terça-feira, 20 de julho de 2010

Eu & “Conta Comigo”

No dia do amigo nada como falar de um filme que trata com maestria o tema amizade. Lançado em 1986, Conta Comigo (Stand by Me) é uma produção baseada no livro “O Corpo”, do mestre de suspense Stephen king.

O filme começa quando a história sobre o desaparecimento de um menino, cujo o corpo supostamente teria sido visto na linha do trem, se espalha em uma pequena cidade do Oregon.

Interessados em descobri o que aconteceu com o jovem, além de obter o respeito da cidade, um grupo de amigos resolve seguir viagem rumo ao percurso pelo qual o garoto passou.

Durante a aventura, o sensível Gordie (Wil Wheaton), o durão Chris (River Phoenix), o destemido Teddy (Corey Feldman) e o acovardado Vern (Jerry O’Connell), vão passar por diversas experiências e descobrir que a amizade entre eles é algo que ambos jamais vão esquecer.

Por que vale a pena conferir: Segundo a crítica, Conta Comigo é um filme raro e especial sobre a amizade e as indeléveis experiências do crescimento (Site Cinepop). Para mim, é um dos filmes mais lindos que já vi. Aborda o tema com uma sensibilidade fora do comum. Simples, bonito. Suspense e humor na medida certa, e ainda boas atuações e belíssima trilha sonora.

Melhor Cena: São muitas. Gosto das conversas entre eles durante a viagem. Momentos de se desprender, se soltar sem medo e pudor, falar de angústias, insegurança, medo... Hora de chorar e rir. Da sequência em que eles caminham juntos pela linha do trem. Bacana a cena, dá ar de aventura e liberdade.

A volta. Já cabisbaixos, pensando no que aconteceu com o tal menino e refletindo sobre o futuro; A despedida, já chegando em casa; E a cena final. Como o filme é narrado por Gordie, que virou escritor, o telespectador descobre que durante todo o tempo ele estava escrevendo sobre a experiência vivida quando menino.

Curiosidade: Entre os meninos, três se tornaram nomes conhecidos do cinema. O saudoso River Phoenix, Corey Feldman (astro teen anos 80) e Jerry O’connell (o gordinho cresceu, ficou um gato, fez os filmes Joe e as Baratas, Pânico 2 e séries de TV). Além deles, temos o até então Kiefer Sutherland (série 24 Horas) e o veterano Richard Dreyfuss (filme Tocaia).

River Phoeniz e Wil Wheaton participam do clipe da música "Stand By Me".

Eu & a Obra: A primeira vez que vi este filme foi na sessão da tarde, da TV Globo. Fiquei encantada com a história e choro até hoje, mesmo sabendo o que acontece do começo ao fim. Somente no final, ao ver os créditos, fui que descobrir se tratar de uma do Stephan King, escritor que adoro. Sinceramente, só ele mesmo para fazer algo tão bom.

Quando citei a última cena do filme, destaco também a fala de Gordie: “Eu jamais tive amigos como os que conheci quando eu tinha 12 anos”. Eu também! Aos 10, 15, 18, 20, 25...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Eu & “Esse Homem é Meu”

Como faz muito tempo que não publico um clássico aqui no blog, lembrei de um que vi ano passado. E ainda aproveito para homenagear o dia do homem, comemorado ontem (15/07).

Esse Homem é Meu (The King and Four Queens) é uma produção de 1956. E estrelada por Clark Gable, galã de ... E O Vento Levou. Seguindo o estilo faroeste de antigamente, o filme começa quando o forasteiro Dan Kehoe (Clark Gable) chega a uma pequena cidade.

Ele logo fica sabendo da existência de quatro supostas viúvas, que moram com a sogra "Ma" McDade (Jo Van Fleet). E mais, há rumores de que a “velha” guarda uma fortuna em algum esconderijo de sua casa. Dinheiro roubado pelos filhos, que se encontram foragidos ou mortos.

Dan decide se infiltrar na casa, para roubar-lhes o dinheiro. Chegando lá, é recebido à balas. Mesmo assim, as mulheres resolvem lhe dar um crédito de confiança e o acolhe até que fique bom.

Mas sua estadia irá despertar a desconfiança de McDade e o interesse de suas noras, que não veem um homem bonito há muito tempo.

Vale a pena conferir: Nesse caso, depende muito do gosto de cada um. Como cresci vendo filmes de faroeste, graças a meu pai, curto esse tipo de produção. Além disso, sempre gostei de Clark Gable - ele era um homem muito charmoso -. Nesse caso, se estivesse no cinema, já valeria o “ingresso”. Rsrs.

Por fim, adoro a estética de filmes antigos. A beleza de cenário, geralmente ao ar livre, e dos próprios atores. Não é a toa que as mulheres se tratavam de verdadeiras divas. Agora, para quem não está acostumado, ou não gosta do gênero, é comum estranhar.

Melhor Cena: Aponto uma cena em que Dan segue em direção ao seu quarto, pra dormir. Até chegar ao local desejado, ele passa pela porta dos quartos das quatro mulheres. Como a essa altura ambas estão de olho nele, o forasteiro acaba sendo encurralado por elas. É muito engraçada.

Eu & a Obra: Uma manhã, sem ter nada para fazer, zapeando pela TV a cabo descobri este filme. Parei primeiro pelo nome, que é forte. Depois por causa do Clark Gable, ator que adoro. E gostei muito. Engraçado, divertido, com boas doses de aventura e romance. Faroestes daqueles que já não se veem com tanta frequência. Acho que a última tentativa que vi foi Maverick, na década de 90. E assim mesmo tinha mais características de comédia do que essência de faroeste. O que é uma pena.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Eu & “Bastardos Inglórios”

Na minha listinha de filmes mais recentes, o que vou falar agora é uma produção que gostei bastante. Principalmente levando em consideração que não sou muito fã deste diretor. Mas, quer saber? Tem coisa mais gostosa do que quando alguém te surpreende? Acho que não.

Bastardos Inglórios (Inglorious Bastards) é uma produção de Quentin Tarantino. Lançado em 2009, o filme concorreu ao Oscar deste ano em diversas categorias, inclusive melhor longa, mas faturou apenas o de ator coadjuvante para Christoph Waltz (Hans Landa).

A história começa no período em que a Alemanha ocupa o território francês, e tem início com o nazista Hans Landa, conhecido por ser um ótimo caçador de judeus (Christoph Waltz), executando a família de uma menina chamada Shosanna (Mélanie Laurent). A jovem consegue fugir e anos mais tarde, reaparece em Paris. Agora, dona de um cinema e com outra identidade.

Ao mesmo tempo surge pela Europa um grupo de soldados americanos judeus, exterminadores de nazistas, denominados “Bastardos Inglórios”, comandado por Aldo Rayne (Brad Pitt). Com atos de violência, e nem um pouco de piedade, o grupo de Rayne se torna cada vez mais famoso e temido pelos alemães.

No decorrer da história as vidas de Aldo e Shosanna caminham para um único objetivo, acabar com os líderes do Terceiro Reich. E para isso armam um plano, a ser executado durante a exibição de um filme no cinema da jovem judia.

Vale a pena ver: Bastardos Inglórios é um ótimo filme, principalmente pela dose de deboche. A ideia de fazer um anti-nazismo é ousado demais, e isso é muito bom. As atuações são um fator a mais. Christoph Waltz mereceu o Oscar e Brad Pitt também deveria ter tido uma indicação. Apesar de caricato, ele está ótimo.

Curiosidade: A personagem de Brad Pitt foi baseada nos atores Aldo Ray e John Wayne. Quem já viu filmes de faroeste com o Wayne, vai concordar que ele está igualzinho a ele. Rsrs.

Melhor Cena: Não defino cenas específicas, apesar de gostar do final, mas momentos. Adoro a forma com que os Bastardos agem quando encontram um nazista – a ideia de marcar uma suástica - como se fosse a letra escarlate – em soldados nazista, que eles deixaram sobreviver para contar a história do grupo, é muito boa. Assim como as cenas protagonizadas por Hans Landa, ele é muito engraçado. Hitler também está ótimo, com boas doses de irritação, estresse e ironia.

Eu & a Obra: Minha curiosidade sobre este filme se deu graças a comentários vistos no programa Saia Justa e pelos da minha sobrinha, que o viu no cinema. De início não tive vontade em assistir porque não curto filmes do Tarantino - para ser sincera, com este somo três trabalhos dele visto-, por achá-los com violência gratuita. Mas desta vez, eu tiro meu chapeu. Tarantino foi brilhante, pois até a violência está na dose certa.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Eu & “Enquanto Você Dormia”

A vida é engraçada! Estou com uma lista de filmes que vi, na última semana, para citar aqui. E filmes recentes. Mas ontem, após rever uma comédia romântica que a-m-o, eis que esta me inspirou a escrever hoje para vocês. Vamos lá?

O filme Enquanto Você Dormia (While You Were Sleeping) é uma produção de 1995. Esta comédia romântica, estrelada por Sandra Bullock, conta a história de Lucy, uma jovem bilheteira, e solitária, que trabalha em uma estação de metrô.

Lucy (Sandra Bullock) nutre uma paixão secreta por Peter (Peter Gallaghe – da série The OC), rapaz com quem ela nunca falou. Um dia, ao salvá-lo de um acidente, ela vê sua vida mudar completamente.

Peter entra em coma e Lucy passa a ser apontada como sua noiva. Em meio a toda essa confusão, a jovem é acolhida pela família do suposto noivo e não se sente mais sozinha.

Mas ela teme que, caso a verdade venha a tona, a família Callaghan se decepcione e a deixe novamente sozinha. Para complicar ainda mais sua situação, Lucy se apaixona por Jack (Bill Pulman), irmão de Peter. E ela mal sabe que está sendo correspondida.

Vale a pena ver o filme: Enquanto Você Dormia está entre minhas comédias românticas favoritas. Acho ele leve, com uma história bacana, sensível... Fala de amor, amizade, carinho, respeito, família... Mexe com nosso “lado pessoal”, independente de estarmos apaixonados ou não. O casal Sandra Bullock e Bill Pulman tem uma química gostosa de se ver. E vamos combinar que ele está um gato.

Melhor Cena: Além da cena final, destaco uma em que Jack dá de presente para Lucy um desses globos com água dentro, em que se vê Florença. Como o sonho da jovem é conhecer a cidade, para mim este gesto foi uma das coisas mais lindas e românticas que já vi. Também curto a fala final de Lucy, enquanto narradora de sua história. Ela diz que, ao ser questionada por Peter quando se apaixonou por Jack, responde: “Foi enquanto você dormia”. Trocadilho bacana. Rsrs.

Curiosidade: Repara só como o nome de Peter, ator e personagem, são parecidos.

Eu & a Obra: Não lembro quando vi esse filme pela primeira vez, muito menos quantas vezes já o revi, mas amo tanto que choro em algumas cenas. Me sensibilizo com a vida de Lucy, sua solidão, ingenuidade, pureza. E essa bela história de amor, claro.

A cena que citei, sobre Florença, me faz lembrar de uma histórinha. Uma vez, conversando com meu amigo Tchê, ele me contou sobre uma peça que viu chamada Veneza. A história fala de uma velha cafetinha, prestes à morrer, que sonha em ir para Veneza. Seus amigos arma uma situação que a fazem acreditar estar em Veneza, passando seus últimos dias de vida. Sensibilizado, o Tchê me disse: “É tão fácil dar Veneza a alguém”. É, dar Veneza, Florença, Paris... Basta querer. : )

Jabá: Eu já havia falado deste e de outros filmes ano passado, em minha coluna no NaTelinha. Confere lá: http://natelinha.uol.com.br/2009/08/15/not_24627.php  

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Eu & “Cazuza – O tempo não para”

Hoje (07/07) é aniversário de morte do cantor Cazuza. Embora represente uma data triste para fãs e familiares, nada como recordar sua história através desse filme.

Cazuza – O tempo não para é uma produção de 2004. Baseada no livro Só as mães são felizes, de Lucinha Araújo – mãe de Cazuza -, o filme mostra a trajetória do cantor de 81 à 90. Desde o início de sua carreira até sua morte, aos 32 anos, por complicações decorrentes da Aids. 

A Montagem da banda Barão Vermelho, carreira solo, romances, descoberta de ser um portador do vírus HIV, convivência com a doença, amigos, família, até o dia em que faz seu último show - antes de falecer -, são passagens mostradas no filme.

Daniel Oliveira dá vida ao idealista cantor. Com traços que deixaram o público assustado, há quem acreditasse estar vendo Cazuza, o ator soube incorporar e passar muito bem toda a rebeldia, ansiedade e medo, presentes naquele jovem artista.

Já Marieta Severo interpreta Lucinha, a mãe de cazuza. Sua atuação também foi primorosa ao mostrar a luta daquela mãe. Luta que ultrapassa as paredes de sua casa e cai nas ruas, já que não lida apenas contra a doença do filho. Mas com o preconceito da sociedade e principalmente, os altos e baixos pelos quais Cazuza passa.

Vale a pena conferir: Um filme ótimo e triste. Muito forte, sensibilizou demais a quem assistiu. Impressionou a capacidade com que os atores vestiram a camisa, se dedicaram àquela história. E apesar de contar a história de um astro do rock nacional, acabou se transformando na produção de uma personagem secundária. Ou alguém duvida que a grande estrela desse longa seja mesmo Lucinha Araújo?

Melhor Cena: Daniel Oliveira arrasa no papel do cantor, por isso nada como observar bem as cenas em que aparece no palco. Incrível como pegou rápido seus trejeitos, o que nos faz por alguns momentos acreditar estar vendo Cazuza.

Mas nada como respirar bons momentos, tornar a produção mais leve. Por isso destaco a relação tapas e beijos entre Cazuza e a mãe. Gosto de uma discussão entre eles, em que Cazuza a manda “tomar naquele lugar”. Ela fica de bico, super aborrecida, e na primeira oportunidade joga isso na sua cara.

Curiosidade: Apesar de não ser novidade para ninguém, após a perda do filho Lucinha Araújo abriu a “Sociedade Viva Cazuza”. A casa, localizada aqui no Rio, atende crianças carentes, portadores do vírus HIV.

Eu & a Obra: Sou daquela geração em que ou gostava de Cazuza, ou de Renato Russo. Faço parte da primeira leva. Gostava de suas músicas, inteligência, irreverência. Fiquei triste com seu falecimento e muito impressionada com o filme. Não pela história em si, já que, assim como ele, acontece com jovens de diversos lugares, etnias, condições sociais... Mas com a luta daquela mãe, daquela família, em prol do filho. Sem julgamentos, cobranças ou questionamentos, apenas amor.

Jabá: Entrevistei Lucinha Araújo em 2008, para o blog Espetaculosas.

Eu & “Meu nome não é Johnny”

Fechando a parceria com o Festival Nacional, exibido na TV Globo, o filme de hoje é Meu nome não é Johnny. Aclamado pelo público, sucesso de bilheteria, a produção de 2008 é baseada em fatos reais.

A história narra a trajetória de João Guilherme Estrella (Selton Mello) - considerado o maior traficante do Rio na década de 90 - desde sua entrada no submundo das drogas até a redenção.

De classe média, criado na zona sul da cidade, o rapaz frequentou os melhores colégios e sempre andou na companhia de jovens pertencentes às famílias mais influentes do Rio de Janeiro. Adepto a esbórnia, acabou se infiltrando no universo das drogas. Daí para o tráfico foi um pulo.

E assim começa a trajetória de Johnny, ou melhor, João Estrella. O que começou como um grande “barato”, acabou tomando uma proporção maior do que a esperada. O jovem se torna traficante internacional, ganha dinheiro na mesma proporção em que gasta, se apaixona por Sofia (Cleo Pires) - com a qual vive uma grande e breve paixão -, é preso e condenado a tratamento psiquiátrico.

Vale a pena conferir: Todo bom filme tem seus prós e contra, e Meu nome não e Johnny não foge a regra. A seu favor encontramos uma produção impecável, com elenco de primeira, personagens fortes e ótimas atuações. A grande repercursão na mídia foi fator primordial para seu sucesso, o que acabou valorizando-o demais.

Melhor Cena: Gosto das sequências em que Johnny negocia drogas, ao som de Titãs. Deu uma agilidade muito bacana. Apesar de ser um filme dramático, e Selton Mello ser um monstro da interpretação, prefiro destacar as cenas em que Julia Lemmertz, que interpreta sua mãe, aparece. Ela dá o tom perfeito. Já para rir, nada como a cena em que Johnny serve de intérprete na cadeia. Sensacional!

Curiosidade: Não há um fator que podemos considerar curiosidade, já que toda a história é bem explícita na produção. Mas como é verídico acho bacana enfatizar que após sua redenção, João Estrella se tornou um produtor musical conhecido.

Eu & a Obra: Assim como uma grade maioria, vi Meu nome não e Johnny porque queria conferir se era tão bom quanto falavam. Gostei, claro. É um filme bom, desses que nos faz pensar e repensar na vida. Retrata bem o universo das drogas e a corrupção na polícia.

Mas o que me preocupa, e aí aponto como uma falha – ponto negativo -, é a forma como produções assim tendem a humanizar demais esses jovens, de boa classe social, que caem nessa “onda” e só se arrependem quando pegos no bote. Não dá para fechar os olhos e não reconhecer a parcela de culpa que essa mesma juventude tem, em relação ao crescimento do tráfico nas grandes cidades.

Jabá: Uma crítica minha sobre esse filme saiu no site NaTelinha, em abril do ano passado. Confere lá: http://natelinha.uol.com.br/2009/04/29/not_22128.php  

domingo, 4 de julho de 2010

Eu & "Nascido em 4 de Julho"

Não há data mais propícia para falar desse filme que hoje, dia em que se comemora a independência dos Estados Unidos. É com muita alegria que relembro dele aqui e aponto como um novo clássico, pois acredito que entrou para a história do cinema.

Nascido em 4 de Julho (Born on the Fourth of July) foi lançado no finalzinho dos anos 80, tendo o galã Tom Cruise no papel principal e direção de Oliver Stone, que para mim sabe como ninguém produzir um filme sobre guerra.

A história conta à ida de um jovem rapaz para o Vietnã. Ron Kovic (Tom Cruise) é um idealista que acredita demais em sua pátria. Um dia, contrariando a vontade de sua família e namorada, se alista num grupo de soldados para servir na guerra.

Chegando lá, não demora muito para ser pego em um combate. Os ferimentos provocam a paraplegia em Ron e ele retorna para seu país completamente revoltado. De volta para casa, recebe uma condecoração, seguida de uma medalha, pelos serviços prestados à pátria.

O tempo passa e Ron começa a sentir suas limitações, limitações estas que de início lhe fazem desistir de seus sonhos. O rapaz fica revoltado e sem vontade de fazer nada para mudar aquela situação.

Até o dia em que resolve cobrar do Estado mais respeito e melhores condições de vida aos veteranos de guerra. É aí que o jovem começa uma nova batalha, só que desta vez em prol de uma vida melhor.

Vale a pena conferir: Porque Oliver Stone mostrou-se mais uma vez um gênio, ao tratar de um assunto tão delicado que foi a Guerra do Vietnã. Além disso, dá uma visão bem crítica de como funciona o “sistema”, em tempos de guerra, numa grande potência e levanta a questão do patriotismo, tão presente na sociedade norte-americana. O que de certa forma é muito bonito.

Melhor Cena: O filme é pesado, triste. Não é nada fácil ver um jovem ter seus sonhos, sua vida, destruída. As melhores cenas estão relacionadas à paraplegia de Ron. Desde sua reação até a aceitação de suas limitações. Mas se é para derramar lágrimas, destaco quando ele passa a noite com uma mulher. O rapaz chora porque não consegue senti-la e precisa ser guiado por ela. É P#*a...

Curiosidades: As presenças do diretor Oliver Stone, no papel de um repórter. Além de Stephen Baldwin e Willian Baldwin (irmãos do Alec Baldwin – da série 30 Rock). Super desconhecidos, em início de carreira. Isso é muito legal!

Mas algo que eu destacaria aqui é a coragem de Tom Cruise em fazer esse filme, numa época em que estava no auge. Apontado como mais uma “carinha bonita” de Hollywood, o ator topou ficar feio – ele envelhece no decorrer da história, chegando a ficar calvo - e arrasou em sua atuação. Tanto que foi indicado ao Oscar de melhor ator. Vale lembrar que além dessa indicação, o filme recebeu mais oito. Porém, faturou apenas às estatuetas de direção e montagem.

Eu & a Obra: Esse foi mais um dos poucos filmes de guerra que vi. Adorei! Boa história, roteiro bacana, com ótimas críticas. Adoro as produções de Oliver Stone. Gostei muito da atuação de Tom Cruise, me fez chorar. E ainda tem Willian Dafoe, que repete a dobradinha com Stone iniciada em Platoon. Esse ator dispensa comentários.