Eu & “Uma Secretária de Futuro”

Pegando carona no dia internacional da mulher, comemorado dia 08/03, escolho Uma Secretária de Futuro (Working Girl) como o primeiro título em homenagem a data. Confira aqui outros títulos, no decorrer da semana.
 Esse filme foi um dos primeiros que peguei na locadora. Mas, não demorou muito para ilustrar as tardes da Globo. E sempre que passava, eu o revia. Hoje em dia, só no Telecine Cult.

Lançado em 1988, tinha direção de Mike Nichols. No elenco principal Harrison Ford protagonizava um triangulo amoroso com Sigourne Weaver e Melanie Griffith.

O filme conta a história de Tess McGill (Melanie Griffith). Trabalhando como secretária em uma empresa de ações, a jovem nutre o sonho de um dia se tornar uma executiva de sucesso.

Ela vê sua grande chance chegar ao virar assistente de Katharine Parker (Sigourney Weaver). Tess fica muito próxima a chefe e, apesar da exploração contínua, a oportunidade lhe proporcionou melhorar o visual, aumentar seus contatos e expor suas idéias.

Até que um dia um acidente muda de vez sua vida. Katharine quebra o pé e fica impossibilitada de arcar com certos compromissos. Tess vai ao seu lugar e acaba sendo confundida com uma executiva.

É aí que entra Jack Trainer (Harrison Ford). A dupla começa a trabalhar juntas em um projeto financeiro, capaz de mudar suas vidas profissionais. Mas, eles acabam se apaixonando e o problema é o fato de Jack ser o namorado secreto de Katharine.

Ao descobrir o golpe, a executiva não apenas desmascara Tess como lhe passa a perna e rouba suas idéias. Agora é a vez da jovem secretária testar sua capacidade e força, para convencer a todos de seu envolvimento no projeto.

Por que vale a pena assistir: Uma Secretária de Futuro é um filme brilhante. Retrata muito bem a questão da mulher no mercado de trabalho e como ela tem se saído, cada vez melhor, ao desempenhar esse papel. A música tema também é bem marcante, condiz com o roteiro do filme e a personagem principal.

Melhor Cena: A final. Como não gosto de revelar as surpresas que o filme traz, deixo para você tirar sua conclusão assistindo ao filme.

Curiosidade: Alec Baldwin está bem novinho. Quase irreconhecível, em início de carreira.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Eu & “Amor Sem Fim”


Tive inspiração para falar sobre esse filme assistindo Glee, essa semana. Em uma cena da série, Rachel e o professor do Clube Glee fazem um dueto com “Endless Love”, música tema do filme de mesmo nome.

Amor Sem Fim (Endless Love) é considerado, por toda uma geração, um dos romances mais lindos da história do cinema. Lançado em 1981, teve direção de Franco Zeffirelli (o mesmo de Romeu e Julieta) e Brooke Shields, na flor da idade, como protagonista.

A história é baseada no namoro entre os jovens David (Martin Hewitt), de 17 anos, e Jade, (Brooke Shields) de 15, e mostra como a paixão entre eles cresce a cada dia, tornando quase impossível permanecerem separados por muito tempo.

Apesar de sofrer represálias do pai da moça, por conta da pouca idade de Jade, no início o romance entre o casal contava com o apoio de Ann (Shirley Knight), mãe dela. Mas, com os jovens iniciando uma vida sexual, a relação vai ficando intensa e cada vez mais incontrolável.

O ápice da situação é quando Hugh (Don Murray), pai de Jade, descobre que David passou a noite no quarto da filha e proibe o namoro. O rapaz então resolve, a todo custo, reconquistar a confiança da família. Mesmo que para isso seja necessário tomar atitudes extremas.

Amor Sem Fim é sem dúvida um dos filmes mais lindos e também mais tristes. Afinal, faz valer a velha temática de Shakespeare: um grande amor nem sempre dá certo. E se não bastasse isso, na maioria das vezes ainda vem seguido de tragédias.

Melhor cena: Uma das cenas mais bonitas é quando David e Jade têm sua primeira noite de amor. O rapaz finge que vai embora, volta e os dois se amam, no silêncio da noite, em frente à lareira.

Pior cena: A separação deles vem com uma carga de momentos ruins, e o pior é a internação de David numa clínica psiquiátrica.

Trilha Sonora: A trilha sonora foi imortalizada pelo sucesso “Endless Love”, interpretado por Diana Ross e Lionel Richie. A música já foi reproduzida em séries de TV como Friends (por Chandler e Phoebs) e agora Glee.

Curiosidade 1: Apesar de interpretar uma jovem com 15 anos, Brooke Shields estava com 16 quando deu vida à Jade. 15 anos ela tinha no filme A Lagoa Azul (1980). Em ambos os trabalhos, teve autorização para protagonizar cenas de nudez. Mesmo assim, anos mais tarde surgiram rumores de que o juizado estava processando seus responsáveis.

Curiosidade 2: Tom Cruise fez sua primeira aparição nas telonas nesse filme, interpretando um amigo do irmão de Jade (vivido por James Spader). Outro que também faz uma participação é o ator Ian Ziering, o Steve Sanders de Barrados No Baile.

Eu & a Obra: Quando era adolescente tinha uma amiga, chamada Luciana, que morava no mesmo prédio que eu. Mais velha, ela adorava Amor Sem Fim e vivia escutando a música tema. De tanto falar, na primeira oportunidade acabei assistindo ao filme e confesso, é uma das produções que marcou a minha vida. Até hoje choro com a história e a letra de Endless Love. Mas quem não se emociona?

sábado, 16 de janeiro de 2010

Eu & “Castelos de Gelo”

Outro filme que me recordo da infância é Castelos de Gelo (Ice Castles), lançado em 1978. A produção conta a história da adolescente Lexie Winston (Lynn-Holly Johnson), que sonha se tornar uma patinadora profissional.

Embora seu pai seja contra, a jovem consegue se classificar para as finais de um grande campeonato. Ela passa a ser conhecida no meio e se torna uma promessa para o futuro. Tudo graças a sua parceria com a treinadora Beulah (Colleen Dewhurst).

Mas, quando está no auge, Lexie sofre um acidente. Patinando apenas para se divertir, ela cai em direção a algumas mesas e cadeiras que estavam na pista. O resultado é a perda parcial de sua visão. Por conta disso, vê seus sonhos se desmoronarem.

Após um longo período de revolta e autopiedade, a jovem consegue voltar a treinar. Para isso conta com a ajuda de Nick Peterson (Robby Benson), seu namorado. E ainda o apoio do pai (Tom Skerritt) e de uma amiga da família.

O filme é lindíssimo. Trata de assuntos delicados, como limitações que a deficiência promove, força de vontade e a busca pelos nossos sonhos. Além disso, tem como plano de fundo o verdadeiro amor. O canal a cabo TCM vive reprisando-o. Fique de olho!

Motivos para ver o filme: Apesar de ser um drama, que vai arrancar muitas lágrimas no telespectador, a história é belíssima, trilha sonora idem e você ainda corre o risco de querer aprender a patinar no gelo. Bem, comigo aconteceu isso.

Melhor Cena: Gosto muito de ver a protagonista patinando e uma das mais belas cenas é quando a jovem volta às pistas. O final é surpreendente.

Eu & a Obra: Vi muitas vezes esse filme quando era criança e até hoje me lembro da música tema: “Through the Eyes of Love". Mas em formato instrumental, que toca justamente quando Lexie patina. Choro horrores! E mais: Quando mais nova, sempre que estava triste essa música me passava pela cabeça. Talvez porque acreditasse que, assim como ela, eu também teria um final feliz.