quinta-feira, 1 de abril de 2010

Eu & “Green Card”

No dia em que se comemora o “dia internacional da mentira”, escolho um filme no qual a mentirinha foi por uma boa causa.
Green Card – Passaporte para o Amor (Grenn Card) foi lançado em 1990 e trazia Gérard Depardieu e Andie MacDowell como o casal protagonista dessa deliciosa trama.

De um lado está George Faure (Gérard Depardieu), compositor francês que, apesar de morar nos Estados Unidos, está com o visto preste a expirar. Sua única chance para continuar no país é conquistando o green card, casando-se com uma americana legítima.

Do outro está Brontë Mitchell Faure (Andie MacDowell), solteirona americana que sonha alugar um apartamento em um conceituado prédio de Manhattan. No caminho, um problema. Solteiros não entram.

A história dos dois se entrelaça a partir do momento em que ambos resolvem inventar um casamento de mentirinha, em prol do sonho de cada um. No início tudo foi festa. Ele consegue o visto provisório e ela, o apartamento. Até o dia em que a imigração desconfia da relação e o casal passa a ser investigado.

Aí vai ser preciso forjar uma intimidade, que até então era inexistente, para que a farsa não seja descoberta. Farsa essa que pode levar Brontë ao despejo e George, à deportação. Green Card é uma comédia romântica deliciosa de se ver. Eu recomendo!

Ponto Alto: A química entre Gérard Depardieu e Andie MacDowell é tão gostosa que faz gosto vê-los juntos e torcer por um final feliz. É um daqueles filmes em que o amor começa de repente, faz a gente acreditar no sentimento e se emocionar com ele.

Melhor Cena: Destaco a sequência em que eles precisam estudar sobre cada um, para provarem ser realmente um casal. E quando se descobrem verdadeiramente apaixonados. Histórias assim são sempre muito bacanas e mexem com a gente.

Eu & a Obra: Quando estava pensando num filme para citar aqui, em homenagem a essa data, o primeiro que me passou pela cabeça foi Green Card. Mesmo assim, cogitei a possibilidade de Curtindo a Vida Adoidado e Enquanto Você Dormia. Mas, ao ler o jornal de domingo – aquele que dá a programação da semana – vi que Green Card ia passar (30/03) na HBO. Não revi, pois não tenho esse canal. Mas não poderia deixar esse “sinal” passar em branco. Acho que fiz a escolha certa. Rs.

sábado, 27 de março de 2010

Eu & “As Duas Faces de um Crime”

Os recentes escândalos sobre casos de pedofilia na igreja católica me fizeram lembrar de um filme que vi faz muito tempo, mas que nunca mais esqueci. E hoje ele é destaque aqui.
As Duas Faces de um Crime (Primal Fear) é uma daquelas produções que provavelmente vai te surpreender. Lançada em 1996, o elenco contava com o veterano Richard Gere e o novato Edward Norton.

A história dá início quando o corpo de um arcebispo é encontrado com 78 perfurações. O crime choca a opinião pública, pois além de ter sido realizado de forma brutal, as evidências apontam para Aaron (Edward Norton), coroinha da igreja. Na ocasião, o jovem é encontrado com a camiseta suja de sangue. Por conta disso a promotoria pede a condenação máxima (pena de morte).

Devido a repercussão na mídia, o caso interessa a Martin Vail (Richard Gere), advogado ambicioso, vaidoso e sem muito escrúpulo. De olho no prestígio, ele se oferece para defender o rapaz sem cobrar nada pelos seus serviços.

Durante suas conversas com o Aaron, Martin percebe que se trata de alguém ingênuo e tímido, incapaz de matar uma mosca. E mais, o advogado começa a desconfiar que o rapaz era abusado sexualmente pelo arcebispo. Fato que depois acaba confessando e complementando. Não só ele, como outros jovens da paróquia.

Esse já era motivo suficiente para o rapaz ser condenado, afinal ele teria lavado a honra com o sangue do padre. Mas, algo novo surgiria mais para frente e esse sim seria um fato difícil de comprovar. Nos momentos de raiva, Aaron assume uma outra personalidade. Dá vida a alguém mais forte e decidido. Corajoso suficientemente para matar alguém.

Vale a pena conferir: As Duas Faces de um Crime é um daqueles suspenses que vai te prender do início ao fim, e ainda surpreendê-lo no final. O filme é ótimo, bem amarrado e com cenas de tirar o fôlego.

Melhor Cena: Não vou revelar porque perde a graça, mas sugiro que assista até o fim.

Curiosidades: O filme é uma adaptação do best seller de William Diehl e marcou a estreia de Edward Norton nos cinemas.

Eu & a Obra: Gosto muito desse filme porque contém características admiráveis em uma produção de suspense. Te surpreende, faz pensar o tempo todo e no final olhar e dizer: Q Filme! O destaque fica por conta do, então novato, Edward Norton. No papel de Aaron ele mostra que veio para ficar e tem muito ainda o que mostrar. Prova disso foram seus trabalhos seguintes em ótimos filmes como: O Povo Contra Larry Flint, Clube da Luta, Dragão Vermelho e O Incrível Hulk. Amo esse ator!

domingo, 21 de março de 2010

Eu & “Parenthood”

Acaba de ser lançada nos EUA uma série chamada Parenthood. Criada com o intuito de brigar pela audiência com Brothers and Sisters, essa nova produção também tem como foco a vida em família. O que poucos sabem é que essa nova série leva o mesmo nome de um filme lançado na década de 80, que também narrava a história de uma família bem problemática.

Aqui no Brasil o filme Parenthood levava o nome de "O Tiro Que Não Saiu Pela Culatra". Lançado em 1989, trazia o comediante Steve Martin como Gil, o patriarca dos Buckman.

Ao lado da esposa Karen, vivida pela atriz Mary Steenburgen, ele tenta viver em harmonia com a família. Além de educar seus três filhos, o que inclui manter o senso de humor diante de situações inesperadas, conservar a carreira de sucesso e assumir o posto de marido atencioso.

Paralelo a isso, Gil ainda precisa lidar com parentes que só lhe trazem problemas. Entre eles, um irmão viciado em jogo, a irmã divorciada - que tem uma filha adolescente rebelde e um filho que sente a falta do pai - e um cunhado esnobe, cujo lema é transformar a filha em gênio.

Com o tempo, e muitos desafios, o casal descobre que essa tarefa não é lá tão fácil assim. E que para obter êxito, precisam de um bom jogo de cintura. Afinal, o segredo para uma família perfeita é deixar os filhos escolherem o próprio caminho.

Vale a pena conferir: porque é um filme que discute a relação entre pais e filhos, com uma boa dosagem de humor e drama.

Melhores Momentos: Ver Steve Martin atuar é sempre uma delícia, já que ele é o tipo de ator que mesmo em momentos dramáticos consegue arrancar boas gargalhadas. Quem não se lembra de O Pai da Noiva?

Curiosidade 1: Parenthood foi um dos primeiros filmes que Keanu Reeves atuou. Ele faz par romântico com a personagem de Martha Plimpton, atriz de Os Goonies. Ambos aparecem com um visual punk, característica dos jovens rebeldes da época.

Curiosidade 2: Para quem não sabe... Embora Martha Plimpton tenha feito alguns trabalhos seguidos na telona, ficou mais conhecida por ser namorada do saudoso River Phoenix. Após a morte do ator, nunca mais se falou dela. Até reaparecer em 2009, numa participação especial nos dois primeiros episódios (6ª temporada) de Grey’s Anatomy.

Curiosidade 3: Quem também participa do filme é Joaquim Phoenix, irmão de River Phoenix, conhecido hoje em dia pelo papel do cantor Johnny Cash no filme Johnny e June.

sábado, 13 de março de 2010

Eu & “Quatro Mulheres e um Destino”

Hoje convido você a conhecer a mulher fora da lei, muito bem representada em Quatro Mulheres e um Destino (Bad Girls). Esse faroeste foi lançado em 1994 e trazia em seu elenco principal um quarteto fantástico de atrizes belas e talentosas.
O filme conta a trajetória de Cody Zamora (Madeleine Stowe), Anita Crown (Mary Stuart Masterson), Eileen Spenser (Andie MaCdowell) e a caçula Lilly Laronette (Drew Barrymore), quatro ex-prostitutas que estão em busca de uma vida melhor.

Tudo começa quando a líder delas, Cody, atira em um homem que tenta molestar Anita. Preste a ser condenada pela população da cidade, Cudy é resgatada pelas amigas. Daí em diante, se tornam uma foragida da polícia. Tendo inclusive, uma recompensa oferecida em troca de sua cabeça. O que acaba a levar não só desconhecidos, como detetives à sua caça. 

O grupo decide seguir viagem, rumo a uma nova vida. No meio do caminho, um velho conhecido de Cody surge. Por conta de uma dívida, ele atrai a pistoleira até seu esconderijo. E ela vai, já que essa é a chance de um recomeço.

Mas, ele a engana. Além de não rever seu dinheiro, Cody sofre mãos tratos. É nessa hora que entra Josh McCoy (Dermolt Mulroney). O forasteiro conquista sua confiança, ao cuidar de suas feridas e prometer ajudá-la. Começa ali uma parceria que vai marcar para sempre suas vidas.

Vale a pena conferir: porque é uma delícia. Com bons atores e ótimas atuações. Elas são maravilhosas! Além disso, o filme conta com momentos de aventura, romance e comédia, na dosagem certa. A sintonia, companheirismo e fidelidade entre as amigas, também o torna muito emocionate 

Melhor Cena: De ação todas são ótimas, principalmente a final. Além disso, destaco às que são protagonizadas por Cody e Josh. Uma quando ele cuida dos ferimentos dela. A outra, quando ela o resgata das mãos de seu desafeto.
Curiosidade: Trata-se de um western incomum, já que ao invés de homens, as mulheres fazem o papel das heroínas fora da lei. E essa talvez seja a grande tirada do filme.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Eu & “Louca Obsessão”

Não tenho outra palavra para definir este filme que não seja sensacional. Louca Obsessão (Misery) foi um daqueles que entrou em mina vida por acaso. Na verdade, graças ao seu criador. Eu já falei que amo Stephen King?
Lançado em 1990, o filme começa quando o escritor Paul Sheldon (James Caan) sofre um acidente de carro por conta de uma nevasca. Ele é resgatado por Annie Wilkes (Kathy Bates), uma enfermeira que vive sozinha, numa casa distante da cidade. Leitora assídua de Paul, Annie é muito fã do escritor e sua obra.

No início de sua estadia, Paul se dá muito bem com a anfitriã. Até que a enfermeira descobre que ele está com uma cópia de seu novo livro, e pede para lê-lo. Ao tomar conhecimento da nova produção do escritor, Annie descobre que sua personagem favorita vai morrer e fica completamente transtornada.

Os dias passam e Paul começa a ficar preocupado com o comportamento dela, assim como a falta de comunicação com o mundo lá fora e, mais ainda, o fato de que ninguém veio procurá-lo. Para piorar a situação, Annie o força a reescrever sua história. Desta vez, salvando a heroína.

Cada vez que algo não sai conforme ela planejava, rasga tudo e o faz escrever novamente. Completamente nas mãos dessa “louca”, Paul se vê obrigado a aceitar as condições da Annie, enquanto tenta encontrar uma chance de escapar.

O criador e a criatura: Louca Obsessão é um filme brilhante baseado no romance de Stephen King, mestre do terror e suspense. Como característica de seu autor, apresenta uma história bem amarrada, cheia de surpresas, e com uma personagem capaz de arrancar arrepios no espectador. Aliás, Kathy Bates venceu o Oscar de melhor atriz pela interpretação de Annie. E ela está realmente ma-ra-vi-lho-sa.

Melhor Cena: Como bom filme de suspense, Louca Obsessão conta com muitas cenas surpreendentes. Mas para mim a melhor é quando Annie impede Paul de fugir, quebrando suas pernas. Tem que ter sangue frio para ver.

Curiosidade: Na última edição do Oscar, exibida 7/03, esta cena era uma das que homenagearam os filmes de terror produzidos por Hollywood. Kathy Bates também estava presente na cerimônia.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Eu & “Uma Linda Mulher”

Especial em homenagem às mulheres que se preze, tem que ter Uma Linda Mulher (Pretty Woman). Lançado em 1990, virou um marco do cinema, faturando um total de US$ 463, 406,268. Além de fãs pelo mundo todo.
Dirigido por Garry Marshal, o filme conta o envolvimento entre um magnata e uma garota de programa. A história começa quando Edward Lewis (Richard Gere) vem passar uns dias em Los Angeles, a negócios. Numa noite, o empresário resolve dar um passeio de carro e acaba indo parar acidentalmente no Hollywood Boulevard, reduto de prostitutas.

É aí que entra Vivian Ward (Julia Roberts). Pensando se tratar de um cliente, ela se aproxima do carro de Edward. Ao vê-lo com problemas de direção, se oferece a ajudá-lo. Em troca de dinheiro, claro, a jovem acaba levando-o de volta ao seu hotel. Quando esta preste a ir embora, ele a convida para ficar. De umas horas, o programa se estende até de manhã.

No dia seguinte, Edward lhe faz uma proposta. Pagaria para tê-la durante a semana toda em que estivesse na cidade. Além do dinheiro, lhe daria roupas descentes para que ela pudesse acompanhá-lo em seus compromissos profissionais. Assim, ninguém saberia que ela era uma garota de programas. É claro que Vivian se encantou, afinal acabara de tirar a sorte grande.

A convivência entre os dois foi se tornando cada vez mais forte, assim como a atração de um pelo outro. E nessa relação, ambos saíram ganhando. De um lado, Vivian teve a oportunidade de ser tratada com dignidade. Do outro, Edward deixa de lado a solidão e passa a desfrutar da vida.

Vale a pena conferir: Uma Linda Mulher é um dos romances mais gostosos de se ver, uma espécie de conto de fadas quase às avessas. A química entre Julia Roberts e Richard Gere é maravilhosa, assim como a trilha sonora. Com destaque para “Oh, Pretty Woman” (Roy Orbison), “It Must Have Been Love” (Roxette) e “Songbird” (Kenny G).

Melhor Cena: Acho linda a do piano.

Curiosidade 1: Julia Roberts entrou para o rol das estrela de Hollywood graças a esse papel.

Curiosidade 2: Anos mais tarde o diretor Garry Marshal retomou a parceria com Julia Roberts e Ricahrd Gere no filme Noiva em Fuga. Muitos acreditavam se tratar de uma continuação, mas apesar de fazerem uma dupla romântica, a produção não foi bem sucedida.

Curiosidade 3: Não sei onde Manoel Carlos se inspirou, mas a atual relação entre Jorge e Myrna, em Viver a Vida, não lembra um pouco a história de Uma Linda Mulher?

quarta-feira, 10 de março de 2010

Eu & “Sete Noivas para Sete Irmãos”

A escolha hoje é um clássico que por muitas vezes ocupou a grade da sessão da tarde, na TV Globo. Uma pena que o mesmo já não passe há anos e a única alternativa seja os canais a cabos, dedicados a produções antigas.
Sete Noivas para Sete Irmãos (Seven Brides for Seven Brothers) é um musical lançado em 1954. Protagonizado por Jane Powell e Howard Keel, tem início quando o lenhador Adam (Howard Keel) vai à cidade e se encanta por Milly (Jane Powell), uma jovem cozinheira.

Adam lhe faz uma proposta de casamento, que logo foi aceita. Afinal, o que Milly mais queria era uma vida melhor, em que teria casa e constituiria uma família. Naquele mesmo dia o casal sai da cidade, rumo à fazenda, como marido e mulher.

Ao chegar em casa, a jovem descobre que dividiria o teto com mais seis irmãos do marido. Mais que isso, a partir daquele momento ela, consequentemente, serviria de “empregada” para todos eles. A primeira reação foi uma revolta muito grande. Depois, ela pensa na possibilidade dessa relação dar certo. Desde que todos contribuem para o bom andamento da casa.

O início foi difícil. Os irmãos de Adam eram como bichos-do-mato. Não tinham hábitos de higiene e nem educação. Mas, aos poucos, Milly foi domesticando esses rapazes, até que se tornaram verdadeiros cavalheiros.

A mudança no decorrer dessa história começa quando todos vão participar de uma quermesse na cidade. Ao chegarem lá, os rapazes despertam paixão nas moças e ciúmes nos homens do local. E, após uma briga, ficam impedidos de voltarem lá.

Vendo que seus irmãos estão sofrendo, Adam sugere uma atitude romântica e ao mesmo tempo selvagem. Que voltem à cidade, na calada da noite, e sequestrem seus amores. Eles acreditam que, com tempo, as moças irão se acostumar e corresponder a esse amor. Mas, não é bem isso que acontece. Pelo menos no início.

Vale a pena conferir: Sete Noivas para Sete Irmãos é um filme muito bacana. Leve, divertido, com uma ótima trilha sonora, tem todos os atributos para encantar quem gosta do gênero. E mais, se você curte musicais, não tem como ficar com o pezinho parado.

Curiosidade: O filme O Casamento dos Trapalhões foi inspirado nessa história.