quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eu & “O Massacre da Serra Elétrica”

O filme de hoje na Semana do Halloween é mais um clássico do gênero terror. O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre) é uma produção de 1974. Mas aqui apresento uma refilmagem, lançada em 2003, tendo Jéssica Biel como protagonista.

No filme, um grupo de jovens segue em viagem do Texas rumo ao México. No meio do caminho, ficam sem gasolina. Eles param próximos a um matadouro, aparentemente abandonado.

Como não veem ninguém, começam a procurar um telefone para pedir socorro. Até que dão de cara com uma família estranha, que vive próxima ao local e cultivam o hábito do canibalismo. Além disso os jovens terão que lidar com um louco desfigurado, que os persegue com uma serra elétrica nas mãos.

No decorrer da história esse grupo de amigos descobre que aquele matadouro serve para uma espécie de “abate humano” e serão as próximas vitimas, caso não consigam escapar desses insanos.

Tarefa difícil, já que o local é deserto e o policial de lá pertence a essa família.

Vale a pena conferir: Porque é um clássico do gênero, muito falado, comentado e com uma boa repercussão. Alem disso, prato cheio para quem curte filmes sanguinários.

Melhor cena: Como é um filme daqueles que nos deixam muito nervosos, destaco quando descobrem o homem da serra e o que ele faz. Além disso as tentativas de fuga protagonizadas por Erin (Jessica Biel).

Curiosidades: Como disse no início do texto, o filme original - O Massacre da Serra Elétrica (Texas Chain Saw Massacre, The) – foi lançado em 1974. Sua história é baseada em fatos reais, já que teve uma sobrevivente.

Além dessas duas versões, houve uma continuação. O massacre da Serra Elétrica 2 se passaria 13 anos após o primeiro massacre. Lançado em 1986, trazia Dennis Hopper no elenco.

Já em 2006, lançaram O Massacre da Serra Elétrica - o Início. Nesse caso, a história dá ênfase ao nascimento e criação do jovem Thomas Hewitt, até se tornar o assassino com a serra. Ufa!

Eu & a Obra: Apesar de citar todas as versões desse filme, optei por destacar a de 2003 porque foi a única que assisti. E confesso que só o fiz por curiosidade, já que ouvia muito falar do massacre, cara da serra, etc... Não gosto muito desse filme, o acho bobo e meio sem sentido. Por isso o listei em Troféu Framboesa. Mas é um clássico, merece ser citado e visto. Para que cada um tire sua própria conclusão. 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Eu & “O Cemitério Maldito”

O terceiro título escolhido para listar a Semana Halloween é considerado um clássico do terror. Baseado na obra do mestre Stephen King, o O Cemitério Maldito (Pet Sematary) foi lançado nas salas de cinema em 1989.

No filme a família Creeds se muda para uma casa, em Chicago, localizada na beira de uma estrada muito movimentada. Nessa rodovia, além de carros pequenos, há uma grande circulação de veículos grandes, como caminhões e reboques.

Em frente à casa dos Creeds, do outro lado da estrada, existe um cemitério de animais, criado pelas crianças (moradores) cujos bichos de estimação morreram atropelados nessa mesma estrada.

Louis Creed (Dale Midkiff), o pai, logo faz amizade com Jud Crandall (Fred Gwynne), morador da casa ao lado. Jud é quem conta sobre a rotina dali e alerta os novos vizinhos para o perigo que aquela estrada representa, principalmente para as crianças.

Durante um feriado, Rachel (Denise Crosby), a esposa de Louis, viaja com os filhos Ellie (Blaze Berdahl) e Gage (Miko Hughes), para visitar os pais. Enquanto isso, seu marido fica em casa com o gato da filha.

O bichinho sai de casa e acaba sendo atropleado. Ao ver o desespero de Louis, já prevendo o sofrimento da filha, Jud sugere que Louis enterre o animal em outro cemitério, mais atrás do de animais.

No dia seguinte o gato retorna à casa, de forma misteriosa e com um comportamento estranho. Ao perguntar à Jud como isso pode ter acontecido, o vizinho ouve a confissão de que as terras onde o gato foi enterrado pertencem a um antigo cemitério indígena, capaz de trazer qualquer um de volta à vida. Mas, como nem tudo são flores, quem volta de lá nunca mais será o mesmo.

Quando sua família retorna de viagem, a menina logo percebe que há algo estranho com o gato e passa a não gostar mais tanto assim dele. As coisas ficam mais tensas quando Gage, o caçula da família, também morre atropelado na estrada. E, em um momento de loucura, Louis decide enterrar o menino no tal cemitério.

Vale a pena conferir: Uns dizem que o filme é de terror, outros suspense. Mas independente de sua categoria, a verdade é que se trata de um baita filme. Capaz de prender sua atenção, mexer com seu emocional e fazê-lo se arrepiar, como um bom filme de terror. King consegue, de forma brilhante, nos surpreender durante todos os momentos e ainda presentear-mos com um grande final.

Melhor Cena: Difícil apontar, mas dá nos nervos ver o gato voltar. Assim como o que veio depois, com a morte de Gage e outras “coisinhas mais adiante”, que você só vai saber se assistir ao filme.

Curiosidades: Como todas as obras de Stephen King, o filme O Cemitério Maldito também foi baseado em um de seus livro. Nesse caso, levou seu nome original. Uma continuação do filme foi lançada em 1992 e tinha em seu elenco o ator Edward Furlong. Mas O Cemitério Maldito II não fez sucesso como o primeiro, talvez porque a história não tinha o dedo de Stephen King.

Eu & a Obra: Fui ver O Cemitério Maldito no cinema, com minha irmã mais velha. Na época eu não tinha a idade apontada pela classificação etária, mesmo assim consegui entrar. Durante a projeção, minha irmã deu ataque de medo e resolveu sair do cinema antes que o filme acabasse. Como era muito novinha, tive que sair com ela.

Nem preciso dizer que fiquei P. da vida, pois queria saber o que acontecia com o menino. Fiz ela conseguir o livro, para que eu conhecesse toda a história. O filme mesmo só fui ver bem depois, quando saiu em VHS. Adorei! Depois de O Iluminado, é um dos filmes mais tensos de King. E minha dica aqui é para experimentarem ler o livro e ver o filme, pois a história se torna ainda mais eletrizante.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Eu & “Jovens Bruxas”

Dando sequência a Semana Halloween, o filme que escolhi está bem relacionado ao tema. Jovens Bruxas (The Craft) foi lançado em 1996 e tinha em seu elenco Neve Campbell, a protagonista de Pânico.

A história se passa em um colégio de Los Angeles, onde um trio de amigas são consideradas “esquisitas”. Por conta das diferenças, que fogem ao padrão da grande maioria, as jovens sofrem preconceito dos outros estudantes.

Apontadas como bruxas, o grupo formado por Nancy (Fairuza Balk), Bonnie (Neve Campbell) e Rochelle (Rachel) se interessam por ocultismo e acreditam na chegada de uma nova integrante, para começarem a colocar sua magia em prática.

O que acontece quando a jovem Sarah (Robin Tunney) chega à cidade. Vinda de São Francisco com o pai, após a morte de sua mãe, Sarah é misteriosa aos olhos dos outros. E por conta disso, desperta o interesse do trio de bruxas.

A jovem acaba se juntando ao grupo, que percebe seu dom. Mas o que elas não sabem, e nem mesmo Sarah tem noção, é do poder que possui. Mesmo assim, elas investem na magia e conforme o poder se manifesta, passam a usá-los em benefício próprio.

De início, o que parecia inofensivo, toma grandes proporções. E piora quando elas começam a se vingar de quem às humilhou, entrando em pontos condenados pela magia. Fazer o mal e interferir no livre arbítrio das pessoas.

Vale a pena conferir: Assim como Os Garotos Perdidos, Jovens Bruxas é um filme interessante porque transfere temas místicos, antigos, para a modernidade. Mas sem perder o sentido, ou fantasiar demais. E isso é muito bom. Esse filme é ágil. Embora seja ficção, retrata bem esse universo. Pode não ter sido uma grande produção, mas não peca em termos de efeitos. E para quem gosta do tema, é um prato cheio.

Melhor Cena: Como pequenas cenas compõem um todo, acho bacana a iniciação delas. Gosto bastante também da Sarah, pois já é uma bruxa nata. E por isso, por menor que seja o feitiço, por já ter um dom, ela arrasa.

Curiosidades: Além de Neve Campbell, outro ator de Pânico participa do filme. Estou falando de Skeet Ulrich, que aqui interpreta Chris. Esse ator, quando surgiu em Pânico, foi considerado um sósia de Johnny Depp. A carreira não emplacou e ele sumiu. Também, vamos combinar que essa comparação é quase uma heresia. Ele não tem tem nada a ver com Depp.

O filme The Craft por aqui se chamou Jovens Bruxas. Já em Portugal ficou com o título de O Feitiço.

Eu & a Obra: Não lembro como descobri esse filme, provavelmente lendo a respeito. Mas sei que peguei na locadora. E fazendo jus ao ditado: toda mulher é uma bruxa, eu também não fujo à regra. Se não sou, pelo menos gostaria de ser. Adoro assuntos místicos, tenho curiosidades sobre a religião Wicca, e por toda essa simpatia, gostei muito do filme. Apesar de saber que todo poder, de certa forma, fascina, acho ótimo a forma com que foi tratado no filme. É preciso saber lidar com ele, respeitar limites e jamais usá-lo para o mal. Afinal, um dia ele se volta contra você.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Eu & “Os Garotos Perdidos”

Para dar início a semana Halloween, o primeiro título escolhido é Os Garotos Perdidos (The Lost Boys). Lançado em 1987, o filme foi um marco nas produções de terror da década de 80.

O longa começa quando Lucy (Dianne Wiest) se vê com problemas financeiros. Por conta disso ela e os filhos, Michael (Jason Patric) e Sam (Corey Haim), se mudam para um cidadezinha chamada Santa Clara.

Chegando na cidade, os jovens logo sentem a diferença em morar no interior, onde a vida é bem distante da que estavam acostumados. Por ser mais maleável que o irmão, Sam tenta se habituar. Ele logo faz amizade com os irmãos Edgard Frog (Corey Feldman) e Alan Frog (Jamison Newlander).

Já Michael se interessa por Star (Jami Gertz), moça que tem como amigos uma gangue de rebeldes, liderada por David (Kiefer Sutherland). Na verdade, esse grupo de baderneiros são jovens vampiros, responsáveis pelo sumiço de tantos outros moradores da cidade.

No decorrer da história, San é que terá de lidar com eles. Se quiser salvar a vida do irmão. Além de descobrir o líder, e destruí-lo. E para isso, contará com a ajuda dos irmãos Frog.

Vale a pena conferir: Porque The Lost Boys é um dos melhores filmes do gênero. Seguindo a agilidade, sem pecar na modernidade, o filme tem uma história muito envolvente. Conta com ótimas atuações, um grupo de jovens atores talentosos, e uma trilha sonora maravilhosa.

Melhor Cena: Várias! Quando o grupo de David revela à Michael o que são na verdade. Quando Michael começa a sentir os efeitos, de quem está se transformando em vampiro. Os embates entre os irmãos Frog e os vampiros, primeiro no esconderijo deles. Depois, na casa de San. Assim como a cena final.

Curiosidades: Apesar do filme ter feito sucesso, demorou para que ter uma continuação. Os Garotos Perdidos 2 - a tribo (Lost Boys: the tribe) só foi lançado em 2008. Do elenco original, o segundo filme contou apenas com Corey Feldman. Fraco, não agradou e nem teve divulgação, sendo lançado direto em DVD. Recentemente saiu uma nota de que uma terceira edição estaria em fase de negociação. Corey Feldman já confirmou sua participação.

- O ator Edward Herrmann, que vive o líder dos vampiros, é Richard Gilmore na série Gilmore Girls.

- Na caverna onde os vampiros se escondem há um pôster enorme de Jim Morrison, do The Doors.

Eu & a Obra: Descobri esse filme por intermédio de uma amiga do colegial, que adorava. Vi a primeira vez na sua casa, pois ela tinha a fita. Amei tanto que já revi várias vezes. Acho a história ótima, envolvente. Retrata muito bem o universo dos vampiros. E quem não gostaria de ser transformada em vampira por Kifer Sutherland?

Brincadeiras a parte, jamais esqueci as palavras que constam na sinopse: “De dia dorme, a noite é uma festa, não fica velho, nunca morre. Ser vampiro, é um barato”.

domingo, 17 de outubro de 2010

Eu & “Para Sempre na Memória”

Ontem fiquei devendo à você a continuação do especial de aniversário, onde escolhi alguns títulos especiais que me marcaram bastante. Hoje, no último filme da série, comento aqui um que é muito especial para mim.

Lançado em 1988 o filme Para Sempre na Memória (Permanent Record) trazia em seu elenco principal um até então desconhecido Keanu Reeves. O filme está focado em um grupo de estudantes, de uma escola secundária.

Entre eles, destaque para David (Alan Boyce). Além de ótimo aluno, o rapaz é um filho carinhoso e grande amigo de Chris (Keanu Reeves), com quem tem uma banda.

Mas, apesar de aparentar ter a vida que todos almejariam, com um futuro promissor, David sente uma pressão muito grande em suas costas. A sensação que tem é a de que precisa ser perfeito, o que nem sempre é possível.

E com a formatura se aproximando, seu desejo era poder parar um pouco e só por um momento, não ter nenhuma preocupação ou obrigação. Mesmo assim, o rapaz optou por não dividir essa angustia com ninguém, nem mesmo com Chris.

Um dia, durante uma festa, Chris vê David cair de um penhasco. O rapaz morre e sua partida deixa seus amigos muito chocados, principalmente Chris. Os jovens decidem homenageá-lo durante um evento que vai acontecer no colégio, para qual David estava produzindo as músicas.

Tudo estava caminhando mais ou menos bem, até Chris receber a partitura de uma música que ele e David estavam trabalhando, pelo correio, junto com um bilhete. Pelo conteúdo, Chris percebe se tratar de uma despedida.

É aí que história muda de figura, já que a morte de David deixa de ser uma fatalidade para se tornar suicídio.

Vale a pena conferir: Porque é um filme que traz a tona questões muito importantes, com destaque maior na juventude. Como por exemplo, de como os jovens sentem pressão durante a transição entre a vida infantil e adulta. Além disso, quebra a temática de que nem sempre quem aparenta ter a vida perfeita, é feliz.

Melhor Cena: O filme é um drama, por isso apresenta cenas muito fortes e emocionantes. Me toca bastante as sequências pós Chris saber que David se matou. O rapaz pira, e Keanu Reeves trabalha muito bem. E o final, quando os jovens alunos conseguem homenagear David cantando a música que ele tinha feito, em parceria com Chris.

Eu & a Obra: Descobri esse filme na locadora por acaso, e confesso que peguei porque tinha Keanu Reeves no elenco. Como eu já conhecia seu trabalho de outros tempos, me animei em conferir esse do início de sua carreira. Amei! É um filme que me emociona profundamente e me leva às lágrimas, mas não de tristeza. A música é linda, a história é forte e as atuações, maravilhosas. Vale mais do que a pena conferir, para depois refletir sobre o tema. Às vezes alguém precisa de você, mas quando nos tocamos disso é tarde demais. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eu & “Ao Mestre com Carinho”

No dia do meu aniversário, aproveito para homenagear também o professor pelo seu dia. E para isso, nada melhor do que falar de um clássico do cinema.

Ao Mestre com Carinho (To Sir, with Love) é uma produção inglesa, lançada em 1967. Tudo começa quando Mark (Sidney Poitier), um engenheiro desempregado, decide tentar a carreira no magistério.

Ele consegue trabalho em uma escola localizada na periferia de Londres. Pela frente, um grupo de alunos indiciplinados, liderados pelo trio Denham (Christian Roberts) Pamela (Judy Geeson) e Barbara (Lulu), que só pensam em tirá-lo do cargo.

Por se tratar de um homem vivido, acostumado a lidar com os desafios da vida, Mark não só vai dominar seus alunos como tranformar o que, de início não passava de hostilidade, em respeito, admiração e carinho.

Vale a pena conferir: O filme foi um marco para a época e até hoje é referência ao tema. Soube retratar muito bem a relação entre professor e aluno, que inclui o desafio em saber lidar com a rebeldia e as diferenças.

Melhor Cena: Claro que a antológica cena em que Barbara canta a canção título do filme em homenagem ao Mark que, naquele momento, estava se despedindo da classe. É de nos debulharmos em lágrimas.

Curiosidades: No último episódio da primeira temorada de Glee, exibido mês passado, os alunos do coral cantaram essa música para seu professor. Nossa, como chorei.

Eu & a Obra: Esse filme faz parte de minhas lembranças da infância, pois sempre o assistia na sessão da tarde. Acho uma história forte e muito bacana. E apesar de antigo, nunca esteve tão atual.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eu & “O que é isso, companheiro”?

O filme que escolhi para falar hoje é uma produção nacional, drigidao por Bruno Barreto. Lançado em 1997, o filme O que é isso, companheiro? se passa na época da ditadura militar.

A história começa quando um grupo de jovens, aproveitando a visita do embaixador dos EUA ao Brasil, decidem sequestrá-lo. E em troca da sua liberdade, exigem a libertação de presos políticos que estão sendo torturados pelos militares.

Liderados por Jonas (Matheus Nachtergale), Fernando/Paulo (Pedro Cardoso), Andreia/Maria (Fernanda Torres), Marcão (Luiz Fernando Guimarães), Renée (Claudia Abreu), César/Osvaldo (Selton Mello), Julio (Caio Junqueira) e Toledo (Nelson Dantas) são os responsáveis por executarem o plano e fazerem de tudo para que o mesmo tenha um desfecho favorável aos seus interesses.

Como em momento algum parte daqueles jovens tinha a intenção de cometer atos violentos contra o embaixador, a convivência com Charles Burke (Alan Arkin) foi mais do que pacificadora. Criou-se certa intimidade entre eles, o que, de certa forma, dificultaria sua eliminação caso às exigências não fossem cumpridas.

Vale a pena conferir: Quando penso em filmes nacionais, esse é o meu preferido. Já falei aqui e torno a repetir, qualquer tipo de ditadura me irrita e toca profundamente. A militar é algo repugnante, que deveria envergonhar à qualquer país. Imaginar que uma pessoa seja obrigada a não pensar, expor suas ideias, é algo que não tem explicação. Gosto desse filme porque, embora triste, é bom saber que alguns jovens foram tão corajosos, a ponto de arriscarem suas vidas em prol de algo que acreditavam ser o certo.

Melhor Cena: Gosto muito das conversas do embaixador com Fernando/Paulo (Pedro Cardoso) e Renée (Claudia Abreu). E a cena final, que marca a volta desses jovens após o exílio. Com destaque para o desfecho de Andreia/Maria (Fernanda Torres). Chorei muito.

Curiosidades: Essa história é verídica, e foi baseada no livro de Fernando Gabeira, na obra interpretado por Pedro Cardoso. Outra personalidade política conhecida é Dilma Rousseff, aqui interpretada por Claudia Abreu. Alguns nomes foram mudados para preservar a identidade.

- O título faz uma referência a forma com que se cumprimentavam, já que, por medida de precaução, não era permitido citar nomes, para que os mesmos não fossem descobertos.

- Nos EUA o filme recebeu o título Four Days in September, como referência à data do sequestro. Concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro, mas infelizmente não levou a estatueta.

- Recentemente veio a tona um boato de que o ator da Globo, Carlos Vereza, foi o responsável pelos disfarces nos jovens guerrilheiros, responsáveis pelo sequestro do embaixador.

- Quem escreveu o manifesto lido nos rádios e nas TVs contra o governo militar não foi Fernando Gabeira, e sim Franklin Martins, atual ministro-chefe da secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A leitura do manifesto – além da libertação de 15 presos políticos – era uma das condições para libertar Elbrick.

Eu & a Obra: Quando vi esse filme pela primeira vez, caí em lágrimas. É uma história muito forte, triste, pesada, mas admirável pela ousadia e coragem daqueles “jovens companheiros”. Fiquei muito feliz com a indicação ao Oscar e embora achasse difícil levar – não pela qualidade do filme, mas por botar em evidência uma falha de segurança do governo estadunidense (eles não iriam nos dar esse gostinho) -, sabia que se essa obra não levasse o prêmio, dificilmente um outro filme nosso conseguiria. Bom, até hoje minha professia vem se concretizando. Infelizmente!