sábado, 14 de novembro de 2009

Eu & “Jerry Lewis”


Minha relação com Jerry Lewis surgiu da mesma forma que com a maioria das crianças, através dos filmes que passavam na Sessão da Tarde – TV Globo. Ou ainda, mais tarde no Corujão, programa da mesma emissora. Já a escolha de ilustrar minha seção “Calçada da Fama”, graças a mais uma obra que vi recentemente no Telecine Cult. Acho que já estava mais do que na hora!

Joseph Levitch nasceu na cidade de Newark, em Nova Iorque, no dia 16 de março de 1926. Considerado um dos maiores comediantes de todos os tempos, sua carreira teve início através de uma parceria com o também ator Dean Martin (já falecido). Juntos formaram uma dupla cômica, responsável por grandes sucessos no cinema norte-americano, até meados dos anos 50.

Por conta de divergências na concepção dos filmes e ciúme profissional, a dupla se desfez 1956. A partir daí Jerry Lewis tomou controle de sua carreira e, além de ator, trabalhou como diretor, produtor e escritor, alcançando êxitos de bilheteria e se mantendo como um dos principais astros de Hollywood até 1966.

Após essa data, sua carreira cinematográfica sofreu um declínio. Sendo assim, nos anos 70 o ator passou a se dedicar aos programas de televisão, sempre com grande sucesso.

Em 1976 Jerry Lewis e Dean Martin se reencontraram, por iniciativa de Frank Sinatra, em um programa beneficente. Mais tarde, em entrevista a Larry King Jerry contou, orgulhoso, que conseguiu contornar a surpresa perguntando a Dean se ele estava trabalhando.

Nos anos 80 o ator voltou ao cinema em O Rei da Comédia, de Martin Scorsese. Ele também participou da série de televisão Wiseguy (O Homem da Máfia). Já em 1993, fez uma participação no filme Arizona Dream, ao lado de Johnny Depp.

Esse ano Jerry Lewis ganhou o Prêmio Jean Hersholt, Oscar Humanitário, por ter contribuído para a criação da “Associação de Distrofia Muscular”, no início dos anos 50. Até hoje o ator continua envolvido em trabalhos assistenciais, sendo inclusive um dos fundadores do Teleton.

Filme apontado como o mais conhecido: Jerry Lewis é mais lembrado pela comédia O Professor Aloprado, de 1963. Na versão original o personagem desastrado de Jerry se transformava em um conquistador de mulheres, uma paródia de seu antigo/parceiro Dean Martin. O filme teve uma refilmagem em 1996, desta vez com Eddie Murphy no papel principal.

Curiosidade 1: O produção que me fez prestar essa homenagem era O Mensageiro Trapalhão – 1960. Uma das coisas mais bacanas nesse filme é que o ator simplesmente não fala, mas consegue tirar boas gargalhadas do público através de seus gestos e expressões. Prova de que, com certeza, Jerry Lewis é um dos melhores comediantes da história do cinema. Perdendo, talvez, apenas para Charles Chaplin. Mas aí também já é covardia!

Curiosidade 2: Para não dizer que ele não fala, na cena final ele expressa algumas palavras. E quando perguntado porque se fazia de mudo, responde: “Quem disse que eu era mudo? Eu sei falar. Só nunca disse nada porque ninguém me perguntou”. Genial!

Filmes preferidos: Há muitos filmes dele pelos quais sou apaixonada, mas entre meus preferidos destaco: Bancando a Ama-Seca – 1958 e o Terror das Mulheres - 1961.

domingo, 1 de novembro de 2009

Eu & “Crepúsculo”


Em comemoração ao Halloween minha escolha dessa semana é Crepúsculo. Como o filme é uma produção atual, vai para a seção Luz, câmera, ação.

Com direção de Catherine Hardwicke, foi lançado em 2008 e é pioneiro de uma série, baseada nos livros de Stephen Meyer. Tudo começa quando Isabella Swan (Kristen Stewart), filha de pais separados, resolve morar uns tempos com o pai. Frequentando um novo colégio, em meio a pessoas desconhecidas, ela se vê atraída por Edward Cullen (Robert Pattinson), jovem encantador e muito misterioso.

O rapaz acaba se mostrando interessado nela e o encontro torna-se algo inevitável. Mas, para surpresa de Isabella, Edward é mais do que um belo rapaz. É um vampiro e sabe que sua condição pode colocar a amada em perigo. Começa aí uma das histórias que mais vem encantando jovens e adolescentes nos últimos tempos.

Repetindo o fenômeno Harry Potter, que também é baseado numa série de livros, o filme foi campeão de bilheteria aqui e nos EUA. Além disso, aumentou consideravelmente às vendas dos livros, assim como produtos licenciados. E mais, sua continuação - Lua Nova - está preste a estrear nas salas brasileiras com ingressos disponíveis antecipadamente.

Quanto a minha percepção, é mediano. Não o acho ruim, porém diante do que falaram eu esperava bem mais. O romance é legal, o cara é lindo, mas a história é um tanto comum. Mesmo se tratando entre dois seres tão diferentes.

Talvez eu acabe batendo na tecla de que há coisas que não se devem modernizar demais, e a figura do vampiro é uma delas. Gosto dos medievais, aristocratas, gentlemans... É aí que mora o segredo para seu charme!

Até hoje o único filme do gênero, mas puxado para o moderno, que me agradou foi The Lost Boys – Os Garotos Perdidos. Fizeram uma coisa bacana já que, apesar de passar nos dias atuais, a imagem, forma como vivem, suas necessidades, se manteve. Isso foi uma grande jogada, e infelizmente ele não teve toda essa repercussão.

Vampiro que anda de dia já é difícil de aceitar, brilhando no sol feito purpurina então. Foi a gota d’água! Que saudade de Bella Lugosi, Christopher Lee, Vincent Price, Gary Oldman...

Hei, por favor. Não deixe de ler o blog por causa disso. Tudo aqui não passa da minha opinião e você pode concordar ou discordar à vontade. Somos uma democracia!

Melhor Cena: Acho legal a partida de beisebol entre um grupo de vampiros. O jogo de câmera cria um efeito bacana. Outro ponto alto do filme é a fotografia, além do casal ficar bem, juntos.

Curiosidade: O filme foi tão bem aceito que gerou a criação de uma nova série de TV, atualmente exibida no Warner Channel. Em Vampire Diaries a história é bem parecida, com a diferença de que a mocinha é disputada por dois irmãos vampiros, sendo um mau e o outro bom.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Eu & "Juventude Transviada"


Existem filmes que todos deveriam ver, independentes de serem bons, ruins, campeões de bilheteria ou uma lenda. Minha escolha para compor a categoria “clássicos” é um desses.
Juventude Transviada não entrou em minha vida por acaso. Na verdade, fazendo jus às minhas primeiras palavras, vi o filme porque tinha curiosidade de saber como era. Além de conhecer James Dean, astro de quem sempre muito se falou.

Quando assisti pela a primeira vez estava no colegial. Tive sorte de achá-lo na locadora e não perdi tempo. Aluguei! Lembro que gostei muito, não só da história como também da atuação de seu maior astro, o galã James Dean.

Ontem tive a sorte de rever. Nossa, percebi que se tratava de um filme que não me lembrava direito. Foi como se o visse pela primeira vez, o que é sempre muito gostoso. Apesar de parecer uma novidade, não mudou minha concepção.

Lançado em 1955, o filme foi dirigido por Nicholas Ray. A história, como o nome mesmo define, é baseada na juventude rebelde da década de 50. James Dean vive o jovem Jin Stark. Problemático por natureza, acaba preso por causar desordem na cidade onde vive.

Na cadeia, conhece e se apaixona por Judy (vivida por Natalie Wood). A jovem tem problemas com o pai e namora um badboy chamado Buzz, líder de uma gang. A rivalidade entre os dois logo fica clara e levará os jovens a situações extremas e irreversíveis.

O filme retrata muito bem uma juventude problemática, desgarrada de princípios, valores, ou simplesmente abandonada e incompreendida pela família. James Dean se sai bem e deixa claro porque entrou para o clã dos galãs hollywoodianos.

Apesar de antiga e com poucos recursos, tem uma fotografia maravilhosa. E mais, vale lembrar que embora tenha servido de inspiração para produções como Vidas sem Rumo e Selvagens da Motocicleta, não deixa nada a desejar.

Melhor cena: A antológica cena do pega, quando dois jovens rivais seguem com seus carros em direção a um penhasco, tendo a mocinha dando o sinal de arrancada abaixando os braços. Inclusive ela já foi repetida em outras produções, como por exemplo o filme Grease - Nos tempos da brilhantina.

Curiosidade: Revendo o filme descobri uma semelhança incrível entre James Dean e Brad Pitty. Não tanto física, mas de atuação. Principalmente quando chora. Nossa, fiquei impressionada!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Eu & "John Hughes"


Quando pensei na categoria “Calçada da Fama”, gostaria de usar esse espaço para homenagear personalidades ligadas à sétima arte que, de alguma forma, tenham marcado minha vida. Para isso, não precisa ser apenas aquele galã que tira meu fôlego, mas também diretores, redatores e /ou produtores que aprendi a admirar, através de seus trabalhos.

Até hoje, um filme para chamar minha atenção costuma ir além de sua história. Geralmente procuro acompanhar a carreira de atores que gosto, e para isso vejo todos os seus trabalhos. Mas muitas foram às vezes em que me guiei por um diretor ou roteirista. E quer saber? Na maioria das vezes, deu certo.
Quanto ao primeiro texto... Cheguei a pensar em falar sobre Johnny Depp, que é meu grande ídolo. Além disso, há a questão das superstições. Ou seja, com certeza ele me daria sorte. Mas já está tão presente em minha vida, que não irá se importar em ceder a vez e me deixar homenagear alguém também muito especial. Para garantir, a estrelinha que usarei será sempre a sua. Rsrs.

O cineasta John Hughes entrou em minha vida da mesma forma que na de muitos adolescentes. Na década de 80, através de seus filmes dedicados ao público teen, que viviam batendo cartão na sessão da tarde – TV Globo.

Sua estreia nas telonas foi com o filme Gatinhas e Gatões (1984). Entre seus sucessos, como diretor, contabilizam ainda Clube dos Cinco (1985), Mulher Nota 1000 (1985), A Garota de Rosa Shoking (1986) e o mega sucesso Curtindo a Vida Adoidado (1986), que acabou entrando para a lista dos novos clássicos.

Com seus trabalhos, além de descobrir novos talentos, soube traçar o perfil dos jovens e falar diretamente a sua língua. Quem mais colocaria na telona um cérebro, um atleta, uma pirada, uma princesa e um criminoso juntos, na mesma sala? Ou ainda, a criação da mulher ideal, por dois nerds, através do computador?

Por fim John Hughes conquistou todo um legado quando mostrou as aventuras de Ferris Buller, no dia em que “cabulou” a aula, para curtir a vida na companhia dos amigos. Até hoje a personagem vivida por Matthew Broderick passa, de geração para geração, a mensagem de que a vida é curta e por isso deve ser aproveitada.

O segredo do seu sucesso estava justamente nas mensagens que transmitia em seus filmes. “Rebeldia, medo, ansiedade... NÃO ao preconceito e SIM às diferenças”.

John Hughes faleceu de ataque cardíaco, durante uma caminhada, em agosto desse ano. Ele tinha 59 anos e deixou não apenas Ferris Buller, mas toda uma geração órfã. Inclusive eu!

domingo, 18 de outubro de 2009

Eu & "Sintonia de Amor"


De todas as categorias que criei para esse blog, ainda não consegui apresentar a que dedico aos grandes nomes do cinema, sejam eles atores ou diretores. Tinha deixado para agora, mas infelizmente vai ter que esperar um pouco mais. Tudo isso por que revi um filme hoje e me deu muita vontade de falar sobre ele. É bem light, do tipo para ver em casa, acompanhado ou não.

Sintonia de Amor (Sleepless in Seattle) é uma produção de 1993 e deu inicio a parceria Meg Rayan e Tom Hanks, que seria repetida anos depois num filme, da mesma linha “comédia romântica”, chamado Mensagem para Você (falo dele mais para frente).

O filme começa quando Sam Baldwin (Tom Hanks), que mora em Seattle, fica viúvo e precisa tomar conta do filho Jonah (Ross Malinger). O tempo passa e, um ano e meio após a morte da esposa, ele ainda sofre a perda da amada.

Vendo que seu pai se sente muito só, Jonah resolve ligar para um programa de rádio na véspera de Natal, com esperança de encontrar uma namorada para Sam. É aí que entra Annie Reed (Meg Ryan). A jornalista escuta a participação do menino e acaba se sensibilizando com sua história. E mais, se apaixona por Sam mesmo sem nuca tê-lo visto.

Pai e filho começam a receber cartas de mulheres vindas de diversos Estados, porém o menino fica interessado na que Annie escreveu. Mas como ela mora muito longe, Sam logo a descarta. Agora está nas mãos de Jonah juntar Sam e Annie, já que acredita se tratar de almas gêmeas.

Com história envolvente e trilha sonora belíssima, Sintonia de Amor tem grandes chances de entrar para sua lista de favoritos. Principalmente se você é daqueles que curte filmes de amor, ou gosta de conferir os trabalhos de Meg Rayan.

Durante um tempo ela fixou sua carreira em roteiros bem parecidos. Tudo começou com Harry & Sally (1989), passando por Sintonia de Amor (1993), Surpresas do Coração (1995) e Mensagem para Você (1998). Todos ótimos! E futuras pautas... Aguardem.

Melhor cena: O encontre de Sam e Annie, no alto do Empire State – Nova York, no Valentine’s Day.

Curiosidade: Uma das coisas legais em rever filmes é que a gente sempre acaba reconhecendo no elenco, alguém que não era tão famoso na época. Nesse caso é Bill Pullman, que faz o namorado de Meg Rayan. Aposto que ele nem sonhava em conquistar Sandra Bullock - Enquanto você Dormia (1995), ou se tornar o presidente mais gato que os EUA já teve - Independence Day (1996). Rsrs.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Eu & “Psicose”


Uma das minhas maiores dúvidas era escolher um título para abrir minha seção Clássicos. São tantos filmes bons, interessantes, grandes nomes... Ontem revi o clássico dos clássicos. Sinal divino ou não, a verdade é que não poderia falar de outro que não fosse Psicose, do mestre Alfred Hitchcock.
O filme é baseado na história da secretária Marion Crane, vivida pela atriz Janet Leigh, que foge da cidade após roubar 40 mil dólares do seu patrão. No meio do caminho ela é surpreendida por uma chuva, que a obriga parar num hotel isolado cujo dono é Norman Bates (Anthony Perkins), rapaz com um comportamento bem estranho.

Enquanto é procurada por sua irmã, namorado e um detetive contratado pelo seu patrão, a jovem acaba sendo alvo de um brutal assassinato. E é aí que o mistério de seu sumiço começa a tomar novos rumos.

A produção é de 1960 e entrou para a história como uma das maiores do gênero, suspense. Como é em preto e branco, quase no estilo “Noir”, mais sombrio impossível.

Com certeza uma das grandes jogadas do diretor foi a trilha sonora, já que o tempo todo ela mantém um clima tenso junto ao telespectador. Além disso, eternizou uma das cenas mais famosas na história do cinema. A sequência do chuveiro, que termina na morte da jovem.

Agora a pergunta que não quer calar: “Você se hospedaria sozinha num hotel de beira de estrada, numa noite chuvosa, sem nenhum outro hóspede presente, cujo dono vive isolado do mundo num casarão sombrio?” Eu acho que não!

O engraçado é que, apesar do tempo e levando em consideração todos os recursos que contamos hoje, Psicose ainda assusta mesmo àqueles que conhecem o filme do começo ao fim.

Melhor cena: Além da tradicional cena do chuveiro, a sequência em que a jovem foge de carro, da cidade. A música de fundo e o olhar de culpa dela... Sensacional.

Curiosidades: Quando Alfred Hitchcock produziu Psicose, já tinha mais de 50 trabalhos contabilizados. Porém esse filme foi o grande marco em sua carreira, sendo considerado obra prima e um dos mais influentes na história do cinema. O filme teve ainda 3 desnecessárias continuações. Além de um remake, realizado em 1998 pelo cineasta Gus Van Sant. A produção em cores foi apontada como uma das piores refilmagens de todos os tempos. Sinal de que clássico que é clássico não deve ser transportado para os dias atuais.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Eu & "Mamma Mia"


No último fim de semana eu assisti o filme que escolho para ser o primeiro da categoria Luz, câmera, ação. Categoria essa que dedico as produções mais recentes.

Mamma Mia – o filme (2008) é um musical adaptado para o cinema. A história se passa na ilha de Kalokairi, localizada na Grécia. Lá vive Donna (Meryl Streep), proprietária de um hotel, e sua filha Sophie (Amanda Sheyfried).

A menina está preste a se casar, mas não sabe quem é seu pai. Após ler o diário da mãe, Sophie descobre que há três possíveis candidatos à paternidade e resolve convidá-los secretamente. Ao descobrir que seus ex-namorados estão na ilha, Donna se desespera. Afinal, no passado ela se envolveu com os três ao mesmo tempo. Está armada a confusão.

Mamma Mia é uma deliciosa comédia embalada pelas músicas do Abba. Meryl Streep dá um show de interpretação e o elenco ainda conta com os atores britânicos Pierce Brosnan (007) e o tímido Colin Firth (Diário de Bridget Jones). Recomendadíssimo!

Melhor cena: Por se tratar de um musical, todas as que o elenco canta e dança são ótimas. Mas destaco a sequência de “Dancing Queen”.

Motivos para ver o filme: Além da chance de ver uma Meryl Streep muito “P. Louca”, ninguém duvida que ela é uma riponga na faixa dos 40, a fotografia é lindíssima. As paisagens e o mar azul da Grécia só aumenta a vontade de conhecer o lugar.