sexta-feira, 4 de junho de 2010

Eu & “Vestida para Casar”

O filme de hoje é a deliciosa comédia romântica Vestida para Casar (27 dresses), sucesso de bilheteria lançado em 2008. O filme conta a história de Jane (Katherine Heigl), uma jovem romântica que sonha com o dia de seu casamento.

Equanto sua vez não chega, ela divide o tempo entre o trabalho, o chefe completamente dependente dela e o casamento das amigas. Que não são poucas. E nessa somatória Jane totaliza nada mais, nada menos, do que 27 cerimônias. O que significa que ela já foi dama 27 vezes.

Até aí tudo bem, se não fosse daquelas pessoas que não conseguem negar nada aos amigos. Inclusive concordar em ser dama de dois casamentos realizados no mesmo dia e horário, sendo que em lugares diferentes.

A maratona de Jane chama a atenção do repórter Kevin ('James Marsden'), escritor de uma coluna nupcial. Para ele, a jovem é uma viciada em casamentos e essa história pode lhe render muito, profissionalmente.

Por outro lado, um fato novo surge para perturbar ainda mais o sossego de Jane. Tess – sua irmã - acaba se envolvendo com seu chefe e o relacionamento toma grandes proporções rápido demais. Eles resolvem se casar e Tess convida justamente a irmã para organizar a cerimônia. Mas o que ela nem imaginava é que Jane fosse completamente apaixonada por ele.

Sem ter para onde fugir, ela concorda em ajudar a irmã. Mas quando vê que está sofrendo demais, acaba tomando atitudes que em nada lembram a delicada Jane.


Porque vale a pena conferir: Para quem gosta do gênero o filme é uma ótima pedida. Apesar de ser uma comédia, nos faz refletir sobre até onde vale a pena ir só para agradar alguém. Além de levantar questões como amizade, peso familiar, invasão de privacidade, egoismo e altruismo.


Melhor Cena: Não tem como deixar de citar a que Jane se desdobra para estar em dois casamentos ao mesmo tempo. Além disso, às que ela contracena com Kevin e o final, que consegue ser hilário e emocionante ao mesmo tempo.


Eu & a Obra: Gosto do filme porque me identifico um pouco com Jane. Não pelo fato de ser dama milhões de vezes, mas pelo lado altruísta. Sou daquelas que não mede esforços para ajudar alguém. Mesmo sabendo que há momentos em devemos nos impor. Além disso, assim como ela, também sonho em encontrar a pessoa certa.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Eu & “O Melhor Amigo da Noiva”

Dando segmento ao especial “noivas”, escolhi O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor), filme que vi no cinema. A produção é de 2008 e foi estrelada por Patrick Dempsey.

Tom (Patrick Dempsey) é um típico solteirão bem sucedido, do tipo que não se prende a ninguém. Tem uma relação de amizade, confiança e dependência com Hannah (Michelle Monaghan), sua melhor amiga. O que ele não imagina é que a moça nutre uma paixão platônica por ele.

A história sofre uma reviravolta quando Hannah vai passar uns dias longe, devido ao seu trabalho. No início Tom leva numa boa, mesmo porque ela dava notícias de todos os seus movimentos.

A partir do momento que Hannah já não lhe dá tanta atenção assim, Tom percebe que sua vida não faz sentido sem a presença da amiga. E daí para se descobrir apaixonado por ela, é um passo.

Tendo certeza de seus sentimentos, ele planeja pedi-la em casamento assim que ela voltar de viagem. Mas não imaginava que já era tarde demais para isso. Durante sua estadia na Escócia Hannah conhece Colin (Kevin McKidd), com quem se envolve. E mais, volta de lá noiva e prestes a se casar.

Para piorar ainda mais a situação de Tom, a amiga o convida para ser sua “dama-de-honra”. Ele aceita. Mas entre uma providência e outra, traça estratégias para acabar com esse noivado e conquistar de vez o coração de Hannah.


Vale a pena conferir: Porque é um filme muito legal, tem umas passagens bem engraçadas e ao mesmo tempo, dá toques sobre relacionamentos do tipo “amor X amizade” entre homens e mulheres. E mais, reforça duas ideias. A de que só damos valor aquilo que perdemos e, homem gosta mesmo é do cheiro de outro homem.


Melhor Cena: Gosto quando Tom vê Hannah com outro, ele merecia a lição. Tambem acho engraçada uma competição em que ele se envolve junto com Colin. Como é fraquinho, perto do escocês, a cena é hilária. E o final, claro!


Curiosidade: Logo após o lançamento desse filme, os atores Patrick Dempsey e Kevin McKidd voltaram a contracenar juntos. Só que desta vez na TV. Ambos são médicos na série Grey’s Anatomy.


Eu & a Obra: Fui ver esse filme no cinema porque conhecia o trailer e achei iteressante. Fiquei feliz por ter sido uma boa escolha. Além de ser bem legal, tem o Patrick Dempsey. Fico impressionada como o tempo só fez bem a esse ator. Quem diria que o "patinho feio" do filme Namorada de Aluguel - aquele com a cena memorável do "ritual do tamanduá africano" - se tornaria um "Mc Sonho"? Ele realmente faz jus ao apelido dado em Grey’s Anatomy. Rsrs

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Eu & "Noivas em Guerra"

O segundo título que escolho para homenagear as noivas é Noivas em Guerra (Bride Wars). Lançado em 2009, o filme é estrelado pelas atrizes Kate Hudson – que também o produziu - e Anne Hathaway.

Liv (Kate Hudson) e Emma (Anne Hathaway), amigas desde a infância, sonham com o dia em que vão se casar. E para que a cerimônia seja perfeita, tem que ser realizada no Hotel Plaza de Nova York, um dos lugares mais badalados da cidade. O tempo passa, as meninas crescem e se tornam mulheres bem sucedidas em suas profissões e relações. Enquanto Liv vira uma advogada conceituada, Emma é uma professora pé no chão. Ambas namoram sério, tem trabalho fixo e não veem a hora de marcar casamento, afinal já estão com 26 anos.

A primeira a receber o pedido é Emma, o que deixa Liv enciumada. Mas, não demora muito para que a advogada passe pela mesma situação. Felizes, as amigas vão juntas a empresa de cerimoniais para tratarem de seus casamentos.

No início tudo era festa. Reservaram o local, com antecedência, para as duas cerimônias. E tudo sairia como planejado, sendo uma dama da outra. Mas, por um erro da empresa, elas descobrem que casariam no mesmo dia e local. É aí que começa uma briga sem fim, ou quase isso.

Liv é poderosa e mimada. Acostumada a conseguir o que quer, não aceita ter que mudar a data de seu casamento e acaba pressionando a amiga a fazê-lo. Mas Emma está cansada de passar por cima de seus desejos só para agradar aos outros. E justamente nesse momento decide se rebelar não abrindo mão de seu casamento, para o qual juntara dinheiro desde que começou a trabalhar.

O resto do filme você já pode imginar. As “ex-amigas” são responsáveis por protagonizarem cenas hilárias, em que uma resolve boicotar o casamento da outra. E para isso vale tudo.


Vale a pena conferir: O filme é muito legal. Apesar de ser comédia, trata com seriedade de uma questão que, para mim, é o ponto chave da produção: a amizade.


Melhor Cena: Essa é uma das partes mais difíceis para mim, já que citar apenas uma cena em um filme que gosto é praticamente impossível. Entre as mais engraçadas, cito quando Liv fica com o cabelo azul. Já no quesito a “melhor maldade”, escolho a forma encontrata por Emma para que a amiga não consiga entrar no vestido de noiva.


Eu & a Obra: Adoro Noivas em Guerra por vários motivos. Primeiro porque reforça a ideia de que casamento é mesmo o sonho de 99,9% das mulheres, por mais que algumas neguem. Segundo porque comprova o quanto nós, mulheres, somos loucas. Ou seja, podemos chegar ao extremo quando ameaçadas. A maior prova disso é a mudança de comportameto em Emma, que passa de boazinha à maquiavélica. E terceiro, a força, e o peso, de uma amizade verdadeira.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Eu & "Casamento Grego"

Aproveitando o mês das noivas, que acabou ontem, pensei em fazer uma série de filmes sobre casamento. Mas meu tempo ficou corrido, o que acabou me impossibilitando de dar seguimento a essa ideia mês passado.

Mesmo assim, o primeiro título que escolhi sobre o tema é Casamento Grego (My Big Fat Greek Wedding), uma das comédias românticas mais bacanas que já vi na vida.

Produção de 2002, o filme foi sucesso de público, crítica, indicado ao Oscar de melhor roteiro e Globo de Ouro, como melhor filme e melhor atriz (Nia Vardalos) na categoria comédia musical.

A história é baseada em Toula Portokalos (Nia Vardalos), uma grega que chega aos 30 solteira e cheia de sonhos. A vontade de seus pais é vê-la casada com um homem das mesmas origens de sua família e por isso pegam um pouco em seu pé, escolhendo pretendentes que em nada a agrada.

Toula trabalha no restaurante da família, mas deseja estudar e ir além profissionalmente. Aos poucos consegue convencer seu pai a pagar um curso de informática e assumir a agência de turismo da tia.

É aí que a jovem conhece o professor universitário Ian Miller (John Corbett). Ela se encanta por ele e passa a ser correspondida. Mas o jovem é inglês, e Toula sabia que sua família dificilmente iria aceitar o namoro. Por isso manteve tudo em segredo, mas não por muito tempo.

Não demorou muito para que seus pais descobrissem o que ela andava fazendo às escuras. No início nem quiseram ouvir falar de Ian. Mas depois de ver a filha triste, sua mãe convence o marido a conhecer o rapaz.

O jeito para o casal continuar o romance é Ian se transformar em um grego de verdade, com todas as manias, trejeitos e tradições. E como o rapaz estava completamente apaixonado por Toula, não pensou duas vezes em “abraçar sua família”.


Vale a pena conferir: Casamento Grego é um dos filmes mais legais e divertidos que já vi. História leve, gostosa, engraçada e romântica. Além disso, retrata muito bem as tradições do povo grego, como são unidos e respeitam suas origens. Acho bacana porque é sempre válido conhecer novas culturas.


Melhor Cena: São várias. Gosto muito da sequência em que Toula se transforma de menina para mulher, os diálogos dela com a mãe e as cenas com o pai rabugento, com destaque para a que ele diz que toda palavra tem origem grega. Além dos encontros familares, que são sempre engraçados.


Curiosidades: Ano passado a atriz Nia Vardalos estrelou o filme Falando Grego (My Life in Ruins), que chegou a ser apontado como uma continuação de Casamento Grego, mas em nada lembrava sua história. Já John Corbett ficou mais conhecido por viver Aidan, um dos amores de Carrie, na série Sex and the City. Hoje podemos matar as saudades do ator na sequência do filme, que acaba de entrar em circuito.


Eu & a Obra: Peguei esse filme na locadora por um acaso e me apaixonei tanto que o tenho em minha videoteca. Com ele rio, choro, me emociono. E ainda reflito, graças a uma frase dita pela mãe de Toula. É mais ou menos assim: “O homem é a cabeça, mas a mulher é o pescoço. Ela a movimenta para onde quiser”. Feminista ou não, gosto muito disso. Rsrs

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Eu & “Da Magia à Sedução”

Dizem que toda mulher é uma bruxa. Verdade ou não, na minha opinião o filme que cito hoje é o que mais bem retrata essa categoria. Talvez pelo fato de trazer para a atualidade um misticismo tão antigo.

Da Magia à Sedução (Practical Magic) é uma produção de 1998. A história começa quando, num passado bem distante, Maria Owens é condenada à forca por bruxaria. Graças ao seu poder, consegue escapar. Mas é banida do lugar onde morava.

Apaixonada e grávida, o homem amado nunca foi ao seu encontro. Com raiva, jogou um feitiço contra si mesma. Que consistia em nunca mais se apaixonar. O feitiço virou uma espécie de maldição. Toda mulher da família Owens não seria feliz no amor.

O tempo passou e as descendentes de Maria herdaram seu poder e a maldição. A primeira a se ver diante dela foi a mãe de Sally e Gillian, cujo pai morreu quando elas eram crianças. E não demorou muito para a mãe morrer também, de tristeza.

As meninas foram morar com duas tias solteironas e bruxas. Sally jurou que nunca se apaixonaria, e por isso criou um feitiço cujo homem perfeito teria atributos jamais vistos em uma única pessoa. Já Gillian, sempre desejou curtir a vida e se apaixonar muito.

As jovens cresceram e quando adultas, Gillian (Nicole Kidman) caiu na vida. Enquanto que Sally (Sandra Bullock) se manteve solitária, ao lado das tias. Até o dia em que se interessou por um homem, casou-se com ele – com ajuda das tias - e teve duas filhas.

Maldição ou não, Sally perdeu o marido e ficou desolada. Enquanto que Gillian se envolveu com Jimmy Angelov (Goran Visnjic), um cafageste, e precisou da irmã para se livar dele.

Elas acabaram o envenenando. Arrependidas, o trouxeram novamente à vida e mataram de novo. Estava armada a confusão!

Vale a pena conferir: O filme é leve e gostoso de se ver. Fala de amor e amizade na dose certa. Sandra Bullock e Nicole Kidman arrasam como bruxas. Aliás, honra seja feita, elas estão lindas.

Melhor Cena: O filme é um amarrado de sequências bem produzidas, mas destaco três como as mais emocionantes. O fato de serem bruxas às fizeram ser vistas com desprezo pelas mulheres da cidade. Mas quando Sally precisa delas para ajudar a irmã, todas se mostram solidárias. Acho bacana porque promove uma verdadeira convenção e levanta a questão de que “toda mulher é uma bruxa”. A cena tem continuidade, aí destaco o momento em que Gillian é salva graças a forte ligação que tem com a irmã. Por fim, a última cena. É divina! Gostaria muito de poder fazer o que elas fazem. Também acho linda a mensagem final: “Se derramar sal, jogue um pouco no ombro esquerdo. Plante rosas ao lado do portão de casa, alfazema para dar sorte e apaixone-se, sempre que puder”.

Eu & a Obra: Já vi muitos filmes de bruxa, como A Letra Escarlate, Bruxas de Salém e Abracadabra, mas Da Magia à Sedução é especial. Principalmente para quem curte misticismo, como eu. Ah, em termos de personalidade, sou muito parecida com a Sally. Por isso adoraria acender uma vela com um simples sopro. Rsrs.

sábado, 15 de maio de 2010

Eu & “Os Goonies”

Hoje eu tive uma grande surpresa ao rever um dos meus filmes prediletos, que marcou minha infância e a de muita gente. Estou falando de Os Goonies (The Goonies), de Steven Spielberg.

Numa pequena cidade dos EUA vive um grupo de amigos que se denominam “Os Goonies”, Mikey (Sean Astin), Brand (Josh Brolin), Chunk - Gordo - (Jeff Cohen), Bocão (Corey Feldman), Andy (Kerri Green), Stef (Martha Plimpton) e Data (Jonthan Ke Quan).

A moradia deles está ameçada graças à uma hipoteca que não têm como ser paga. Por conta disso, suas casas serão derrubadas para dar lugar a um campo de golfe. O que deixa todos tristes e revoltados com a situação.

Líder dos Goonies, o pequeno Mikey acredita na existência de um tesouro perdido por um pirata chamado Willy Caolho. Após achar um mapa, que supostamente leva ao navio pirata, o jovem convence os outros integrantes a irem em busca desse tesouro. Afinal, essa é a única chance de salvar suas casas.

Dá-se início a uma grande aventura, que conta com muitas armadilhas espalhadas pelo caminho. E o grupo ainda precisa fugir dos Fratelli (Francis, Jake e Mama), família de bandidos que também está em busca do tesouro.

Em compensação Gordo faz amizade com o quarto Fratelli, o Sloth. Maltratado pela família por ter nascido “diferente” dos demais, fica contra eles. Mas a favor de seu novo amigo e o resto do grupo.

Com roteiro e produção de Steven Spielberg, Os Goonies foi lançado em 1985. Sua história atingiu público de todas as idades, principalmente crianças e jovens. E por isso se tornou um clássico da época.


Vale a pena conferir: Porque é um ótimo filme. Leve, engraçado, gostoso de se ver. Além disso resgata o que toda criança, se não teve, deveria ter: inocência, perseverança e espírito de aventura.

Melhor Cena: São muitas, se tem algo que Spielberg sabe fazer é filmes de aventuras. Além das “roubadas” pelas quais eles passam e da amizade entre Gordo e Sloth, destaco duas sequências. A primeira quando Boca traduz errado o que a mãe de Mikey está falando para a empregada, que é latina. Brincalhão, ele só fala besteira. A segunda, acho bacana quando eles descobrem que foram parar dentro de uma fonte. Os garotos querem pegar as moedas encontradas, mas Stef os impede dizendo que não era certo. Ali está os desejos de muitas pessoas.

Curiosidades 1: No filme dá para reconhecer duas outras produções de sucesso, lançadas por Spielberg. Primeiro a cena em que Brand vai atrás do irmão Mikey. Ele pega uma bicicleta infantil e como está vestido de moleton com capuz, lembra muito a sequência do menininho de ET fugindo, de bicicleta, com o extra-terrestre. Depois , quando Gordo liga para a polícia querendo denunciar os Tradelli. Conhecido por fantasiar demais, o policial não acredita no menino e cita a vez em que ligou falando de bichinhos, soltos pela cidade, que se reproduziam ao serem molhados. Isso te lembra alguma coisa?

Curiosidade 2: Cindy Lauper é a intérprete de “The Goonies 'R' Good Enough”, música tema do filme. A canção é uma delícia, assim como o clipe. Confira em: http://www.youtube.com/watch?v=17zOzTHVdvQ&a=fNBtcM58f3g&playnext_from=ML

Curiosidade 3: Em 2007 Os estúdios Warner lançaram uma linha de bonecos baseados no filme, réplicas de Mikey Walsh (Sean Astin), Data (Jonathan Ke Quan), Chunk (Jeff Cohen), Mouth (Corey Feldman) e o horripilante Sloth Fratelli (John Matuszak).

Eu & a Obra: Amo Os Goonies porque desperta em mim muita coisa boa. Amizade, respeito, amor, companheirismo. Me faz lembrar de quando era criança, dessa ideia de criar um clubinho, viver aventuras, brincar na rua, curtir a natureza. Momentos que infelizmente as crianças de hoje em dia não curtem, seja por conta da violência ou tecnologia.

Olha que legal: Goonies - 20 anos depois - Em 2005 um evento promovido pela revista Empire reuniu os intérpretes dos Goonies. http://www.sedentario.org/cinema-series-tv/os-goonies-20-anos-depois-15507

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Eu & “A Mão que Balança o Berço”

Eu sempre busco um motivo na hora de falar sobre algum filme que tenha visto, principalmente se já foi há muito tempo. E como maio é um mês com datas marcantes, como casamento e dia das mães, tenho quebrado a cabeça na hora de selecionar os próximos títulos.

É por issso que na semana em que comemoramos o dia das mães, falo de A Mão que Balança o Berço (The Hand That Rocks the Cradle). Lançando em 1992, o filme é um suspense daqueles que nos deixa à flor da pele.

A história começa quando Claire Bartel (Annabella Sciorra), que está grávida de seu segundo filho, acusa o ginecologista de molestá-la sexualmente. O fato acaba encorajando outras pacientes a fazerem o mesmo e por conta desse escândalo, o médico comete suicídio.

Após o parto, Claire e Michael (Matt McCoy), seu marido, se mudam para a casa de seus sonhos e buscam uma babá. É aí que entra Peyton Flanders (Rebecca De Mornay). A moça é muito competente, e fica difícil encontrar alguém tão capaz quanto.

Ela é contratada e logo conquista a filha mais velha e a confiança do casal, além de colocar a casa em ordem. Mas tanta doçura e atenção começa a soar estranho, a partir do momento que a babá demonstra querer tomar o lugar de Claire como dona-de-casa, mãe e mulher.

Não demora muito para o real motivo de Peyton ter surgido na vida daquele casal vir a tona. Ela na verdade era esposa do ginecologista que se suicidou e por conta do que acontecera com seu marido, perdeu casa e o filho que esperava. Culpando Claire pelo o que aconteceu em sua vida, tudo o que fizera dali em diante era para se vingar.


Vale a pena conferir: Apesar de ser um tanto sombrio, A Mão que Balança o Berço é um ótimo filme. Tem um suspense na dose certa e boa parte dele se deve a Rebecca De Mornay, que está perfeita no papel. O bacana é que Peyton, sua personagem, não é uma mulher má. As amarguras da vida a transformaram em uma pessoa invejosa. Mas essa inveja chega a ser coerente e compreensível, diante do que sua vida se transformou e o que vem a seguir, a loucura.

Melhor Cena: Em termos de maldade sugiro duas, uma imediata e outra lenta. A primeira é quando Peyton, sabendo que Claire sofre de asma, arma uma situação para que ela sofra uma crise e não obtenha socorro. Já a segunda é o fato da babá dar o próprio peito para o filho de Claire mamar. A criança passa a se acostumar com ela e estranhar a mãe. Isso sim é cruel.

Eu & a Obra: Um dia ouvi a seguinte frase: “A mão que balança o berço é a mão que governa o mundo”. Gosto desse filme e da forma como ele desenrola sua história. E após assisti-lo, entendi melhor o signficado dessa frase. Espero que você, caso opte em conferi-lo, tenha a mesma visão que eu.