quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Eu & “Crash – No Limite”

O ano novo começou e com ele, mais uma lista gostosa de filmes para postar aqui. Como estamos em época de férias, o ideal seria estrear 2011 com um especial dedicado a data.

Diferentemente, decidi deixar o especial para a próxima semana e hoje falo de um filme nao muito recente. Mas que, curiosamente, só o vi esta semana e fiquei encantada com a história. Por isso minha euforia em citá-lo logo.

Crash – No Limite (Crash) é uma produção de 2004. Vencedor do Oscar de 2006, o filme mostra a vida de diversas personagens que apesar de não se conhecerem, passam por situações parecidas onde o preconceito é o principal fator a ser discutido.

Com um elenco de primeira, encabeçado por atores já conhecidos como Sandra Bullock, Matt Dillon e Brandon Fraser, a produção levanta de forma brilhante a questão da intolerância e o que ela pode acarretar na vida das pessoas.

A história começa quando Jean (Sandra Bullock) tem o carro roubado por dois rapazes negros. Casada com Rick (Brendam Fraser), um promotor de sucesso, ela passa a ter crises de pânico e ira, além de atitudes raciais.

Um dos jovens que roubou o carro de Jean é o irmão desaparecido de Graham (Don Cheadle). Detetive renomado, conseguiu subir na vida apesar de ser um negro vindo de origem humilde. E de certa forma, esqueceu um pouco suas raízes.

Em outro ponto da cidade os policiais Ryan (Matt Dillon) e seu parceiro Hanson (Ryan Phillippe) saem em busca do carro roubado, mas acabam abordando um veículo dirigido pelo diretor de cinema Cameron (Terrence Howard), que estava na companhia de sua esposa Christine (Thandie Newton).

No ato da diligência, Ryan faz ameaças ao casal de negros e chega a molestar a mulher. Seu parceiro logo percebe que o oficial é racista, mas apesar de não concordar com sua atitude, nada faz para impedi-lo.

Paralelo a isso tudo, o filme se completa com a história de Daniel (Michael Pena), um chaveiro de origem latina que é chamado para atender a um imigante iraniano. Ele troca a fechadura da loja desse imigrante, mas como a porta continua com defeito, o estabelecimento acaba sendo roubado, fazendo com que o dono culpe Daniel pelo que ocorreu. E tenta resolver a questão com as prórpias mãos.

Vale a pena conferir: Porque é uma produção forte, com boas história paralelas que vão se amarrando no decorrer de todo o filme, com direito a desfechos surpreendentes. E o que é melhor, nos faz pensar e repensar, todo o tempo.

Melhor Cena: Há várias cenas bacanas, principalmente às relacionadas aos desfechos das personagens principais. Se eu contar, perde totalmente a graça. Por isso destaco a que Jean abraça sua empregada e diz que ela é sua única amiga. E ainda a cena final, com a ideia de tudo novo, de novo. 

Curiosidades: Além de faturar a estatueta de melhor filme, desbancando produções como Boa Noite e Boa Sorte e O Segredo de Brokeback Mountain, outros filmes brilhantes, Crash levou os prêmios de roteiro original e edição. O filme concorreu também aos Oscares de melhor diretor, ator coadjuvante (Matt Dillon) e canção original (“In the Deep”)

Eu & a Obra: Confesso que na época de seu lançamento, não despertei interesse em ver o filme. Nem mesmo quando levou o Oscar. Vi por um acaso esta semana, pois acreditava que estava mais do que na hora de conferir. E amei!

Filme forte, roteiro maravilhoso, ótimas atuações e ainda cenas de tirar o fôlego. Um soco no estômago, principalmente dos que se julgam melhor do que o outro.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Eu & O “Diário de Bridget Jones”

Como último filme do ano, escolhi um pelo qual tenho identificação e um carinho especial. O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones's Diary) é uma produção inglesa. Lançada em 2001, trazia em seu elenco principal os atores Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant.

No filme, Bridget Jones (Renée Zellweger) é uma solteirona de 32 anos que se envolve com Daniel Cleaver (Hug Grant), seu chefe. E quando acredita que esse relacionamento pode dar certo, descobre que na verdade ele não passa de um canalha galanteador.

Cansada da vida solitária e sem graça que vinha levando, na passagem do ano, Bridget decide dar um novo rumo à sua história. E o primeiro passo é escrever um diário, onde possa depositar todas as suas experiências, agradáveis ou não, e também angústias, desilusões e raiva.

Ela decide mudar de emprego, indo trabalhar na TV. Em sua primeira entrevista de destaque, consegue um furo de reportagem graças a Mark Darcy (Colin Firth), um renomado advogado cujos pais são amigos da família de Bridget, quem ele conhece desde criança.

Bridget sempre odiou Mark, a quem ela julgava metido e egocêntrico. Mas esse sentimento acaba despertando algo mais forte, o que a faz acreditar que ele possa se tornar um grande amor.

Paralelo à isso, Daniel e Mark são inimigos. E no decorrer da história, ambos vão brigar pelo coração de Bridget. Pronto, está armado um dos triângulos amorosos mais gostosos do cinema.

Vale a pena conferir: O Diário de Bridget Jones é um dos filmes mais românticos e engraçados que já vi. Com uma história bacana, tem como foco problemas comuns no dia-a- dia de qualquer um, já que aborda questões como solidão, baixa autoestima, realização profissional e a procura por um grande amor. Além disso, a trilha sonora é maravilhosa.

Melhor Cena: Eu destaco várias. Primeiro, logo no início do filme aparece Bridget arrasada, chorando e comendo feito uma louca, ao som de “All by Myself”. O que era para ser uma cena deprê, acaba se tornando engraçada por causa da junção de imagem e trilha.

Depois, destaco a cena em que Mark e Daniel brigam no aniversário de Bridget. Novamente ao som de uma trilha, desta vez “It's Raining Men”, a sequência se estende pela rua e a música encaixa muito bem à cena. Ponto para a edição!

No fim, o tão esperado encontro entre Bridget e Mark. Também ao som de uma música perfeita, “Ain't No Mountain High Enough”, é uma sequência maravilhosa de encontros e desencontros, que termina com um beijo de tirar o fôlego. Destaque para Bridget dizendo que bons garotos não beijam assim. E Mark a repreende, afirmando que beijam sim. Aí é para qualquer um se apaixonar.

Curiosidades: O filme fez tanto sucesso que rendeu uma continuação. Em Bridget Jones – No limite da Razão (The Edge of Reason), produção de 2004, Bridget e Mark vivem um romance estável, mas ela continua insegura na relação, já que Mark nunca decide marcar a data do casamento. A situação piora quando ele começa a trabalhar com uma jovem advogada. Morta de ciúmes, Bridget cria situações que fazem com que os dois briguem e o namoro esfrie. Durante este distanciamento quem reaparece é Daniel, dando continuidade à rixa entre os dois ex-amigos e ao triângulo amoroso.

- Para a sequência, Renée Zelweger engordou bastante.

Eu & a Obra: Quando vi este filme pela primeira vez, peguei na locadora. Não o conhecia, foi por acaso, mas me apaixonei de tal forma que ví e revi outras vezes. O segundo também foi assim, embora curta mais o primeiro. Também li o livro e dei a sorte de comprar um box, contendo os dois filmes, para minha cinemateca. Gosto dele porque me identifico com a história. Essa busca por um bem estar profissional, pessoal e um grande amor. Quem não queria um Mark Darcy em sua vida?

Escolhi este filme para postar hoje aqui por conta deste recomeço natural que se deseja em todo fim de ano. Na última cena da produção, Mark afirma que comprou um diário novo para Bridget porque está na hora de escrever uma nova história. E é isso que desejo à todos vocês. De preferência com um Mark Darcy, ou uma Bridget Jones, em suas vidas. Feliz ano novo! A gente se vê em 2011.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Eu & “Drácula - Morto, mas Feliz”

Esta manhã acordei com a triste notícia de que o ator Leslie Nielsen faleceu, aos 84 anos. Precursor em comédias besterol dos anos 80, Leslie ficou marcado por seus papeis em Apertem os cintos, o piloto sumiu e a série Corra que a polícia vem aí. Mas um título em especial consegue me fazer chorar de tanto rir. E por isso hoje, lembro dele aqui.

Drácula: Morto, mas Feliz (Dracula: Dead and Loving It) foi lançado em 1995 e fazia uma sátira ao clássico Dracula de Bram Stoker. Assim como na história original, o conde Vladmir Drácula vai à Londres em busca de Mina, para torná-la sua mulher.

Durante sua estadia ele se envolve com Lucy, tranformando-a em vampira, tem R.M. Renfield como seu fiel escudeiro e ainda precisa enfrentar Dr. Van Helsing (vivido aqui pelo maravilhoso Mel Brooks), caçador de vampiros que não sai de seu percalço.

Vale a pena conferir: Como todos os trabalhos de Nielsen, essa comédia é uma delícia de se ver. Mais ainda para quem curte a história de Drácula que, mesmo apresentada em formato besteirol, é muito legal.

Melhor Cena: A melhor é quando Van Helsing mostra como se deve matar Lucy, já que ela na verdade se transformou em uma morta viva. É muito engraçado. Agora a interpretação de Nielsen como Drácula é impagável, independente da cena. Com destaque para ele em forma de morcego.

Eu & a Obra: Não sou muito chegada a comédias besterol de hoje em dia, mas às dos anos 80, até meados de 90, curtia pela leva de bons atores. E Leslie Nielsen era um deles. Provavelmente fui atraída por esse filme já que sua história envolvia vampiros, e não me arrependi. Acho muito engraçado. Recentemente ele andou sendo reprisado na TV a Cabo. Por isso, se você quer ver ou rever, vale a pena ficar ligado

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Eu & “Caçadores de Emoção”

O título que trago hoje é uma delicosa aventura que consegue ser a cara do verão, estação que se aproxima. O filme Caçadores de Aventuras (Point Break) foi lançado em 1991 e trazia em seu elenco a dobradinha maravilhosa entre dois galãs da época, Keanu Reeves e o saudoso Patrick Swayze.

A história começa quando o agente federal Johnny Utah (Keane Reeves) é escalado para investigar uma onda de assaltos à bancos realizados por um grupo de mascarados, intilulados os ex-presidentes.

Ao lado do também agente Angelo Pappas (Gary Busey), os dois começam a desconfiar que a gangue de assaltantes são surfistas. Se a tese estiver certa, assim que o verão terminar os ex-presidentes irão parar de agir, o que dificultaria na resolução do caso.

Para dar continuidade às investigações, Johnny deve se infiltrar na área dos surfistas. E para isso, o primeiro passo é aprender a surfar. Ele conhece a jovem Tyler (Lori Petty) na praia e após arrumar um jeito de se aproximar, acaba convencendo ela a lhe dar aulas de surf.

No decorrer da convivência com Tyler, Johnny também conhece um grupo de surfistas liderados por Bodhi (Patrick Swayze) e acaba se tornando “membro” desse mesmo grupo.

As experiências adquiridas através de sua convivência com Bodhi, e o amor por Tyler, fazem com que Johnny enxergue a vida com outros olhos e já não sinta mais o peso com que sempre fora obrigado a levá-la.

Essa leveza acaba a partir do momento que o agente descobre em Bodhi a identidade de quem estava investigando. Aí a amizade, que aos poucos foi se construindo, de repente se transforma em uma caçada. E quem ganhá-la não significa que sairá vitorioso.

Vale a pena conferir: Porque é um filme ágil, com boas doses de aventura, roteiro bacana e sequências maravilhosas envolvendo esportes radicais. Além disso, as atuações de Keanu Reeves e Patrick Swayze no papel de surfistas. Ambos convenceram e mostraram uma parceria muito bacana.

Melhor Cena: Para mim a melhor cena é a sequência em que Johnny persegue Bodhi. Naquele momento ambos descobriram seus disfarces e ali representa muito mais do que um policial atrás de um bandido, e sim dois amigos extremamentes decepcionados um com o outro. Mas que, mesmo assim, são incapazes de se machucarem. Sem contar que é uma cena muito rápida, quase que infinita, com movimentos de câmeras excepcionais. É muito bom. Além disso, curto quando eles surfam à noite e quando pulam de paraquedas e formam uma estrela no ar. A cena é lindíssima. E o final, claro, que é P#¨&. Rsrs

Curiosidades: Foi o filme que trouxe de vez para a mídia o nome de Keanu Reeves, tranformando-o em galã. E honra seja feita, é o trabalho em que está mais bonito.

O astro Anthony Kiedis - vocalista do Red Hot Chili Peppers - faz uma ponta como surfista.

Aliás, a trilha sonora está recheada de bandas glam rock.

Como citei anteriormete, há uma cena em que o grupo salta de paraquedas e forma uma estrela no ar. Na época saíram algumas matérias na TV sobre a prática desse esporte e a informação de que eles realmente fizeram esta cena.

Outra curiosidade é a de que filmaram primeiro o final. Tanto que Keanu Reeves aparece com o cabelo maior, enquanto que Patrick Swayze está com ele mais curto.

Eu & a Obra: Caçadores de Emoção marcou muito minha adolescência. Primeiro pelo elenco, uma reunião de homens bonitos. Jamais esqueci a cena de Keanu Reeves deitado na cama, por cima de um lençol preto. Lindo demais!!! Segundo pela sua história, fotografia, sequências de cenas muito bem dirigidas, amarradas. Um marco para a geração anos 90, que deixou muitas saudades.

domingo, 31 de outubro de 2010

Eu & “Halloween”

O Halloween chegou, e com ele nosso especial termina por aqui. Para fechar esta semana dedicada a data, o filme escolhido só podia ser Halloween – A Noite do Terror (Halloween).

A produção é de John Carpenter, e foi lançada em 1978. O filme começa quando Michael Myers, aos seis anos de idade, pega a irmã mais velha tendo relações sexuais com o namorado.

Após presenciar a cena, o menino, vestido de palhaço e com uma máscara escondendo seu rosto, pega uma faca na cozinha e mata a irmã brutalmente. Depois, ele sai de casa e dá de cara com seus pais.

Michael é internado em um sanatório, onde durante 15 anos foi assistido pelo Dr. Sam Loomis (Donald Pleasence). Tudo em vão, já que o menino nunca abriu a boca para falar uma palavra.

15 anos se passam e em 30 de Outubro de 1973, dia em que Michael Myers (Tony Moran ) seria interrogado pela polícia, o jovem consegue fugir do sanatório sem que ninguém veja.

Ele volta para Haddonfield, sua cidade natal, e começa a observar um grupo de jovens estudantes. Entre eles, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis). O rapaz, que fica obcecado por ela, dá seguimento a uma nova matança.

Começando pelos amigos de Laurie, mas com a intenção de chegar até a jovem. Porém, tendo sempre em seu encalço o Dr. Sam Loomis.

Vale a pena conferir: Porque Halloween foi precursor em filmes com serial killers. Michael Myers abriu espaço para personagens como Jason Voorhees (Sexta-Feira 13), Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo) e Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica), ícones de assassinos em série. Além disso é um bom filme. Com história e ótimas dosagens de suspense.

Melhor Cena: Confesso que me lembro muito pouco desse primeiro filme, mas destaco algo que mais me chama a atenção em todos os filmes da série. O olhar de Michael Myers, que me dá arrepios. Além da calma com que ele mata, comum em todo psicopata.

Curiosidades: Há uma falha nesse primeiro filme da série. Ao fugir do sanatório, Michael o faz de carro. Como o garoto sabia dirigir se foi internado aos seis anos? Depois, o psiquiatra explica que o ensinou a dirigir. Mesmo assim, a cena não convenceu.

Halloween II – o terror continua, foi lançado em 1981. O filme mostra que Laurie começa a ficar perturbada com a peseguição de Myers, até descobrir que ele ainda vive e continua querendo matá-la. Alem disso, é revelado que a jovem é sua irmã.

Halloween III – A noite das Bruxas (1982), é o único que não tem Michael Myers. Ou seja, apesar de levar esse nome, não há ligação com a série.

Halloween IV – O Retorno de Michael Myers (1988), como o nome sugere marca a volta do assassino em série, após mais 10 anos no manicômio. Desta vez o filme não conta com Jamie Lee Curtis no elenco.

Halloween V – A Vingança de Michael Myers (1989), nessa sequência Michael Myers foca em sua sobrinha.

Halloween VI – A Última Vingança (1995), após várias tentativas de morte Myers volta mais uma vez em busca de vingança contra sua família. Para muitos, esse filme consegue explicar o motivo para o jovem ter se tornado um assassino tão frio.

Halloween H20 – 20 anos depois (1998). A sequência que seria a sétima da história mostra o retorno de Jamie Lee Curtis à série, assim como suposto último confronto entre os irmãos. Desta vez, Laurie é dona de um colégio e tem um filho adolescente. Myers descobre o paradeiro da irmã e vai ao seu encontro.

Halloween - Ressurreição (2002), o oitavo e ultimo filme da série começa quando um grupo de alunos universitários são convidados convidados a passarem uma noite na casa em que viveu o psicopata, e a experiência será transmitida via internet. A situação se complica quando o assassino retorna para expulsar os instrusos de sua casa. Jamie Lee Curtis também participa dessa sequência.

Após essas oito sequências, uma nova leva de filmes começa a ser produzida baseada na série original. Já lançaram Halloween – O Início (2007) e Halloween 2 (2009).

Eu & a Obra: Tirando essas novas refilmagens, eu já vi todas as outras da série. Gosto das duas primeiras e H20, que por sinal poderia ter sido o fim dado a história. Não é meu favorito, mas gosto do filme. O que o tornou cansativo, assim como Sexta-Feira 13, foram o excesso de continuações.

sábado, 30 de outubro de 2010

Eu & “O Exorcista”

Na véspera do Halloween o filme que escolhi para complementar minha semana especial é o maior clássico de todos os tempos no gênero terror. Um marco na história cinematográfica, O Exorcista (The Exorscist) foi lançado em 1973 e levou milhares de espectadores ao cinema.

A história começa quando a atriz Chris MacNeil (Ellen Burstyn) se muda com a a filha Regan MacNeil (Linda Blair) para Washington, localização da filmagem para seu novo trabalho.

De repente a adolescente, que até então era uma menina calma e amorosa, começa a ter um comportamento agressivo e estranho. Preocupada com suas atitudes, a mãe leva a filha ao médico. Mas nada é diagnosticado.

De um clínico geral, Regan passa pelas mãos de um psicólogo. Exames, testes, calmantes, vários procedimentos são tomados, mas todos em vão. O tempo passa e se não bastasse ser praticamente impossível chegar a um resultado preciso, a menina está cada vez mais agressiva e debilitada.

Até que Chris decide procurar um padre. O reverendo chega a conclusão de que Regan está sendo possuída por um demônio. Para ajudá-la, pede ajuda ao padre Damien Karras (Jason Miller). Um especialista em exorcismo.

Daí em diante a briga vai ser dura, já que Damien fará de tudo para livrar a adolescente do mal que lhe tormenta.

Vale a pena conferir: Porque é uma obra prima. Na minha opinião, não tem como alguém deixar de assistir esse filme. Principalmente se gostar do gênero, já que O Exorcista é um excelente representante da classe.

Melhor Cena: Quem pensa em O Exorcista logo se remete a cena em que Regan, já possuída, senta na cama e vomita em direção ao padre. Mas há grandes sequências, como a cama balançando, a menina levitando, ou girando a cabeça em 360 graus. E ainda, uma que chegou a ser cortada no longa original. E anos mais tarde, foi incluída em uma edição especial. A que Reagn desce as escadas de sua casa como se fosse uma aranha.

Curiosidades: São muitas que rondam o filme, que incluem ainda fatos estranhos. Por partes, dizem que o filme foi baseado em uma história real. A atriz que interpretou Reagan, jamais conseguiu se livar da imagem de “menina do exorcista”. Ou seja, nunca mais fez um trabalho de sucesso.

O ator Jack MacGowran, cujo personagem morre arremessado de uma janela logo no início do filme, morreu uma semana após o término das gravações. Além disso, a equipe técnica teve muitos problemas durante as filmagens.

Tirando as coisas ruins, vamos as boas. O filme orginal arrecadou US$ 441,071,011 de bilheteria pelo mundo. Foi a única produção do gênero terror, na história do cinema, a concorrer ao Oscar de melhor filme(1974). Mas faturou apenas as estatuetas de melhor roteiro adaptado e melhor som.

Teve ainda O Exorcista II – O Herege (1977), O Exorcista III (1990) e O Exorcista – O Início (2004). Desses três títulos, somente o segundo era sequência do original.

Quando o filme completou 30 anos foi relançado no cinema, desta vez com o acréscimo de 13 minutos. Cenas que teriam sido cortadas do original porque o filme havia sido considerado muito grande. As salas lotaram, e o espectador saiu de lá mais apavorado do que nunca.

Eu & a Obra: Minha relação com esse filme é um tanto conturbada. Claro que o admiro, afinal é um grande clássico. Gosto muito da história e principalmente da trilha sonora, que nos dá arrepios. Me amarro nos efeitos, mesmo porque a produção é de uma época em que eu ainda nem sonhava em nascer. E interpretação. Linda Blair dá um show.

Mas há questões que me irritam profundamente. Primeiro, no primeiro filme o que mais me assusta, por incrivel que pareça, é a suposta imagem do demônio, que aparece aleatóriamente, como se fosse uma imagem vista pela menina, todo o tempo.

Ela surge como um piscar de olhos, por fragmentos de segundos, e penetra na nossa mente de tal maneira que, se bobear fico uma semana me lembrando. E o pior disso tudo é que, a tal imagem, é muito tosca. Provavelmente uma máscara de péssima qualidade.

Por conta desta imagem, e os horário que exibiram o filme nos últimos tempos, eu ainda não consegui ver a versão com os 13 minutos a mais. Rsrs.

Lembro que tenho muito medo de O Exorcista II – O Herege. Não lembro porquê, já que a crítica fala muito mal do filme, e eu só vi uma vez. Mas sei que prometi a mim mesma jamais o assistir novamente.

Por fim, tentei ver O Exorcista – O Início. Mas não consegui, o filme é muito ruim. Já O Exorcista III, fiquei sabendo este ano que existia.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Eu & “Sexta-Feira 13”

Cuidado com o Jason que o Jason te pega. Ou seria com a Cuca? Brincadeiras a parte, o filme que apresento hoje também foi um marco na década de 80. E por isso, não podia faltar no especial Semana Halloween.

Seguindo o gênero terror, Sexta-Feira 13 (Friday the 13th) não só foi um sucesso de bilheteria como emplacou um dos vilões mais temidos da história do cinema, Jason Voorhees.

Diz “a lenda” que Jason foi um jovem maltratado pela mãe. Se não bastasse bater no filho, caçoava de sua aparência. Por conta disso, o rapaz teria crescido revoltado e se transformado em um psicopata.

O filme começa quando um grupo de jovens monitores vão passar uns dias em uma colônia de férias, localizada próxima ao Lago Cristal. O local ficou conhecido como “Acampamento Sangrento”, pois há algunas anos um casal de namorados foi assassinado ali. O assassino teria sido Jason Voorhees, que supostamente foi morto.

Tudo ía muito muito bem na viagem, regada com muitas risadas e sexo. Até que uma brincadeira no estilo “mate o monitor” começa a acontecer. As vitimas, uma por uma, vão sendo assassinadas sem que ninguém perceba. Das formas mais bizarras e cruéis possíveis, sempre após relações sexuais.

A questão é: Jason estaria de volta?

Vale a pena conferir: Porque Sexta-Feira 13 é um clássico, composto pelos principais ingredientes que todos os filmes de terror deveriam ter: muito suspense, mortes sanguinárias e um psicopata de “dar nos nervos”.

Melhor Cena: Não destacaria uma cena, mas momentos que antecedem a morte das vitimas. Imagens seguidas daquele arrepio na espinha e sensação de estar sendo observado todo o tempo.

Curiosidades: Sexta-Feira 13 é considerado uma das séries cinematográficas mais bem-sucedidas das últimas décadas. Não é a toa que acumula 11 títulos, incluindo Freddy Vs. Jason (2003) – encontro entre o vilão e Freddy Krueguer (A Hora do Pesadelo) -, e a refilmagem do primeiro título que deu origem a série sanguinária. Lançado em 2009, desta vez o novo Sexta-Feira 13 seria um misto entre as duas primeiras edições.

O filme e Jason tiveram como inspiração outra grande produção do gênero. Estou falando de Halloween, filme lançado dois anos antes, que tinha em seu carro chefe o tambem psicopata Michael Myers. Curiosamente, Jason fez muito mais sucesso que seu antecessor. Assim como o filme.

O ator Kevin Bacon, em início de carreira, participou do primeiro filme da série.

No início Jason ainda não usava a máscara de goleiro de hóquei, e sim uma espécie de capuz.

Por fim, a maior curiosidade de todas. Jason realmente nunca morre.

Eu & a Obra: Pelo que me lembro assisti a todos, inclusive a versão lançada ano passado - com excessão para o encontro de Jason e Freddy -. Confesso, não é um dos meus filmes de terror predileto. Pois ainda prefiro os que tem uma história muito bem amarrada para contar, ao invés daqueles que promovem mortes de graça. Mas gosto da tensão que ele nos proporciona, muito bem notada em produções que surgiram no fim da década de 70 e início dos 80. E é por esse motivo também que não curti sua refilmagem.