quarta-feira, 2 de junho de 2010

Eu & "Noivas em Guerra"

O segundo título que escolho para homenagear as noivas é Noivas em Guerra (Bride Wars). Lançado em 2009, o filme é estrelado pelas atrizes Kate Hudson – que também o produziu - e Anne Hathaway.

Liv (Kate Hudson) e Emma (Anne Hathaway), amigas desde a infância, sonham com o dia em que vão se casar. E para que a cerimônia seja perfeita, tem que ser realizada no Hotel Plaza de Nova York, um dos lugares mais badalados da cidade. O tempo passa, as meninas crescem e se tornam mulheres bem sucedidas em suas profissões e relações. Enquanto Liv vira uma advogada conceituada, Emma é uma professora pé no chão. Ambas namoram sério, tem trabalho fixo e não veem a hora de marcar casamento, afinal já estão com 26 anos.

A primeira a receber o pedido é Emma, o que deixa Liv enciumada. Mas, não demora muito para que a advogada passe pela mesma situação. Felizes, as amigas vão juntas a empresa de cerimoniais para tratarem de seus casamentos.

No início tudo era festa. Reservaram o local, com antecedência, para as duas cerimônias. E tudo sairia como planejado, sendo uma dama da outra. Mas, por um erro da empresa, elas descobrem que casariam no mesmo dia e local. É aí que começa uma briga sem fim, ou quase isso.

Liv é poderosa e mimada. Acostumada a conseguir o que quer, não aceita ter que mudar a data de seu casamento e acaba pressionando a amiga a fazê-lo. Mas Emma está cansada de passar por cima de seus desejos só para agradar aos outros. E justamente nesse momento decide se rebelar não abrindo mão de seu casamento, para o qual juntara dinheiro desde que começou a trabalhar.

O resto do filme você já pode imginar. As “ex-amigas” são responsáveis por protagonizarem cenas hilárias, em que uma resolve boicotar o casamento da outra. E para isso vale tudo.


Vale a pena conferir: O filme é muito legal. Apesar de ser comédia, trata com seriedade de uma questão que, para mim, é o ponto chave da produção: a amizade.


Melhor Cena: Essa é uma das partes mais difíceis para mim, já que citar apenas uma cena em um filme que gosto é praticamente impossível. Entre as mais engraçadas, cito quando Liv fica com o cabelo azul. Já no quesito a “melhor maldade”, escolho a forma encontrata por Emma para que a amiga não consiga entrar no vestido de noiva.


Eu & a Obra: Adoro Noivas em Guerra por vários motivos. Primeiro porque reforça a ideia de que casamento é mesmo o sonho de 99,9% das mulheres, por mais que algumas neguem. Segundo porque comprova o quanto nós, mulheres, somos loucas. Ou seja, podemos chegar ao extremo quando ameaçadas. A maior prova disso é a mudança de comportameto em Emma, que passa de boazinha à maquiavélica. E terceiro, a força, e o peso, de uma amizade verdadeira.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Eu & "Casamento Grego"

Aproveitando o mês das noivas, que acabou ontem, pensei em fazer uma série de filmes sobre casamento. Mas meu tempo ficou corrido, o que acabou me impossibilitando de dar seguimento a essa ideia mês passado.

Mesmo assim, o primeiro título que escolhi sobre o tema é Casamento Grego (My Big Fat Greek Wedding), uma das comédias românticas mais bacanas que já vi na vida.

Produção de 2002, o filme foi sucesso de público, crítica, indicado ao Oscar de melhor roteiro e Globo de Ouro, como melhor filme e melhor atriz (Nia Vardalos) na categoria comédia musical.

A história é baseada em Toula Portokalos (Nia Vardalos), uma grega que chega aos 30 solteira e cheia de sonhos. A vontade de seus pais é vê-la casada com um homem das mesmas origens de sua família e por isso pegam um pouco em seu pé, escolhendo pretendentes que em nada a agrada.

Toula trabalha no restaurante da família, mas deseja estudar e ir além profissionalmente. Aos poucos consegue convencer seu pai a pagar um curso de informática e assumir a agência de turismo da tia.

É aí que a jovem conhece o professor universitário Ian Miller (John Corbett). Ela se encanta por ele e passa a ser correspondida. Mas o jovem é inglês, e Toula sabia que sua família dificilmente iria aceitar o namoro. Por isso manteve tudo em segredo, mas não por muito tempo.

Não demorou muito para que seus pais descobrissem o que ela andava fazendo às escuras. No início nem quiseram ouvir falar de Ian. Mas depois de ver a filha triste, sua mãe convence o marido a conhecer o rapaz.

O jeito para o casal continuar o romance é Ian se transformar em um grego de verdade, com todas as manias, trejeitos e tradições. E como o rapaz estava completamente apaixonado por Toula, não pensou duas vezes em “abraçar sua família”.


Vale a pena conferir: Casamento Grego é um dos filmes mais legais e divertidos que já vi. História leve, gostosa, engraçada e romântica. Além disso, retrata muito bem as tradições do povo grego, como são unidos e respeitam suas origens. Acho bacana porque é sempre válido conhecer novas culturas.


Melhor Cena: São várias. Gosto muito da sequência em que Toula se transforma de menina para mulher, os diálogos dela com a mãe e as cenas com o pai rabugento, com destaque para a que ele diz que toda palavra tem origem grega. Além dos encontros familares, que são sempre engraçados.


Curiosidades: Ano passado a atriz Nia Vardalos estrelou o filme Falando Grego (My Life in Ruins), que chegou a ser apontado como uma continuação de Casamento Grego, mas em nada lembrava sua história. Já John Corbett ficou mais conhecido por viver Aidan, um dos amores de Carrie, na série Sex and the City. Hoje podemos matar as saudades do ator na sequência do filme, que acaba de entrar em circuito.


Eu & a Obra: Peguei esse filme na locadora por um acaso e me apaixonei tanto que o tenho em minha videoteca. Com ele rio, choro, me emociono. E ainda reflito, graças a uma frase dita pela mãe de Toula. É mais ou menos assim: “O homem é a cabeça, mas a mulher é o pescoço. Ela a movimenta para onde quiser”. Feminista ou não, gosto muito disso. Rsrs

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Eu & “Da Magia à Sedução”

Dizem que toda mulher é uma bruxa. Verdade ou não, na minha opinião o filme que cito hoje é o que mais bem retrata essa categoria. Talvez pelo fato de trazer para a atualidade um misticismo tão antigo.

Da Magia à Sedução (Practical Magic) é uma produção de 1998. A história começa quando, num passado bem distante, Maria Owens é condenada à forca por bruxaria. Graças ao seu poder, consegue escapar. Mas é banida do lugar onde morava.

Apaixonada e grávida, o homem amado nunca foi ao seu encontro. Com raiva, jogou um feitiço contra si mesma. Que consistia em nunca mais se apaixonar. O feitiço virou uma espécie de maldição. Toda mulher da família Owens não seria feliz no amor.

O tempo passou e as descendentes de Maria herdaram seu poder e a maldição. A primeira a se ver diante dela foi a mãe de Sally e Gillian, cujo pai morreu quando elas eram crianças. E não demorou muito para a mãe morrer também, de tristeza.

As meninas foram morar com duas tias solteironas e bruxas. Sally jurou que nunca se apaixonaria, e por isso criou um feitiço cujo homem perfeito teria atributos jamais vistos em uma única pessoa. Já Gillian, sempre desejou curtir a vida e se apaixonar muito.

As jovens cresceram e quando adultas, Gillian (Nicole Kidman) caiu na vida. Enquanto que Sally (Sandra Bullock) se manteve solitária, ao lado das tias. Até o dia em que se interessou por um homem, casou-se com ele – com ajuda das tias - e teve duas filhas.

Maldição ou não, Sally perdeu o marido e ficou desolada. Enquanto que Gillian se envolveu com Jimmy Angelov (Goran Visnjic), um cafageste, e precisou da irmã para se livar dele.

Elas acabaram o envenenando. Arrependidas, o trouxeram novamente à vida e mataram de novo. Estava armada a confusão!

Vale a pena conferir: O filme é leve e gostoso de se ver. Fala de amor e amizade na dose certa. Sandra Bullock e Nicole Kidman arrasam como bruxas. Aliás, honra seja feita, elas estão lindas.

Melhor Cena: O filme é um amarrado de sequências bem produzidas, mas destaco três como as mais emocionantes. O fato de serem bruxas às fizeram ser vistas com desprezo pelas mulheres da cidade. Mas quando Sally precisa delas para ajudar a irmã, todas se mostram solidárias. Acho bacana porque promove uma verdadeira convenção e levanta a questão de que “toda mulher é uma bruxa”. A cena tem continuidade, aí destaco o momento em que Gillian é salva graças a forte ligação que tem com a irmã. Por fim, a última cena. É divina! Gostaria muito de poder fazer o que elas fazem. Também acho linda a mensagem final: “Se derramar sal, jogue um pouco no ombro esquerdo. Plante rosas ao lado do portão de casa, alfazema para dar sorte e apaixone-se, sempre que puder”.

Eu & a Obra: Já vi muitos filmes de bruxa, como A Letra Escarlate, Bruxas de Salém e Abracadabra, mas Da Magia à Sedução é especial. Principalmente para quem curte misticismo, como eu. Ah, em termos de personalidade, sou muito parecida com a Sally. Por isso adoraria acender uma vela com um simples sopro. Rsrs.

sábado, 15 de maio de 2010

Eu & “Os Goonies”

Hoje eu tive uma grande surpresa ao rever um dos meus filmes prediletos, que marcou minha infância e a de muita gente. Estou falando de Os Goonies (The Goonies), de Steven Spielberg.

Numa pequena cidade dos EUA vive um grupo de amigos que se denominam “Os Goonies”, Mikey (Sean Astin), Brand (Josh Brolin), Chunk - Gordo - (Jeff Cohen), Bocão (Corey Feldman), Andy (Kerri Green), Stef (Martha Plimpton) e Data (Jonthan Ke Quan).

A moradia deles está ameçada graças à uma hipoteca que não têm como ser paga. Por conta disso, suas casas serão derrubadas para dar lugar a um campo de golfe. O que deixa todos tristes e revoltados com a situação.

Líder dos Goonies, o pequeno Mikey acredita na existência de um tesouro perdido por um pirata chamado Willy Caolho. Após achar um mapa, que supostamente leva ao navio pirata, o jovem convence os outros integrantes a irem em busca desse tesouro. Afinal, essa é a única chance de salvar suas casas.

Dá-se início a uma grande aventura, que conta com muitas armadilhas espalhadas pelo caminho. E o grupo ainda precisa fugir dos Fratelli (Francis, Jake e Mama), família de bandidos que também está em busca do tesouro.

Em compensação Gordo faz amizade com o quarto Fratelli, o Sloth. Maltratado pela família por ter nascido “diferente” dos demais, fica contra eles. Mas a favor de seu novo amigo e o resto do grupo.

Com roteiro e produção de Steven Spielberg, Os Goonies foi lançado em 1985. Sua história atingiu público de todas as idades, principalmente crianças e jovens. E por isso se tornou um clássico da época.


Vale a pena conferir: Porque é um ótimo filme. Leve, engraçado, gostoso de se ver. Além disso resgata o que toda criança, se não teve, deveria ter: inocência, perseverança e espírito de aventura.

Melhor Cena: São muitas, se tem algo que Spielberg sabe fazer é filmes de aventuras. Além das “roubadas” pelas quais eles passam e da amizade entre Gordo e Sloth, destaco duas sequências. A primeira quando Boca traduz errado o que a mãe de Mikey está falando para a empregada, que é latina. Brincalhão, ele só fala besteira. A segunda, acho bacana quando eles descobrem que foram parar dentro de uma fonte. Os garotos querem pegar as moedas encontradas, mas Stef os impede dizendo que não era certo. Ali está os desejos de muitas pessoas.

Curiosidades 1: No filme dá para reconhecer duas outras produções de sucesso, lançadas por Spielberg. Primeiro a cena em que Brand vai atrás do irmão Mikey. Ele pega uma bicicleta infantil e como está vestido de moleton com capuz, lembra muito a sequência do menininho de ET fugindo, de bicicleta, com o extra-terrestre. Depois , quando Gordo liga para a polícia querendo denunciar os Tradelli. Conhecido por fantasiar demais, o policial não acredita no menino e cita a vez em que ligou falando de bichinhos, soltos pela cidade, que se reproduziam ao serem molhados. Isso te lembra alguma coisa?

Curiosidade 2: Cindy Lauper é a intérprete de “The Goonies 'R' Good Enough”, música tema do filme. A canção é uma delícia, assim como o clipe. Confira em: http://www.youtube.com/watch?v=17zOzTHVdvQ&a=fNBtcM58f3g&playnext_from=ML

Curiosidade 3: Em 2007 Os estúdios Warner lançaram uma linha de bonecos baseados no filme, réplicas de Mikey Walsh (Sean Astin), Data (Jonathan Ke Quan), Chunk (Jeff Cohen), Mouth (Corey Feldman) e o horripilante Sloth Fratelli (John Matuszak).

Eu & a Obra: Amo Os Goonies porque desperta em mim muita coisa boa. Amizade, respeito, amor, companheirismo. Me faz lembrar de quando era criança, dessa ideia de criar um clubinho, viver aventuras, brincar na rua, curtir a natureza. Momentos que infelizmente as crianças de hoje em dia não curtem, seja por conta da violência ou tecnologia.

Olha que legal: Goonies - 20 anos depois - Em 2005 um evento promovido pela revista Empire reuniu os intérpretes dos Goonies. http://www.sedentario.org/cinema-series-tv/os-goonies-20-anos-depois-15507

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Eu & “A Mão que Balança o Berço”

Eu sempre busco um motivo na hora de falar sobre algum filme que tenha visto, principalmente se já foi há muito tempo. E como maio é um mês com datas marcantes, como casamento e dia das mães, tenho quebrado a cabeça na hora de selecionar os próximos títulos.

É por issso que na semana em que comemoramos o dia das mães, falo de A Mão que Balança o Berço (The Hand That Rocks the Cradle). Lançando em 1992, o filme é um suspense daqueles que nos deixa à flor da pele.

A história começa quando Claire Bartel (Annabella Sciorra), que está grávida de seu segundo filho, acusa o ginecologista de molestá-la sexualmente. O fato acaba encorajando outras pacientes a fazerem o mesmo e por conta desse escândalo, o médico comete suicídio.

Após o parto, Claire e Michael (Matt McCoy), seu marido, se mudam para a casa de seus sonhos e buscam uma babá. É aí que entra Peyton Flanders (Rebecca De Mornay). A moça é muito competente, e fica difícil encontrar alguém tão capaz quanto.

Ela é contratada e logo conquista a filha mais velha e a confiança do casal, além de colocar a casa em ordem. Mas tanta doçura e atenção começa a soar estranho, a partir do momento que a babá demonstra querer tomar o lugar de Claire como dona-de-casa, mãe e mulher.

Não demora muito para o real motivo de Peyton ter surgido na vida daquele casal vir a tona. Ela na verdade era esposa do ginecologista que se suicidou e por conta do que acontecera com seu marido, perdeu casa e o filho que esperava. Culpando Claire pelo o que aconteceu em sua vida, tudo o que fizera dali em diante era para se vingar.


Vale a pena conferir: Apesar de ser um tanto sombrio, A Mão que Balança o Berço é um ótimo filme. Tem um suspense na dose certa e boa parte dele se deve a Rebecca De Mornay, que está perfeita no papel. O bacana é que Peyton, sua personagem, não é uma mulher má. As amarguras da vida a transformaram em uma pessoa invejosa. Mas essa inveja chega a ser coerente e compreensível, diante do que sua vida se transformou e o que vem a seguir, a loucura.

Melhor Cena: Em termos de maldade sugiro duas, uma imediata e outra lenta. A primeira é quando Peyton, sabendo que Claire sofre de asma, arma uma situação para que ela sofra uma crise e não obtenha socorro. Já a segunda é o fato da babá dar o próprio peito para o filho de Claire mamar. A criança passa a se acostumar com ela e estranhar a mãe. Isso sim é cruel.

Eu & a Obra: Um dia ouvi a seguinte frase: “A mão que balança o berço é a mão que governa o mundo”. Gosto desse filme e da forma como ele desenrola sua história. E após assisti-lo, entendi melhor o signficado dessa frase. Espero que você, caso opte em conferi-lo, tenha a mesma visão que eu.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Eu & “A Hora do Pesadelo”

Hoje chega às telas de cinema o remake de A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street), filme que lançou Freddy Krueger ao clã dos vilões do gênero terror. Ainda não vi essa nova versão, mas conheço bem os da década de 80.

Confesso, Freddy Krueger (Robert Englund) é um dos meus vilões prediletos. E por isso acompanhei todos os seus filmes, a começar pelo primeiro A Hora do Pesadelo. Lançado em 1984, teve direção de Wes Craven – responsável por outros do gênero, como por exemplo A Maldição dos Mortos Vivos e Pânico.

A história começa quando um grupo de jovens moradores da rua Elm começam a ser aterrorizados por pesadelos com Freddy Krueger, antigo morador que fora acusado de abusar crianças no passado. Como forma de justiça, ele teria sido mutilado e queimado vivo pelos pais dessas crianças.

Sua fisionomia não é das mais agradáveis. Roupa velha e chamuscada – calça preta, chapéu preto e uma blusa de mangas longas, listradas em preto e vermelho -, seu rosto é queimado e no lugar de uma das mãos há garras metálicas.

Freddy surge quando sua vítma está em sono profundo e costuma atingi-la em seu ponto mais fraco. Apesar do diretor deixar no espectador a dúvida se eles estão mesmo dormindo, ou acordados, em momentos de tensão.

A jogada para sobreviver às investidas de Freddy é perceber que se trata de um sonho. Ou seja, que a vítima se encontra em um mundo imaginário. Onde ele até pode ser mais forte, porém nada impede que seja dominado.

O ponto fraco de Freddy Krueger é sua mãe. Apesar de não aparecer no filme, a história leva a crer que o vilão era maltratado por ela. Devido a isso, cresceu com raiva de todas as crianças que eram amadas pelos seus pais.

Quem mais sofre com as maldades do vilão é a jovem Nancy Thompson (Heather Langenkamp), que ele não consegue matar. A personagem acaba voltando em outras continuações da série, sendo inclusive citada como uma sobrevivente das garras de Freddy.

Eu & a Obra: A Hora do Pesadelo é um dos filmes mais legais do gênero terror, lançado na década de 80. Apesar de fazer um pouco o gênero trash, acho bacana o roteiro e até os meios com que as vítimas são mortas. Freddy Krueger virou um ícone dos vilões. Adoro a formas como ele se porta – é um vilão engraçado e debochado –. O melhor, na minha opinião. Atributo que se deve também ao ator que o interpreta, Robert Englund.

Curiosidade 1: Meu ídolo Johnny Depp começou sua carreira nesse filme, interpretando o namorado de Nancy. Ele morre sugado pela cama em que dormia. O ator ainda faz uma aparição no sexto filme da série.

Curiosidade 2: O filme mostra uma musiquinha cantada por crianças, enquanto pulam corda, que seria uma espécie de chamativo para Freddy. Sabe que eu nunca mais a esqueci. Diz mais ou menos assim: “Um, dois, ele vai te pegar. Três, quatro, tranque a porta do quarto. Cinco, seis, pegue seu crucifixo. Sete, oito, comece a rezar. Nove dez, volte a dormir”.

Continuações: Vale lembrar que a saga A Hora do Pesadelo teve sete filmes. Além do “duelo infeliz”, Freddy VS. Jason.

domingo, 2 de maio de 2010

Eu & "Alice no País das Maravilhas"

Como não poderia deixar de ser, fui ver Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland) essa semana. Levando em consideração que amo a dobradinha Johnny Depp + Tim Burton, é claro que meu coração estava preparado para comprovar mais uma obra prima do diretor. Mas não é que ele conseguiu me surpreender ainda mais.

O filme é baseado na obra do escritor inglês Lewis Carrol. Mas diferente da história imortalizada pelos estúdios Disney, a Alice de Tim Burton é uma jovem de 19 anos que se vê cheia de dúvidas sobre que rumo tomar em sua vida.

Mas há semelhanças entre a Alice de Lewis e a de Burton, já que ambas mantém viva uma curiosideda peculiar. E é graças a essa curiosidade que a jovem vai parar no tal “País das Maravilhas”.

Como no roteiro original, Alice (Mia Wasikowska) contracena com as principais personagens do conto infantil. Entre eles, o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), a Rainha de Copas (Helena Bonham Carter) e a Rainha Branca (Anne Hathaway).

Ambos estão muito bem em seus papeis, embora eu tenha achado a personagem de Anne Hathaway caricata demais. Mas, se a pretensão era essa, não há do que reclamar.

Sou suspeita para falar, mas Johnny Depp está ótimo. Mais uma vez ele encarna um trabalho com a maestria que lhe cabe, sabendo dosar o lado dramático do cômico. O que é facilmente percebido em sua atuação.

O que dizer de Helena Bonham Carter? A atriz é divina, característica que já havia notado em Sweeney Todd. Quanto ao papel específico, boa parte do mérito se deve aos efeitos estéticos.

A iniciativa de apresentar uma rainha pequenina, com uma cabeça enorme, foi um acerto da produção. Deu um ar de superioridade e poder, esperada em toda rainha. Ao mesmo tempo não deixa de ser seu ponto fraco, já que serve de motivo para ridiculariza-la.

Quanto ao desempenho de Mia Wasikowska eu diria que há controvérsias, pelo menos na minha opinião. A crítica já havia dito que ela é uma grande promessa da atualidade. Em relação a esse papel, muitos que viram aprovaram.

Eu a achei mediana. Não é uma atriz ruim, mas no papel de Alice é um tanto inexpressiva. Ou seja, em todos os momentos sua expressão é a mesma. Independente do que esteja fazendo.

Vale lembrar que os bichinhos falantes também estão presentes, como o coelho que a leva até o outro mundo, a lagarta fumante e o gato risonho. Esse último, por sinal, é um destaque a parte graças aos recursos da computação gráfica.

Optei por não entrar em mais detalhes pelo fato do filme ser muito recente, está em cartaz (versão 2D e 3D) e ser o mais esperado do ano. Sugiro que veja, caso se interesse, e tire suas próprias conclusões. Ok?!

Vale a pena conferir: Porque é de uma ousadia extraordinária. Só Tim Burton para transformar a “chata” (na minha opinião) personagem de um conto infantil em heroína, guerreira, quando na maioria das fábulas cabe ao príncipe esse papel. Se bem que nessa história nunca houve um príncipe.

Curiosidade 1: Antes que alguém saia do cinema reclamando, é bom ressaltar que as produções de Tim Burton são sombrias e com estética marcante, porém nem um pouco convencional. Com Alice não é diferente. Por isso lembre-se que seus filmes não são feitos para crianças, mesmo que o roteiro seja baseado em fábulas. E olha que na maioria das vezes é.

Curiosidade 2: Você sabia que a história de Alice despertou um “Q” de dúvida em relação a sua conduta? Há a possibilidade da menina não ter sonhado que caiu em um buraco rumo a outro mundo. E sim que ela tivesse ingerido cogumelos alucinógenos e “viajado” no tal mundo imaginário, claro. Verdade ou não, vamos combinar que o país das maravilhas é um tanto psicodélico.

Eu & a Obra: Gostei do filme! Acostumada com os trabalhos desse diretor, não esperava nada muito diferente. Confesso que não gostei do final, achei solto. Mas nada que interfira no trabalho geral. Meu conselho é que tente ver além dos efeitos, bichinhos e Johnny Depp (Hehehe). Mergulhe no roteiro e tudo que vem a seguir, e se dará conta que está diante de uma ótima produção.

Em primeira mão: O próximo trabalho de Tim Burton será A Bela Adormecida, versão em que promete destacar o ponto de vista dos vilões. Angelina Jolie está cotada para o papel de Malévola. A atriz aceitou o convite, mas as filmagens ainda não estão garantidas porque os estúdios Disney teme o efeito que possa causar no público infantil. Vamos torcer para que saia!

Saiba mais em:

 http://cinema.uol.com.br/alice-no-pais-das-maravilhas/

http://veja.abril.com.br/noticia/variedades/alice-pais-maravilhas-tim-burton-ganha-ar-pesadelo-536140.shtml