quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Eu & “Quatro Amigas e um Jeans Viajante”

O festival férias do Eu, eu mesma & meus filmes tem o prazer de apresentar hoje Quatro Amigas e um Jeans Viajante (The Sisterhood of the Traveling Pants). A produção, lançada em 2005, ficou famosa por reunir em seu elenco uma turma de jovens atrizes conhecidas do público.

No filme, Tibby (Amber Tamblyn), Lena (Alexis Bledel), Bridget (Blake Lively) e Carmen (America Ferrera) são quatro amigas que se conhecem desde quando suas mães estavam grávidas.

Elas cresceram juntas e juntas permaneceram, até que aos 16 anos, durante as férias escolares, três delas iriam viajar. Como essa seria a primeira vez que se separariam, ambas estavam com os corações partidos.

Lena iria para a casa de parentes na Grécia, Bridget para uma colônia de férias no México e Carmen passaria um tempo com o pai, com o qual não tinha uma convivência muito boa desde que ele se separou de sua mãe e constituiu outra família.

A única que ficaria na cidade era Tibby. Além de ter que trabalhar, como a jovem é apaixonada por cinema, aproveitaria o resto do tempo livre para terminar um documentário.

Em meio aos planejamentos e expectativas, durante ida a uma loja as amigas encontram uma calça jeans que curiosamente servia nas quatro. Acreditando se tratar de um sinal mágico, compraram a calça e fizeram uma espécie de pacto.

Durante o mês em que estivessem separadas, a calça passaria pelas mãos das quatro. Uma semana por vez. E a menina que a ussasse, teria que tomar certos cuidados e ainda, descrever para a próxima amiga a receber a calça as experiências que viveu enquanto a usava. Sejam elas boas, ou más.

E assim foi feito. A calça percorreu o mesmo trajeto das amigas, dividindo com elas suas experiências, angústias e impressões, de forma como se todas jamais tivessem se separado.

Vale a pena conferir: Porque quem não se deixar levar pelas aparências descobre que Quatro Amigas e um Jeans Viajante é um filme belissimo. História forte e muito emocionante. Do tipo que nos faz respirar fundo, pensar bastante em nossos atos e dar mais valor ainda às amizades.

Melhor Cena: São muitas. Gosto bastante de quando elas acham a calça e criam a irmandade. Acho engraçado quando Lena fala “É fiscamente impossível uma mesma calça caber em nós quatro”.

Depois, as experiências de cada uma enquanto separadas. Só não cito, porque perde a graça. Mas, prepare os lenços.

Curiosidades: Três das quatro amigas já eram atrizes conhecidas do público, graças aos seus trabalhos em séries de sucesso. Alexis Bledel de Gilmore Girls, Blake Lively de Gossip Girl e America Ferrera de Ugli Betty. Ambas no papel de protagonistas.

Amber Tamblyn, já bem mais crescida, está atualmente na nova temporada de House.

O filme fez tanto sucesso que rendeu uma continuação. Em Quatro Amgas e um Jeans Viajante 2 (2008), as jovens já estão na faculdade. Mas mesmo distante, mantém a amizade e cumpliciade.

Eu & a Obra: Na época que esse filme foi lançado, lembro da publicidade ter sido em cima da reunião de atrizes conhecidas do grande público. Mesmo assim, de início me deixei levar pelas aparências e o julguei mal. Areditando se tratar de mais um filme desses sem muito conteúdo.

Um dia, de bobeira em casa, vi que estava passando na TV e parei para ver. Minha visão mudou completamente. Chorei horrores, mas me encantei pela história dessas quatro amigas. Amo o filme e acredito que ele faz falta em minha humilde videoteca. Sonho que um dia vou concretizar.

Já revi muitas outras vezes, mas infelizmente ainda nao vi sua continuação.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Eu & “O Rio Selvagem”

O filme de hoje é uma aventura recheada de cenas eletrizantes, somadas a belas imagens. O Rio Selvagem (The River Wild, 1994) foi dirigido por Curtis Hanson, o mesmo do sucesso Los Angeles – Cidade Proibida.

Na História, Gail (Meryl Streep) é uma ex-guia turística que planeja levar a família para participar de uma corredeira. O local, o mesmo onde ela estava acostumada a trabalhar anos atrás.

O passeio serviria não apenas para mostrar ao filho, que faria aniversário por aqueles dias, a região onde a mãe praticamente cresceu. Como também, unir a família. Afinal, seu casamento andava estremecido por conta do excesso de trabalho do marido.

Ao chegarem, Gail conhece Wade (Kevin Bacon) e mais dois amigos que estavam no acampamento. No meio da conversa, eles acabam descobrindo que ela conhecia muito bem a região.

Mais à frente, já no rio, Gail reencontra esses rapazes, que afirmam terem perdido seu guia. Com pena, ela oferece uma carona até a próximo parada. Mas no decorrer da viagem, sua família descobre que eles são bandidos.

Vindos de um grande assalto liderados por Wade, a ideia era utilizar as corredeiras para despistar a polícia. Sem ter como fugir, Gail percebe que a única forma de proteger sua famíia é ceder às ameaças dos bandidos.

O combinado era levá-los até o final desse passeio, cujo local ainda é seguro para iniciantes. Porém, no meio do caminho, Wade obriga Gail a seguir mais adiante. Mesmo sabendo que enfrentariam correntezas violentas.

Vale a pena conferir: Se você curte filmes de ação, O Rio Selvagem é regado de cenas capazes de tirar o fôlego de qualquer um. Muita adrenalina, ótimas imagens e atuações brilhantes. Com destaque para Meryl Streep, que está maravilhosa.

Melhor Cena: Há várias cenas ótimas, mas destaco duas. A primeira quando Wade expulsa o marido de Gail do barco e tenta matá-lo. Como todos acreditam em sua morte, mãe e filho ficam com os nervos à flor da pele. E o final, quando Gail consegue passar pela grande correnteza.

Curiosidades: Meryl Streep ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz, em 1995, graças a esse trabalho. Em 87 o ator Kevin Bacon trabalhou em um filme que seguia o mesmo estilo que esse, chamado Águas Perigosas. Só que neste caso, ele interpretava um guia turístico que acompanhava crianças em um acampamento na mata. Aguarde, pois você ainda irá conferir esta produção aqui no blog.

Eu & a Obra: Vi O Rio Selvagem há anos, e gostei muito. História boa, personagens fortes, produção excelente e atuações maravilhosas fazem deste filme algo imperdível.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Eu & “Férias no Trailler”

O filme de hoje é uma produção mais recente. Estrelada pelo ator Robin Willians, a comédia Férias no Trailler (R.V) foi lançada em 2006. Na história Bob Munro (Robin Williams) está estressado devido ao volume de trabalho e para relaxar, programa uma viagem com a família até o Havaí.

Bob opta por seguir pelo Colorado, quando um colega de trabaho o aconselha a viajar em um trailer. Como trabalha muito, a relação entre ele e os filhos está um pouco restrita. E essa seria uma forma de reaproximá-los.

Sua esposa Jamie (Cheryl Hines) e seus filhos Cassie (JoJo) e Carl (Josh Hutcherson) acham a ideia um pouco idiota, mas se veem obrigados a concordar. No início, tudo parecia ir bem. Até que os problemas em morar numa casa ambulante surgem, transformando a viagem em um verdadeiro desastre.

Para piorar a situação, Bob levou trabalho para fazer na viagem. E mais, descobriu que precisaria estar em um compromisso profissional. Fato que o obrigou desviar de sua rota sem que sua família desconfiasse.

Vale a pena conferir: Como a maioria dos trabalhos feitos por Robin Willians, esse filme também é muito engraçado. Além de nos tirar boas risadas, acaba discutindo a questão da união e amizade entre uma família.

Melhor Cena: Como se trata de uma comédia, destaco duas cenas bem engraçadas. A primeira é quando Bob tem um problema com o sistema hidráulico do trailler e pro conta disso, acaba provocando um vazamento na fossa.

A outra é quando ele e sua família tentam fugir de uma outra família, que conheceram em um acampamento de traillers. Ainda na estrada, essa família pensa que eles se desencontraram e fazem de tudo para alcançá-los. São bem inconvenientes, mas engraçados.

Curiosidades: A atriz Kristin Chenoweth, que interpreta Marie Jo Gornicke – pertencente a família que eles conhecem na viagem – trabalhou nas séries Pushing Daisies e Glee, além do filme Um Natal Brilhante. Curiosamente, em todos os seus trabalhos ela canta. E muito bem.

Eu & a Obra: Confesso que não tinha conhecimento sobre esse filme até passar na TV. E só assiti porque minha sobrinha falou bem dele. Adorei!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Eu & “Caçadoras de Aventuras”

O segundo filme escolhido para dar continuidade ao especial férias é Caçadoras de Aventuras (The Secret of Bear Mountain). Lançada em 1995, a produção era protagonizada pelas jovens atrizes Christina Ricci e Anna Schlumsky.

A história se passa em 1980, quando Beth Easton (Christina Ricci) se muda para o interior com a mãe Kate (Polly Draper). Vinda de uma cidade grande, de início a menina fica entediada com a vida pacata daquela localidade.

Até que conhece a jovem Jody Salerno (Anna Schlumsky). A menina é vista pela maioria como “garota problema”, já que foge do padrão de outras meninas da sua idade. Por isso, não tem amigos.

Em compensação, Jody tem espírito aventureiro e muita gana por liberdade. E são esses atributos que a aproximam de Beth, criando ali uma forte amizade. As duas passam a andar juntas e a convivência entre elas começa a preocupar Kate, uma vez que moradores da cidade a alertaram sobre a conduta de Jody.

Para piorar a situação, a jovem Jody tem uma mãe acoólatra e um padrasto que, aos olhos dos outros aparenta ser um homem de bem, mas no fundo não passa de um pilantra.

Com o crescimento da confiança entre as duas amigas, Jody revela a Beth seu plano. Explorar a Caverna do Urso, local onde supostamente existe um tesouro escondido há anos.

No início, a menina acha loucura da amiga. Mas aos poucos, acaba cedendo a tentação. Só que na primeira tentativa, Beth sofre um pequeno acidente. E por conta disso, sua mãe a proibe de andar com a amiga. Resta saber até que ponto vale a força dessa amizade.

Vale a pena conferir: Porque o filme Caçadoras de Aventuras é uma delícia de se ver. História bacana, que resgata aquele velho espírito aventureiro presente durante nossa infância, e que deveria se manter vivo durante toda nossa vida. Além de ressaltar a questão da amizade verdadeira.

Melhor Cena: Acho muito legal a cena em que Beth e Jody navegam em um pequeno barco, que a própria Jody construiu. De repente ela coloca no rádio a música “Saturday Nigth Live” e dança como John Travolta, no filme de mesmo nome. Além disso, o final.

Curiosidades: Não chega a ser uma grande curiosidade, mas vale lembrar que Christina Ricci foi a Vandinha de A Família Adams e Anna Schlumsky a Vada, amiga inseparável de Macaulay Culkin no filme Meu Primeiro Amor. Como elas eram muito pequenas, assustou um pouco o público quando surgiram aqui no papel de duas adolescentes.

Eu & a Obra: Peguei esse filme na locadora porque achei a sinopse interessante. Amei tanto que revi várias vezes e não me canso. Lembro que na época era muito amiga do dono da loja e a gente sempre trocava ideias sobre os filmes que assistíamos. Concordamos que esse, embora não fosse uma produção grandiosa, não perdia para nenhum outro.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Eu & “Curso de Verão”

Passada a euforia da primeira semana do ano que se inicia, a partir de hoje o Eu, Eu mesma & Meus Filmes preparou uma série de títulos que são a cara das férias. E para começar, nada como um bom clássico anos 80.

Curso de Verão (Summer School) é uma produção de 1987. O filme começa quando Freddy Shoop (Mark Harmon), professor de educação física bem descolado, é obrigado por seu chefe a dar aulas de língua inglesa num curso de férias.

O que Shoop nem imaginava era que pegaria uma turma composta por um grupo de alunos rebeldes. Tirando Anna Maria (Fabiana Udenio), uma estudante de intercâmbio vinda da França, todos os outros alunos sabem que este curso significa a última chance deles melhorarem suas notas e passarem de ano.

No início, o professor achou que precisaria apenas ficar algumas horas dentro de sala. Já os alunos, nem isso. E tudo parecia ir muito bem assim, até que Shoop conhece Robin Elizabeth Bishop (Kirstie Allei).

Professora linda e rígida, ela mantém um relacionamento secreto com seu chefe. Mas aos poucos, vai se interessando por Shoop. E ele, em busca de chamar sua atenção, resolve mudar a conduta durante o curso.

Para isso, passa a levar mais a sério seu trabalho. Chegando inclusive a pedir a ajuda de Robin para planejar suas aulas. Mas a turma é tão terrível, que o professor abre o jogo com eles e ambos fazem um trato.

Os alunos prometem prestar a atenção nas aulas e fazerem os trabalhos se em troca Shoop realizar os desejos que cada um dos alunos tem. Pronto, está selado o acordo.

Vale a pena conferir: Porque Curso de Verão é sem dúvida um dos filmes mais divertidos da década de 80, e que tem a cara das férias. Acredito que a grande tirada do filme seja o grupo de alunos. Embora eles pareçam não ter nada na cabeça, acabam por reforçar a ideia de que as aparências enganam. Já que no decorrer da história se mostram inteligentes, sensíveis e muito humanos.

Melhor Cena: Eu destaco três cenas muito bacanas. Entre os alunos há um rapaz que é stripper durante a noite. Sem saber, sua mãe vai ao clube que ele dança e acaba paquerando o próprio filho.

A dupla Francis Gremp (Dean Cameron) e Dave Frazier (Gary Riley) são dois amigos inseparáveis e apaixonados pelo filme O Massacre da Serra Elétrica. Quando Shoop chega a ser despedido, eles incentivam a turma a simularem um massacre na escola, tudo para impedir que uma nova professora assuma o cargo.

Por fim, logo no início do filme um aluno pede para ir ao banheiro e só retorna no dia do exame final. Curiosamente é ele quem tira a maior nota. Rsrs.

Eu & a Obra: Eu adoro esse filme. O acho leve e muito engraçado. É do tipo de filme que a gente vê, revê e nunca se cansa. E apesar de não ter grandes pretensões, no fundo te faz pensar. Já que retrata alunos rejeitados, com dificuldades financeiras, de aprendizagem, com déficit de atenção e ainda, a gravidez na adolescência. Com certeza, vale muito a pena conferir. E de preferência, nas férias.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Eu & “Crash – No Limite”

O ano novo começou e com ele, mais uma lista gostosa de filmes para postar aqui. Como estamos em época de férias, o ideal seria estrear 2011 com um especial dedicado a data.

Diferentemente, decidi deixar o especial para a próxima semana e hoje falo de um filme nao muito recente. Mas que, curiosamente, só o vi esta semana e fiquei encantada com a história. Por isso minha euforia em citá-lo logo.

Crash – No Limite (Crash) é uma produção de 2004. Vencedor do Oscar de 2006, o filme mostra a vida de diversas personagens que apesar de não se conhecerem, passam por situações parecidas onde o preconceito é o principal fator a ser discutido.

Com um elenco de primeira, encabeçado por atores já conhecidos como Sandra Bullock, Matt Dillon e Brandon Fraser, a produção levanta de forma brilhante a questão da intolerância e o que ela pode acarretar na vida das pessoas.

A história começa quando Jean (Sandra Bullock) tem o carro roubado por dois rapazes negros. Casada com Rick (Brendam Fraser), um promotor de sucesso, ela passa a ter crises de pânico e ira, além de atitudes raciais.

Um dos jovens que roubou o carro de Jean é o irmão desaparecido de Graham (Don Cheadle). Detetive renomado, conseguiu subir na vida apesar de ser um negro vindo de origem humilde. E de certa forma, esqueceu um pouco suas raízes.

Em outro ponto da cidade os policiais Ryan (Matt Dillon) e seu parceiro Hanson (Ryan Phillippe) saem em busca do carro roubado, mas acabam abordando um veículo dirigido pelo diretor de cinema Cameron (Terrence Howard), que estava na companhia de sua esposa Christine (Thandie Newton).

No ato da diligência, Ryan faz ameaças ao casal de negros e chega a molestar a mulher. Seu parceiro logo percebe que o oficial é racista, mas apesar de não concordar com sua atitude, nada faz para impedi-lo.

Paralelo a isso tudo, o filme se completa com a história de Daniel (Michael Pena), um chaveiro de origem latina que é chamado para atender a um imigante iraniano. Ele troca a fechadura da loja desse imigrante, mas como a porta continua com defeito, o estabelecimento acaba sendo roubado, fazendo com que o dono culpe Daniel pelo que ocorreu. E tenta resolver a questão com as prórpias mãos.

Vale a pena conferir: Porque é uma produção forte, com boas história paralelas que vão se amarrando no decorrer de todo o filme, com direito a desfechos surpreendentes. E o que é melhor, nos faz pensar e repensar, todo o tempo.

Melhor Cena: Há várias cenas bacanas, principalmente às relacionadas aos desfechos das personagens principais. Se eu contar, perde totalmente a graça. Por isso destaco a que Jean abraça sua empregada e diz que ela é sua única amiga. E ainda a cena final, com a ideia de tudo novo, de novo. 

Curiosidades: Além de faturar a estatueta de melhor filme, desbancando produções como Boa Noite e Boa Sorte e O Segredo de Brokeback Mountain, outros filmes brilhantes, Crash levou os prêmios de roteiro original e edição. O filme concorreu também aos Oscares de melhor diretor, ator coadjuvante (Matt Dillon) e canção original (“In the Deep”)

Eu & a Obra: Confesso que na época de seu lançamento, não despertei interesse em ver o filme. Nem mesmo quando levou o Oscar. Vi por um acaso esta semana, pois acreditava que estava mais do que na hora de conferir. E amei!

Filme forte, roteiro maravilhoso, ótimas atuações e ainda cenas de tirar o fôlego. Um soco no estômago, principalmente dos que se julgam melhor do que o outro.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Eu & O “Diário de Bridget Jones”

Como último filme do ano, escolhi um pelo qual tenho identificação e um carinho especial. O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones's Diary) é uma produção inglesa. Lançada em 2001, trazia em seu elenco principal os atores Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant.

No filme, Bridget Jones (Renée Zellweger) é uma solteirona de 32 anos que se envolve com Daniel Cleaver (Hug Grant), seu chefe. E quando acredita que esse relacionamento pode dar certo, descobre que na verdade ele não passa de um canalha galanteador.

Cansada da vida solitária e sem graça que vinha levando, na passagem do ano, Bridget decide dar um novo rumo à sua história. E o primeiro passo é escrever um diário, onde possa depositar todas as suas experiências, agradáveis ou não, e também angústias, desilusões e raiva.

Ela decide mudar de emprego, indo trabalhar na TV. Em sua primeira entrevista de destaque, consegue um furo de reportagem graças a Mark Darcy (Colin Firth), um renomado advogado cujos pais são amigos da família de Bridget, quem ele conhece desde criança.

Bridget sempre odiou Mark, a quem ela julgava metido e egocêntrico. Mas esse sentimento acaba despertando algo mais forte, o que a faz acreditar que ele possa se tornar um grande amor.

Paralelo à isso, Daniel e Mark são inimigos. E no decorrer da história, ambos vão brigar pelo coração de Bridget. Pronto, está armado um dos triângulos amorosos mais gostosos do cinema.

Vale a pena conferir: O Diário de Bridget Jones é um dos filmes mais românticos e engraçados que já vi. Com uma história bacana, tem como foco problemas comuns no dia-a- dia de qualquer um, já que aborda questões como solidão, baixa autoestima, realização profissional e a procura por um grande amor. Além disso, a trilha sonora é maravilhosa.

Melhor Cena: Eu destaco várias. Primeiro, logo no início do filme aparece Bridget arrasada, chorando e comendo feito uma louca, ao som de “All by Myself”. O que era para ser uma cena deprê, acaba se tornando engraçada por causa da junção de imagem e trilha.

Depois, destaco a cena em que Mark e Daniel brigam no aniversário de Bridget. Novamente ao som de uma trilha, desta vez “It's Raining Men”, a sequência se estende pela rua e a música encaixa muito bem à cena. Ponto para a edição!

No fim, o tão esperado encontro entre Bridget e Mark. Também ao som de uma música perfeita, “Ain't No Mountain High Enough”, é uma sequência maravilhosa de encontros e desencontros, que termina com um beijo de tirar o fôlego. Destaque para Bridget dizendo que bons garotos não beijam assim. E Mark a repreende, afirmando que beijam sim. Aí é para qualquer um se apaixonar.

Curiosidades: O filme fez tanto sucesso que rendeu uma continuação. Em Bridget Jones – No limite da Razão (The Edge of Reason), produção de 2004, Bridget e Mark vivem um romance estável, mas ela continua insegura na relação, já que Mark nunca decide marcar a data do casamento. A situação piora quando ele começa a trabalhar com uma jovem advogada. Morta de ciúmes, Bridget cria situações que fazem com que os dois briguem e o namoro esfrie. Durante este distanciamento quem reaparece é Daniel, dando continuidade à rixa entre os dois ex-amigos e ao triângulo amoroso.

- Para a sequência, Renée Zelweger engordou bastante.

Eu & a Obra: Quando vi este filme pela primeira vez, peguei na locadora. Não o conhecia, foi por acaso, mas me apaixonei de tal forma que ví e revi outras vezes. O segundo também foi assim, embora curta mais o primeiro. Também li o livro e dei a sorte de comprar um box, contendo os dois filmes, para minha cinemateca. Gosto dele porque me identifico com a história. Essa busca por um bem estar profissional, pessoal e um grande amor. Quem não queria um Mark Darcy em sua vida?

Escolhi este filme para postar hoje aqui por conta deste recomeço natural que se deseja em todo fim de ano. Na última cena da produção, Mark afirma que comprou um diário novo para Bridget porque está na hora de escrever uma nova história. E é isso que desejo à todos vocês. De preferência com um Mark Darcy, ou uma Bridget Jones, em suas vidas. Feliz ano novo! A gente se vê em 2011.