quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Eu & "Lili"

No festival férias de hoje resolvi trazer para você um clássico do cinema francês, dirigido por Charles Walters. Adaptação do romance de Paulo Gallico, Lili (Lili) foi lançado em 1953. E por muitas vezes fez a alegria de quem um dia foi criança, em frente a telinha da Globo.

Na história Lili (Leslie Caron) é uma jovem órfã, de 17 anos, que um dia vai morar num circo. Adotada pelos artistas de lá, se apaixona pelo mágico Marc e acredita que é correspondida.

Mas ela demora a perceber que Marc (Jean-Pierre Aumont) é arrogante, sem nenhum escrúpulo e, apesar de ser comprometido com sua assistente Rosalie (Zsa Zsa Gabor), dá esperanças a menina por pura maldade.

No decorrer do filme, a jovem sofre muito. E tenta acalentar sua solidão através da amizade com quatro fantoches, que fazem parte de um show do qual ela participa.

Sua inocência é tanta, que por alguns momentos acredita se tratar de pessoas, ao invés de bonecos. E acaba abrindo seu coração. Do outro lado da hsitória, quem manipula esses bonecos é Paul Berthalet (Mel Ferrer).

Paul é um artista completo, porém visto como um homem amargurado devido a uma deficiência. Ele é manco. Pessoalmente é muito rude com Lili, pois acredita que ela nunca irá se apaixonar por ele. Mas através de seus bonecos manda, a todo tempo, mensagens de amor para a menina.

Vale a pena conferir: Primeiro porque eu acho que todo mundo deveria ver um clássico pelo menos uma vez na vida. Filme antigo é sempre uma delícia. Segundo, porque é uma história muito doce, bacana. Um romance, com um toque de ingenuidade bem legal. É quase um conto de fadas, com direito a heroína e um príncipe cujos trejeitos lembram os de um vagabundo.

Melhor cena: Quem viu vai concordar comigo. Com certeza a que os fatoches cantam com Lili a música “Hi Lili, Hi Lo”. Mas também destaco os diálogos da garota com os bonecos, no decorrer do filme.

Curiosidade: Tenho três. Primeiro, o filme tem como referência a história de A Bela e a Fera, clássico da literatura. Segundo, a música “Hi Lili, Hi Lo” ganhou o Oscar. E a terceira é bem pessoal. Quando muito pequena, tinha medo de alguns dos fantoches. Acho que da realidade que eles passavam, sei lá.

Eu & a Obra: Não deve ser difícil imaginar, adoro esse filme. Fez parte da minha infância. Já o vi muitas vezes, apesar de não me lembrar quantas. E nunca me esqueci da música tema e sua melodia.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Eu & “Matilda”

O filme de hoje em cartaz no especial férias, é uma produção não muito antiga. Lançado em 1996, Matilda (Matilda) retrata a vida de uma menininha (Mara Wilson) pródiga para sua idade.

Filha de pais loucos e envolvidos com trabalhos ilicitos, Harry (Danny de Vito) e Zinnia (Rhea Perlman), Matilda sempre foi solitária, porém com muitas curiosidades sobre a vida.

Como seus pais, e muito menos irmão, nunca deram muita atenção às necessidades da menina, ela cresceu tendo que se virar sozinha. E foi assim que aprendeu a ler e escrever.

Apaixonada pelos livros, seu passatempo predileto é ir até a biblioteca em busca de novas histórias. Mas o que Matilda sentia mais falta, era de frequentar uma escola. Pedido que seus pais nunca atendiam.

Como vendedor de carro, um dia Harry faz negócio com a diretora de um colégio chamada Agatha Trunchbull (Pam Ferris). Além de comprar o automóvel ela faz um acordo com ele, que consiste em uma vaga para Matilda na escola.

O que a menina não imaginava era que a Sra. Trunchbull se tratava de uma megera que odiava crianças. A sorte da menina foi ter caído na sala de Jennifer Honey ( Embeth Davidtz), uma professora super carinhosa.

A Srta. Honey logo percebe que Matilda é muito inteligente para sua idade e por isso, deveria ter uma atenção especial. Ao mesmo tempo, ela vê que os pais da menina acham isso uma bobagem e não a tratam como deveria.

No decorrer da história, a aproximação das duas se torna cada vez mais evidente. Além disso, Matilda percebe que tem mais do que uma inteligência avançada. E sim, o poder de mover objetos com a mente.

E será através desse dom, que a menina colocará as pessoas em seu devido lugar. A começar pela megera Sra. Trunchbull e a querida professora Honey.

Vale a pena conferir: Que Matilda é um filme infantil, ninguém duvida. Mas com um roteiro tão bacana, é quase impossível não gostar dele. Independente de sua idade. A menina cativa com seu jeito inteligente, sensível e irônico de ser. A amizade entre ela e sua professora é outro ponto forte, além do mau humor da Sra. Trunchbull - típica vilã engraçada – e de como os pais de Matilda são idiotas.

Melhor cena: Tem várias cenas engraçadas. Destaque para a Sra. Trunchbull arremessando uma aluna pela janela, só porque ela estava de tranças no cabelo. Aliás, todas as cenas dela são muito boas. Depois, quando Matilda percebe ter poderes graças a irritação com seus pais. Na sequência seguinte, ela começa a treinar e aprende a dominá-los.

Curiosidade 1: O roteiro e a direção do filme são de Danny de Vito. O ator também interpreta o pai da menina e ainda, narra a história.

Curiosidade 2: Na última vez que vi, meu pai assistiu comigo e morreu de rir. : )

Eu & a Obra: Adoro Matilda. Descobri o filme por um acaso, na locadora. Aluguei, não me arependi e sempre que passa na TV, assisto de novo. É o tipo de filme que não me canso. Curto a história, as atuações, conheço os diálogos, a trilha e confesso, adoraria ter os poderes dela. Rsrs.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Eu & “Viva! A Babá Morreu”

Nosso especial férias continua, hoje com uma produção apontada como sendo um clássico da sessão da tarde. Viva! A Babá Morreu (Don't Tell Mom the Babysitter's Dead), de 1991.

A história começa quando a mãe de cinco filhos resolve tirar ferias e viajar com o namorado, durante o verão. E para não deixá-los sózinhos, ela contrata a senhora Sturak (Eda Reiss Merin) como babá.

De início, a velhinha se faz de simpática. Mas basta a mãe virar as costas, para se mostrar uma verdadeira carrasca. Não demora muito, a Sra. Sturak coloca os jovens para fazer tarefas domésticas, implica com seus hábitos alimentares e comportamentais.

No final daquele mesmo dia, os jovens acabam tendo uma surpresa. A velha sofre um ataque cardíaco e morre. Com medo do que possa acontecer, os irmãos dão um fim no corpo. Mas não percebem que todo o dinheiro deixado pela mãe, estava em posse dela.

Resultado, ficam sem um tostão para as despesas da casa. Mesmo assim, decidem não chamar a mãe de volta. E o jeito encontrado é Sue Ellen (Christina Applegate), a irmã mais velha, conseguir um emprego.

Primeiro, ela tenta trabalhar em uma lanchonete. Mas logo se aborrece ao ter que lidar com clientes mal educados e gordura no cabelo. Depois, prepara um currículo falso, disfarça sua idade e consegue emprego de executiva numa grande empresa. E o que parecia fácil demais, acaba tomando grandes proporções.

Vale a pena conferir: Viva! A Babá Morreu é um filme muito legal. Como a maioria das comédias teens também debate a questão da responsabilidade, comum na transição entre pré-adolescente, adolescente e jovem. Mas, ressalta a ideia de que tudo tem seu tempo e hora. Além disso, destaca relações pessoais entre pais, filhos, irmãos, amigos e amores.

Melhor cena: Gosto muito do desfile que Sue Ellen organiza em sua casa, mais para o final do filme. Acho legal a cumplicidade entre seus irmãos e amigos, que a ajudam com o evento.

Curiosidade: Como curiosidade destaco primeiro a atriz Christina Applegate, que faz a Sue Ellen. Aqui era praticamente uma adolescente. Mais tarde, passa a ganhar papeis de destaque em comédias como o filme Tudo Para Ficar Com Ele e, posteriormente, na série de TV Samantha Who?. Ano passado ela ainda superou um câncer de mama.

Outra curiosidade é o remake do filme, cujo original faturou US$ 25 milhões em bilheterias, que está sendo escrito.

Eu & a Obra: Como a maioria dos títulos que venho falando aqui, durante este especial, esse também não foge a regra dos que mais vi em minhas férias escolares. Não e a toa que, reforçando o que falei no início do texto, é considerado um clássico da sessão da tarde. E, assim como os outros, há tempos não passa na TV. Pena, de novo!

domingo, 1 de agosto de 2010

Eu & “Uma Noite de Aventuras”

Apesar do mês já ter virado, o especial férias continua esta semana. O filme que falo agora é uma deliciosa comédia, que já agitou muito as tardes da Globo. Uma Noite de Aventuras (Adventures in Babysitting) é uma produção de 1987.

Protagonizada pela então desconhecida Elizabeth Shue, que mais tarde seria indicada ao Oscar pelo papel de prostituta no filme Despedida em Las Vegas, a história começa quando a jovem Chris Parker (Elizabeth Shue) vê os planos de passar a noite com o namorado irem por água abaixo.

Sem ter o que fazer, ela aceita trabalhar como babá de Sara (Maia) e Brad (Keith Coogan), durante a noite, enquanto os pais dos jovens vão à uma festa. O que parecia uma noite tranquila, vira um pesadelo graças à sua amiga Brenda (Penelope Ann Miller). A jovem está com problemas no centro da cidade e pede que Chris vá ajudá-la.

Chris, Sara, Brad e seu amigo Daryl (Anthony Rapp) vão de carro buscar Brenda. O pneu fura em plena avenida, eles descobrem que estão sem estepe e dinheiro. E a confusão está apenas começando, já que terão de lidar com os perigos noturnos da cidade grande.

Vale a pena conferir: Uma noite de Aventuras é um filme muito divertido, pois assim como o nome sugere as persoangens passam por várias situações de risco, mas com um toque relativamente engraçado. E mais, de uma certa forma discute questões pessoais. Essa louca experiência os fará ver a vida de outra forma, o que os tornarão mais próximos e amadurecidos.

Melhor Cena: Gosto muito quando eles param num bar frequentado somente por negros e ouvem a seguinte frase: “ninguém sai daqui sem antes cantar um Blues”. E é o que fazem, Acho muito legal.

Curiosidade: O filme tem dois jovens atores da década de 80. Elizabeth Shue, que se destacaria mais tarde nos filmes Despedida em Las Vegas e O Homem sem Sombra. E Keith Coogan, conhecido por trabalhos em Rebeldes e Heróis e Viva! A babá Morreu. Produções que você ainda verá aqui no blog. Rsrs.

Eu & a Obra: Como falei lá no início do texto, esse filme vivia “batendo cartão” na telinha da Globo. E toda vez que era exibido, eu o via. Mas, há tempos não passa. O que é uma pena. Eu adoro e por isso indico.

sábado, 31 de julho de 2010

Eu & “Digby, o maior cão do mundo”

O filme de hoje é um clássico dos filmes infantis, e com certeza animou as férias de muita gente. Digby, o maior cão do mundo (Digby, the Biggest Howl Ever Unleashed) é uma produção inglesa de 1973.

A história começa quando uma fórmula química, feita para aumentar o tamanho de legumes e verduras, sem querer é ingerida por um cão da raça Sheepdog. Digby, que já é grande por natureza, assume um tamanho monstruoso e provoca muitos prblemas para seu dono e toda a cidade.

No decorrer do filme cabe ao cientista Jeff Eldon (Jim Dales) evitar que o cão se meta em confusão, enquanto tenta conseguir o antídoto para trazer Digby ao seu tamanho normal o mais rápido possível, já que sua vida corre sérios riscos.

Vale a pena conferir: O filme é uma delícia. Digby é um fofo, amigo, companheiro... Não se trata apenas de um filme infantil, com um leve toque de comédia, mas também de um filme sobre a amizade entre um cão e um garoto. E isso é sempre muito bom de se ver.

Melhor cena: Gosto muito da cena em que o menino, que não me recordo o nome, dá o antídoto para o Digby. Dá um nervoso na gente e ao mesmo tempo, imaginamos qual a sensação de caminhar em cima da língua de um cão. Pelo menos quando se é criança e vê um filme como este. Rsrs. Destaco também a cena final. Só não conto porque se você não viu, perde a graça.

Curiosidade: A Raça Sheepdog é a mesma da Priscila, da TV Colosso. Lembra dela?

Eu & a Obra: Esse é um dos filmes que mais vi quando criança. Acredito que pelo menos uma vez por ano ele passava na sessão da tarde, na TV Globo. Com certeza marcou minha infância e provavelmente a de muita gente.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Eu & “Sem Licença para Dirigir”

O especial férias continua, hoje com um clássico dos anos 80. O filme Sem Licença para Dirigir (License To Drive, EUA, 1988) foi estrelado pela dupla Corey Haim e Corey Feldman, galãs teens da época.

A história começa quando Les (Corey Haim) não passa no exame teórico para a carteira de habilitação. Graças a um problema no sistema e o fato de ter feito a prova junto com sua irmã gêmea, que se sai muito bem, ele chega a fazer a prova prática.

Mas na hora H de por as mãos na carteira, é descoberta a “quase fraude”. Envergonhado, ele deixa para contar aos pais após o fim de semana. Em meio a essa confusão, Mercedes (Heather Graham), a garota dos seus sonhos, aceita sair com ele.

Antes mesmo disso acontecer, seus pais encontram o resultado da prova no bolso de sua calça e o repreendem por ter mentido. Ao mesmo tempo, Mercedes liga perguntando se o convite para sairem juntos ainda está de pé.

Les resolve pegar o carro do seu avô - que viajou e o deixou aos cuidados do filho - na garagem, sem que seus pais percebam. A noite, e a confusão, estava apenas começando.

Vale a epena conferir: Se você ainda não viu este filme, o que acho pouco provável, não sabe o que está perdendo. Além de ser um dos novos clássicos, componente da leve de filmes teen anos 80, é muito divertido. Atuações, trilha sonora e a história em si. Afinal, quem nunca planejou o encontro dos sonhos e quebrou a cara?

Melhor cena: Primeiro, destaco a sequência do encontro entre Les e Mercedes. Adoro quando eles param em um lugar, sobem em cima do capô e começam a dançar ao som de Frank Sinatra. Frank é Frank. Além disso, toda a confusão que vem a seguir. Segundo, destaco a sequência final. Quando Les precisa levar a mãe, em trabalho de parto, ao hospital. E quando seu avô retorna de viagem.

Curiosidade: Não destaco uma curiosidade específica do filme, mas o fato de ter sido mais um trabalho da dupla Corey Haim e Corey Feldman. Galãs nos anos 80, na década seguinte caíram no esquecimento e mesmo com pequenos trabalhos, jamais voltaram ao topo. Corey Haim faleceu em março deste ano.

Eu & a Obra: Vi muito este filme durante minhas férias escolares e com certeza foi um dos que marcou minha adolescência. Adoro a história, a forma como é contada, as músicas, a dupla de jovens atores... Indico sem medo. Por se tratar de um novo clássico, ter a cara de férias e não fazer feio em relação a ideia que todo filme sessão da tarde se não tem, deveria ter: pura diversão.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Eu & “A Bruxa do Bem”


Após um tempo sem escrever, resolvi fazer um especial férias. Citar filmes típicos de sessão da tarde, para serem vistos durante as férias. Sendo que alguns marcaram às minhas férias escolares. E para começar, nada como falar sobre o que passou ontem na TV Globo. 

O filme A Bruxa do Bem (The Good Witch) é uma produção canadense, de 2007. A história começa quando Cassandra (Catherine Bell) se muda para uma mansão antiga e considerada assombrada.

A jovem logo desperta a curiosidade das crianças e a ira da população carola da cidade, que acredita se tratar de uma bruxa. Para ajudar, ela abre uma loja em que vende essências e amuletos, o que aumenta as suspeitas sobre sua identidade e o verdadeiro motivo para estar lá.

Cassandra passa a ser investigada pelo policial da cidade, vivido pelo ator Chris Potter, que acaba se encantando por ela. Alem disso, conquista a confiança de seus filhos e o carinho de algumas pessoas que frequentam sua loja.

As coisas ficam mais tensas quando a esposa do prefeito tem um embate com a jovem. A acusa de agressão, praticar magia negra e convence parte da população a fechar sua loja e expulsá-la da cidade.

Vale a pena ver: O filme é simples, bem ao estilo sessão da tarde + férias, porém divertido e ainda com um toque de mistério e romance. Se você curte assuntos místicos e está de bobeira, é uma boa pedida. Independente de ser criança ou não.

Melhor cena: Eu destacaria o finalzinho, quando dá a sensação de que Cassandra vai finalmente se mostrar uma bruxa para o telespectador.

Eu & a Obra: Dizem que toda mulher é uma bruxa. Verdade ou não, adoro essa ideia. Sou mística, acredito em bruxas, duendes e fadas. E ainda adoro cristais, vassouras, incensos, caldeirões... Apesar de bem simplório, uma produção infantil, não me arrependi de ver o filme.